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sábado, 24 de setembro de 2016

M33: Triangulum Galaxy | A Galáxia do Triângulo


A pequena constelação do Triângulo, ao norte,  abriga esta magnífica galáxia espiral com a face voltada para fora, M33. Entre seus nomes populares incluem-se Galáxia do Catavento ou apenas Galáxia do Triângulo. M33 tem mais de 50.000 anos-luz de diâmetro, a terceira maior do Grupo Local de galáxias depois de Andrômeda (M31) e da Via Láctea. 

Distante cerca de 3 milhões de anos-luz da Terra, acredita-se que M33 seja ela própria um satélite de Andromeda, e astrônomos nessas duas galáxias teriam, provavelmente, vistas espetaculares dos grandes sistemas espirais de ambas. Com relação à vista da perspectiva do planeta Terra, esta nítida imagem composta mostra bem os aglomerados estelares azuis de M33 e regiões rosadas de formação estelar ao longo dos frouxamente enrolados braços espirais da galáxia. 

Na verdade, a cavernosa NGC 604 é a mais brilhante região de formação estelar, vista aqui aproximadamente na posição de 1 hora do centro da galáxia. Assim como M31, a população de estrelas variáveis bem medidas de M33 têm ajudado a tornar essa espiral próxima um instrumento de medida para se estabelecer a escala de distâncias do Universo.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

The small, northern constellation Triangulum harbors this magnificent face-on spiral galaxy, M33. Its popular names include the Pinwheel Galaxy or just the Triangulum Galaxy. M33 is over 50,000 light-years in diameter, third largest in the Local Group of galaxies after the Andromeda Galaxy (M31), and our own Milky Way. 

About 3 million light-years from the Milky Way, M33 is itself thought to be a satellite of the Andromeda Galaxy and astronomers in these two galaxies would likely have spectacular views of each other's grand spiral star systems. As for the view from planet Earth, this sharp composite image nicely shows off M33's blue star clusters and pinkish star forming regions along the galaxy's loosely wound spiral arms. 

In fact, the cavernous NGC 604 is the brightest star forming region, seen here at about the 1 o'clock position from the galaxy center. Like M31, M33's population of well-measured variable stars have helped make this nearby spiral a cosmic yardstick for establishing the distance scale of the Universe.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

NGC 1672: Barred Spiral Galaxy from Hubble | NGC 1672: Galáxia espiral barra vista pelo Hubble


Muitas galáxias espirais têm barras ao longo de seus centros. Acredita-se que até mesmo a Via Láctea tenha uma modesta barra central. A notavelmente galáxia espiral barrada  NGC 1672, aqui mostrada, foi fotografada em detalhes espetaculares em uma imagem obtida pelo Hubble. 

São visiveis aqui trilhas de filamentos de poeira, jovens aglomerados de brilhantes estrelas azuis, nebulosas de emissão vermelha de gás hidrogênio incandescente,uma longa e brilhante barra de estrelas através do centro, e um brilhante núcleo ativo que, provavelmente, abriga um buraco negro supermassivo. 

A luz leva cerca de 60 milhoes de anos para chegar até nós, vinda de NGC 1672, que estende-se por um diâmetro de uns 75.000 anos-luz. NGC 1672, que aparece em direção à constelação do Espadarte (Dourado), está sendo estudada para se descobrir como uma barra espiral bar contribui para a formação estelar nas regiões  centrais das galáxias.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Many spiral galaxies have bars across their centers. Even our own Milky Way Galaxy is thought to have a modest central bar. Prominently barred spiral galaxy NGC 1672, featured here, was captured in spectacular detail in an image taken by the orbiting Hubble Space Telescope. 

Visible are dark filamentary dust lanes, young clusters of bright blue stars, red emission nebulas of glowing hydrogen gas, a long bright bar of stars across the center, and a bright active nucleus that likely houses a supermassive black hole. 

Light takes about 60 million years to reach us from NGC 1672, which spans about 75,000 light years across. NGC 1672, which appears toward the constellation of the Dolphinfish (Dorado), is being studied to find out how a spiral bar contributes to star formation in a galaxy's central regions.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Spiral Meteor through the Heart Nebula | Meteoro espiral através da Nebulosa do Coração


O que este meteoro está fazendo? Dinamicamente, a incomumente curta e assimétrica trilha pode indicar que o grânulo do tamanho de um grão de areia no centro brilho esteja momentaneamente girando à medida que sore ablação, fazendo com que sua trajetória seja ligeiramente espiral. 

Geograficamente, o meteoro parece estar indo através da Nebulosa do Coração, embora ele esteja de fato na atmosfera da Terra, e, portanto, está um quatrilhão de de vezes mais próximo. Na foto tirada no mês passado na noite do pico, este meteoro é, provavelmente, da chuva de meteoros das Perseidas. O radiante das Perseidas, na constelação de Perseu, está fora do quadro, na parte superior direita, na direção para a qual a trilha do meteoro está apontando. 

A nebulosa do coração foi fotografada em exposições de 18 minutos de duração, das quais a incomum trilha de meteoro apareceu somente em uma.A trilha do meteoro é multicolorida porque seu brilho emana de diferentes elementos presentes no gás aquecido.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

What is this meteor doing? Dynamically, the unusually short and asymmetric train may indicate that the sand-sized grain at the center of the glow is momentarily spinning as it ablates, causing its path to be slightly spiral. 

Geographically, the meteor appears to be going through the Heart Nebula, although really it is in Earth's atmosphere and so is about one quadrillion times closer. Taken last month on the night of the peak, this meteor is likely from the Perseid meteor shower. The Perseids radiant, in the constellation of Perseus, is off the frame to the upper right, toward the direction that the meteor streak is pointing. 

The Heart Nebula was imaged in 18 one-minute exposures, of which the unusual meteor streak appeared on just one. The meteor train is multicolored as its glow emanates from different elements in the heated gas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

50,000 Kilometers over the Sun | 50.000 quilômetros acima do Sol


O que está acontecendo na borda do Sol? Embora possa parecer que um monstro está descontrolado, o que está na foto é apenas uma monstruosa proeminência  — um envoltório de um gás fino retido acima da superfície pelo campo magnético do Sol. O evento solar foi captado na semana passada, através de um pequeno telescópio, com a imagem resultante sendo então invertida e colorida artificialmente. 

Conforme indicado com linhas ilustrativas, a prominência se eleva acima de 50.000 quilometros acima da superfície do Sol, fazendo com que mesmo nossa Terra com 12.700 quilômetros de diâmetro pareça pequena em comparação. 

Abaixo, a  monstruosa prominência é a região ativa 12585, enquanto filamentos  claros coloridos podem ser vistos pairando sobre uma carpete solar de fibrils fluente. Filamentos são, na verdade, prominências vistas contra o disco solar, enquanto, similarmente, fibrilos são, na verdade, espículas vistas contra o disco. Eventos energéticos como este estão se tornando menos comuns à medida que o Sol segue em direção a um mínimo em seu ciclo de 11 anos de atividade.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

What's happening at the edge of the Sun? Although it may look like a monster is rampaging, what is pictured is actually only a monster prominence -- a sheath of thin gas held above the surface by the Sun's magnetic field. The solar event was captured just this past weekend with a small telescope, with the resulting image then inverted and false-colored. 

As indicated with illustrative lines, the prominence rises over 50,000 kilometers above the Sun's surface, making even our 12,700-diameter Earth seem small by comparison. Below the monster prominence is active region 12585, while light colored filaments can be seen hovering over a flowing solar carpet of fibrils. Filaments are actually prominences seen against the disk of the Sun, while similarly, fibrils are actually spicules seen against the disk. Energetic events like this are becoming less common as the Sun evolves toward a minimum in its 11-year activity cycle.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

The North and South Jupiter | O Norte e o sul de Júpiter


Uma ampla órbita em formato de laço trouxe a espaçonave Juno para perto de Júpiter em 27 de agosto. Enquanto a espaçonave passava pelos polos do planeta gigante, a JunoCam obteve essas importantes vistas diretas dos polos, uma mudança da usual perspectiva quase equatorial  da espaçonave em direção aos extremos do sistema solar e dos telescópios baseados na Terra. 

O lado da região polar norte iluminado pelo Sol (esq.) foi fotografado a cerca de 125.000 quilômetros do topo das nuvens, duas horas após a aproximação máxima de Juno. Uma hora após a grande aproximação a região polar sul foi fotografada de uma distância de 4.500 quilômetros. 

Marcantemente diferentes das zonas alternantes de cores claras e dos cinturões mais escuros que circundam as mais familiares regiões equatoriais, as nuvens da região polar parecem mais cheias de curvas e mosqueadas por vários sistemas de tempestades giratórias em sentido horário. Outros 35 sobrevoos orbitais próximos estão programados durante a missão Juno.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

A wide, looping orbit brought Juno close to Jupiter on August 27. As the spacecraft swung around the giant planet's poles JunoCam acquired these premier direct polar views, a change from the usual nearly equatorial perspective of outbound spacecraft and the telescopes of planet Earth. 

The sunlit side of Jupiter's north polar region (left) was imaged about 125,000 kilometers from the cloud tops, two hours before Juno's closest approach. An hour after close approach the south polar region was captured from 94,500 kilometers away. 

Strikingly different from the alternating light-colored zones and darker belts girdling more familiar equatorial regions, the polar region clouds appear more convoluted and mottled by many clockwise and counterclockwise rotating storm systems. Another 35 close orbital flybys are planned during the Juno mission.