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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Dark Slope Streaks Split on Mars | Riscas escuras em encostas se dividem em Marte


O que estaria causando essas riscas escuras em Marte? Ninguém sabe ao certo. Entre as possibilidades incluem-se avalanches de poeira, pedaços de gelo seco em evaporação e fluxos de água em estado liquido. 

O que está claro é que as riscas ocorrem através da poeira superficial clara e expõem uma camada escura mais profunda. Riscas similares têm sido fotografadas em Marte há anos, e são umas das poucas caracteriscitas da superficie que mudam de aparencia sasonalmente. 

Particularmente interessante aqui é que riscas maiores se dividem em outras menores, mais abaixo pela encosta. Esta imagem foi obtida com a camera HiRISE  a bordo da sonda Orbital de Reconhecimento de Marste (MRO), muitos meses atrás. Atualmente, uma tempestade de poeira global está tomando conta de boa parte do planeta.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

What is creating these dark streaks on Mars? No one is sure. Candidates include dust avalanches, evaporating dry ice sleds, and liquid water flows. 

What is clear is that the streaks occur through light surface dust and expose a deeper dark layer. Similar streaks have been photographed on Mars for years and are one of the few surface features that change their appearance seasonally. 

Particularly interesting here is that larger streaks split into smaller streaks further down the slope. The featured image was taken by the HiRISE camera on board the Mars-orbiting Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) several months ago. Currently, a global dust storm is encompassing much of Mars.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Neutrino Associated with Distant Blazar Jet | Neutrino Associado a um distante jato Blazar


Com equipamentos congelados nas profundezas do gelo sob o Polo Sul da Terra, a humanidade parece ter descoberto um neutrino vindo de longe através do universo. Se for confirmado, isso marcaria a primeira clara detecção de neutrinos cosmologicamente distantes e o alvorecer de uma associação observada entre neutrinos energeticos e raios cosmicos  criados por potentes jatos emanados de quasares ardentes (blazars). 

Depois que o detector Antartico IceCube mediu um neutrino energetico, em setembro de 2017, muitos dos principais observatorios da humanidade entraram em ação para tentar identificar uma contraparte em luz. E conseguiram. 

Uma contraparte em erupção foi identificada por  observatorios de altas energias, inclusive o AGILE, o Fermi, o HAWC, o H.E.S.S., o INTEGRAL, o NuSTAR, o Swift, e o VERITAS, que descobriu que o blazar de raios gama TXS 0506+056 estava na direção certa e com raios gama de uma labareda chegando quase coincidentemente no tempo com o neutrino. 

Muito embora essa e outra coincidencias de posição e tempo sejam estatisticamente fortes, os astronomos irão esperar por outro neutrino similar - associações de luz de blazar para terem certeza absoluta. Esta é uma concepção artistica de um jato de particulas emanando de um buraco negro no centro de um blazar.

Tradução de LM Leitão da Cunha

With equipment frozen deep into ice beneath Earth's South Pole, humanity appears to have discovered a neutrino from far across the universe. If confirmed, this would mark the first clear detection of cosmologically-distant neutrinos and the dawn of an observed association between energetic neutrinos and cosmic rays created by powerful jets emanating from blazing quasars (blazars). 

Once the Antarctican IceCube detector measured an energetic neutrino in 2017 September, many of humanity's premier observatories sprang into action to try to identify a counterpart in light. And they did. 

An erupting counterpart was pinpointed by high energy observatories including AGILE, Fermi, HAWC, H.E.S.S., INTEGRAL, NuSTAR, Swift, and VERITAS, which found that gamma-ray blazar TXS 0506+056 was in the right direction and with gamma-rays from a flare arriving nearly coincidental in time with the neutrino. 

Even though this and other position and time coincidences are statistically strong, astronomers will await other similar neutrino - blazar light associations to be absolutely sure. Pictured here is an artist's drawing of a particle jet emanating from a black hole at the center of a blazar.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Moon and Venus over Cannon Beach | A Lua e Venus sobre a Praia Cannon


O que é aquele ponto próximo à Lua? É Venus. Dois dias atrás, a Lua crescente passou lentamente por Venus, aparecendo dentro de apenas dois graus em seu ponto mais próximo. Esta conjunção, no entanto, foi apenas uma de inúmeras aventuras fotograficas de nossa Lua neste mês, porque, vejam, um eclipse parcial solar ocorreu há poucos dias, em 12 de julho. 

Atualmente, a Lua parece estar se abrilhantando quando vista da Terra, já que a parte de sua face iluminada pelo Sol continua a aumentar. Dentro de alguns dias, a Lua irá aparecer com mais da metade cheia, e estará, portanto, em sua fase gibosa. Na semana que vem, a face da Lua que está sempre voltada para a Terra irá se tornar, conforme vista da Terra, completamente iluminada pelo Sol. 

Mas mesmo essa fase cheia trará uma aventura, já que um eclipse total desta Lua de Trovão irá ocorrer em 27 de julho. Mas não se preocupe achando que nossa Luna possa se cansar, porque ela estará nova outra vez no próximo mês —  11 de agosto, para ser exato — quando causará outro eclipse parcial do Sol. 

Na foto, Venus e a Lua foram aparecem sobre Cannon Beach, acima de uma formação rochosa ao largo da costa de Oregon (EUA), chamada As Agulhas. Cerca de uma hora após a obtenção dessa imagem, a rotação da Terra fez com que Venus e a Lua se pusessem.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

What's that spot next to the Moon? Venus. Two days ago, the crescent Moon slowly drifted past Venus, appearing within just two degrees at its closest. This conjunction, though, was just one of several photographic adventures for our Moon this month (moon-th), because, for one, a partial solar eclipse occurred just a few days before, on July 12. 

Currently, the Moon appears to be brightening, as seen from the Earth, as the fraction of its face illuminated by the Sun continues to increase. In a few days, the Moon will appear more than half full, and therefore be in its gibbous phase. Next week the face of the Moon that always faces the Earth will become, as viewed from the Earth, completely illuminated by the Sun. 

Even this full phase will bring an adventure, though, as a total eclipse of this Thunder Moon will occur on July 27. Don't worry about our Luna getting tired, though, because she'll be new again next month (moon-th) -- August 11 to be exact -- just as she causes another partial eclipse of the Sun. Pictured, Venus and the Moon were captured from Cannon Beach above a rock formation off the Oregon (USA) coast known as the Needles. About an hour after this image was taken, the spin of the Earth caused both Venus and the Moon to set.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Rings Around the Ring Nebula | Aneis ao redor da Nebulosa do Anel


Há muito mais coisas na familiar Nebulosa do Anel (M57), no entanto, do que se pode ver através de pequenos telescopios. O facilmente visivel anel central tem cerca de um ano-luz de diametro, mas esta notavelmente profunda exposição — um esforço colaborativo combinando dados de tres diferentes grandes telescopios — explora os filamentos em forma de laço de gás incandescente espalhando-se muito além da estrela central da nebulosa. 

Esta notavel imagem composta inclui imagens de hidrogenio de banda estreita, emissões de luz visiveis, e emissões de luz em infravermelho. Evidentemente, neste bem estudado exemplo de nebulosa planetaria, a materia incandescente não vem de planetas. Em vez disso, o manto gasoso representa camadas externas expelidas de uma estrela em colapso, semelhante ao Sol. A Nebulosa do Anel está distante cerca de 2.000 anos-luz na direção da constelação da Lira.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

There is much more to the familiar Ring Nebula (M57), however, than can be seen through a small telescope. The easily visible central ring is about one light-year across, but this remarkably deep exposure - a collaborative effort combining data from three different large telescopes - explores the looping filaments of glowing gas extending much farther from the nebula's central star. 

This remarkable composite image includes narrowband hydrogen image, visible light emission, and infrared light emission. Of course, in this well-studied example of a planetary nebula, the glowing material does not come from planets. Instead, the gaseous shroud represents outer layers expelled from a dying, sun-like star. The Ring Nebula is about 2,000 light-years away toward the musical constellation Lyra.

domingo, 15 de julho de 2018

Star Trails and the Bracewell Radio Sundial | Trilhas de estrelas e o Radiorelogio de Sol Bracewell


Os relogios de Sol usam a locazação de uma sombra para medir a rotação da Terra e indicar a hora do dia. Portanto, vem a calhar que este relogio de Sol, no Observatorio do Conjunto de Grandes Telescópios no Novo Mexico, EUA, comemore a historia da radioastronomia e do pioneiro da radioastronomia Ronald Bracewell. 

O radiorelogio de Sol foi construido com pedaços de um conjunto de radiotelescopio de mapeamento solar que Bracewell orginalmente construiu próximo ao campos da Stanford University. 

O conjunto de Bracewell foi usado para contribuir com dados para planejar o primeiro pouso na Lua, e seus pilares foram assinados por cientistas visitantes e radioastronomos, inclusive dois ganhadores do premio Nobel. 

Como na maioria dos relogios de Sol, a sombra projetada pelo gnomon central  segue marcadores que mostram o horário solar do dia, juntamente com solsticios e equinocios. Mas marcadores no radiorelogio de Sol  são também dispostos de acordo com o tempo sideral local. 

Eles mostram a posiçion das sombras de radio invisiveis de tres brilhantes fontes de radio no ceu da Terra, o remanescente da supernova Cassiopeia A, a galaxia ativa  Cygnus A, e a galaxia ativa Centaurus A. 

O tempo sideral é apenas o tempo estelar, a rotação da Terra conforme medida com as estrelas e galaxias distantes. Aquela rotação é refletida nesta exposição compota de quatro horas de exposição. Acima do Radiorelogio de Sol Bracewell, as estrelas traçam trilhas concentricas ao redor do polo norte celestial.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Sundials use the location of a shadow to measure the Earth's rotation and indicate the time of day. So it's fitting that this sundial, at the Very Large Array Radio Telescope Observatory in New Mexico, commemorates the history of radio astronomy and radio astronomy pioneer Ronald Bracewell. 

The radio sundial was constructed using pieces of a solar mapping radio telescope array that Bracewell orginaly built near the Stanford University campus. 

Bracewell's array was used to contribute data to plan the first Moon landing, its pillars signed by visiting scientists and radio astronomers, including two Nobel prize winners. 

As for most sundials the shadow cast by the central gnomon follows markers that show the solar time of day, along with solstices and equinoxes. But markers on the radio sundial are also laid out according to local sidereal time. 

They show the position of the invisible radio shadows of three bright radio sources in Earth's sky, supernova remnant Cassiopeia A, active galaxy Cygnus A, and active galaxy Centaurus A. 

Sidereal time is just star time, the Earth's rotation as measured with the stars and distant galaxies. That rotation is reflected in this composited hour-long exposure. Above the Bracewell Radio Sundial, the stars trace concentric trails around the north celestial pole.