Pesquisar conteúdo deste blog

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Planets of the Solar System: Tilts and Spins | Planetas do Sitema Solar: Inclinação e giro



Como gira seu planeta favorito? Ele gira rapidamente ao redor de um eixo quase vertical, ou horizontalmente, ou em sentido contrário? Este video é uma animação com imagens da NASA de todos os oito planetas do Sistema Solar que os mostra girando lado a lado para facilitar a comparação. 

No video de lapso temporal, um dia na Terra — uma rotação completa — leva apenas alguns segundos. Jupiter é o que gira mais rapido, enquanto Venus não apenas é o mais lento, como gira ao contrario (você consegue vê-lo?). 

Os planetas rochosos mais internos, na fileira do alto, muito certamente passaram por violentas colisões que alteraram seu giro, durante os primordios do Sistema Solar. As razões pelas quais os planetas giram e se inclinam desta forma ainda são objeto de investigações, com boa parte do insight obtido através de modernos modelos por computação, e as recentes descobertas e análises de centenas de exoplanetas: planetas que orbitam outras estrelas.

Tradução de L M Leitão da Cunha

How does your favorite planet spin? Does it spin rapidly around a nearly vertical axis, or horizontally, or backwards? The featured video animates NASA images of all eight planets in our Solar System to show them spinning side-by-side for an easy comparison. 

In the time-lapse video, a day on Earth -- one Earth rotation -- takes just a few seconds. Jupiter rotates the fastest, while Venus spins not only the slowest (can you see it?), but backwards. 

The inner rocky planets, across the top, most certainly underwent dramatic spin-altering collisions during the early days of the Solar System. The reasons why planets spin and tilt as they do remains a topic of research with much insight gained from modern computer modeling and the recent discovery and analysis of hundreds of exoplanets: planets orbiting other stars.

domingo, 19 de maio de 2019

The Galaxy, the Jet, and the Black Hole | A galaxia, o jato e o buraco negro


A brilhante galaxia eliptica Messier 87 (M87) abriga o buraco negro supermassivo registrado pelo Telescopio de Horizonte de Eventos, situado na Terra, na primeira imagem até hoje obtida de um buraco negro. 

Gigante do aglomerado galactico de Virgem, distante cerca de 55 milhões de anos-luz, M87 é a grande galaxia mostrada em tons azuis nesta imagem em infravermelho obtida atraves do telescopio espacial Spitzer. 

Embora  M87 apareça quase sem caracteristicas e semelhante a uma nuvem, a imagem do Spitzer não registra detalhes dos jatos relativisticos vindos da região central da galaxia. Mostrados no inserto no canto superior direito, os jatos em si se espalham por milhares de anos-luz. 

O jato mais brilhante visto à direita está se aproximando, e proximo à nossa linha de visão. Oposto, o choque criado pelo jato em recuo, normalmente não visivel em outras condições, ilumina um arco de materia mais esmaecido. No inserto embaixo, à direita, a historica imagem do buraco negro é mostrada em contexto, no centro entre uma galaxia gigante e jatos relativisticos. 

Completamente indistinto na imagem do Spitzer, o buraco negro supermassivo circundado por materia que nele cai é a fonte da enorme energia que move os jatos relativisticos a partir do centro da galaxia ativa M87.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Bright elliptical galaxy Messier 87 (M87) is home to the supermassive black hole captured by planet Earth's Event Horizon Telescope in the first ever image of a black hole. 

Giant of the Virgo galaxy cluster about 55 million light-years away, M87 is the large galaxy rendered in blue hues in this infrared image from the Spitzer Space telescope. 

Though M87 appears mostly featureless and cloud-like, the Spitzer image does record details of relativistic jets blasting from the galaxy's central region. Shown in the inset at top right, the jets themselves span thousands of light-years. 

The brighter jet seen on the right is approaching and close to our line of sight. Opposite, the shock created by the otherwise unseen receding jet lights up a fainter arc of material. Inset at bottom right, the historic black hole image is shown in context, at the center of giant galaxy and relativistic jets. 

Completely unresolved in the Spitzer image, the supermassive black hole surrounded by infalling material is the source of the enormous energy driving the relativistic jets from the center of active galaxy M87.

A Circumhorizontal Arc Over Ohio | Um arco circumhorizontal sobre Ohio


Por que algumas nivens paraceriam ter cores diferentes? A razão aqui é o fato de cristais de gelo em distantes nuvens cirrus estão atuando como pequenos prismas flutuantes. Às vezes chamados arco-íris de fogo devido ao seu visual que lembra uma chama, os arcos circumhorizontais ficam paralelos ao horizonte. 

Para que o arco circumhorizontal seja visivel, o Sol deve estar no minimo a 58 graus em um ceu onde haja nuvens cirrus. Além do mais, os inumeros cristais de gelo hexagonais achatados que compõem as nuvens cirrus têm de estar horizontalmente alinhados para poderem refletir adequadamente a luz solar de forma coletivamente similar. 

Portanto, os arcos circumhorizontais muito raramente são visiveis. Essa formação circumhorizontal foi  fotografada atraves de uma lente polarizada sobre Dublin, Ohio, EUA, em 2009.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Why would clouds appear to be different colors? The reason here is that ice crystals in distant cirrus clouds are acting like little floating prisms. Sometimes known as a fire rainbow for its flame-like appearance, a circumhorizon arc lies parallel to the horizon. 

For a circumhorizontal arc to be visible, the Sun must be at least 58 degrees high in a sky where cirrus clouds are present. Furthermore, the numerous, flat, hexagonal ice-crystals that compose the cirrus cloud must be aligned horizontally to properly refract sunlight in a collectively similar manner. 

Therefore, circumhorizontal arcs are quite unusual to see. This circumhorizon display was photographed through a polarized lens above Dublin, Ohio in 2009.

sábado, 18 de maio de 2019

Atlas, Daphnis, and Pan | Atlas, Dafne e Pã


Atlas, Dafne e Pã são luas menores, mais internas e anelares de Saturno. Elas são mostradas  na mesma escala nesta montagem de imagens pela espaçonave Cassini, que  fez seu grand finale numa orbita do planeta anelado em setembro de 2017. 

Na verdade, Dafne foi descoberta através de imagens da Cassini de 2005. Atlas e Pã foram vistas pela primeira vez em imagens das espaçonaves Voyager 1 e 2. Atlas, com seu formato de disco voador, orbita proximo à borda do brilhante anel A de Saturno, enquanto Dafne orbita dentro da estreita Fenda Keeler do Anel A, e Pã,  dentro da  Fenda do Anel A, maior.

As curiosas cordilheiras equatoriais das pequenas luas anelares poderiam ter  sido formadas pela acumulação de material anelar ao longo do tempo. Até mesmo a minuscula Dafne forma ondas no material anelar ao passar pela borda da Fenda Keeler.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Atlas, Daphnis, and Pan are small, inner, ring moons of Saturn. They are shown at the same scale in this montage of images by the Cassini spacecraft that made its grand final orbit of the ringed planet in September 2017. 

In fact, Daphnis was discovered in Cassini images from 2005. Atlas and Pan were first sighted in images from the Voyager 1 and 2 spacecraft. Flying saucer-shaped Atlas orbits near the outer edge of Saturn's bright A Ring while Daphnis orbits inside the A Ring's narrow Keeler Gap and Pan within the A Ring's larger Encke Gap. 

The curious equatorial ridges of the small ring moons could be built up by the accumulation of ring material over time. Even diminutive Daphnis makes waves in the ring material as it glides along the edge of the Keeler Gap.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

RS Puppis


A estrela pulsátil RS Puppis, a mais brilhante na imagem ao centro, tem massa umas dez vezes maior que a do Sol e é, em média, 15.000 vezes mais luminosa que ele. Na verdade, RS Pup é uma estrela variavel Cefeida, uma classe de estrelas cuja intensidade de brilho é usada para estimar distancias até galaxias proximas como um dos primeiros passos  para se estabelecer a escala de distancias cosmicas. 

Como RS Pup pulsa durante um periodo de cerca de 40 dias, suas variações regulares de intensidade de brilho são também vistas untamente com a nebulosa em seu entorno com retardo temporal, efetivamente um eco de luz. 

Usando medições do retardo temporal e do tamanho angularda nebulosa, a velocidade da luz conhecida permite aos astronomos determinar geometricamente a distancia até RS Pup como sendo de 6.500 anos-luz, com uma notavelmente pequena margem de erro de mais ou menos 90 anos-luz. 

Uma impressionante conquista para a astronomia estelar, a distancia medida por eco tambem estabelece mais precisamente a real intensidade de brilho de RS Pup, e, por extensão, outras de estrelas Cefeidas, melhorando o conecimento sobre as distancias até galaxias além da Via Lactea.

Tradução de L M Leitão da Cunha

Pulsating RS Puppis, the brightest star in the image center, is some ten times more massive than our Sun and on average 15,000 times more luminous. In fact, RS Pup is a Cepheid variable star, a class of stars whose brightness is used to estimate distances to nearby galaxies as one of the first steps in establishing the cosmic distance scale. 

As RS Pup pulsates over a period of about 40 days, its regular changes in brightness are also seen along its surrounding nebula delayed in time, effectively a light echo. 

Using measurements of the time delay and angular size of the nebula, the known speed of light allows astronomers to geometrically determine the distance to RS Pup to be 6,500 light-years, with a remarkably small error of plus or minus 90 light-years. 

An impressive achievement for stellar astronomy, the echo-measured distance also more accurately establishes the true brightness of RS Pup, and by extension other Cepheid stars, improving the knowledge of distances to galaxies beyond the Milky Way.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Anemic Spiral NGC 4921 from Hubble | Anemic Spiral NGC 4921 from Hubble


Quão distante está a galaxia espiral NGC 4921? Saber isso é algo surpreendentemente importante. Embora atualmente se calcule que ela esteja distante cerca de 300 milhões de anos-luz, uma determinação mais precisa dessa distância poderia ser combinada com sua velocidade de recessão conhecida para ajudar a humanidade a melhor calibrar a taxa de expansão de todo o universo visivel. 

Para atingir este objetivo, inumeras imagens foram obtidas pelo Hubble para ajudar a identificar marcadores-chave de distâncias estelares, chamados estrelas variaveis Cefeidas. Uma vez que NGC 4921 é membro do Aglomerado Galactico Coma, apurar melhor sua distancia também permitiria uma mais precisa determinação da distancia até um dos maiores aglomerados proximos no universo local. 

A magnifica espiral NGC 4921 foi informalmente denominada anemica devido à sua baixa taxa de formação estelar e baixa intensidade de brilho superficial. Visivel nesta imagem estão, a partir do centro, um nucleo brilhante, uma barra central brilhante, um proeminente anel de poeira escura, aglomerados azuis de estrelas recém-formadas, inumeras galaxias companheiras menores, galaxias não relacionadas no universo longínquo e estrelas não relacionadas na Via Lactea.

Tradução de L M Leitão da Cunha

How far away is spiral galaxy NGC 4921? It's surpringly important to know. Although presently estimated to be about 300 million light years distant, a more precise determination could be coupled with its known recession speed to help humanity better calibrate the expansion rate of the entire visible universe. 

Toward this goal, several images were taken by the Hubble Space Telescope in order to help identify key stellar distance markers known as Cepheid variable stars. Since NGC 4921 is a member of the Coma Cluster of Galaxies, refining its distance would also allow a better distance determination to one of the largest nearby clusters in the local universe. 

The magnificent spiral NGC 4921 has been informally dubbed anemic because of its low rate of star formation and low surface brightness. Visible in the featured image are, from the center, a bright nucleus, a bright central bar, a prominent ring of dark dust, blue clusters of recently formed stars, several smaller companion galaxies, unrelated galaxies in the far distant universe, and unrelated stars in our Milky Way Galaxy.