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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Sharpest Ultima Thule | Ultima Thule em máxima nitidez


Em 1º de janeiro, a New Horizons voou até uma distância de 3.500 quilometros do astro do Cinturão de Kuiper chamado Ultima Thule. Isso significa que ela esteve cerca de 3 vezes mais proxima que quando de sua máxima aproximação de Plutão, em julho de July 2015. 

A inedita façanha de precisão navegacional da espaçonave, com o apoio de dados de campanhas de observação baseadas em solo e no espaço foi cumprida a 6.6 bilhões de quilometros (mais de 6 horas-luz) do planeta Terra. 

Seis minutos e meio antes da máxima aproximação de Ultima Thule, ela registrou os nove quadros usados nesta imagem composta. A foto mais detalhada possivel do objeto mais distante até hoje explorado tem uma resolução de cerca de 33 metros por pixel, revelando caracteristicas de superficie intrigantemente brilhantes e sombras escuras proximas ao terminador. 

Um objeto  primitivo do Sistema Solar, os dois lobos de Ultima Thule combinados se estendem por apenas 30 quilometros. Compreendeu-se recentemente que o lobo maior, denominado Ultima, é achatado como uma panqueca fofa, enquanto o menor, Thule, tem um formato que lembra uma noz dentada.

Tradução de LM Leitão da Cunha


On January 1, New Horizons swooped to within 3,500 kilometers of the Kuiper Belt world known as Ultima Thule. That's about 3 times closer than its July 2015 closest approach to Pluto. 

The spacecraft's unprecedented feat of navigational precision, supported by data from ground and space-based observing campaigns, was accomplished 6.6 billion kilometers (over 6 light-hours) from planet Earth. 

Six and a half minutes before closest approach to Ultima Thule it captured the nine frames used in this composite image. The most detailed picture possible of the farthest object ever explored, the image has a resolution of about 33 meters per pixel, revealing intriguing bright surface features and dark shadows near the terminator. A primitive Solar System object, Ultima Thule's two lobes combine to span just 30 kilometers. The larger lobe, referred to as Ultima, is recently understood to be flattened like a fluffy pancake, while the smaller, Thule, has a shape that resembles a dented walnut.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

The Expanding Echoes of Supernova 1987A | Os ecos em expansão da Supernova 1987A




Você consegue encontrar a supernova 1987A? Não é dificil — ela ocorreu no centro da figura expansiva em formato de olho de boi. Embora esta detonação estelar tenha sido vista pela primeira vez em 1987, e luz proveniente de SN 1987A continuou a liberar tufos de poeira interestelar e a ser refletida em nossa direção por até muitos anos depois. 

Ecos de luz registrados entre 1988 e 1992 pelo telescopio Anglo-Australiano (AAT), na Australia, são mostrados movendo-se para fora da posição da supernova nesta sequencia de lapso temporal. Essas imagens foram compostas subtraindo-se uma imagem da LMC (Grande Nuvem de Magalhães) obtida antes da chegada da luz da supernova de imagens posteriores da LMC que incluiam o eco da supernova.

Outras proeminentes sequencias de ecos de luz incluem as registradas pelos projetos de monitoramento celeste EROS2 e SuperMACHO. Estudos de aneis de ecos de luz em expansão ao redor de outras supernovas permitiram determinar  mais precisamente a localidade, data e simmetria dessas tremendas explosões estelares. 

O dia de ontem marcou o 32º aniversario de SN 1987A: a ultima supernova registrada no interior ou ao redor da Via Lactea, e a ultima a ser visivel a olho nu.

Tradução de LM Leitão da Cunha

Can you find supernova 1987A? It isn't hard -- it occurred at the center of the expanding bullseye pattern. Although this stellar detonation was first seen in 1987, light from SN 1987A continued to bounce off clumps of interstellar dust and be reflected to us even many years later. 

Light echoes recorded between 1988 and 1992 by the Anglo Australian Telescope (AAT) in Australia are shown moving out from the position of the supernova in the featured time-lapse sequence. These images were composed by subtracting an LMC image taken before the supernova light arrived from later LMC images that included the supernova echo. 

Other prominent light echo sequences include those taken by the EROS2 and SuperMACHO sky monitoring projects. Studies of expanding light echo rings around other supernovas have enabled more accurate determinations of the location, date, and symmetry of these tremendous stellar explosions. Yesterday marked the 32nd anniversary of SN 1987A: the last recoded supernova in or around our Milky Way Galaxy, and the last to be visible to the unaided eye.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

NGC 4565: Galaxy on Edge | NGC 4565: Galaxia de lado


A magnifica galaxia espiral NGC 4565 é vista de lado da perspectiva do planeta Terra. Também chamada Galaxia da Agulha devido ao seu perfil estreito, a brilhante NGC 4565 é uma parada obrigatoria em muitos tours telescopicos da região norte do céu, na esmaecida constelação da Cabeleira de Berenice. 

Esta nitida imagem colorida revela o nucleo central abaulado da galaxia cortado por trilhas de poeira obscurecedora que envolve o fino plano galactico de NGC 4565. Há uma variedade de outras galaxias no plano de fundo deste belo campo de visão, com a galaxia vizinha NGC 4562 no canto superior direito. 

A propria NGC 4565 situa-se a cerca de 40 milhões de anos-luz de distancia e se estende por cerca de 100.000 anos-luz. Facilmente identificável através de pequenos telescopios, os entusiastas de astronomia consideram NGC 4565 uma proeminente obra prima celestial que o astrônomo Charles Messier deixou de perceber.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Magnificent spiral galaxy NGC 4565 is viewed edge-on from planet Earth. Also known as the Needle Galaxy for its narrow profile, bright NGC 4565 is a stop on many telescopic tours of the northern sky, in the faint but well-groomed constellation Coma Berenices. 

This sharp, colorful image reveals the galaxy's bulging central core cut by obscuring dust lanes that lace NGC 4565's thin galactic plane. An assortment of other background galaxies is included in the pretty field of view, with neighboring galaxy NGC 4562 at the upper right. 

NGC 4565 itself lies about 40 million light-years distant and spans some 100,000 light-years. Easily spotted with small telescopes, sky enthusiasts consider NGC 4565 to be a prominent celestial masterpiece Messier missed.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Dragon Aurora over Iceland | Aurora de dragão sobre a Islandia


Você já viu um dragão no céu? Embora em realidade não existam dragões voadores, uma enorme aurora em formato de dragão se formou no ceu da Islandia no começo deste mes. 

A aurora foi causada por um buraco na coroa solar por onde foram expelidas particulas carregadas em um vento solar que seguiu o campo magnetico interplanetarrio mutante até a magnetosfera da Terra. 

Quando algumas daquelas particulas então atingiram a atmosfera terrestre, excitaram atomos que subsequentemente emitiram luz: aurora. Esta  iconica aparição foi tão cativante que a mãe do fotografo saiu para fora de casa a fim de vê-la, e acabou aparecendo em primeiro na imagem. 

Nenhuma mancha solar apareceu no Sol em fevereiro, até agora, o que torna os varios dias de pitoresca atividade auroral deste mês algo um tanto surpreendente.

Tradução de LM Leitão da Cunha

Have you ever seen a dragon in the sky? Although real flying dragons don't exist, a huge dragon-shaped aurora developed in the sky over Iceland earlier this month. 

The aurora was caused by a hole in the Sun's corona that expelled charged particles into a solar wind that followed a changing interplanetary magnetic field to Earth's magnetosphere. 

As some of those particles then struck Earth's atmosphere, they excited atoms which subsequently emitted light: aurora. This iconic display was so enthralling that the photographer's mother ran out to see it and was captured in the foreground. 

No sunspots have appeared on the Sun so far in February, making the multiple days of picturesque auroral activity this month somewhat surprising.

Reflections on vdB 9 | Reflexos em vdB 9


Centralizada em uma bem composta vida  celestial parada, a bonita e azul vdB 9  é o 9º objeto do catalogo de 1966 de Sidney van den Bergh de nebulosas de reflexão. Ela divide este campo de visão telescopica, com cerca de duas vezes o tamanho de uma Lua cheia no céu, com estrelas e escuras nuvens de poeira obscurecedoras na constelação de Cassiopeia, ao norte. 

A poeira cosmica está refletindo preferencialmente a luz estelar  azul da estrela quente incrustada SU Cassiopeiae, dando a vdB 9 o caracteristico tom azulado associado a classicas nebulosas de reflexão. 

SU Cas é uma estrela variavel das Cefeidas, embora mesmo em sua maxima intensidade de brilho ela seja muito esmaecida para ser visivel a olho nu. 

Ainda assim, as Cefeidas têm um importante papel na determinação de distancias em nossa galaxia e além. À bem conhecida distância da estrela, de 1.540 anos-luz, esta tela de pintura cósmica teria cerca de 24 anos-luz de diametro.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Centered in a well-composed celestial still life, pretty, blue vdB 9 is the 9th object in Sidney van den Bergh's 1966 catalog of reflection nebulae. It shares this telescopic field of view, about twice the size of a full moon on the sky, with stars and dark, obscuring dust clouds in the northerly constellation Cassiopeia. 

Cosmic dust is preferentially reflecting blue starlight from embedded, hot star SU Cassiopeiae, giving vdB 9 the characteristic bluish tint associated with a classical reflection nebula. 

SU Cas is a Cepheid variable star, though even at its brightest it is just too faint to be seen with the unaided eye. 

Still Cepheids play an important role in determining distances in our galaxy and beyond. At the star's well-known distance of 1,540 light-years, this cosmic canvas would be about 24 light-years across.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Doomed Star Eta Carinae | Eta Carinae, estrela condenada


Eta Carinae pode estar prestes a explodir. Mas ninguém sabe quando — talvez no ano que vem, ou daqui a um milhão de anos. A massa de Eta Carinae — cerca de 100 vezes maior que a do Sol — a torna uma excelente candidata a tornar-se uma supernova em uma explosão completa. 

Registros historicos mostram que há cerca  de 170 anos, Eta Carinae sofreu um incomum surto  que a tornou uma das mais brilhantes estrelas do ceu do sul. Acredita-se que Eta Carinae, na Nebulosa do Buraco de Fechadura, seja a unica estrela atualmente emitindo  luz natural LASER. 

Esta imagem traz detalhes da incomum nebulosa que circunda esta estrela marota. Espigões de difração, causados pelo telescopio, são visiveis como riscas brilhantes multicoloridas  emanando do centro de Eta Carinae. 

Dois lobos distintos da Nebulosa do Homunculo englobam a quente região central, enquanto algumas estranhas riscas radiais são visiveis em vermelho estendendo-se em direção à direita da imagem. Os lobos são recheados de trilhas de gas  e poeira que absorvem as luzes azul e ultravioleta emitidas proximo ao centro. As trilhas, no entanto, permacenem inexplicadas.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Eta Carinae may be about to explode. But no one knows when - it may be next year, it may be one million years from now. Eta Carinae's mass - about 100 times greater than our Sun - makes it an excellent candidate for a full blown supernova. 

Historical records do show that about 170 years ago Eta Carinae underwent an unusual outburst that made it one of the brightest stars in the southern sky. Eta Carinae, in the Keyhole Nebula, is the only star currently thought to emit natural LASER light. 

This featured image brings out details in the unusual nebula that surrounds this rogue star. Diffraction spikes, caused by the telescope, are visible as bright multi-colored streaks emanating from Eta Carinae's center. 

Two distinct lobes of the Homunculus Nebula encompass the hot central region, while some strange radial streaks are visible in red extending toward the image right. The lobes are filled with lanes of gas and dust which absorb the blue and ultraviolet light emitted near the center. The streaks, however, remain unexplained.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Comet Iwamoto Before Spiral Galaxy NGC 2903 | Cometa Iwamoto diante da galaxia espiral NGC 2903



Não é toda noite que um cometa passa por uma galaxia. Na quinta-feira passada, no entanto, o cometa binocular C/2018 Y1 (Iwamoto) moveu-se quase em frente a uma galaxia espiral com aproximadamente a mesma intensidade de brilho: NGC 2903. 

O Cometa Iwamoto foi descoberto no final do ano passado e orbita o Sol em uma longa elipse. A ultima vez que ele visitou o Sistema Solar interno foi na Idade Média, por volta do ano 648. 

O cometa alcançou seu ponto mais proximo do Sol — entre a Terra e Marte — em 6 de fevereiro, e seu ponto mais proximo à Terra, há poucos dias, em 13 de fevereiro. Esta imagem de video de lapso temporal condensa quase tres horas em cerca de dez segundos, e foi registrada na semana passada na Suiça.

Na ocasião, o Cometa Iwamoto, exibindo uma cabeleira verde, estava distante cerca de 10  minutos-luz, enquanto a galaxia espiral NGC 2903 estava distante cerca de 30 milhões de anos-luz. Dois satellites passam diagonalmente através do campo da imagem em cerca de um terço da passagem do video. Tipicamente, alguns cometas a cada ano tornam-se tão brilhantes quanto o Cometa Iwamoto.

Tradução de L M Leitão da Cunha

It isn't every night that a comet passes a galaxy. Last Thursday, though, binocular comet C/2018 Y1 (Iwamoto) moved nearly in front of a spiral galaxy of approximately the same brightness: NGC 2903. 

Comet Iwamoto was discovered late last year and orbits the Sun in a long ellipse. It last visited the inner Solar System during the Middle Ages, around the year 648. 

The comet reached its closest point to the Sun -- between Earth and Mars -- on February 6, and its closest point to Earth a few days ago, on February 13. The featured time-lapse video condenses almost three hours into about ten seconds, and was captured last week from Switzerland. 

At that time Comet Iwamoto, sporting a green coma, was about 10 light minutes distant, while spiral galaxy NGC 2903 remained about 30 million light years away. Two satellites zip diagonally through the field about a third of the way through the video. Typically, a few comets each year become as bright as Comet Iwamoto.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

NGC 2359: Thor's Helmet NGC 2359: O Elmo de Thor


NGC 2359  é uma nuvem cósmica em formato de capacete com wing-like appendages popularmente chamada O Elmo de Thor. De tamanho heroico até mesmo para um deus noruegues, o Elmo de Thor tem um diametro de, aproximadamente, 30 anos-luz. 

Na verdade, o capacete está mais para uma bolha interestelar, soprada quando o vento veloz vindo da brilhante estrela de grande massa proxima ao centro da bolha inflou uma região no interior da nuvem molecular no entorno. 

Chamada estrela tipo Wolf-Rayet,  a estrela central é uma gigante extremamente quente que se acredita estar em um breve estado deevolução pre-supernova. NGC 2359 está localizada à distancia de, aproximadamente, 15.000 anos-luz, na constelação do Cão Maior. 

A imagem, notavelmente detalhada, é um coquetel misto de dados filtros de dados de banda larga que captam estrelas de aparencia natural e o brilho das estruturas filamentares da nebulosa. Ela destaca uma cor azul-esverdeada de forte emissão devido a atomos de oxigenio no gas incandescente.

Tradução de L M Leitão da Cunha

NGC 2359 is a helmet-shaped cosmic cloud with wing-like appendages popularly called Thor's Helmet. Heroically sized even for a Norse god, Thor's Helmet is about 30 light-years across. 

In fact, the helmet is more like an interstellar bubble, blown as a fast wind from the bright, massive star near the bubble's center inflates a region within the surrounding molecular cloud. Known as a Wolf-Rayet star, the central star is an extremely hot giant thought to be in a brief, pre-supernova stage of evolution. NGC 2359 is located about 15,000 light-years away in the constellation Canis Major. 

The remarkably detailed image is a mixed cocktail of data from broadband and narrowband filters that captures natural looking stars and the glow of the nebula's filamentary structures. It highlights a blue-green color from strong emission due to oxygen atoms in the glowing gas.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Opportunity at Perseverance Valley | Opportunity no Vale da Perseverança


A Opportunity já havia chegado ao Vale da Perseverança em junho de 2018. Sua vista é reconstruída com um mosaico de imagens colorizado tiradas pela Navcam do jipe-sonda de exploraração marciana . 

Na verdade,  Vale da Perseverança é um nome apropriado para o destino. Projetado para uma missão de 90 dias, o Opportunity havia viajado atraves de Marte por mais de 5.000 sols (os dias solares marcianos) apos o pouso na cratera Águia, em janeiro de 2004. 

Cobrindo uma distancia total de mais de 45 quilometros, sua intrepida jornada de exploração pela paisagem  marciana chegou ao final aqui. Em 10 de junho de 2018, a última transmissão do jipe-sonda movido a energia solar foi recebida quando uma tempestade de poeira envolveu o Planeta Vermelho. 

Embora a tempestade tenha se enfraquecido, oito meses de tentativas de contactar a Opportunity não lograram exito, e sua emocionante e pioneira missão terminou depois de quase 15 anos de exploração da superfície de Marte.

Tradução de LM Leitão da Cunha

Opportunity had already reached Perseverance Valley by June of 2018. Its view is reconstructed in a colorized mosaic of images taken by the Mars Exploration Rover's Navcam. 

In fact, Perseverance Valley is an appropriate name for the destination. Designed for a 90 day mission, Opportunity had traveled across Mars for over 5,000 sols (martian solar days) following a January 2004 landing in Eagle crater. 

Covering a total distance of over 45 kilometers (28 miles), its intrepid journey of exploration across the Martian landscape has come to a close here. On June 10, 2018, the last transmission from the solar-powered rover was received as a dust storm engulfed the Red Planet. 

Though the storm has subsided, eight months of attempts to contact Opportunity have not been successful and its trailblazing mission ended after almost 15 years of exploring the surface of Mars.

Shadow of a Martian Robot | Sombra de um robô marciano


E se voce visse sua sombra em Marte e ela não fosse humana? Então, poderia se tratar do jipe-sonda Opportunity, atualmente explorando Marte. A Opportunity explorou o planeta vermelho de 2004 a 2018, encontrando provas da antiga presença de água, e enviando emocionantes imagens através do Sistema Solar interno. 

Fotografada aqui em 2004, a Opportunity olha na direção oposta à do Sol, para a Cratera Endurance, e vê a propria sombra. Duas rodas são visiveis embaixo, à esquerda e à direita, enquanto o assoalho e as paredes da incomum cratera são visiveis ao fundo. 

Pega em uma tempestade de poeira em 2018, na semana passada a  NASA parou de tentar contactar a Opportunity e declarou completa a pioneira missão, originalmente planejada para durar somente 92 dias.

Tradução de L M Leitão da Cunha

What if you saw your shadow on Mars and it wasn't human? Then you might be the Opportunity rover currently exploring Mars. Opportunity explored the red planet from 2004 to 2018, finding evidence of ancient water, and sending breathtaking images across the inner Solar System. Pictured here in 2004, Opportunity looks opposite the Sun into Endurance Crater and sees its own shadow. Two wheels are visible on the lower left and right, while the floor and walls of the unusual crater are visible in the background. Caught in a dust storm in 2018, last week NASA stopped try contact Opportunity and declare the ground-breaking mission, originally planned for only 92 days, complete.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

The Helix Nebula in Hydrogen and Oxygen | A Nebulosa da Hélice em hidrogenio e oxigenio


Acaso a Nebulosa da Hélice está olhando para você? Não, em qualquer sentido  biologico, mas ela realmente se parece com um olho. A Nebulosa da Hélice é assim chamada porque parece que o observador está vendo o eixo de uma helice. 

Realmente, acredita-se agora que ela tenha uma geometria surpreendentemente complexa, inclusive filamentos radiais e longos laços externos. A Nebulosa da Hélice (aka NGC 7293) é um dos mais brilhantes e proximos exemplos de nebulosas planetarias, uma nuvem de gas  criada no final da vida de estrelas semelhantes ao Sol. 

O nucleo estelar central remanescente, destinado a se tornar uma anã branca, brilha em um a frequencia de luz tão energetica que faz o gas previamente expelido fluorescer. Esta foto, tirada na ferquencia de luz emitida pelo oxigenio (mostrada em azul) e hidrogenio (mostrado em vermelho), foi createda a partir de 74 horas de exposição ao longo de tres meses, atraves de um pequeno telescopio num quintal nof suburbio de Melbourne, Australia. Um close-up da borda interna da Nebulosa da Helice mostra complexos nós de gases de origem desconhecida.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Is the Helix Nebula looking at you? No, not in any biological sense, but it does look quite like an eye. The Helix Nebula is so named because it also appears that you are looking down the axis of a helix. 

In actuality, it is now understood to have a surprisingly complex geometry, including radial filaments and extended outer loops. The Helix Nebula (aka NGC 7293) is one of brightest and closest examples of a planetary nebula, a gas cloud created at the end of the life of a Sun-like star. The remnant central stellar core, destined to become a white dwarf star, glows in light so energetic it causes the previously expelled gas to fluoresce. The featured picture, taken in the light emitted by oxygen (shown in blue) and hydrogen (shown in red), was created from 74 hours of exposure over three months from a small telescope in a backyard of suburban Melbourne, Australia. A close-up of the inner edge of the Helix Nebula shows complex gas knots of unknown origin.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Solar System Family Portait | Retrato em família do Sistema Solar


No Dia de São Valentim em 1990, cruzando a distancia de quatro bilhoes de milhas do Sol, a espaçonave Voyager 1 olhou para tras pela ultima vez para tirar este primeiro retrato de todos os tempos da familia do Sistema Solar. 

O retrato completo é um mosaico de 60 quadros feito de um ponto de observação 32 graus acima do plano ecliptico. Nele, quadros obtidos com a camera grande angular da Voyager percorrem o Sistema Solar interno, à esquerda, ligando-se ao gigante gasoso Netuno, o planeta mais externo do Sistema Solar, à extrema direita. 

As posições de Venus, Terra, Jupiter, Saturno, Urano e Netuno são indicadas por letras, e o Sol é o ponto brilhante proximo ao centro do circulo de quadros. Os insertos de quadros para cada um dos planetas são da camera de angulo estreito da Voyager. 

Mercurio, demasiadamente próximo do Sol para ser detectado, não aparece no retrato, e nem Marte, infelizmente oculto ple aluz solar difusa no sistema optico da camera. Mais proximo do Sol que Netuno, na ocasião,  a pequena e esmaecida posição de Plutão não foi coberta.

Tradução de L M Leitão da Cunha

On Valentine's Day in 1990, cruising four billion miles from the Sun, the Voyager 1 spacecraft looked back one last time to make this first ever Solar System family portrait. 

The complete portrait is a 60 frame mosaic made from a vantage point 32 degrees above the ecliptic plane. In it, Voyager's wide angle camera frames sweep through the inner Solar System at the left, linking up with gas giant Neptune, the Solar System's outermost planet, at the far right. 

Positions for Venus, Earth, Jupiter, Saturn, Uranus, and Neptune are indicated by letters, while the Sun is the bright spot near the center of the circle of frames. The inset frames for each of the planets are from Voyager's narrow field camera. 

Unseen in the portrait are Mercury, too close to the Sun to be detected, and Mars, unfortunately hidden by sunlight scattered in the camera's optical system. Closer to the Sun than Neptune at the time, small, faint Pluto's position was not covered.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Plane Crossing a Crescent Moon | Avião cruzando diante da Lua crescente


Não, este não é um bom meio de ir à Lua. O que mostra a foto é uma superposição acidental de um avião e a Lua. O rastro de vapor deixado pela passagem do avião normalmente tem a cor branca, porém o grande volume de ar em direção ao Sol poente preferencialmente afasta a luz a azul, dando a risca refletida um brilhante tom vermelho. 

Ao longe,  logo atrás do avião, há uma Lua crescente, também ligeiramente avermelhada. Capturada há um mês sobre Valais, na Suíça, esta imagem foi registrada tão imediatamente após o pôr-do-sol que os aviões no ceu ainda estavam iluminados pela luz solar, assim como as trilhas de vapor. 

Dentro de minutos, infelizmente, o espetaculo celeste imprevisto terminou. O avião cruzou a Lua e saiu do campo de visão. A Lua se pôs. A cauda de vapor deixou de ser iluminada e, então, se dispersou.

Tradução de L M Leitão da Cunha

No, this is not a good way to get to the Moon. What is pictured is a chance superposition of an airplane and the Moon. The contrail would normally appear white, but the large volume of air toward the setting Sun preferentially knocks away blue light, giving the reflected trail a bright red hue. 

Far in the distance, well behind the plane, is a crescent Moon, also slightly reddened. Captured a month ago above Valais, Switzerland, the featured image was taken so soon after sunset that planes in the sky were still in sunlight, as were their contrails. 

Within minutes, unfortunately, the impromptu sky show ended. The plane crossed the Moon and moved out of sight. The Moon set. The contrail became unilluminated and then dispersed.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Fox Fur, Unicorn, and Christmas Tree | O Nuvens de Pêlo de Raposa, o Unicornio e a Arvore de Natal


Nuvens de gas hidrogenio incandescente preenchem esta colorida paisagem celeste na esmaecida mas fantastica constelação do Unicornio (Monoceros). Uma região de formação estelar catalogada como NGC 2264, a complexa mistura de gas cosmico e poeira está distante cerca de 2.700 anos-luz e mistura nebulosas de emissões avermelhadas excitadas por luz energetica oriunda de estrelas recém-formadas com nuvens escuras de poeira interestelar. 

Embora as normalmente obscurecedoras nuvens de poeira situem-se proximas às jovens estrelas quentes, elas tam´me refletem a luz estelar, formando nebulosas de reflexão azuis. A imagem telescopica espalha-se por cerca de 3/4 de grau, ou, aproximadamente, o equivalente a 1,5 vezes o tamanho da Lua cheia, cobrindo 40 anos-luz à distancia de NGC 2264. 

Seu elenco de caracteres cosmicos inclui a Nebulosa do Pêlo de Raposa, cuja pele empoeirada e contorcida situa-se próxima ao topo, com a brilhante estrela variavel S Monocerotis imersa na bruma azulada proxima ao centro, e a Nebulosa do Cone  apontando para dentro no lado direito da foto. 

É claro que as estrelas de NGC 2264 são também conhecidas como o aglomerado estelar da Árvore de Natal. O formato de árvore triangular é visivel em seu lado aqui. Tracejada por estrelas mais brilhantes, ela tem seu ápice na  Nebulosa do Cone. A base mais ampla da arvore está centralizada próximo a S Monocerotis.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Clouds of glowing hydrogen gas fill this colorful skyscape in the faint but fanciful constellation Monoceros, the Unicorn. A star forming region cataloged as NGC 2264, the complex jumble of cosmic gas and dust is about 2,700 light-years distant and mixes reddish emission nebulae excited by energetic light from newborn stars with dark interstellar dust clouds. 

Where the otherwise obscuring dust clouds lie close to the hot, young stars they also reflect starlight, forming blue reflection nebulae. The telescopic image spans about 3/4 degree or nearly 1.5 full moons, covering 40 light-years at the distance of NGC 2264. 

Its cast of cosmic characters includes the the Fox Fur Nebula, whose dusty, convoluted pelt lies near the top, bright variable star S Monocerotis immersed in the blue-tinted haze near center, and the Cone Nebula pointing in from the right side of the frame. 

Of course, the stars of NGC 2264 are also known as the Christmas Tree star cluster. The triangular tree shape is seen on its side here. Traced by brighter stars it has its apex at the Cone Nebula. The tree's broader base is centered near S Monocerotis.

New Data: Ultima Thule Surprisingly Flat | Novos dados: Ultima Thule é surpreendentemente achatado


Ultima Thule não é o objeto que a humanidade pensava que fosse no mês passado. Quando a espaçonave robotica New Horizons passou pelo distante asteroide Ultima Thule (oficialmente denominado 2014 MU69) no começo de janeiro, as primeiras imagens mostraram dois lobos circulares que, quando a maioria simplesmente extrapolalada para 3D, pareciam, mais ou menos, esferas. 

Entretanto, analises de imagens recentemente transmitidas à Terra — inclusive varias tiradas logo após a máxima aproximação — mostra estrelas eclipsadas reaparecendo mais cedo do que o esperado. A unica explicação possivel é a de que este objeto do Cinturão de Kuiper  de 30 km de extensão tem um forma diferente em 3D do que se imaginava há apenas algumas semanas. 

Especificamente, como se vê nesta ilustração, parece agora que o lobo maior — Ultima — é mais parecido com uma panqueca fofa do que com uma esfera, enquanto o lobo menor — Thule — lembra uma noz amassada. 

As incertezas remanescentes nos contornos são mostradas pelas linhas azuis pontilhadas. A informação sobre o novo formato indica  que a gravidade — que contrai os corpos de maior massa em esferas — teve, talvez, um papel menor na formação dos contornos dos lobos de Ultima Thule do que se acreditava anteriormente. A espaçonave New Horizons continuou rumo a Ultima Thule apos passar por Plutão em meados de 2015. Novos dados e imagens ainda estão sendo recebidos.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Ultima Thule is not the object humanity thought that it was last month. When the robotic New Horizons spacecraft zoomed past the distant asteroid Ultima Thule (officially 2014 MU69) in early January, early images showed two circular lobes that when most simply extrapolated to 3D were thought to be, roughly, spheres. 

However, analyses of newly beamed-back images -- including many taken soon after closest approach -- shows eclipsed stars re-appearing sooner than expected. The only explanation possible is that this 30-km long Kuiper belt object has a different 3D shape than believed only a few weeks ago. 

Specifically, as shown in the featured illustration, it now appears that the larger lobe -- Ultima -- is more similar to a fluffy pancake than a sphere, while the smaller lobe -- Thule -- resembles a dented walnut. 

The remaining uncertainty in the outlines are shown by the dashed blue lines. The new shape information indicates that gravity -- which contracts more massive bodies into spheres -- played perhaps less of a role in contouring the lobes of Ultima Thule than previously thought. The New Horizons spacecraft continued on to Ultima Thule after passing Pluto in mid-2015. New data and images are still being received.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Venus Unveiled | Venus descoberto


Como seria o visual de Venus debaixo de suas nuvens espessas? Essas nuvens mantem a superficie do planeta oculta até mesmo da potente visão telescopica de astrônomos na Terra. 

No começo dos anos 1990, no entanto, usando radar de imagens, A espaçonave orbital de Venus Magalhães, da NASA, pôde levantar o véu da face de Venus e produziu espetaculares imagens de alta resolução da superficie do planeta. 

As cores usadas nesta foto gerada por computador com dados de radar da Magalhães são baseadas em imagens coloridas da superficie de Venus transmitidas pelos aterrisadores Soviet Venera 13 e 14. 

A  area brilhante que passa quase no meio representa a maior região de altiplanos de Venus chamada Afrodite Terra. Venus, à esquerda, tem aproximadamente o mesmo tamanho da Terra, mostrada à direita, para comparação.

Tradução de L M Leitão da Cunha

What does Venus look like beneath its thick clouds? These clouds keep the planet's surface hidden from even the powerful telescopic eyes of Earth-bound astronomers. 

In the early 1990s, though, using imaging radar, NASA's Venus-orbiting Magellan spacecraft was able to lift the veil from the face of Venus and produced spectacular high resolution images of the planet's surface. 

Colors used in this computer generated picture of Magellan radar data are based on color images from the surface of Venus transmitted by the Soviet Venera 13 and 14 landers. The bright area running roughly across the middle represents the largest highland region of Venus known as Aphrodite Terra. Venus, on the left, is about the same size as our Earth, shown to the right for comparison.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Comet Iwamoto and the Sombrero Galaxy | O Cometa Iwamoto e a Galaxia do Sombrero


O Cometa Iwamoto (C/2018 Y1), exibe uma bonita cabeleira esverdeada, no alto, à esquerda neste campo de visão telescopico. Tirada em e de fevereiro no Observatório Mount John, da Universidade de Canterbury, a exposição total de 30 minutos de duração mostra o cometa passando rapidamente através de um plano de fundo de estrelas e distantes galaxias na constelação de Virgem. 

Uma longa exposição e o rápido movimento de Iwamoto em relação às estrelas e galaxias resulta na perceptivel risca borrada feita pela brilhante cabeleira interna do comea. Na verdade, a cabeleira formando a risca dá ao cometa uma aparencia notavelmente similar a Messier 104, no canto inferior direito, popularmente conhecido como a Galaxia do Sombrero. 

No entanto, o cometa, um visitante ao Sistema Solar interno, está distante apenas 4 minutos-luz, enquanto a majestosa Messier 104, uma galaxia espiral vista de lado, está distante 30 milhões de anos-luz. 

Primeiro cometa binocular de 2019, o Iwamoto irá passar em aproximação máxima da Terra em 12 de fevereiro. A orbita altamente eliptica deste comea ao redor do Sol se estende além do cinturão de Kuiper, com um periodo de ano orbital estimado em 1.371 anos. Com isso, ele só estará de volta ao interior do Ssitema Solar no ano de 3390!!.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Comet Iwamoto (C/2018 Y1), shows off a pretty, greenish coma at the upper left in this telescopic field of view. Taken on February 4 from the Mount John Observatory, University of Canterbury, the 30 minute long total exposure time shows the comet sweeping quickly across a background of stars and distant galaxies in the constellation Virgo. 

The long exposure and Iwamoto's rapid motion relative to the stars and galaxies results in the noticeable blurred streak tracing the the comet's bright inner coma. In fact, the streaked coma gives the comet a remarkably similar appearance to Messier 104 at lower right, popularly known as the Sombrero Galaxy. 

The comet, a visitor to the inner Solar System, is a mere 4 light-minutes away though, while majestic Messier 104, a spiral galaxy posing edge-on, is 30 million light-years distant. 

The first binocular comet of 2019, Iwamoto will pass closest to Earth on February 12. This comet's highly elliptical orbit around the Sun stretches beyond the Kuiper belt with an estimated 1,371 year orbital period. That should bring it back to the inner Solar System in 3390 AD!!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Moon, Four Planets, and Emu | A Lua, quatro planetas, e Emu


Uma luminosa Via Lactea cai em direção ao horizonte nesta profunda paisagem celeste, começando no topo do quadro, a partir das estrelas do Cruzeiro do Sul e da escura nebulosa do Saco de Carvão. 

Capturada no escuro ceu do pre-alvorecer de 2 de fevereiro em Central Victoria, Australia, planeta Terra, a lua crescente Gibosa de 26 dias ainda brilha fortemente proximo ao horizonte. 

O segundo e o terceiro mais brilhantes  farois  celestiais são Venus e Jupiter juntamente com a parte inferior do bulbo central da Via Lactea. Qause em linha com os planetas mais brilhantes e a Lua, Saturno é  ponto de luz  ligeiramente visivel abaixo e à direita do brilho lunar. 

Os primeiros astronomos da Australia viram a forma de bulbo alongado da familiar Via Lactea como um grande Emu celestial. A Lua e os planetas podiam quase ser os ovos do Emu nesta noite estrelada.

Tradução de L M Leitão da Cunha

A luminous Milky Way falls toward the horizon in this deep skyscape, starting at the top of the frame from the stars of the Southern Cross and the dark Coalsack Nebula. 

Captured in the dark predawn of February 2nd from Central Victoria, Australia, planet Earth, the 26 day old waning crescent Moon still shines brightly near the horizon. 

The second and third brightest celestial beacons are Venus and Jupiter along the lower part of the Milky Way's central bulge. Almost in line with the brighter planets and Moon, Saturn is the pinprick of light just visible below and right of the lunar glow.

 Australia's first astronomers saw the elongated, bulging shape of the familiar Milky Way as a great celestial Emu. The Moon and planets could almost be the Emu's eggs on this starry night.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Moon and Venus Appulse over a Tree | Apulso da Lua e Venus sobre uma arvore


O que é aquela mancha brilhante próxima à Lua?É  Venus. Há cerca de uma semana, a Lua parecia estar mais proxima  distante planeta Venus do que o normal, uma coincidencia angular chamada apulso. 

Similar a uma conjunção, que é um termo coordenado, um apulso se refere mais geralmente a quando dois objetos celestiais parecem bem proximos. Este apulso da Lua e Venus -- Que já esteve tão próximo quanto cinco 0,05 graus — foi registrado nascendo durante o começo da manhã atras da cratera Koko na Ilha de O'ahu, no Havaí, EUA. 

A Lua estava numa fase crescente com sua parte inferior esquerda refletindo diretamente a luz solar, enquanto o restante da Lua é visivel devido ao brilho atmosferico da Terra, que é a luz solar primeiramente refletida da Terra. 

Algumas folhas e galhos de uma arvore kiawe em primeiro plano são vistos em silhueta em frente ao brilhante crescente, enquanto outros, em frente a um plano de fundo mais escuro, parecem barncos devido a uma difusão para a frente. Apulsos envolvendo a Lua costumam ocorrer inumeras vezes todos os anos: por exemplo, a Lua deverá passar dentro de 0,20 grau do distante Saturno em 1º de março.

Tradução de L M Leitão da Cunha

What's that bright spot near the Moon? Venus. About a week ago, Earth's Moon appeared unusually close to the distant planet Venus, an angular coincidence known as an appulse. 

Similar to a conjunction, which is a coordinate term, an appulse refers more generally to when two celestial objects appear close together. This Moon and Venus appulse -- once as close as 0.05 degrees -- was captured rising during the early morning behind Koko crater on the island of O'ahu in Hawaii, USA. The Moon was in a crescent phase with its lower left reflecting direct sunlight, while the rest of the Moon is seen because of Earthshine, sunlight first reflected from the Earth. 

Some leaves and branches of a foreground kiawe tree are seen in silhouette in front of the bright crescent, while others, in front of a darker background, appear white because of forward scattering. Appulses involving the Moon typically occur several times a year: for example the Moon is expected to pass within 0.20 degrees of distant Saturn on March 1.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Perijove 16: Passing Jupiter | Perijove 16: Passando por Jupiter




Observe Juno passando novamente por Jupiter. A espaçonave robotica Juno da NASA  está continuando em suas orbitas altamente alongadas de 53 dias de duração ao redor do maior planeta do Sistema Solar. Este video é do perijove 16,  a décima-sexta vez que Juno passou proxima à supercicie de Jupiter desde sua chegada, em meados de 2016. 

Cada perijove passa perto de uma parte dos topos das nuvens de Jupiter ligeiramente diferente. Este video em cores aprimoradas foi composto digitalmente a partir de 21 imagens fixas da JunoCam, resultando em um lapso temporal de 125 vezes. O video começa com Jupiter elevando-se enquanto Juno se aproxima, vinda da Terra. 

À medida que Juno atinge sua vista mais proxima, a cerca de 3.500 quilometros acima dos topos das nuvens de Jupiter, a espaçonave capta o grande planeta em tremendos detalhes. Juno passa por zonas claras e escuros cinturões de nuvens que circundam o planeta, assim como numerosas tempestades circulares giratorias, muitas das quais são maiores que furacões na Terra. 

Quando  Juno se afasta, a notavel nuvem em formato de golfinho é visivel. Apos o perijove, Jupiter recua à distancia, agora mostrando as incomuns nuvens que aparecem sobre o sul de Jupiter. Para obter os dados cientificos desejados, Juno passa tão perto de Jupiter que seus instrumentos são expostos a altissimos niveis de radiação.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Watch Juno zoom past Jupiter again. NASA's robotic spacecraft Juno is continuing on its 53-day, highly-elongated orbits around our Solar System's largest planet. The featured video is from perijove 16, the sixteenth time that Juno has passed near Jupiter since it arrived in mid-2016. 

Each perijove passes near a slightly different part of Jupiter's cloud tops. This color-enhanced video has been digitally composed from 21 JunoCam still images, resulting in a 125-fold time-lapse. The video begins with Jupiter rising as Juno approaches from the north. 

As Juno reaches its closest view -- from about 3,500 kilometers over Jupiter's cloud tops -- the spacecraft captures the great planet in tremendous detail. Juno passes light zones and dark belt of clouds that circle the planet, as well as numerous swirling circular storms, many of which are larger than hurricanes on Earth. 

As Juno moves away, the remarkable dolphin-shaped cloud is visible. After the perijove, Jupiter recedes into the distance, now displaying the unusual clouds that appear over Jupiter's south. To get desired science data, Juno swoops so close to Jupiter that its instruments are exposed to very high levels of radiation.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Henize 70: A Superbubble in the LMC | Henize 70: Uma superbolha na LMC


Estrelas de grande massa afetam profundamente seu meio ambiente galactico. Agitando e misturando nuvens interestelares de gás e poeira, estrelas — mais notavelmente aquelas acima de dezenas de vezes a massa do Sol — deixam suas marcas nas composições e locações de futuras gerações de estrelas. 

Impressionantes provas disso são ilustradas em nossa galaxia vizinha, a Grande Nuvem de Magalhães (LMC), pela nebulosa aqui mostrada, Henize 70 (também chamada N70 e DEM301). 

Henize 70 é, na verdade, uma superbolha luminosa de gas interstelar com cerca de 300 anos-luz de diametro, soprada por ventos oriundos de grandes estrelas quentes e explosões de supernovas, com seu interior preenchido por um quente e tenue gás em expansão. 

Como superbolhas podem se expandir atraves de uma galaxia inteira, elas oferecem à humanidade uma chance de explorar a conexão entre os ciclos de vida de e estrelas e a evolução de galaxias.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Massive stars profoundly affect their galactic environments. Churning and mixing interstellar clouds of gas and dust, stars -- most notably those upwards of tens of times the mass of our Sun -- leave their mark on the compositions and locations of future generations of stars. 

Dramatic evidence of this is illustrated in our neighboring galaxy, the Large Magellanic Cloud (LMC), by the featured nebula, Henize 70 (also known as N70 and DEM301). 

Henize 70 is actually a luminous superbubble of interstellar gas about 300 light-years in diameter, blown by winds from hot, massive stars and supernova explosions, with its interior filled with tenuous hot and expanding gas. Because superbubbles can expand through an entire galaxy, they offer humanity a chance to explore the connection between the lifecycles of stars and the evolution of galaxies.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

An Airglow Fan from Lake to Sky | Um ventilador de brilho atmosferico brotando do lago para o ceu


Por que haveria o ceu de se parecer com um ventilador gigantesco? Devido ao brilho atmosférico. Este brilho atmosferico intermitente aqui mostrado parecia sair de um lago através do arco da Via Lactea, em imagem registrada durante 2015 nas proximidades de Bryce Canyon, em Utah, EUA. 

O padrão incomum foi criado por ondas de gravidade atmosfericas, ondulações de pressão atmosferica alternantes que podem crescer com a altitude, à medida que o ar se torna mais rarefeito, neste caso a cerca 90 quilometros de altitude. 

Diferentemente das auroras, alimentadas por colisoes com particulas energeticas carregadas e visiveis a altas latitudes, o brilho atmosferico é causado pela quimioluminescencia, a produção de luz em uma reação quimica. Mais typicamente visivel proximo ao horizonte, o brilho atmosferico impede o ceu noturno de se tornar completamente escuro.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Why would the sky look like a giant fan? Airglow. The featured intermittent green glow appeared to rise from a lake through the arch of our Milky Way Galaxy, as captured during 2015 next to Bryce Canyon in Utah, USA. 

The unusual pattern was created by atmospheric gravity waves, ripples of alternating air pressure that can grow with height as the air thins, in this case about 90 kilometers up. 

Unlike auroras powered by collisions with energetic charged particles and seen at high latitudes, airglow is due to chemiluminescence, the production of light in a chemical reaction. More typically seen near the horizon, airglow keeps the night sky from ever being completely dark.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

LDN 1622: Dark Nebula in Orion | LDN 1622: Nebulosa escura em Orion


A silhueta de uma intrigante nebulosa escura habita esta cena cosmica. A Nebulosa de Lynd (LDN) 1622 aparece contra um esmaecido olano de fundo de gás hidrogênio incandescente que só é facilmente visivel através de fotos telecopicas de longa exposição da região. 

LDN 1622 situa-se proxima ao centro da Via Lactea, perto, no céu, ao Laço de Barnard, uma grande nuvem que circunda o rico complexo de nebulosas de emissões encontrado no Cinturão e na Espada de Orion. 

Mas a poeira escurecedora de LDN 1622 deve estar muito mais proxima do que a mais famosa nebulosa de Orion, distante, talvez, apenas 500 anos-luz. A tal distancia, este campo de visão de 1 grau de amplitude se estenderia por menos de 10 anos-luz. Sua aparencia agourenta dá a este local escuro o nome popular de Nebulosa do Boogeyman.

Tradução de L M Leitão da Cunha

The silhouette of an intriguing dark nebula inhabits this cosmic scene. Lynds' Dark Nebula (LDN) 1622 appears against a faint background of glowing hydrogen gas only easily seen in long telescopic exposures of the region. 

LDN 1622 lies near the plane of our Milky Way Galaxy, close on the sky to Barnard's Loop, a large cloud surrounding the rich complex of emission nebulae found in the Belt and Sword of Orion. 

But the obscuring dust of LDN 1622 is thought to be much closer than Orion's more famous nebulae, perhaps only 500 light-years away. At that distance, this 1 degree wide field of view would span less than 10 light-years. Its foreboding appearance lends this dark expanse a popular name, the Boogeyman Nebula.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Twin Galaxies in Virgo | Galaxias gemeas em Virgem


O par de galaxias espirais NGC 4567 e NGC 4568 compartilham esta nitida vista cosmica com a solitaria galaxia eliptica NGC 4564. Todas são membros do grande aglomerado galactico de Virgem. 

Com seus classicos braços espirais, trilhas de poeira e aglomerados estelares, o belo e cativante par de espirais é também chamado as Galaxias Borboletas, os as Gemeas Siamesas. 

Muito proximas uma da outra, as galaxias gemeas não parecem estar muito distorcidas por forças de maré gravitacional. Mas sabe-se que suas gigantescas nuvens moleculares estão colidindo e estão, provavelmente, alimentando a formação de aglomerados de estrelas de grande massas. 

As gemeas galacticas estão distantes cerca de 52 milhões de anos-luz, enquanto seus nucleos brilhantes parecem separados por uns 20.000 anos-luz. Certamente, as pontudas estrelas em primeiro plano estão situadas na Via Lactea.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Spiral galaxy pair NGC 4567 and NGC 4568 share this sharp cosmic vista with lonely elliptical galaxy NGC 4564. All are members of the large Virgo Galaxy Cluster. 

With their classic spiral arms, dust lanes, and star clusters, the eye-catching spiral pair is also known as the Butterfly Galaxies or the Siamese Twins. Very close together, the galaxy twins don't seem to be too distorted by gravitational tides. Their giant molecular clouds are known to be colliding though and are likely fueling the formation of massive star clusters. 

The galaxy twins are about 52 million light-years distant, while their bright cores appear separated by about 20,000 light-years. Of course, the spiky foreground stars lie within our own Milky Way.