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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Paradoxos censórios

Um paradoxo orna os atos de censura perpetrados em países tão díspares quanto Brasil, Cuba e Reino Unido.
Perguntado numa pesquisa em qual deles o direito de expressão sofre mais restrições, um cidadão qualquer medianamente informado não hesitaria em atribuir à ilha caribenha o título de campeã nessa modalidade totalitária.
O acerto da resposta, todavia, é relativo, porque a censura tem várias faces e disfarces, e frequenta tanto democracias de fato e de direito, quanto as só de direito, que são muitas, e, é claro, os regimes ditatoriais.
Em Cuba, Yonai Sánchez, por exemplo, é mais livre para se expressar do que muitos blogueiros, escritores, jornalistas, cronistas, brasileiros, ingleses - Sim, ingleses e de qualquer outra nacionalidade que porventura tenham a desgraça de ver um texto de sua autoria veiculado no Reino Unido, ainda que pela internet. Não há lei mais draconiana que a Libel Law (Lei de Calúnia) inglesa. Tanto que jornais americanos estão considerando bloquear o acesso a seus sites no Reino Unido, e impedir e exportação para lá das edições impressas.
Ela é muito útil como instrumento intimidatório contra jornalistas e quejandos do mundo todo, especialmente os "frilas" e blogueiros.Simplesmente porque custa uma fortuna defender-se de uma acusação de calúnia em Londres, a Capital do Litígio.
Advogados aconselham escritores, colunistas, pequenos jornais e blogueiros processados com a Libel Law a se retratarem, mesmo que o publicado seja comprovadamente verdadeiro. Uma disputa de $10 mil libras pode custar um milhão. E, ainda que vença a parada, o réu não será integralmente ressarcido dos gastos com sua defesa. Resultado: Autocensura, o "Chilling effect", ou ducha de água fria.
Ora, cá no Brasil, a censura é exercida o tempo todo pelo Estado, nos três poderes.
Quando a Assembléia Legislativa nega ao Superior Tribunal de Justiça licença - o que é uma prerrogativa surreal - para processar o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), está impondo censura à apuração da verdade, o que já de si é um fator que reforça as suspeitas.
As Comissões Parlamentares de Inquérito, essas sessões de teatro nas quais as maiorias invariavelmente bloqueiam convocações de testemunhas, são instâncias censórias do legislativo. Idem, quando o deputado Michel Temer e o senador José Sarney (PMDB-SP) negam-se a entregar notas fiscais de despesas de parlamentares referentes a anos passados.
A censura é perfida e covarde -além de muito apreciada- porque combate a mais poderosa - porque libertária - forma de poder: a informação.
Curiosamente, a censura veta aquilo de que é sinônimo, segundo os dicionários: a crítica.
Ninguém notou, nesse longo debate a respeito da volta dessa odiosa forma de repressão, que a imprensa responsável não precisa que se lhe imponha censura para que não publique aquilo que, apesar de verdadeiro, possa pôr em risco a integridade física de alguém, como nos casos de sequestro em andamento. Não é a Justiça que silencia a mídia nessas ocorrências, mas o bom senso dos editores. Convencionou-se, há já algum tempo, manter em segredo tais casos, enquanto as vítimas estiverem em cativeiro.
O Judiciário, por seu turno, vem impondo à mídia censura pretérita, presente e futura. Numa curiosa e deplorável e decisão, o site Consultor Jurídico foi obrigado, a retirar do ar notícia verdadeira, velha de vários anos, que estaria prejudicando a carreira de um médico. A revista está obrigada a suprimir a notícia sobre a condenação por negligência do cirurgião plástico Alexandre Orlandi França, pelo Tribunal de Alçada de Minas Gerais, em 2002. Decisão cumprida, recurso impetrado. Onde já se viu obrigar um jornal a retificar o passado, reescrever a história? O passado, a História, não pertencem aos protagonistas, mas à humanidade.
E o terceiro poder, o Executivo, é também pródigo em vetar a verdade, como no inquérito de Waldomiro Diniz, inconcluso, quiçá por engavetamento, há cerca de cinco anos, verdadeiro e vergonhoso calote da verdade passado pelo poder público na sociedade.
Dizem que a verdade dói, e ocultá-la pode parecer um lenitivo, mas é mera panacéia que conduz a dores mais atrozes.
O Páis necessita de uma súmula, em caráter de urgência urgentíssima, disciplinando a questão, mas uma Lei de Imprensa é imprescindível.
Que nela se aproveite o que há de melhor na legislação americana, definindo da maneira mais precisa possível o significado de calúnia e aproveitando o conceito de "fair comment", ou comentário razoável, justo; e "actual malice", malícia de fato, intencional, cuja definição é: A história foi publicada sabendo o autor ser falsa, e foi publicada com imprudente inobservância de sua veracidade ou falsidade.
Pela lei americana, a calúnia é, por definição, falsa. Verdadeira a notícia, não pode haver penalidade.
Além disso, o conceito de "actual malice" foi estendido a personagens públicos, autoridades em geral, artistas, celebridades, grandes executivos, esportistas.
Esta interpretação da Libel Law americana data de 1964, quando a Suprema Corte julgou o caso Times vs. Sullivan.
No Times vs. Sullivan, a Corte disse que facilitar demais as coisas para agentes públicos ganharem causas de calúnia exerce um "Chilling effect", ou "efeito balde de água fria" sobre a imprensa e sua capacidade de reportar com (responsável) agressividade os assuntos importantes do dia.
Um comentário razoável seria alguém dizer que considerou o governo de fulano muito ruim, ou relatar que alguém está sendo investigado, quando de fato estiver.
Raros blogueiros terão recursos para defender-se em nossa caríssima e lenta Justiça. Daí, cabe a estes observar a diferença entre rumor e fato, fofoca e verdade. Aos magistrados, pede-se, apenas, avaliar a capacidade econômica das forças litigantes, dando a blogueiros não reincidentes, por exemplo, a oportunidade de se retratarem, em sendo o caso.
Luiz Leitão

domingo, 29 de novembro de 2009

Colorful spider / Aranha colorida

Uma aranha-pavão macho mostra uma impressionante gama de cores, ao executar um ritual de cortejo diante de uma fêmea.
A imagem da aranha, de 4 milímetros de comprimento foi obtida pelo fotógrafo "amador" Jurgen Otto, de Sydney, Austrália.
As aranhas-pavão machos mantêm suas "caudas", que são extensões em formato de flapes de seu abdômen, dobrados para baixo, ao seu lado, até avistarem uma fêmea de coloração marrom.
A male peacock spider shows off a stunning array of colours as it performs an impressive mating ritual in front of a watching female.
This image of the 4mm long spider was captured by "amateur" photographer Jurgen Otto, from Sydney, Australia.
Male peacock spiders keep their "tails", which are flap-like extensions of their abdomen, folded down by their side until they spot a brown coloured female.
A male peacock spider shows off a stunning array of colours as it performs an impressive mating ritual in front of a watching female.
This image of the 4mm long spider was captured by amateur photographer Jurgen Otto, from Sydney, Australia.
Male peacock spiders keep their "tails", which are flap-like extensions of their abdomen, folded down by their side until they spot a brown coloured female.

Holodomor

Kiev, Ucrânia: Uma cerimônia num monumento às vítimas do Holodomor (Morte pela fome), assinalando o 76º aniversário da grande crise de fome artificial, quando mais de dez milhões de pessoas morreram.
A "grande crise de fome" foi causada pela escassez de alimentos após a coletivização forçada ordenada por Stálin.
Kiev, Ukraine: A ceremony at a monument for Holodomor (Murder by hunger) victims, marking the 76th anniversary of the famine in which ten million people died of famine, in a great artificial crisis caused by the forced collectivization by order of Stálin.

Stupid protest / Protesto idiota

Em Genebra, Suíça, um dos vários carros incendiados nos protestos contra a Organização Mundial do Comércio.
Um protesto idiota, destruir coisas. Depois nós, brasucas é que somos terceiro mundo...
Geneva, Switzerland: A burning car during anti-capitalism protests against the World Trade Organisation.
A stupid protest, destroying things is not the solution.

Batalha de Austerlitz

Tvarozna, Czech Republic: A re-enactment of the 1805 Battle of Austerlitz, where Napoleon's French defeated the Russian and Austrian armies.
Tvarozna, Czech Republic: A re-enactment of the 1805 Battle of Austerlitz, where Napoleon's French defeated the Russian and Austrian armies.

Rio de Janeiro, Fiat Lux!

Blecautes no Rio de Janeiro estão se tornando comuns. A companha de eletricidade chama-se Light (Luz), o que não deixa de ser uma ironia.
Blackouts in Rio de Janeiro are becoming usual. The electicity company's name is Light, which sounds ironical.

Video: Mensalão brasiliense / Brasilia's bribery duct

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Vídeo shows, behind the desk, Brasilia governor José Roberto Arruda's press secretary filling with money a suitcase, handed over by Durval Barbosa Rodrigues, Institutional Relations Secretary accompanied by Accounting Court Counselor Domingos Lamóglia.

O vídeo mostra, atrás da mesa, Omésio Pontes, secretário de imprensa do governo do DF, enchendo uma maleta com dinheiro entregue por Durval Barbosa Rodrigues, secretário de Relações Institucionais do DF.

Junto a ambos, aparece Domingos Lamóglia, conselheiro do Tribunal de Contas do DF.

Have smoke, will travel / Poluição dos aviões

Enquanto a poluição mundial causada por aviões encontra-se em torno de 3% a 4% do total, o aumento do número de viagens aéreas deverá aumentar bastante esse porcentual.
É verdade, porém, que a capacidade de passageiros por avião aumento, e o Airbus A-380 terá uma versão capaz de levar 840 pessoas.
While pollution from aircraft is around 3% to 4% of the total environmental pollution, increased air travel is likely to increase this share significantly in the future.
But on the other hand, passenger planes' capacity is increasingly higher, and the Airbus A-380 will have a version with 840 seats.

Solar solution / Solução solar

Vista aérea da fazenda solar de Lieberose, Alemanha, a segunda maior unidade de geração de enrgia solar do mundo, com área de 162 hectares (equivalente a mais de 210 campos de futebol).
An aerial view of the Lieberose solar farm in Germany which became the world's second biggest solar power plant with an area of 162 hectares (equivalent to more than 210 football fields).

Leftovers / Restos

Esta foto, tirada em 13 de outubro de 2009 mostra um pescador caminhando através de uma floresta de turfeiras devastada, em Pangkalan Bunut, província de Riau, Indonésia.
ONGs estão mobilizadas tentando salvar uma das últimas florestas tropicais da Ilha de Sumatra.
This photo taken on October 13, 2009 shows a fisherman walking through a devastated peatland forest in Indonesia's Pangkalan Bunut in Riau province.
NGO's are mobilising themselves to save one of the last tropical forests of the island of Sumatra.

Mediano drought / A seca em Mediano

Uma visão do alagado de Mediano, na província de Huesca, Espanha, em abril de 2008.
O Instituto Nacional Meteorológico informou que a Espanha sofreu uma redução de 40% nas chuvas entre 7 de outubro e 8 de abril.
A view of the swamp of Mediano, located in the province of Huesca, Spain on April 16, 2008.
The National Meteorological Institute has said Spain experienced a 40% drop in rainfall between October 7 and April 8.

A soma / The sum

Voluntários tentam desimpedir uma represa, cheia de garrafas plásticas e outros materiais descartados, que bloqueiam a Represa Vacha, próxima à cidade de Krichim, Bulgária.
Pois é, atirar só uma garrafa parece não gerar consequências, mas o problema é que milhares pensam, e fazem, o mesmo.
Volunteers try to clear a dam which is filled with discarded plastic bottles and other garbage, blocking Vacha Dam, near the town of Krichim in Bulgaria.
That's it, throwing just one bottle seems not to generate any consequences; the problem is that thousands think, and do, so.

Video: Governador Arruda recebe dinheiro / Bribery in Brazil

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O governador de Brasília, José Roberto Arruda - DEM (esq.), aparece em vídeo, recebendo um maço de dinheiro.

Brasilia's (Brazil's Federal Capital) governor José Roberto Arruda (Left) appears on a video receiving a pack of money, supposed to contain about US$ 23,000 (R$50,000).

An endless succession of political scandals, comprehending bribery, parliamentary allowance misuse, second house invalid reibursements, MPs' air tickets sales, newspaper censorship, electoral propaganda abuse, and so on, and so forth.

Long is the list of policiticians' felonies. Worst of all, like a real banana republic, no one has been punished so far.

Most of them have the privilege of being prosecuted by the Supreme Court, which has never judged nor convicted anyone to date.

As if this wasn't enough, governors can only be prosecuted under license of the State Assemblies. As they usually have the majority of seats, such licenses are denied.

Espremidos / Squeezed

Motoristas engarrafados num cruzamento, na hora do rush em Taipei.
Há cerca de 8,8 milhões de motocicletas e 4.8 milhões de carros nas estradas e ruas de Taiwan a quase todos os veículos e habitantes espremem-se em um terço da área da ilha.
Motorists crowd at a junction during rush hour in Taipei.
There are around 8.8 million motorcycles and 4.8 million cars on Taiwan's roads and nearly all motor vehicles and inhabitants are squeezed into a third of the island's area.

O Lago Curuai

Falemos de Brasil: uma vista aérea do Lago Curuai, no Pará, em 2005.
Uma das piores secas já registradas na região do Rio Amazonas está atualmente prejudicando severamente a floresta tropical.
Let's talk about Brazil: an aerial view of the Curuai lake in Para State, 2005.
One of the worst droughts ever recorded in the Amazon river region is currently severely damaging the world's largest rainforest.

Eagle-Owl / Coruja-águia

Garras estendidas, uma coruja-águia Eurasiana vai à caça no Santuário Turbary Woods de Corujas e Aves Predatórias, próximo a Preston, Lancashire, Reino Unido.
O centro de resgate e reabilitação tem uma rara coleção de mais de 90 pássaros predadores, como águias, falcões, corujas.
Talons extended, a Eurasian eagle owl goes for the kill at Turbary Woods Owl and Bird of Prey sanctuary near Preston, Lancashire.
The rescue and rehabilitation centre offers a unique collection of over 90 birds of prey, including eagles, hawks, falcons, owls.

sábado, 28 de novembro de 2009

Nacreous

Nuvens polares estratosféricas ou Nacreous costumam formar-se a temperaturas baixíssimas, abaixo de menos 78 °C.
Polar Stratospheric or Nacreous clouds generally form at very low temperatures, below minus 78 °C.

Butterflies / "Brabuletas"

Borboletas alimentando-se. Parecem pintadas à mão.
Butterflies feeding. They look like having been hand-painted.

Parece, mas não é / Not what it seems

Nuvens lenticulares muitas vezes têm o formato de disco voador, levando alguns a crer que avistaram um OVNI.
Lenticular clouds are often shaped like flying saucers, leading to people reporting UFO sightings.

Cacatua cinza / Grey cockatoo

Uma cacatua cinza, no Loro Park, em Puerto de la Cruz, Tenerife, Espanha.
A grey cockatoo in Loro Park, Puerto de la Cruz, Tenerife, Spain.

Harrier Jetfighter

A british Harrier jetfighter in flight.
The Harrier Jump Jet is the world's only vertical take off and landing jet fighter.
Um caça a jato britânico Harrier em voo. Por que o Brasil não o incluiu nas opções para reequipar a Força Aérea?
O Harrier Jump Jet é o único caça do mundo que pousa e decola verticalmente, como um helicóptero faz.

Algas / Algae

Uma invasão de algas azuis-esverdeadas tomou conta da costa de Qingdao, a cidade sede dos eventos com veleiros, na época dos jogos Olímpicos de 2008, na província de Shandong, China.
An outbreak of blue-green algae was seen on the coastline of Qingdao, the host city for sailing events at the 2008 Olympic Games, in eastern China's Shandong province by that time.

Amazon drought / Seca amazônica

Você leitor(a) do Brasil, sabia que a região do Rio Solimões, na floresta Amazônica, está sofrendo uma dramática seca?

Causada pelo velho fenômeno climático El Niño, a falta de água está matando milhares de peixes e gado.

Birds fly over the Amazon rain forest near the Solimões river in Brazil.
The region is currently afflicted by extreme drought caused by the weather phenomenon El Niño, which has resulted in the deaths of thousands of fish and cattle.

Dubai debt, what else? / A dívida de Dubai, e o que mais?

A incapacidade de Dubai pagar suas dívidas está alimentando receios de que outros países e instituições, não apenas em mercados emergentes, poderiam estar também encrencados.
Investidores demonstram preocupação com outras possíveis bombas de dívidas financeiras ocultas, em outras nações pesadamente endividadas, como a Grécia e até a Grã Bretanha, mercados emergentes com alto prestígio e mesmo bancos europeus e americanos, que tenham emprestado dinheiro a Dubai.
Num cenário pessimista de contágio, disseram analistas do Bank of America, “Não se pode excluir — como um " tail-risk" (risco de um ativo ou portfolio de ativos oscilar mais de três desvios-padrão de seus preços atuais) — um caso em que isso cresça numa escala a ponto de tornar-se um problema de insolvência soberana, que iria reverberar pelos mercados emergentes globais da mesma forma que ocorreu com a Argentina no início dos anos 2000 ou a Rússia ao final da década de 1990.
E não só mercados emergentes. “Dubai mostra que o que se enfrenta agora é uma questão de solvência, e não de liquidez,” disse Jonathan Tepper, da Variant Perception, firma de pesquisas londrina bastante franca e aberta no caso dos problemas de crédito das economias européias.
Na foto, as Emirates Towers, em Dubai, que acumularam US$59 bilhões em dívidas.
Dubai sobressaiu entre as várias economias que se entupiram de dívidas nos anos de boom. Em poucos anos, o braço de investimentos dos emirados, Dubai World, acumulou US$59 bilhões em dívidas, contraídas para erguer empreendimentos pródigos como uma ilha gigantesca em forma de palmeira, e investir em fulgurantes propriedades, como o MGM Grand Casino em Las Vegas, Nevada, EUA.
A recuperação tão rápida de uma crise financeira mundial daquele porte era muito boa para ser verdade...
Dubai’s inability to repay its debt is fueling concern that other countries and institutions, and not just in emerging markets, could be in trouble too.
Investors worried about hidden debt bombs in other countries and institutions — heavily indebted nations like Greece and even Britain, high-flying emerging markets and even European and American banks that had lent Dubai money.
In a worst-case contagion, Bank of America analysts wrote Friday, “One cannot rule out — as a tail-risk — a case where this would escalate into a major sovereign default problem, which would then resonate across global emerging markets in the same way that Argentina did in the early 2000s or Russia in the late 1990s.”
And not just emerging markets. “Dubai shows us that what we are now facing is a solvency issue, not a liquidity issue,” said Jonathan Tepper, a partner at Variant Perception, a research house in London that has been outspoken on the debt problems facing European economies.
Picture: The Emirates Towers in Dubai, which has accumulated $59 billion in debt.Of the many economies that gorged on debt in the boom years, Dubai stood out. In the space of a few years the emirate’s investment arm, Dubai World, racked up $59 billion in debt, borrowing to build lavish developments like a giant island shaped like a palm tree to entice celebrities like Brad Pitt, and to invest in glittery properties like the MGM Grand Casino in Las Vegas, Nevada, US.
The fast recovery of so huge a world financial crisis was too good to be true...

Video Ataque ao trem na Rússia / Train bombing in Russia

Ao menos 39 pessoas mortas após um trem descarrilar, na Rússia; autoridades desconfiam de um ataque a bomba.
A composição seguia de Moscou para São Petersburgo. Além dos mortos, há mais de 100 feridos.

video

At least 39 people are dead after a train derailed in Russia, authorities found evidence of a bomb attack.

A train from Moscow to St. Petersburg derailed, killing at least 39 people and injuring more than 100, officials said. Investigators found evidence a bomb caused the wreck.

Paraglider

This is how it feels like paragliding over cliffs at Lima, Peru.
Esta é a sensação de praticar paragliding sobre as escarpas de Lima, Peru.

Saturday wish / Desejo de sábado

A colourful shot of Mount Fuji taken from Kawaguchiko Town.
May this picture make your day as beautiful as it is.
Uma belíssima foto colorida do Monte Fuji, feita da cidade de Kawaguchiko, no Japão.
Possa essa foto fazer o seu dia tão belo e inspirador quanto ela.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Os filhos do Brasil, coisa de psicopata

Um dia, escrevi aqui que Lula é o típico psicopata, egocêntrico, sem limites, intolerante a críticas e sedutor. Um leitor não gostou, achou exagero meu.
Aí, um sujeito respeitado, de esquerda, César Benjamin, escreveu este artigo abaixo, sobre Lula.
A assessoria do presidente disse que as afirmações são "coisa de psicopata". E que Lula não irá processar o autor. Coisa de psicopata, sem dúvida, a história de Lula da Silva, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo do Brasil.
Lula não processará o autor por vários motivos: Por mero pragmatismo, pois a exposição lhe seria, que qualquer forma, prejudicial. Outra, que presidentes em exercício raramente processam um cidadão "comum", como diz Sua Excelência. Finalmente, porque é bem capaz de ser a mais pura verdade. César Benjamin não teria motivos para fabular uma "mirabolância" tão grande.
Os filhos do Brasil
CÉSAR BENJAMIN*
ESPECIAL PARA A FOLHA
A PRISÃO na Polícia do Exército da Vila Militar, em setembro de 1971, era especialmente ruim: eu ficava nu em uma cela tão pequena que só conseguia me recostar no chão de ladrilhos usando a diagonal. A cela era nua também, sem nada, a menos de um buraco no chão que os militares chamavam de "boi"; a única água disponível era a da descarga do "boi". Permanecia em pé durante as noites, em inúteis tentativas de espantar o frio. Comia com as mãos. Tinha 17 anos de idade.
Um dia a equipe de plantão abriu a porta de bom humor. Conduziram-me por dois corredores e colocaram-me em uma cela maior onde estavam três criminosos comuns, Caveirinha, Português e Nelson, incentivados ali mesmo a me usar como bem entendessem. Os três, porém, foram gentis e solidários comigo. Ofereceram-me logo um lençol, com o qual me cobri, passando a usá-lo nos dias seguintes como uma toga troncha de senador romano.
Oriundos de São Paulo, Caveirinha e Português disseram-me que "estavam pedidos" pelo delegado Sérgio Fleury, que provavelmente iria matá-los. Nelson, um mulato escuro, passava o tempo cantando Beatles, fingindo que sabia inglês e pedindo nossa opinião sobre suas caprichadas interpretações. Repetia uma ideia, pensando alto: "O Brasil não dá mais. Aqui só tem gente esperta. Quando sair dessa, vou para o Senegal. Vou ser rei do Senegal". Voltei para a solitária alguns dias depois. Ainda não sabia que começava então um longo período que me levou ao limite.
Vegetei em silêncio, sem contato humano, vendo só quatro paredes -"sobrevivendo a mim mesmo como um fósforo frio", para lembrar Fernando Pessoa- durante três anos e meio, em diferentes quartéis, sem saber o que acontecia fora das celas. Até que, num fim de tarde, abriram a porta e colocaram-me em um camburão. Eu estava sendo transferido para fora da Vila Militar. A caçamba do carro era dividida ao meio por uma chapa de ferro, de modo que duas pessoas podiam ser conduzidas sem que conseguissem se ver. A vedação, porém, não era completa.
Por uma fresta de alguns centímetros, no canto inferior à minha direita, apareceram dedos que, pelo tato, percebi serem femininos. Fiquei muito perturbado (preso vive de coisas pequenas). Há anos eu não via, muito menos tocava, uma mulher. Fui desembarcado em um dos presídios do complexo penitenciário de Bangu, para presos comuns, e colocado na galeria F, "de alta periculosia", como se dizia por lá. Havia 30 a 40 homens, sem superlotação, e três eram travestis, a Monique, a Neguinha e a Eva. Revivi o pesadelo de sofrer uma curra, mas, mais uma vez, nada ocorreu.
Era Carnaval, e a direção do presídio, excepcionalmente, permitira a entrada de uma televisão para que os detentos pudessem assistir ao desfile. Estavam todos ocupados, torcendo por suas escolas. Pude então, nessa noite, ter uma longa conversa com as lideranças do novo lugar: Sapo Lee, Sabichão, Neguinho Dois, Formigão, Ari dos Macacos (ou Ari Navalhada, por causa de uma imensa cicatriz que trazia no rosto) e Chinês. Quando o dia amanheceu éramos quase amigos, o que não impediu que, durante algum tempo, eu fosse submetido à tradicional série de "provas de fogo", situações armadas para testar a firmeza de cada novato.Quando fui rebatizado, estava aceito. Passei a ser o Devagar.
Aos poucos, aprendi a "língua de congo", o dialeto que os presos usam entre si para não serem entendidos pelos estranhos ao grupo. Com a entrada de um novo diretor, mais liberal, consegui reativar as salas de aula do presídio para turmas de primeiro e de segundo grau. Além de dezenas de presos, de todas as galerias, guardas penitenciários e até o chefe de segurança se inscreveram para tentar um diploma do supletivo. Era o que eu faria, também: clandestino desde os 14 anos, preso desde os 17, já estava com 22 e não tinha o segundo grau. Tornei-me o professor de todas as matérias, mas faria as provas junto com eles.
Passei assim a maior parte dos quase dois anos que fiquei em Bangu. Nos intervalos das aulas, traduzia livros para mim mesmo, para aprender línguas, e escrevia petições para advogados dos presos ou cartas de amor que eles enviavam para namoradas reais, supostas ou apenas desejadas, algumas das quais presas no Talavera Bruce, ali ao lado. Quanto mais melosas, melhor.Como não havia sido levado a julgamento, por causa da menoridade na época da prisão, não cumpria nenhuma pena específica. Por isso era mantido nesse confinamento semiclandestino, segregado dos demais presos políticos. Ignorava quanto tempo ainda permaneceria nessa situação.
Lembro-me com emoção - toda essa trajetória me emociona, a ponto de eu nunca tê-la compartilhado - do dia em que circulou a notícia de que eu seria transferido. Recebi dezenas de catataus, de todas as galerias, trazidos pelos próprios guardas. Catatau, em língua de congo, é uma espécie de bilhete de apresentação em que o signatário afiança a seus conhecidos que o portador é "sujeito-homem" e deve ser ajudado nos outros presídios por onde passar.Alguns presos propuseram-se a organizar uma rebelião, temendo que a transferência fosse parte de um plano contra a minha vida. A essa altura, já haviam compreendido há muito quem eu era e o que era uma ditadura. Eu os tranquilizei: na Frei Caneca, para onde iria, estavam os meus antigos companheiros de militância, que reencontraria tantos anos depois. Descumprindo o regulamento, os guardas permitiram que eu entrasse em todas as galerias para me despedir afetuosamente de alunos e amigos. O Devagar ia embora.
São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.
Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço. Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci.
Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta". Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir.
Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos. Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.
O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.
Dias depois de ter retornado para a solitária, ainda na PE da Vila Militar, alguém empurrou por baixo da porta um exemplar do jornal "O Dia". A matéria da primeira página, com direito a manchete principal, anunciava que Caveirinha e Português haviam sido localizados no bairro do Rio Comprido por uma equipe do delegado Fleury e mortos depois de intensa perseguição e tiroteio. Consumara-se o assassinato que eles haviam antevisto. Nelson, que amava os Beatles, não conseguiu ser o rei do Senegal: transferido para o presídio de Água Santa, liderou uma greve de fome contra os espancamentos de presos e perseverou nela até morrer de inanição, cerca de 60 dias depois.
Seu pai, guarda penitenciário, servia naquela unidade. Neguinho Dois também morreu na prisão. Sapo Lee foi transferido para a Ilha Grande; perdi sua pista quando o presídio de lá foi desativado. Chinês foi solto e conseguiu ser contratado por uma empreiteira que o enviaria para trabalhar em uma obra na Arábia, mas a empresa mudou os planos e o mandou para o Alasca. Na última vez que falei com ele, há mais de 20 anos, estava animado com a perspectiva do embarque: "Arábia ou Alasca, Devagar, é tudo as mesmas Alemanhas!" Ele quis ir embora para escapar do destino de seu melhor amigo, o Sabichão, que também havia sido solto, novamente preso e dessa vez assassinado. Não sei o que aconteceu com o Formigão e o Ari Navalhada.
A todos, autênticos filhos do Brasil, tão castigados, presto homenagem, estejam onde estiverem, mortos ou vivos, pela maneira como trataram um jovem branco de classe média, na casa dos 20 anos, que lhes esteve ao alcance das mãos. Eu nunca soube quem é o "menino do MEP". Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.
O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos. Mesmo assim, não pretendo assistir a "O Filho do Brasil", que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política.
Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.
CÉSAR BENJAMIN, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.

iSol Plus

Recarregue as baterias de seus pequenos equipamentos eletrônicos com este pequeno carregador solar.
O iSol Plus 2X vem com adaptadores e ventosas. Serve para PDAS, tocadores de MP3, iPods e alguns tipos de telefone celular.Fabricados pela Silicon Solar Inc, custam entre 35 e 45 dólares, conforme o modelo.
Site: http://www.siliconsolar.com/pda-solar-battery-chargers.html
Charge your small electronics with a little sunshine and this small solar charger.
The iSol Plus 2X comes with adapters and suction cups. Works for PDAS, MP3 Players, iPods and some cell phones.
Made by Silicon Solar Inc, they cost between US$ 35 and US$45, according to the model.
Check it out: http://www.siliconsolar.com/pda-solar-battery-chargers.html

Controlled release / Vazão controlada

As águas jorram da represa Pitlochry durante uma vazão controlada do Lago Faskally para o Rio Tummel, em Pitlochry, Escócia.
Water cascades over the Pitlochry Dam during a controlled release from Loch Faskally into the river Tummel, in Pitlochry, Scotland.

Dralion

Um acrobata do Cirque du Soleil executa um ato no palco, durante ensaio da produção do espetáculo 'Dralion', na Cidade do México.
An acrobat of Cirque du Soleil performs on stage during the rehearsal of their production of the show 'Dralion', in Mexico City.

Bushmen

Colonos da comunidade Khomani San fazem poses no sul do Deserto Kalahari, África do Sul.
Bushmen from the Khomani San community strike poses in the Southern Kalahari desert, South Africa.

Mycoplasma pnemoniae

A bacteria's complexity
Representation of genomic, metabolic, proteomic, structural and cellular of bacteria Mycoplasma pnemoniae.
The yellow image represents the ribossom.
A new map of all proteins in one of the tiniest bacteria, Mycoplasma pneumoiae, might help scientists determine the minimum cellular mechanism necessary for life.
Discoveries have indicated that this bacteria's biology is is surprisingly complex.
A complexidade de uma bactéria
Representação da informação genômica, metabólica, proteômica, estrutural e celular da bactéria Mycoplasma pnemoniae. A imagem em amarelo representa o ribossomo.
Um novo mapa de todas las proteínas em uma das menores bactérias, a Mycoplasma pneumoiae, poderá ajudar cientistas a determinar o mecanismo celular mínimo necessário para haver vida.
As descobertas indicam que a biologia dessa bactéria é surpreendentemente complexa.
La complejidad de una bacteria
Representación de la información genómica, metábolica, proteómica, estructural y celular de la bacteria Mycoplasma pnemoniae.
La imagen en amarillo representa el ribosoma. Un nuevo mapa de todas las proteínas en una de las bacterias más pequeñas, Mycoplasma pneumoiae, podría ayudar a los científicos a determinar la mínima maquinaria celular requerida para la vida.
Los hallazgos indican que la biología de esta bacteria es sorprendentemente compleja .

From very old times / De tempos remotos

Estes terrenos residenciais, descobertos no castelo de barro Pungnap no leste de Seoul, devem ser os mais antigos da Coréia.
Eles datam da remota era Hanseong Baekje, entre 18 AC-475 AD (vamos esnobar um pouco, usando esta abreviatura, AD, que significa Anno Domini; o mesmo que DC.)
These residential sites, found in the Pungnap earthen castle in eastern Seoul, are believed to be the oldest in Korea.
They date back to the Hanseong Baekje era (18 BC-475 AD).

Jamarat

Muslim pilgrims take part in he sacred ritual of "Jamarat", near Mecca, Saudi Arabia.
In this celebration, they symbolize the stoning of Satan.
Peregrinos muçulmanos participam do ritual sagrado de 'Jamarat' perto de Meca, Arábia Saudita.
Nessa celebração, simbolizam o apedrejamento de Satanás.
Peregrinos musulmanes participan en el ritual sagrado de 'Jamarat' cerca de la Meca, en Arabia Saudí.
En esta celebración simbolizan el apedreamiento de Satanás.

Biofashion

Uma modelo apresenta uma criação da estilista Nataly Jojoa durante o Show Biofashion, em Cali, Colômbia.
A model presents a creation by designer Nataly Jojoa during the Biofashion show in Cali, Colombia.

Fly away / Voa longe

A flock of grus fly over Lake Agamon Hula at sunrise, in Hula Valley, Israel.

Umas grous voam em bando sobre o Lago Agamon Hula, ao nascer do Sol, no Vale do Hula, Israel.
Unas grullas vuelan en masa sobre el Lago Agamon Hula a la salida del sol en el valle Hula, Israel.

The dream is over / O sonho acabou

Bye bye, Dubai.
A general view of Palm Hotel, in Dubai, the symbol of unsustainable ostentation, tumbling markets after announcing a US$ 60 billion default of its state-owned holding Dubai World.
Bye bye, Dubai
Vista geral do Hotel Palm, em Dubai, o símbolo da ostentação insustentável, que derrubou os mercados ao pedir uma moratória de US$ 60 bilhões da holding Dubai World.
Bye bye, Dubai, es el caso de decir.
Vista general del Hotel Palm, en Dubai, después de que los mercados mundiales se conmovieran tras solicitar una moratoria de la deuda de su 'holding' Dubai World. El sueño se desplomó.

The one and only / A única

Vista aérea da única das 300 ilhas artificiais do projeto The World (O Mundo), em Dubai,onde se construiu uma "villa" particular. Por favor, veja a postagem anterior.
An aerial view of a villa built on a private artificial island on The World offshore property development in Dubai, the unique inhabited among 300. Pls refer to previous post.

One out of 300 / Uma em 300

Caros leitor e leitora,
Vendo estas imagens de satélite, você terá uma idéia da notável, óbvia - tão óbvia que ninguém percebeu, e é assim que as coisas são quando tudo é festa - falta de senso de realidade daqueles megalomaníacos em Dubai.
A bolha de Dubai
Um projeto multibilionário para fazer de Dubai o lugar mais invejado do mundo sofreu um revés.
Era para ser a moradia de celebridades e super ricos. Mas, um ano após o término da construção, imagens de satélite do The World mostram que apenas uma das 300 ilhas havia sido ocupada com construções.
A mais valiosa, se é que pode ser assim chamada, commodity do mundo é a informação.
Dear reader,
Looking at these satellite pictures, you'll figure out how outstanding - so much that no one moticed - is the lack of sense of reality of those megalomaniacs in Dubai.
The Dubai bubble
A multi-billion dollar development designed to make Dubai the envy of the world has ground to a halt.
It was to be inhabited by celebrities and the super rich.But a year since building work finished, satellite pictures of The World show that only one of the 300 islands has been built on.
The most valuable, if it can be so-called, commodity in the world is information.

Atlantis, mission accomplished / Missão cumprida

Space shuttle Atlantis arrives safely back on Earth after an 11-day mission to the International Space Station. It's always an unusual scene, worthwhile watchin'

video

A Nave Espacial Atlantis retorna em segurança à superfície terrestre, após uma missão de 11 dias à Estação Espacial International. É uma cena incomum, que sempre vale a pena ver.

Too close / Muito perto

Dois jatos em vôo a baixa altitude, circundam a área suburbana de Golder's Green, no Norte de Londres, voando próximos demais um do outro.
Two low-flying planes circle Golder's Green suburban area in North London, flying in very close proximity to one another.

Whiteness / Brancura

Um cavalo no estábulo, durante a feira Sicab International Pre Horse Fair, em Sevilha, Espanha.
A horse in a stable during the Sicab International Pre Horse Fair, in Seville, Spain.

Underwater partners / Parceiros subaquáticos

Uma baleia beluga, no Mar Branco, com a praticante de mergulho livre Julia Petrik, na Rússia. A liberdade não tem preço!
Beluga Whale in the White Sea with free-diver Julia Petrik in Russia. Freedom is priceless!

Gravity & shapes / Formas e gravidade

Uma bola de água flutua livremente no deck central da nave Atlantis, diante do rosto do astronauta Leland Melvin, da NASA.
Pois é, na (quase) ausência de gravidade, a gota d'água flutua, com formato esférico.
A water globule floats freely on the middeck of space shuttle Atlantis in front of NASA astronaut Leland Melvin.
That's it, in the (almost) absence of gravity, a water drop floats, assuming a spherical shape

Carona oficial

Conflict minerals / Os minerais da discórdia

O conflito no leste do Congo(RDC) está sendo alimentado por uma mercado multimilonário de mineirais que são usados na fabricação dos produtos eletrônicos que nós usamos.
Mais de cinco milhões de pessoas morreram em consequência, e centenas de milhares de mulheres foram estupradas durante a década passada.
Os grupos armados perpetuando a violência geeram lucros estimados em $144 millhões por ano com o comércio de quatro principais mineirais, os "três tês" (tin -estanho-, tálio e tungstênio), e o ouro. http://www.raisehopeforcongo.org/special-page/take-action-congo
The conflict in eastern Congo (DRC) is being fueled by a multi-million dollar trade in minerals that go into our electronic products.
Over five million people have died as a result, and hundreds of thousands of women have been raped over the past decade.
The armed groups perpetuating the violence generate an estimated $144 million each year by trading in four main minerals, the 3 Ts (tin, tantalum and tungsten) and gold.
http://www.raisehopeforcongo.org/special-page/take-action-congo

Calendário Pirelli 2010

O Calendário Pirelli 2010 foi fotografado no Brasil, por Terry Richardson, aqui fotografando a modelo holandesa Marloes Horst (abaixo).
The 2010 Pirelli Calendar was shot in Brazil by Terry Richardson, seen here photographing Dutch model Marloes Horst (below).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Enough Project / Projeto Basta!

Atrás destas crianças, uma aldeia inteira doi incendiada por um dos principais grupos armados, o FDLR, para intimidar a população local.
O FDLR controla várias minas no leste do Congo (RDC). Uma em cada três mulheres no leste do Congo foi estuprada. Ela carregam cargas pesadas para vender na cidade, e são frequentemente estupradas pelos grupos armados, uma tática de intimidação e controle.
Imagem por Sasha Lezhnev http://www.enoughproject.org/
Behind these children, an entire village was burned by one of the main armed groups, the FDLR, as a means of intimidating the local population.
The FDLR controls many mines in eastern Congo (DRC).
One in three women in eastern Congo have been raped.
Women carry heavy loads to trade in town and are frequently raped by the armed groups, as a means of intimidation and control. Image by Sasha Lezhnev
http://www.enoughproject.org/

Três tês / Three Tees

Usado em telefones celulares e laptops , os 3Ts: estanho (tin), tântalo, e tungstênio são também vendidos com lucro por grupos armados no leste do Congo.
Aqui, minério de estanho, imagem de Sasha Gold.
E os 3Ts são frequentemente contrabandeados através de sistemas de distribuição ilegais, como este, por causa das exorbitantes propinas e taxas que teriam de pagar para manter companhias oficialmente registradas.
Nas revendedoras de ouro, os mineiros trazem seu ouro em pó ou pepitas, onde é pesado e analisado.
Das revendas, o ouro e minerais são vendidos a uma das 15 principais firmas compradoras. Em dezembro passado, várias dessas revendas foram classificadas pela ONU como cúmplices no conflito de comércio de minerais.
Do Congo, o ouro e minerais são contrabandeados pela fronteira para Ruanda, Uganda e Burundi através de postos de fronteira.
Used in cell phones and laptop computers, the 3Ts: tin, tantalum, and tungsten are also sold profitably by armed groups in eastern Congo. Seen here is tin ore, image by Sasha Gold.
And the 3Ts are often smuggled through illegal dealerships such as this one, because of the excessive bribes and taxes they would have to pay for maintaining officially registered companies.
Inside the gold dealerships, the miners bring their gold powder or ore, where it is weighed and tested.
From the dealerships, the gold and minerals are sold to one of 15 main buying houses. As of last December, several such dealerships were named by the UN as complicit in the conflict minerals trade.
From the Congo, the gold and minerals are smuggled across the border into Rwanda, Uganda, and Burundi through border checkpoints such as this one, a major Rwanda-Congo border crossing at Bukavu.

Ouro do Congo / Gold from Congo

Ouro do leste do Congo. A guerra na República Democrática do Congo (RDC) é alimentada por um próspero comércio de ouro atualmente.
Grupos armados controlam minas e ganharam cerca de US$50 milhões ano passado com a venda de ouro e minerais.
Este ouro é o produto de um dia de trabalho na mina Kaniola, foto de Sasha Lezhnev/enoughproject.org
Há ouro também em Langa Langa, South Kivu, RDC. Todos os anos, 5.500 quilos de ouro são retirados do leste do Congo, ao preço de U$15.000 por libra-peso (0,45 kg). O ouro gera grandes lucros para os grupos armados.
Mineiros no leste do Congo trabalham por longos dias, em condições exaustivas. Eles escavam veios profundos, no que um ex-mineiro definiu como "condições de escravidão."
Crianças de apenas sete anos são obrigadas a trabalhar nessas condições perigosaspara ajudar a alimentar suas famílias. Depois de retirados das minas, o ouro é peneirado em um rio por mineiros, sempre vigiados por militantes que controlam as minas.
Frequentemente, as minas de ouro do Congo estão cheias de crianças mineiras como Patrice, 15, que começou a trabalhar nesta mina aos oito anos. A maioria dos lucros do comércio de ouro vai para os grupos armados e seus parceiros de negócios.
Esses ganhos são destinados á compra de armas para intimidar a população local. Mineiros comos esses recebem uma mínima porcentagem do negócio. Os grupos armados controlam a maioria do ouro e minerais no leste do Congo, segundo a ONU, e obrigam aldeãos a trabalhos forçados nas minas.
Gold from eastern Congo.
The war in the Democratic Republic of Congo is fueled by a thriving gold trade today, with armed groups controlling mines and earning an estimated $50 million last year from selling gold and minerals.
This gold is from a day's work at Kaniola mine, and there's more from Langa Langa in South Kivu, Democratic Republic of the Congo.
Every year, 11,000 pounds of gold are mined eastern Congo, and at a price of $15,000 per pound, the gold generates heavy profits for the armed groups; image courtesy of Sasha Lezhnev/enoughproject.org
Miners in eastern Congo work long days in exhausting conditions. They dig in deep shafts, in what one former miner told us to be "slave conditions." Children as young as seven are forced into these dangerous working conditions in order to help feed their families.
Once it is brought out from the mines, the gold is sifted out at a river by miners who are always under the watchful eyes of militants who control the mines.
Often, gold mines in the Congo are filled with child miners such as Patrice, 15, who started working at this mine when he was only eight years old.
The overwhelming majority of the profits from the gold trade go to the armed groups and their business partners. These profits are used to buy weapons to intimidate the local population.
Miners such as these earn a very small percentage from the trade. Armed groups control the majority of gold and minerals mines in eastern Congo, according to the UN, and force villagers to work as forced laborers in the mines.

Behind the glamour / Por trás do glamur...

Burj Dubai também tem sido mencionada em reportagens pelas péssimas condições de vida de seus operários, a maioria imigrantes do Sul da Ásia. O que é absolutamente verdadeiro.
Burj Dubai has also been hit by press reports of the poor conditions faced by its labourers, mostly immigrants from South Asia. Which is absolutely true.

But...

No entanto, Dubai foi duramente atingida pela recessão global.
Esta semana, a Dubai World, uma das maiores companhias holding estatais do emirado, pediu uma moratória da maior parte de suas dívidas até, pelo menos, 30 de maio de 2010.
However, Dubai has been hardly hit by global crisis.
This week, Dubai World, one f the biggest state holdings in the emirate has asked for a delay in the payment of the main part of its debts until, at least, May 30, 2010.

Comparison / Comparação

A mega estrutura da Torre Burj Dubai já conquistou a distinção de mais alta do mundo,ultrapassando o mastro da KNLY-TV (628.8m, 2,063ft) em North Dakota, EUA.
The mega structure of Burj Dubai Tower has already achieved the distinction of being the world's tallest, surpassing the KNLY-TV mast (628.8m, 2,063ft) in North Dakota, USA.

Megalomany / Megalomania

A torre terá 800 apartamentos privativos e um mirante 442 metros acima do solo, no 124º andar - a mais alta plataforma pública de observação do mundo.
Haverá uma boate nos andares 144º a 146º.
Aos pés da torre, está sendo desenvolvido o Downtown Burj Dubai , com 500 acres, que, quando concluído, deverá ter custado uns US$20 bilhões, oferecendo 30.000 casas, e o maior shopping mall - o Dubai Mall - com 836.000 metros quadrados.
O Burj Dubai Mall terá áreas de lazer, com um aquário de classe mundial, local para shows de moda, um mercado "souk" e um rinque de patinação no gelo.
The tower will include 800 private apartments and an observatory 442 metres above the ground on the 124th floor - the highest public observation desk in the world.
There will be a club on floors 144 to 146. Sitting at the foot of the tower is the 500 acre Downtown Burj Dubai development, which when completed is expected to cost around US$20 billion, offering 30,000 homes and the world's largest shopping mall - the Dubai Mall - covering 836,000 square metres.
The Burj Dubai Mall
will have areas for leisure, including a world-class aquarium, fashion show arena, a souk and an ice rink

A look down from Burj Dubai

O sistema de suprimento de água fornecerá 250.000 galões diários, e a superfície externa da torre tem a área de 17 campos de futebol.
O edifício terá os elevadores mais velozes, movendo-se a 64 km/h ou 18 m/s.
The water system will supply 250,000 gallons each day and the tower's external surface is the size of 17 football fields.
The building will have the worlds fastest elevators at speeds of 64 km/h (40 mph) or 18 m/s (59 ft).

Burj Dubai numbers / Números sobre Burj Dubai

As estatísticas por trás da mega estrutura são tão impressionantes quanto o próprio edifício.
Só os tirantes que reforçam a estrutura pesam o total de 31.400 toneladas.
Estendidas de ponta a ponta, elas mediriam mais de um quarto do perímetro da Terra.
The statistics behind the mega structure are as impressive as the building itself.
The rods that reinforce the structure weigh a total 31,400 tonnes alone.
Laid end to end they would stretch more than a quarter of the way around the world.

Inside Burj Dubai / Por dentro de Burj Dubai

Estas impressionantes imagens aéreas e do interior uma rápida visão da pródiga criação, cuja construção custou estimado UD$1 bilhão, mais três bilhões orçados para o complexo todo. E agora, uma moratória de US$ 60 bilhões...
These stunning aerial and exclusive interior images provide a glimpse into the lavish creation which has cost an estimated UD$1 billion to build, with a further three billion budgeted for the entire complex. And now, a USD 60 billion default...

Burj Dubai extravagância e insolvência

Com uma altitude informada de 818 metros (a altitude oficial só será revelada em 2010), 162 andares acima do solo, a torre gigante - chamada de 'a jóia da região do Golfo' - é uma visão impressionante.
Erguendo-se acima da linha do horizonte de Dubai, a Burj Dubai, a construção mais alta já feita pelo homem, está próxima de se completar.
Os Emirados impressionaram o mundo com suas extravagâncias, e agora quer postergar sus dívidas...
Standing at a reported 818 m (the official height will not be revealed until next year) and consisting of 162 floors above ground, the giant tower - described as the 'jewel of the Gulf regions' - is an awesome sight to behold.
Towering high above the Dubai skyline, Burj Dubai, the world's tallest man-made construction, edges closer to completion.
The emirate dazzled the world with its extravagance but now wants to defer its debts...

Por las mujeres, siempre

Uma mulher, em Bogotá, Colômbia, participa de uma passeata associada ao Dia International pela Eliminação da Violência Contra Mulheres - declarado pela ONU.
A woman in Bogota, Colombia, participates in a march associated with the U.N.-declared International Day for the Elimination of Violence Against Women.

And jet...

Nada de especial, apenas um jato comercial na final para o pouso no Los Angeles International Airport na véspera do Thanksgiving.
Para os amantes da aviação, sempre uma cena bonita, significativa.
Nothing special, just a jetliner landing at Los Angeles International Airport on the eve of Thanksgiving.
For airplane lovers, always a beautiful, meaningful scene.

Internation Wheelchair and Amputee

A alemã Vanessa Low compete no salto à distância feminino durante os Jogos Mundiais Internacionais 2009 da Federação Esportiva de Cadeirantes e Amputados, em Bangalore, Índia.
Mais de 800 atletas deficientes físicos de 43 países participam do evento de uma semana.
Germany's Vanessa Low competes in the women's long jump during International Wheelchair and Amputee Sports Federation World Games 2009 in Bangalore, India.
More than 800 physically disabled athletes from 43 countries are participating in the weeklong event, organizers said.

Glaciar de Karola

Uma placa na estrada adverte sobre o perigo de inundações no caminho que cruza o glaciar de Karola, no Tibete.
A road sign warns of danger of floods throughout the way that crosses Karola Glacier, in Tibet.
Una señal de carretera advierte del peligro de balsas de agua en el camino que cruza el glaciar de Karola, en Tíbet.

Ginza Tanaka

A sheer gold statue is displayed at a shop of jewelry Ginza Tanaka, Tokyo, Japan.
Um estátua de ouro puro é exposta numa loja da joalheria Ginza Tanaka, em Tóquio, Japão.
Una estatua de oro puro es expuesta en una tienda de Ginza Tanaka en Tokyo, Japón

Namira

Veja a incrível quantidade de peregrinos muçulmanos nas ruas em torno da mesquita de Namira.
Notice the incredible muslim crowds in streets around the Namira Mosque.
Peregrinos musulmanes llenan luas rúas cerca la mezquita de Namira.

Mentiras de guerra

O chefe do Estado Maior alemão, general Wolfgang Schneiderhan, e o secretário de Estado de Defesa, Peter Wichert, foram demitidos após notícia jornalística de que Ministério ocultou informações sobre o número de vítimas civis mortas num bombardeio em Kunduz, Afeganistão, em setembro.
O jornal Bild revelou um informe militar de que a Defesa "tinha claros indícios" sobre mortos civis "apenas horas após o ataque" aéreo, ordenado por um militar alemão, embora o então ministro Jung afirmasse durante dias que o bombardeio só havia atingido insurgentes do Taleban.
O ataque aéreo da OTAN matou ao menos 90 pessoas na província de Kunduz, no norte.

China's Guantánamo / A Guantánamo da China

A China admites presídios ilegais, chamados "black jails", ou prisões negras, no sentido que dá no Brasil, por exemplo, ao câmbio negro, paralelo, ilegal.
A Guantánamo chinesa, por que não? Se a América tão democrática ainda tem a sua, que dirá um país totalitário?
Uma revista editada pelo governo chinês revelou a existência de uma rede secreta de centros de detenção, "black jails", em Pequim onde os presos costumam ser espancados ou torturados.
Até agora, o Partido Comunista negava veementemente ter essas prisões ilegais, apesar de um crescente número de testemunhos e evidências fornecidas por ex-detentos.
No entanto, uma reportagem na Liaowang (Outlook, algo como Panorama), uma revista redigida para a elite governamental, publicada pela agência noticiosa oficial Xinhua, deixou o sistema à mostra.
As vítimas das prisões são geralmente chineses comuns que viajaram para registrar uma queixa, ou petição, no governo central, que haviam sido ignoradas pelas autoridades.Todos os dias, centenas de requerentes chegam a Pequim, vindos de toda a China, e acabam presos por policiais à paisana ou mesmo funcionários de agências de segurança privadas, enviados pelo governo de suas províncias para "buscá-los".
Como os governos locais são avaliados pela quantidade de queixas que chegam a Pequim, as autoridades locais costumam agir com determinação para impedir os reclamantes de registrar suas queixas.
A reportagem da Liaowang diz que o número de pessoas empregadas por governos locais para abduzir cidadãos "pode chegar a mais de 10.000"."Em Pequim, uma enorme rede de negócios surgiu para alimentar, abrigar, transportar, perseguir, deter e buscar retrieve reclamantes," diz a revista.
Acrescentou que há, pelo menos, 73 dessas mini-Guantánamos na capital, geralmente em clínicas psiquiatricas ou casas vazias.Firmas de segurança privada cobram entre 100 yuans e 200 yuans por pessoa abduzida.
A Liaowang diz que o sistema "prejudicou seriamente a imagem do governo". Dentro dessas prisões negras, todos os celulares e documentos de identidade são confiscados, e vários presos são espancados, abusados sexualmente, intimidados e roubados, segundo a Human Rights Watch, que entrevistou 38 ex-prisioneiros para um relatório publicado há apenas duas semanas.
Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores repudiou furiosamente as acusações da ONG. "Não existem essas prisões na China," disse Qin Gang, um porta-voz. No relatório,um ex-detento, de 46 anos, da província de Jiangsu, que passou mais de um mês em uma prisão ilegal, disse: "Eles são desumanos...duas pessoas me puxaram pelos cabelos e me puseram no carro.Minhas mãos estavam amarradas e eu não podia me mexer. Então [após chegar de volta a Jiangsu] eles me puseram isolado em um quarto onde havia duas mulheres que tiraram minhas roupas e me bateram na cabeça, e me pisotearam."
No começo de novembro, um guarda de uma "black jail" foi julgado culpado pelo estupro de uma mulher de 20 anos da província de Anhui, na presença de uma dúzia de testemunhas. No entanto, a Justiça não acolheu as denúncias contra a "hospedaria" e dois oficiais da província, segundo o jornal oficial China Daily.
Para alguns ativistas, as matérias na Liaowang, sancionadas pelo Estado, indicam uma possível disposição do Partido Comunista a enfrentar o problema."Eles negavam categoricamente até mesmo a existência dessas prisões. Essa é a primeira vez que uma revista oficial, de alto nível, assume que elas existem. Isso é bastante significativo," diz Wang Songlian dos Defensores Chineses de Direitos Humanos.
China admits it runs illegal black jails
A magazine run by the Chinese government has revealed the existence of a network of secret detention centers or "black jails" in Beijing where inmates are often beaten or tortured.
Until now, the Communist Party has strenuously denied running black jails, despite a growing number of testimonies and evidence from former inmates.
However, a report in Liaowang (Outlook), a magazine which is written for elite government officials and published by the official Xinhua news agency, laid the system bare.
The victims of the jails are usually ordinary Chinese who have travelled to Beijing to lodge a complaint, or petition, with the central government that their local officials have ignored.
Every day, hundreds of petitioners arrive in Beijing from across China, only to be hunted down by plain-clothes policemen or even private security firms sent by their home province to "retrieve" them.
Since local governments are judged on the number of grievances that arrive in Beijing, officials are often determined not to let the petitioners file their claims. The Liaowang report said that the number of people employed by local governments to abduct citizens "can reach over 10,000".
"In Beijing, a monstruous business network has emerged to feed, house, transport, man-hunt, detain and retrieve petitioners," said the magazine. It added that there are at least 73 black jails in the capital, often in unused homes or psychiatric wards. Private security firms demand fees of 100 yuan to 200 yuan per person they abduct.
Liaowang said the system "seriously damaged the government's image".
Inside the black jails, all mobile phones and identification cards are confiscated, and many inmates are beaten, sexually-abused, intimidated and robbed, according to Human Rights Watch, which interviewed 38 former detainees for a report which it published just two weeks ago.
At the time, the Foreign ministry angrily rejected the accusations from the NGO. "There are no black jails in China," said Qin Gang, a spokesman.
In the report, one 46-year-old former detainee from Jiangsu province, who spent more than a month in a black jail, said: "They are inhuman...two people dragged me by the hair and put me into the car.
My two hands were tied up and I couldn't move. Then [after arriving back in Jiangsu] they put me inside a room where there were two women who stripped me of my clothes [and] beat my head [and] used their feet to stomp my body."
At the beginning of November, a guard at a black jail pleaded guilty to raping a 20-year-old woman from Anhui province in front of a dozen witnesses. However, the court dismissed the charges against the "guesthouse" and two provincial liaison officials, according to the official China Daily newspaper.
For some activists, the state-sanctioned articles in Liaowang signalled a possible willingness by the Communist party to confront the problem.
"They have categorically denied there are even black jails. This is the first time an official, high-level magazine acknowledges that they exist. This is fairly significant," said Wang Songlian at Chinese Human Rights Defenders.

Camel invasion / A invasão dos camelos

Na Austrália, este gigantesco país-ilha, quase um continente, tem acontecido coisas estranhas.
Outro dia, foi uma invasão de cangurus.
Agora, funcionários públicos de Northern Territory planejam uma operação em massa para evacuar cerca de 6.000 camelos selvagens que invadiram em bando o Rio Docker, em busca de água.
Autoridades estaduais planejam encurralar com helicópteros os 6.000 animais e abatê-los a tiros.
Eles invadiram e devastaram a cidade à procura de água, derrubando cercas e esmagando tanques, contaminando suprimentos.
In Australia, this huge island-country, almost a continent, some weird thing have taken place. The other day, scads of kangaroos invaded a city.
Now, Northern Territory officials plan a mass cull of about 6,000 wild camels which have converged on the town of Docker River in search of water.
State authorities announced that they plan to corral about 6,000 wild camels with helicopters and shoot them down.
They overran the town in search of water, trampling fences, smashing tanks and contaminating supplies.

Em nome do Estado, e da Igreja... / In the name of the State, and of the Church...

A Igreja irlandesa e a polícia encobriram casos de abuso sexual infantil, diz um relatório devastador sobre abuso de crianças pelo clero no período 1975-2004 acusa a igreja e Garda de conluio para encobrir o escândalo.
Uma força policial foi conivente com a Igreja Católica para encobrir abusos de clérigos em Dublin, Irlanda, em grande escala, de acordo com um relatório que revela décadas de crimes sexuais cometidos por padres no país.
O devastador relatório de três volumes sobre o abuso sexual e físico de crianças pelo clero na capital da Irlanda, no período 1975-2004, acusa quatro ex-arcebispos, uma série de altos membros do clero e da An Garda Síochána - Serviço Policial Nacional da Irlanda - de acobertar o escândalo.http://www.garda.ie/
Considerou que a manutenção do sigilo, "para evitar o escândalo, a defesa do prestígio da Igreja e para a preservação do seu patrimônio"; era mais importante do que a justiça para as vítimas de abuso sexual e físico.
Quatro ex-arcebispos de Dublin - John Charles McQuaid, que morreu em 1973, Dermot Ryan, falecido em 1984, Kevin McNamara, morto em 1987, e o cardeal Desmond Connell, aposentado - não relataram os fatos, de seu conhecimento, de abuso sexual infantil à Garda (Polícia), de 1960 a 1980. Mas o relatório acrescentou que todos os bispos da diocese, no período abrangido pelo inquérito tinham conhecimento de algumas queixas.
O relatório, divulgado hoje pelo ministro da Justiça irlandês, Dermot Ahern, também concluiu que a maioria dos sacerdotes fez vista grossa para os abusos; embora alguns tivessem apresentado denúncias a seus superiores, elas não foram consideradas.
O relatório, encomendado pelo governo, critica fortemente a Garda (Polícia Irlandesa) e diz que altos membros da força consideraram sacerdotes como sendo fora da sua alçada de investigação. A relação entre alguns gardai (policiais) sêniores e padres e bispos em Dublin foi descrita como "inadequada".
Em vez de investigar as queixas das crianças, os policiais (gardai) simplesmente as relataram à diocese católica de Dublin, diz o relatório. A Garda Síochána é acusada de conivência com a igreja por abafar, pelo menos, uma queixa de abuso, e deixar o presumível autor fugir do país.
Ahern disse que não haverá esconderijo para os agressores, mesmo (ou muito menos!) os que usavam um colarinho clerical. "As pessoas que cometeram esses crimes terríveis - não importa quando aconteceram - continuarão a ser perseguidas" ."Devem saber que não há esconderijo. Que a justiça - mesmo que possa ter sido adiada - não será negada", disse ele.
Ele disse numa conferência de imprensa: "Eu li o relatório como ministro da Justiça. Mas, como ser humano - como pai e como um membro desta comunidade -, eu senti um crescente sentimento de repulsa e raiva. Repulsa pelos os horríveis atos cometidos contra crianças.
Raiva pela forma como se lidou então com essas crianças e por quantas vezes os abusadores foram deixados livres para agir novamente". O Centro de Crise de Estupros de Dublin acolheu com satisfação o relatório, dizendo que era "um reconhecimento do fracasso vergonhoso da nossa sociedade em cuidar dos nossos filhos". N. do T.: Da nossa sociedade, não, do Estado!!
O relatório afirma que os altos escalões clericais encobriram os abusos durante quase três décadas e que as estruturas e as regras da igreja facilitaram o encobrimento. Diz também que as autoridades estaduais contribuíram com a impunidade, permitindo à igreja ficar fora do alcance da lei.
A Comissão Murphy de Inquérito sobre o abuso de crianças em Dublin identificou 320 pessoas que se queixaram de abuso sexual infantil entre 1975 e 2004. Ela também afirma que desde maio de 2004, 130 queixas contra padres que atuam na arquidiocese de Dublin foram feitas.
O relatório detalha os casos de 46 padres culpados de abuso, uma amostra representativa de 102 sacerdotes sob sua jurisdição. Mas conclui que não havia nenhuma evidência direta de uma rede organizada de pedofilia entre sacerdotes da arquidiocese de Dublin, embora diga haver algumas conexões preocupantes. Um padre admitiu ter abusado de mais de 100 crianças. Outro disse ter cometido um abuso a cada duas semanas por mais de 25 anos.
O relatório destaca o caso dos padres Carney e McCarthy que, em um caso, abusaram ambos da mesma criança. Os abusos de Carney, muitas vezes ocorriam em piscinas, e, às vezes, quando ele estava acompanhado de outro padre.
O relatório afirma só após 1995 a arquidiocese começou a notificar as autoridades civis de denúncias de abuso clerical. A Comissão conclui que, à luz deste e de outros fatos, a lealdade primordial de cada bispo era com a própria igreja.
Um movimento da arquidiocese de fazer um seguro de responsabilidade civil decorrente de abuso clerical foi, de acordo com o relatório, a prova de seu conhecimento do abuso sexual infantil como um custo de enorme potencial.
O relatório, de centenas de páginas, detalha os abusos cometidos. O comissário atual da Garda Síochána, Fachtna Murphy, disse que o relatório feito é de leitura difícil e perturbadora, detalhando várias instãncias de abuso sexual e a falha da Igreja e das autoridades do Estado em proteger as vítimas".
Murphy pediu desculpas às vítimas que não tiveram a resposta e proteçãoque mereciam. O papa Bento 16 foi hoje instatado a ir à Irlanda e pedir desculpas pelo comportamento do seu clero. Um militante dos direitos das vítimas chamou o papa a comparecer e pedir desculpas pela "traição às crianças" por quem deveria dedicar-lhes amor.
John Kelly, do irlandês Survivors of Child Abuse (Sobreviventes de Abusos contra Crianças), disse que apenas uma visita papal irá exonerar a igreja mundial da culpa pelo escândalos de abusos. Não, não creio que haja perdão para tais atrocidades. A Igreja é abjeta.
Irish church and police covered up child sex abuse, says report
Devastating report on abuse of children by clergy from 1975 to 2004 accuses church and Garda of colluding to cover up scandal. police force colluded with the Catholic church in covering up clerical child abuse in Dublin on a huge scale, according to a damning report on decades of sex crimes committed by the country's priests.
The devastating three-volume report on the sexual and physical abuse of children by the clergy in Ireland's capital from 1975 to 2004 accuses four former archbishops, a host of clergy and senior members of the An Garda Síochána - Ireland National Police Service - of covering up the scandal.
It found that the "maintenance of secrecy, the avoidance of scandal, the protection of the reputation of the church and the preservation of its assets" was more important than justice for the victims of sexual and physical abuse.
Four former Archbishops in Dublin – John Charles McQuaid, who died in 1973, Dermot Ryan, who died in 1984, Kevin McNamara, who died in 1987, and retired Cardinal Desmond Connell – were found to have failed to report their knowledge of child sexual abuse to the Garda from the 1960s to the 1980s. But the report added that all the archbishops of the diocese in the period covered by the inquiry were aware of some complaints.
The report, launched today by the Irish justice minister, Dermot Ahern, also concluded that the vast majority of priests turned a "blind eye" to abuse, although some individuals did bring complaints to their superiors, which were not acted upon.
The report, commissioned by the government, strongly criticises the Garda and says senior members of the force regarded priests as being outside their investigative remit. The relationship between some senior gardai and priests and bishops in Dublin was described as "inappropriate".
Rather than investigate complaints from children, gardai simply reported the matter to the Dublin Catholic diocese, the report says. The Garda Síochána is accused of connivance with the church in stifling at least one complaint of abuse, and letting the alleged perpetrator flee the country.
Ahern said there should be no hiding place for the abusers even if they wore a clerical collar. "The persons who committed these dreadful crimes – no matter when they happened – will continue to be pursued.
"They must come to know that there is no hiding place. That justice – even where it may have been delayed – will not be denied," he said.
He told a press conference: "I read the report as justice minister. But on a human level – as a father and as a member of this community – I felt a growing sense of revulsion and anger. Revulsion at the horrible, evil acts committed against children. Anger at how those children were then dealt with and how often abusers were left free to abuse."
The Dublin Rape Crisis Centre welcomed the report, saying it was "another acknowledgment of the abject failure of our society to take care of our children".
The report states that senior clerical figures covered up the abuse over nearly three decades and that the structures and rules of the church facilitated that cover-up. It also says that state authorities facilitated the cover-up by allowing the church to be beyond the reach of the law.
The Murphy Commission of Inquiry into the abuse of children in Dublin identified 320 people who complained of child sexual abuse between 1975 and 2004. It also states that since May 2004, 130 complaints against priests operating in the Dublin archdiocese have been made.
The report details the cases of 46 priests guilty of abuse, as a representative sample of 102 priests within its remit. But it concludes that there was no direct evidence of an organised paedophile ring among priests in the Dublin archdiocese, although it says there were some worrying connections. One priest admitted abusing more than 100 children. Another said he had committed abuse every two weeks for more than 25 years, it said.
The report highlights the case of a Father Carney and Father McCarthy who it claims in one case both abused the same child. The abuse by Carney often occurred at swimming pools, sometimes when he was accompanied by another priest.
The report states that it was not until 1995 that the archdiocese began to notify the civil authorities of complaints of clerical abuse. The commission concludes that in the light of this and other facts, every bishop's primary loyalty was to the church itself.
A move by the archdiocese to take out insurance against potential compensation claims arising from clerical abuse was, according to the report, an act proving knowledge of child sexual abuse as a potential major cost.
The report, running to hundreds of pages, details particular priests and the abuse perpetrated by them.
The Garda Síochána's current commissioner, Fachtna Murphy, said the report made for "difficult and disturbing reading, detailing as it does many instances of sexual abuse and failure on the part of both church and state authorities to protect victims."
Murphy apologised to victims who did not receive the response and protection they were entitled to.
Pope Benedict was challenged today to go to Ireland and apologise for his clergy's behaviour. A victims' rights campaigner called on the pope to visit and say sorry for "the betrayal of children" by those who were meant to show them love. John Kelly, of Irish Survivors of Child Abuse, said only a papal visit would exonerate the worldwide church of culpability in the abuse scandals. I don't think this abject catholic Church deserves any forgiveness.
La Iglesia católica irlandesa ocultó los abusos sexuales a menores durante décadas
Un informe judicial revela la connivencia de la policía y la Fiscalía con cuatro obispos de Dublín
La Iglesia Católica irlandesa ocultó abusos sexuales a menores durante décadas. El ministro irlandés de Justicia, Dermot Ahern, ha presentado hoy un informe cuyas conclusiones aseguran que la connivencia entre la jerarquía eclesiástica y las autoridades del Estado, entre ellas la policía y la Fiscalía, sirvió para proteger a los curas pederastas y evitar escándalos. Las autoridades ayudaron a cuatro obispos dublineses a esconder los abusos de los sacerdotes de la archidiócesis de Dublín, que tuvo inmunidad para delinquir, según el informe que ha elaborado la juez Yvonne Murphy.
Aunque ha habido varios casos relevantes sobre abusos sexuales de sacerdotes a menores en el país, el que más conmoción ha causado hasta la fecha es el recogido en el llamado Informe Ryan, divulgado el pasado mayo por la Comisión Investigadora sobre Abusos a Menores. El texto es un catálogo de "sistemáticos" abusos sexuales, físicos y psíquicos cometidos por sacerdotes, monjas y personal seglar durante más de 60 años contra miles de menores en instituciones estatales gestionadas por la Iglesia.
La Comisión, presidida por el juez Sean Ryan, insistió entonces en que los maltratos se prolongaron durante años gracias a la cobertura y pasividad de las altas instancias gubernamentales y religiosas, cuyo único curso de acción, cada vez que se producían denuncias, consistía en mover de parroquia en parroquia a los curas pederastas.
Por su parte, el ministro de Justicia irlandés aseguró que continuarán los procedimientos judiciales contra los religiosos que cometieron los abusos. "Las personas que cometieron estos delitos terribles, no importa cuándo ocurrieran, serán procesadas", afirmó Ahern. "Deben saber que no hay ningún lugar donde esconderse, que la justicia, incluso aunque se haya visto rechazada, no será denegada", añadió.
Según Ahern, "no es ni ha sido nunca aceptable que instituciones se comporten o sean tratadas como si estuvieran por encima de la ley del Estado". "Esto es una república, el pueblo es soberano, y ninguna institución, ninguna agencia, ninguna iglesia, puede ser inmune de ese hecho", insistió.
"La era en la que las personas malas podían serlo bajo la cobertura de su ropa, amparados de las consecuencias por sus autoridades, mientras que las vidas de niños eran arruinadas con tal cruedad, ha terminado", zanjó. ?Y usted cree?

Phantasy Landscape

Um visitante senta-se na obra de Verner Panton, Phantasy Landscape (Paisagem Fantasia), feita com tecido, madeira e espuma de borracha, na galeria de arte Tokyo Opera City.
A visitor sits on Verner Panton's Phantasy Landscape which is made of fabric, wood and foam rubber, at the Tokyo Opera city art gallery.

Is that clear? / Está claro?

Uma mulher grita palavras de ordem por um megafone, numa passeata pelo Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, em Lima, Peru.
A woman shouts slogans through a megaphone during a march to mark the International Day for Elimination of Violence against Women in Lima, Peru.

Handy frog / Sapinho jeitoso

Uma dona de animais de estimação exóticos com seu sapo arbóreo de olhos vermelhos, da Costa Rica descansando sobre sua mão, em Hong Kong.
An exotic pet owner rests a red eyed tree frog from Costa Rica on her hand in Hong Kong.

Commando skills / Habilidades militares

Um comando da nova força de elite Comando Especial do Estado de Maharashtra demonstra suas habilidades no Hotel Trident, em Bombaim, um dos locais atacados por terroristas, há um ano.
A commando of Maharashtra state's newly formed elite special commando force displays his skills at the Trident hotel in Mumbai, one of the sites that was attacked a year ago.

Sand tribute / Tributo na areia

O artista escultor em areia indiano Sudarshan Pattnaik dá o toque final em uma escultura em areia, na famosa Praia de Puri, onde mais se pratica esta arte.
A obra é uma homenagem às vítimas do ataque terrorista ao Hotel Taj, em Bombaim, em 26 de Novembro de 2008.
Indian sand artist Sudarshan Pattnaik gives the finishing touches to a sand sculpture on Puri beach of Hotel Taj which he has made to pay tributes to the victims of the terror attacks in Mumbai in November 26, 2008.

Nas nuvens / In the clouds

Altos edifícios brotam em meio ao nevoeiro sobre Wenling, na província chinesa de Zhejiang.
Highrise buildings poke out above the fog over Wenling, in east China's Zhejiang province.

Operação Efeito Colateral

PF DEFLAGRA OPERAÇÃO EFEITO COLATERAL
Foi deflagrada nos dias 24 e 25 deste mês pela Polícia Federal em Redenção, Pará, a Operação Efeito Colateral, que contou com a participação integrada da Polícia Federal com a ANVISA, o Conselho Regional de Farmácia do Estado do Pará e a Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, objetivando combater o contrabando, comércio e fabricação irregular/ilegal de medicamentos, entre outras irregularidades nos estabelecimentos da cidade de Redenção.
Até o presente momento dez pessoas foram presas em flagrante delito,sendo conduzidas à Delegacia de Polícia Federal em Redenção onde foram autuadas por diversos crimes, como: contrabando (que prevê pena de reclusão de 1 a 4 anos), crime equiparado à tráfico de entorpecentes (punido com reclusão de 5 a 15 anos), por venda e fabricação de medicamentos falsos/sem registro na ANVISA e/ou de procedência ignorada(as penas variam de 10 a 15 anos de reclusão).
Cerca de 40 estabelecimentos foram fiscalizados, tendo sido apreendida cerca de uma tonelada de medicamentos por falta de registro na ANVISA e/ou falsificados e/ou contrabandeados e/ou medicamentos controlados cuja venda não observava as disposições legais e regulamentares.
Vinte estabelecimentos foram interditados pela ANVISA e Vigilância Sanitária Estadual e Municipal, em decorrência dos ilícitos e das irregularidades encontradas. Além dos inquéritos instaurados mediante prisão em flagrante delito, outros inquéritos serão instaurados em decorrência da apreensão de centenas de medicamentos em situação irregular/ilegal.
Uma fábrica clandestina de produção de medicamentos foi fechada e um caminhão foi apreendido.
Delegacia da PF em Redenção, Pará (94) 3491-0636

Dralion

Um grupo de acrobatas da trupe canadense Cirque du Soleil executa o espetáculo "Dralion", na Cidade do México.
A group of acrobats from Canadian troupe Cirque du Soleil performs the show "Dralion" in Mexico City.

Fórmula Pão / Formula Bread

Este carro, em tamanho real, de Formula, 1 foi feito com 1.000 pães.
Uma equipe de sete padeiros, em Cingapura, levou 112 horas cozinhando e montando os 22 diferentes tipos de pão.
This life size Formula 1 car is made from 1,000 loaves of bread.
A team of seven chefs in Singapore spent 112 hours baking and assembling the 22 different varieties of bread.

HeadMouse2

Use sua cabeça para controlar o mouse, com esse curioso programa que utiliza um webcam para captar os movimentos.
HeadMouse 2 é um software curioso que permite aos usuários controlar o mouse com movimentos captados por uma webcam.
Desenvolvido por estudantes de robótica, da Universidade de Lérida na Espanha, esse software permite que você controle todos os movimentos do mouse apenas usando os movimentos de sua cabeça.
O projeto é bastante curioso, mas funciona extremamente bem podendo ser um alternativa interessante para inclusão digital de pessoas com deficiências motoras.

Faça o download aqui: http://superdownloads.uol.com.br/download/73/headmouse/

Veja o vídeo para entender melhor seu funcionamento :

video

Use your head to control the mouse, with this outstanding free software which uses a webcam to capture movements.

HeadMouse 2 is a curious software which allows users controlling mouses's movements of the user's head.

Developed by robotics students of the University of Lérida, Spain, the soft will be very useful to many people.

Download here: http://superdownloads.uol.com.br/download/73/headmouse/

Watch video to better understand how it works.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

El club bolivariano

El club bolivariano se extende
Bolivarian club grows

Eureka

O zeppelin Eureka, de 75 metros, com capacidade para 13 passageiros e dois tripulantes , sobrevoa o Porto de Long Beach, com o navio Queen Mary ao fundo.
A aeronave, de fabricação alemã, enchida com gás hélio, não-explosivo, fica permanentemente baseada na área da Baía de San Francisco, Califórnia, EUA.
A empresa operadora oferecerá uma quantidade limitada de passeios panorâmicos pelo sul, saindo do Aeroporto de Long Beach.
The 246-foot zeppelin Eureka, which can carry 13 passengers and a crew of two, flies over Long Beach Harbor, with the Queen Mary in the background.
The German-made airship, which is filled with nonexplosive helium gas, is permanently based in the San Francisco Bay Area. It will offer a limited number of Southland scenic tours out of Long Beach Airport.

Savage

Açougueiros participam de rituais religiosos antes de matar búfalos numa cerimônia de sacrifícios em massa, no templo Gadhimai temple in Bariyapur, Nepal.
Butchers participate in religious rituals before slaughtering buffalos during a mass sacrifice ceremony at Gadhimai temple in Bariyapur, Nepal.

Helpful K9 / Ajudante valioso

Um cão policial carrega bagagem de seu treinador, um policial paramilitar, ao final do turno de serviço na base militar em Hefei, Anhui, China.
A police dog carries a luggage for its trainer, a paramilitary policeman, who has finished his guard duties at a military base in Hefei, Anhui province, China.

Brainwash / Lavagem cerebral

School children chant: "Pioneiros para o communism, nós seremos como Che", com suas mãos elevadas numa saudação ao finado "herói" da revolução, (que tirou o ditador Fulgêncio Batista e pôs outro em seu lugar, Fidel Castro) Che Guevara, na escola primária Martires de Tarara, em Havana, Cuba.
School children chant: "Pioneers for Communism, we will be like Che", with their hands raised in a salute to the late revolutionary "hero" Che Guevara (who deposed a dictator, Fulgencio Batista, replaced for another, Fidel Castro) at Martires de Tarara primary school in Havana, Cuba.

Lookalikes

Bolivia's President Evo Morales, right, and Iran's President Mahmoud Ahmadinejad talk prior the signing of bilateral cooperation projects at the presidential palace in La Paz.
What, substantially speaking, might come out of this conversation? Iran doesn't even have petrol refineries, and the recently disputed bolivian gas is remaining in the market.
O presidente da Bolivia, Evo Morales, (D) e o Iraniano Mahmoud Ahmadinejad confabulam, antes de assinar tratados de projetos bilaterais de cooperação no palácio presidencial palace em La Paz. O que é que pode sair dessa conversa?
Os dois países estão na pior, o Irã nem refinaria de petróleo tem, o gás boliviano, outrora disputado, sobra...

LEDs

Pessoas caminham sob as luzes de Diodos Emissores de Luz (LEDs) usados como enfeites de Natal, em Tóquio, Japão.
People walk under light emitting diodes (LED) used as Christmas decorations in Tokyo, Japan.

Sobre biografias, heróis e o filho do Brasil

Roberto DaMatta
Na semana da pré-estreia momentosa do filme Lula, O Filho do Brasil, recebi uma honrosa proposta de deixar-me biografar. Como intelectual brasileiro sou narcisista; mas lamentavelmente separo o autoamor da cretinice que grassa e assola o jardim onde florescem as nossas celebridades. Entre outras coisas, porque não há político que não se ache intelectual, como não há intelectual que, como um Sartre tropical, não se imagine fazendo - mesmo quando escreve croniquetas apocalípticas e poesia de pé-quebrado - política. Normalmente, o intelectual racionaliza o político (dando um invejável senso de legitimidade filosófica ou jurídica aos seus atos - se todos fazem, por que não eu?) e o político desmonta o intelectual que se vê obrigado a morder a própria língua.
Como tomar parte numa cretina noite de autógrafos de minha biografia, o biografando do meu lado, se minha vida ainda não acabou? Há uma receita do bom senso importante no que diz respeito às homenagens: só se faz estátua, livro ou filme depois que o sujeito bateu as botas. A menos que queiramos transformá-lo em faraó; ou coisa pior.
No liberalismo igualitário, onde um satânico mercado faz com que pessoas, coisas e empresas apareçam e desapareçam, criando um festival de possibilidades de ser e estar, algo repulsivo para quem odeia a competição e o descentramento individualista - o peso da incerteza dentro do razoável; o saque do bem público como crime imperdoável e a distinção pela inteligência - vale alertar para os riscos do sucesso absoluto.
A tal "unanimidade nacional", embora desejável e aristocrática, é um perigo. O campeão sabe que não pode ser campeão para sempre, senão acaba o esporte. O tigre de dente de sabre fodeu-se (como dizia meu tio Silvio), porque especializou-se em demasia. No topo, viramos trapezistas: um passo em falso nos leva à terra onde a multidão ululante e os bajuladores que nos assassinam com seus projetos infalíveis sentem-se enojados porque caímos.
O velho populismo hierárquico tem como resultado a ligação do "cara" com tudo o que ocorre no sistema. Os sonhos do faraó decifrados por José tinham como base essa ideia. Sendo ocupante de um cargo centralizado que, por isso mesmo, possuía dimensões divinas ou totais, faraó era responsável pela fartura mas também pela penúria do Egito. O líder carismático descoberto por Max Weber que felizmente não viu Hitler, mas sentiu o fundamentalismo de Lutero, começa exatamente quando o poder passa a ser associado a dimensões além da política. Ao racismo que tudo hierarquizava dando aos "arianos" (os verdadeiros filhos da Germânia) o direito de eliminar os judeus; ou ao nosso esquerdismo chique que em ano eleitoral casualmente faz a cinebiografia do presidente (e justo porque é presidente), como "o filho do Brasil"! Haja familismo tradicional inconsciente religado a um indiscutível super poder político. Como sou cagão, como diria o Ziraldo, eu sinto medo.
Mas como a vida é múltipla, eu penso como positiva essa busca de heróis numa sociedade que, pelo seu autoritarismo e o seu viés aristocrático e escravocrata, sempre teve problemas com esses tipos. Realmente, o herói dos escravos não pode ser o mesmo dos senhores; o do povo não pode ser o do político de quem recebe o voto como dádiva para em seguida saqueá-lo.
Da década de 1970, trabalhei esse assunto para descobrir como o personagem do malandro (que tira partido de tudo, e seria honesto só por malandragem!), fazia do Brasil um país complicado relativamente aos limites e à execução das normas que inevitavelmente devem governar uma sociedade que se pretende justa e igual. Tanto isso é verdade, que tive meu livro Carnavais, Malandros e Heróis veladamente acusado de reviver o nazi-fascismo quando discutia o problema do herói no contexto do autoritarismo brasileiro.
Contra o herói, citava-se, sem ler ou assistir, Bertolt Brecht dizendo com um dos seus mais tortuosos personagens, o Galileu julgado e acovardado pela Igreja Católica Romana: "Infeliz do país que precisa de heróis!" Vale lembrar que não se trata de um axioma, mas de uma contraposição ao criado Andrea que afirma exatamente o oposto: "Infeliz do país que não tem heróis."
O teatro de Brecht é, como o meu livro, marcado por essa desconstrução do indivíduo tido como indiviso, mas sendo capaz de desempenhar e usurpar muitos papéis - quase sempre dúbios e contraditórios. Meus argumentos mostram que num sistema com muitas éticas (ou pontos de vista): da casa ou da rua; dos senhores ou dos escravos; dos carnavais ou dos desfiles militares e procissões, os "heróis" eram diferenciados e incoerentes.
Hoje, uma esquerda que já foi festiva, proibia o proibir e agora está no poder, converge com minhas teorias. Jamais serei o seu herói nas letras ou artes, mas fico feliz ao ver que, inocente e brasileiramente, se busca a pessoa certa, com a biografia certa no cargo mais do que perfeito, para ser o herói brasileiro. Como político e presidente Lula pode ser discutido e criticado. Pode até mesmo ser demonizado, como ocorreu com FHC. Mas como "filho do Brasil" e herói nacional, ele entra no panteão de Tiradentes, de Antonio Conselheiro e do Padre Cícero. Corre o risco de tornar-se tão intocável quanto foram Hitler, Stalin, Mao e Fidel.
Para uma esquerda que, nas comemorações dos 500 anos do Descobrimento perguntava o que comemorar, é um grande passo na direção do super-homem. Na tentativa de inventar um personagem que - quando as consciências perdem o rumo e a bajulação, aliada à vontade de ganhar fama e dinheiro tomam conta - prenunciam o grande ditador que brincava com o mundo como naquele filme de Chaplin.

Trichodina

O parasita Trichodina. Este parasita ciliado vive na pele, gelras e membranas mucosas de muitos animais aquáticos.
Ele afeta a troca respiratória e iônica nas gelras, estimulatando a produção de muco. Ampliação de 200 vezes.
Trichodina parasite. This ciliate parasite lives on the skin, gills and mucous membranes of many aquatic animals.
It adversely affects respiratory and ionic exchange at the gills by stimulating mucous production. Magnification: x200.

Nenúfar

The avian red carpet: a migratory bird movers over lillies' leaves in a lake at the University of Jahangirnagar, near Dhaka, Bangladesh.
O tapete vermelho aviário: uma ave migratória caminha sobre as folhas de nenúfar em um lago na universidade de Jahangirnagar, próxima a Dhaka, em Bangladesh.
La alfombra roja aviar:un ave migratoria camina sobre las hojas de nenúfar de un lago en la universidad de Jahangirnagar, cerca de Dhaka, en Bangladesh.

Tecnologia e artificialidade / Technology and artificialty

Um caça a jato da Real Força Aérea (RAF) Britânica sobrevoa as ilhas artificiais chamadas Ilhas das Palmeiras, em Dubai, Emirados Árabes Unidos (EAU).
A RAF Typhoon jet fighter flies over the artificial islands called The Palm Islands, in Dubai, UAE.
Naturaleza artificial: Un avión Typhoon de las Reales Fuerzas Aéreas (RAF) inglesas sobrevuela el conjunto de islas artificiales de Palm Islands, en Dubai, EAU.

Atlantis way back / O retorno da Atlantis

Atlantis and its seven astronauts head back to Earth The shuttle Atlantis undocks from the International Space Station and heads back towards Earth

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A Atlantis e seus sete astronautas voltam à Terra.

A nave Atlantis desatraca-se da Estação Espacial International e ruma para a Terra.

Make yourself at home / Sinta-se em casa

Em Caracas, Venezuela, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acena na chegada ao aeroporto Simon Bolivar.
Ele certamente haverá de sentir-se em casa no país de seu colega bolivariano.
In Caracas, Venezuela, Iran's President Mahmoud Ahmadinejad waves as he arrives at Simon Bolivar airport.
He's very likely to feel at home in his bolivarian colleague's contry.

Lignite

Em Jezeri, República Checa, uma mina de lignite, ou carvão-marrom, a céu aberto, aparece atrás do castelo, próximo à cidade de Most.
In Jezeri, Czech Republic, an open-cast lignite mine is seen behind the castle near the city of Most.

Trinidad and Tobago

Em Porto-de-Espanha, Trindade e Tobago, um policial caminha com um guarda-chuva por fora da nova Academia Nacional para a Realização de Artes.
In Port-of-Spain, Trinidad and Tobago, a police officer walks with an umbrella outside the new National Academy for the Performing Arts

Rocket Man crash landing / Pouso forçado do Homem-Asa

Video: Rocket man crash lands in the North Atlantic
Yves Rossy's attempt to fly a jet-powered wing across the north Atlantic Ocean from Morocco to Spain crash lands. He was rescued by a chopper, safe and sound.

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Video: Yves Rossy, o Homem-Foguete, com sua asa quadrimotor a jato, teve problemas numa travessia pelo Atlântico Norte, do Marrocos para a Espanha, e fez um pouso forçado no mar, com paraquedas. Saiu ileso e foi resgatado.

Google Street View / Câmeras de rua do Google

As câmeras do Google Street View captam uma mulher, aparentemente esquálida, skinny banhando-se numa fonte na Rua do Campo Alegre, no Porto, a segunda maior cidade de Portugal.
Aos que dirão que estamos num mundo "Big Brother", eu responderia que assisitir a uma cena de rua, que é indubitavelmente pública, não é espionagem, nem xeretice.
Mais que isso, tais câmeras podem ser úteis captando um crime, por exemplo.
E, não obstante, no Reino Unido, Londres especialmente, há milhões de câmeras de vigilância de rua. Ruas são espaços públicos por definição, então, qual é o problema?
Google Street View cameras catch a woman apparently skinny dipping in a fountain on Rua do Campo Alegre in Porto, Portugal's second biggest city.
To those who'll think it's a "Big Brother's" world, I'd reply that viewing a street scene, which is undoubtedly public, is not spying.
Rather, such cameras might be useful catching a crime scene, for instance.
And, not withstanding, in the UK, London mostly, there are millions of street surveillance cameras. Streets are public spaces by definition, so, what's the matter?

O glaciares marcianos / Martian glaciers

Um gráfico de computador mostra três crateras na região leste marciana de Hellas, que contém glaciares ocultos, detectados por radar.
Uma rede de vales descoberta em Marte mostra que o Planeta Vermelho outrora foi, provavelmente, coberto por um vasto oceano.
A computer graphic shows three craters in the eastern Hellas region of Mars containing concealed glaciers detected by radar.
A network of valleys discovered on Mars show that the red planet was likely once covered by a vast ocean.

Bioenergia escrava

A Polícia Federal em Belo Horizonte, em parceria com o Ministerio do Trabalho, deflagrou a Operação Bioenergia, no período de 9/11 a 23/11/09.
A Operação visou a combater o trabalho escravo em lavouras de cana de açúcar, na região central de Minas Gerais.
Foram realizadas fiscalizações em cerca de dez fazendas de quatro municípios – Lagoa da Prata, Luz, Iguatama e Bambuí – de Minas Gerais.
A multinacional LDC BIOENERGIA S/A , proprietária de usinas de cana de açucar na região foi autuada por terceirização ilícita de mão de obra e outras várias irregularidades no cumprimento de obrigações trabalhistas.
A ação policial fiscalizou cerca de 286 trabalhadores em situação precária, tendo ensejado a lavratura de cerca de 40 autos de infração.
Os responsáveis legais da empresa citada também responderão a Inquérito Policial, onde incidiriam, em tese, nas penas cominadas ao art. 149 do Código Penal, que prevê pena de reclusão de 2 a 8 anos e multa.
Por: Superintendência Regional da PF em Minas Gerais

Really impressive / Realmente impressionante

Você não precisa ser um físico (Eu não sou) para imaginar o que há por trás da beleza desta imagem deslumbrante, e, por saber tão pouco, o que significa muito, a respeito desse fantástico objeto cósmico, e de outros tantos. Apenas leia o que escrevemos aqui, sem cálculos nem fórmulas, ou outras coisas aborrecidas.Aprecie as imagens (esta é um detalhe da que está na postagem anterior) e pense no que é realmente significativo na vida e no universo. Ah, sim, isso inclui o amor, a compreensão, e o altruísmo; coisas imensuráveis, mas muito, muito valiosas, a essência e razão de nossa existência.
A Nebulosa do Caranguejo, segundo dados obtidos pelo Observatório Chandra de Raios-X da Nasa, é um poderoso gerador cósmico de energia, equivalente a 100.000 vezes a do nosso Sol. Imagine só, uma hora do o Sol, sem protetor solar, queima bastante, então dá para ter uma idéia dessa energia, multiplicada por 100 mil.
Essa imagem composta usa dados de três dos Grandes Observatórios Espaciais da Nasa: Chandra, Hubble e Spitzer.
You don't need to to be a physicist (I'm not) to imagine what's behind the beauty of this astonishing image, and by knowing so little, which means so much, about this fantastic cosmic object, and others.
Just read what we write here, no calculations or other boresome things, appreciate the pictures and think about what's really meaningful in life and in the universe. Oh, yes, those include love, understanding and altruism, uncountable things, but very much valuable, the essence and reason of our existence.
The Crab Nebula, one of the most studied objects in the sky.
X-ray data from Chandra provide significant clues to the workings of this mighty cosmic "generator," which is producing energy at the rate of 100,000 suns. Just to have an idea of this power, take into account than just one hour under Sun exposure, without solar protector, burns your skin in a significant way. Now, multiply this energy per 100,000...
This composite image uses data from three of NASA's Great Observatories: Chandra, Hubble and Spitzer.

Crab Nebula / Nebulosa do Caranguejo

Esta nova imagem da Nebulosa do Caranguejo, um dos objetos cósmicos mais estudados, foi divulgada pela Nasa.
É o produto de uma cooperação cósmica, combinando dados do Observatório Chandra de raios-X, dos Telescópios Espaciais Hubble e Spitzer.
A imagem do Chandra X-ray aparece em azul, e está auxiliando astrônomos a compreender as partículas de alta energia vindas do centro da estrela morta,conhecida como uma anã marrom.
As imagens do Hubble, em frequência de luz visível, aparecem em amarelo e vermelho, e as em infravermelho do Spitzer são exibidas em púrpura, captando a nuvem de detritos da nebulosa em expansão.
A nebullosa é remanescente de uma explosão estelar à distância de 6.000 anos-luz da Terra. Segundo a Nasa, a explosão foi tão poderosa que pessoas puderam vê-la no ano de 1054.
Os dados em raios-X do Chandra proporcionam pistas importantes para o funcionamento da nebulosa, que produz energia à taxa de 100.000 sóis.
This new picture of the Crab Nebula, one of the most studied objects in the sky, has been released by Nasa.
It is the product of a cosmic collaboration, combining data from the Chandra X-ray Observatory, the Hubble Space Telescope, and the Spitzer Space Telescope.
The Chandra X-ray image is shown in blue and is helping astronomers understand the high-energy particles coming from the dead star's core, known as a white dwarf.
The Hubble images of visible light are in yellow and red and the Spitzer infrared image is shown in purple, capturing the nebula's expanding debris cloud.
The nebula is the remnant of a stellar explosion 6,000 light-years from Earth. According to Nasa, the explosion was so powerful that people saw the burst in A.D. 1054.
X-ray data from Chandra provides significant clues to the workings of the nebula, which produces energy at the rate of 100,000 suns.

Perda de gelo polar / Polar ice loss

Estimativa das alterações na massa de gelo da Antártida, medida em centímetros da mudança de altura de água equivalente por ano.
O estudo confirmou as estimativas anteriores de perda de massa de gelo na Antártida Ocidental, mas também detectou perda de massa de gelo na Antártida Oriental, principalmente em regiões costeiras (representadas em azul claro).
Universidade do Texas em Austin, Centro de Pesquisas Espaciais
Usando dados de medição da gravidade da missão Gravity da NASA e do Centro Aeroespacial Alemão de Recuperação e Experimentos Climáticos (GRACE), uma equipe de cientistas da Universidade do Texas em Austin descobriu que a camada de gelo do leste da Antártida, onde está cerca de 90 por cento da água fresca em estado sólido da Terra, anteriormente considerada estáve pode ter começado a perder gelo.
A equipe utilizou dados do GRACE para estimar a massa de gelo da Antártida entre 2002 e 2009. Seus resultados, publicados 22 de novembro na revista Nature Geoscience, constatam que a camada de gelo do leste da Antártida está perdendo massa, principalmente nas regiões costeiras, a uma taxa estimada de 57 gigatoneladas por ano. Uma gigatonelada é um bilhão de toneladas.
A perda de gelo pode ter começado tão cedo quanto 2006. O estudo também confirmou os resultados anteriores, mostrando que Oeste da Antártida está perdendo cerca de 132 gigatoneladas de gelo por ano.
Embora se veja uma tendência de aceleração da perda de gelo na Antártida, nós considerávamos a Antártida Oriental inviolável, disse o principal autor e cientista sênior da pesquisa Jianli Chen do Centro da Universidade de Pesquisas Espaciais; mas se está perdendo massa, como os nossos dados indicam, pode ser uma indicação de que a situação do estado do Leste da Antárctica mudou.
Desde que é a maior capa de gelo na Terra, a perda de gelo pode ter um grande impacto no aumento global do nível do mar no futuro.
Grace estimate of changes in Antarctica's ice mass, measured in centimeters of equivalent water height change per year.
The study confirmed previous estimates of ice mass loss in West Antarctica, but also found ice mass loss in East Antarctica, primarily in coastal regions (depicted in light blue).
University of Texas at Austin Center for Space Research.
Using gravity measurement data from the NASA/German Aerospace Center's Gravity Recovery and Climate Experiment (Grace) mission, a team of scientists from the University of Texas at Austin has found that the East Antarctic ice sheet-home to about 90 percent of Earth's solid fresh water and previously considered stable-may have begun to lose ice.
The team used Grace data to estimate Antarctica's ice mass between 2002 and 2009. Their results, published Nov. 22 in the journal Nature Geoscience, found that the East Antarctic ice sheet is losing mass, mostly in coastal regions, at an estimated rate of 57 gigatonnes a year. A gigatonne is one billion metric tons, or more than 2.2 trillion pounds. The ice loss there may have begun as early as 2006.
The study also confirmed previous results showing that West Antarctica is losing about 132 gigatonnes of ice per year."While we are seeing a trend of accelerating ice loss in Antarctica, we had considered East Antarctica to be inviolate," said lead author and Senior Research Scientist Jianli Chen of the university's Center for Space Research.
"But if it is losing mass, as our data indicate, it may be an indication the state of East Antarctica has changed. Since it's the biggest ice sheet on Earth, ice loss there can have a large impact on global sea level rise in the future."NASA's Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif., developed the twin Grace satellites.
The University of Texas Center for Space Research in Austin has overall Grace mission responsibility. Grace was launched in 2002.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Nada disso nos espanta

Do juiz federal Roberto Wanderley Nogueira, de Recife, sobre o post intitulado "STJ: eleição de pessoas amigas em listas fechadas", a propósito das afirmações da ministra Eliana Calmon sobre os critérios de escolha para aquele tribunal superior, no Blog do Fred Vasconcellos, da Folha:
Esse foco traduz uma cultura antiga, muito antiga mesmo, contra a qual vimos lutando e denunciando durante a nossa judicatura inteira, mas em vão.
Por isso, não posso deixar de admitir que todos os juízes sabemos muitíssimo bem desses corporativismos no meio em que atuamos - sem perspectiva de mudanças, e a despeito da clara violação ao art. 37, caput, da Constituição Federal, aquele famoso, que fala da impessoalidade do serviço público, enfim, da separação entre Estado e a pessoa do servidor- mas não nos enredamos desde a raiz desses problemas porque isso é arriscado demais para as nossas carreiras e ninguém vai oferecer o próprio pescoço à faca pelo que se pode considerar, egoisticamente, como tão pouco.
A maioria silenciosa reconstrói a cada instante a situação que traduz, por isso, um verdadeiro círculo vicioso de temibilidades que não combina com a natureza dos serviços que prestamos à sociedade e muito menos com a dignidade funcional de agentes públicos judiciários.
Acredita-se firmemente que está tudo dominado em nosso meio e não é fácil duvidar que não existe democracia entre nós.
Aliás, quem disser que há uma conspiração do cinismo no meio judicial brasileiro, ninguém vai mesmo duvidar.E já que nem as associações de classe (braços corporativos dos tribunais, sobretudo para quando precisam medrar na área privada) e nem os magistrados - por medo, cooptação ou ingenuidade - farão alguma coisa realmente eficaz para mudar essa situação, parece fundamental que a sociedade conheça esses subsistemas que, em síntese, funcionam melhor do que o sistema legal vigente e os princípios constitucionais nos quais esse sistema está assentado.
Tem sido assim desde que a República brasileira se estabeleceu, construída sob uma plataforma colonial-imperialista que em nosso momento histórico adquire o formato de um corporativismo setorial (subespécie ainda mais elitizada de corporativismo clássico).
Assim, mudam-se os personagens, mas o esquema continua e é o mesmo.
A ministra Eliana Calmon é aquela que, pela primeira vez na vida institucional brasileira, admitiu publicamente que os juízes passamos o "pires" aos políticos para subirmos em nossas carreiras, onde quer que elas estejam situadas na pirâmide do Poder Judiciário. Curioso, não fosse trágico e também autofágico!
A ilustre ministra mesma reconheceu que só chegou lá por causa da decidida contribuição do então Senador ACM. Isso foi dito durante sua sabatina no Senado Federal para tomar posse no cargo que atualmente exerce e o faz com muita coragem moral e também com superior competência funcional.Fazer o quê? Nada disso se nos espanta ou causa espécie.
É a trágica realidade de nossas instituições judiciárias e a razão pela qual os melhores não sobem, não são alçados aos postos de maior evidência, não contribuem para a formulação das políticas públicas internas, e fica tudo como sempre esteve, sem horizontes, sobretudo no que se refere às carreiras judiciárias.A oxigenação do sistema político depende da mudança real de seus quadros, o que envolve transferência de pensamentos e de experiências.
Todos os magistrados que revelam alguma independência são rigorosamente escanteados, acaso não decidam aceitar cooptação àquele sistema que a ilustre ministra vem denunciar com precisão cirúrgica. Ou que a ele não ofereça a menor resistência. Todos esses magistrados que ao contrário se conduzem, costumam ser demonizados no próprio meio em que atuam e é comum que sofram toda sorte de hostilização e de tratamento discriminatório.
É preciso muito estômago para continuar pelejando em um ambiente que se esmera pelo assédio moral sistemático, crescente e sem paradeiro. Há quem diga que a Administração da Justiça no Brasil é máquina de produzir enfartados.Triste, muito triste, sobretudo porque tudo isso tende a refletir, ao fim e ao cabo, na prestação jurisdicional da primeira à última instância.
Somos o que cultivamos!
Que a crítica da desassombrada ministra Eliana Calmon sirva de estímulo a que todos e cada qual nos animemos a consultar a própria consciência acerca de tudo isso e contribuir para a mudança dos atuais paradigmas que não convêm à democracia brasileira e nem se afirmam como rotinas de fato republicanas.

Entrevista da ministra Eliana Calmon

Grupo elege pessoas amigas com listas fechadas
Eliana Calmon
Ministra do STJ diz que a escolha de candidatos, com pouco tempo de magistratura, é ''resultado de conchavos'' no tribunal
Felipe Recondo - O Estado de S.Paulo 22.11.09
A sessão destinada à escolha para a vaga aberta no Superior Tribunal de Justiça (STJ) teve protesto solitário da ministra Eliana Calmon, que se diz insatisfeita com a escolha de candidatos com pouco tempo de magistratura pelo grupo que, segundo ela, domina o tribunal.
No STJ há 10 anos, Eliana afirma que advogados com bons cabos eleitorais ocupam vagas que seriam destinadas aos juízes. Ela critica as escolhas, que, em vez de serem secretas, são "resultado de conchavos" no tribunal: "Existe um grupo com liderança forte que patrocina a eleição de pessoas amigas, de candidatos que lhes são simpáticos, de tal forma que as listas são feitas fechadas." A seguir, os principais trechos da entrevista.
Qual é o problema dos nomes que estão sendo indicados para o STJ?
Esses desembargadores mal chegaram aos tribunais intermediários, vindos da advocacia, e já se candidataram à vaga de ministro do STJ.
Esses advogados chegam mais novos ao STJ?
Os magistrados oriundos das vagas de desembargadores chegam velhos ao tribunal. No mínimo 50 anos. Pelo quinto, chegam com 42 ou 43 anos. Tudo fica fechado na mão do quinto. Os magistrados de carreira não dirigem o Poder Judiciário.
Mas por que os magistrados de carreira não conseguem competir com esses advogados?
Lamentavelmente, os magistrados de carreira cultivam a amizade de forma discreta. Enquanto os advogados, que ascendem aos tribunais, têm grande rede de amizades. E contam, no tribunal, com um grande aliado, um grande amigo que faz toda a campanha.
Existe um grupo formado no STJ para decidir as indicações?
Sim. Existe um grupo com liderança forte que patrocina a eleição de pessoas amigas, de candidatos que lhes são simpáticos, de tal forma que as listas são feitas fechadas, ou seja, os três nomes que são indicados já são conhecidos antes da votação. Eu já sabia os três nomes que iam se sagrar nessa última eleição.
Como esse grupo se formou?
É um pouco de cordialidade, de ameaça, de bem querer e até um pouco de ingenuidade.
E quem é o responsável?
Não posso dizer que o presidente César Asfor Rocha seja o único responsável. Ele comanda o grupo, mas não faria isso sozinho.
Como a votação é direcionada?
Eles fazem reuniões, assumem o compromisso de ter uma votação fechada, e há aqueles que são cooptados para mostrar seu voto um aos outros.
Esse grupo é majoritário?
Esse grupo vem se fortalecendo a cada indicação. Com a escolha do próximo ministro, esse grupo se torna majoritário.
Por que isso ocorre?
É uma espécie de favores trocados. Fico preocupada com isso.
No STJ há decisões que têm sinais de favorecimento?
Todo tribunal tem. Não temos tribunais de santos. Temos tribunais vulneráveis a isso. Nós fiscalizamos uns aos outros, pois julgamos em colegiado, mas de forma tímida.

Favorito é juiz há apenas 2 anos

Felipe Recondo
Na disputa por uma nova vaga no STJ, três desembargadores deveriam ser escolhidos para compor a lista encaminhada ao presidente da República. O favorito, contudo, é Raul Araújo Filho, juiz do Ceará com apenas dois anos de experiência. O Ceará é o Estado do presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha.
Entre os candidatos à vaga aberta com a aposentadoria de Paulo Gallotti só um é juiz de carreira - José Antonino Baía Costa - e corre por fora na disputa.
Os outros dois candidatos chegaram à magistratura pela regra prevista na Constituição que destina parte das vagas de desembargadores aos advogados.

Magistratura pede socorro

Eliana Calmon*
Para a magistratura de carreira, o órgão maior do Poder Judiciário é o Superior Tribunal de Justiça. De formação eclética, dos 33 integrantes, 22 são de carreira e onze escolhidos dentre membros do Ministério Público e Advogados.
Às vagas da magistratura concorrem desembargadores federais ou estaduais, e para as vagas do Ministério Público e dos Advogados concorrem os seus representantes com mais de dez anos de atividade. As categorias têm formação distinta, e, na composição das turmas de julgamento, tem-se a preocupação de mesclar a formação, de modo a se manter equilíbrio.
Quando da elaboração da Constituição de 1988, pretendeu-se estabelecer, regra que consagrasse o equilíbrio, a exemplo da formação do Tribunal Superior do Trabalho; na escolha dos ministros daquela Corte, observa-se a origem dos magistrados.
Seja por atrofia política, seja por falta do necessário empenho dos órgãos representativos, o certo é que deixou de constar no texto constitucional a observância da gênese dos magistrados na composição do STJ.
A falta de texto escrito tem ensejado grave distorção na formação do "Tribunal da Cidadania". Como dos tribunais de justiça e dos tribunais federais participam representantes do quinto, a não observância da origem tem ensejado acesso desses ao STJ, concorrendo nas vagas dos desembargadores de carreira, porque, a partir da nomeação, estão aptos a alcançarem o tribunal superior, sem interstício algum. A prática desequilibra a formação eclética da Corte, porque esses magistrados, com os representantes da sua categoria, passam a figurar em número que tende a superar os magistrados de carreira.
No passado, a escolha dos desembargadores para comporem as listas de escolha ao STJ dava-se entre os que tinham realce na Corte, identificados como vocacionados, e para os desembargadores do quinto, o tempo era de, no mínimo, dez anos no tribunal.
Nos últimos anos, as escolhas passaram a obedecer a critérios outros, de tal forma que advogados recém chegados aos tribunais, com um ou dois anos de magistratura, passaram a concorrer às vagas do STJ, disputando com desembargadores com mais de vinte ou trinta anos de magistratura.
Além da quebra de paridade, a prática é de flagrante injustiça para com a magistratura, cujos integrantes a escolheram em tenra idade, prepararam-se, após se submeterem a concurso, viverem em longínquas cidades, padecerem com as dificuldades de escolha até ascenderem aos tribunais e, quando podem almejar o coroamento da carreira, enfrentam como concorrentes os colegas do quinto constitucional recém chegados — se juízes de carreira fossem, não estariam aptos a disputar sequer vaga nos tribunais inferiores.
A face mais perversa da disfunção aqui registrada está nas poucas chances de um magistrado de carreira, dentro do STJ, exercer as funções de direção da magistratura. Raros são os juízes de carreira que, como ministros, chegam à presidência, vice-presidência e corregedoria, entre outras funções exercidas pelos ministros mais antigos.
Os magistrados de carreira chegam ao STJ com bem mais idade do que os seus colegas do quinto, e, antes de chegarem à antiguidade necessária às funções de direção, são alcançados pela aposentadoria compulsória.
Tenho observado a absurda distorção, lamentando estar a magistratura sendo dirigida e conduzida quase que exclusivamente pelos advogados transformados em juízes pelo mecanismo constitucional do quinto. Tenho me indignado com a omissão dos órgãos representativos da magistratura. São incapazes de encetar uma eficiente defesa institucional em favor da magistratura imparcial e equilibrada.
Até aqui tenho mantido a discrição necessária ao exercício do meu mister, na esperança de ver corrigida a distorção.
Entretanto, chego à conclusão da necessidade de falar para que se possa ver o óbvio: as insensatas e injustas escolhas desestimulam, desprestigiam os juízes de carreira que, céticos quanto ao acesso, vão aos poucos se transformando em modestos servidores, sem a pujança que se espera de um agente político. A disfunção traz prejuízos institucionais irreversíveis, pela inserção de julgadores com pouca vivência e sem formação adequada em um tribunal eminentemente técnico como é o Superior Tribunal de Justiça. Calar fazme parecer covardemente acomodada.
É preciso combater todas as práticas que possam macular a última das trincheiras de cidadania, o Judiciário.
*Eliana Calmon é ministra do STJ

Juiz que diz confiar na Justiça como instituição mente

Nesta onda de verdades que assomam à luz do Sol, na voz da ministra Eliana Camon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), republicamos, aqui, nosso artigo a respeito do tema, publicado originalmente na revista Consultor Jurídico (Conjur), em 2 de fevereiro de 2009.
Adiante, nos posts que seguem, o que saiu publicado ontem e hoje, na reverberante fala da ministra.
Por Luiz M. Leitão da Cunha e Roberto Wanderley Nogueira*
Uma brilhante ministra do Superior Tribunal de Justiça veio a público defender o resgate da respeitabilidade do juiz de primeiro grau como forma de garantia da efetividade da prestação da Justiça no país. Ela dispara: "Enquanto o juiz de primeiro grau não for devidamente respeitado em suas decisões e suas decisões forem sempre reformadas, muitas vezes até sem fundamento, nós teremos mais um fator de inchaço para a Justiça." (Revista Consultor Jurídico, 14/01/2009).
De acordo com a ministra, o passo inicial para essa respeitabilidade passa exatamente pela Escola Nacional de Magistratura, que dará aos magistrados o arcabouço necessário à sua formação e, a partir daí, as instâncias superiores poderão exigir do juiz de primeiro grau uma prestação jurisdicional mais efetiva e, com isso, a respeitabilidade dos próprios tribunais.
Discurso sonoro aos ouvidos dos incautos, mas, afinal, quem se impressiona? Se hoje o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), numa espécie de censura prévia, chega ao requinte de recomendar aos demais juízes que evitem mencionar em suas sentenças os nomes, ainda que de fantasia, das operações da Polícia Federal, como é que se pode falar em independência?
De outro ponto, atuando hipossuficientemente, nega-se a exercitar a própria competência constitucional inscrita no parágrafo 4º, do artigo 103-B, em relação ao Supremo Tribunal Federal que é órgão do Poder Judiciário, submetido como um todo ao seu controle administrativo e financeiro, assim como o atendimento aos deveres funcionais dos juízes, ministros e desembargadores, provendo-lhes a legalidade dos seus atos que não sejam propriamente jurisdicionais. E também em algumas matérias relativas à Justiça Federal, sob o argumento de evitar sobreposição em relação ao Conselho da Justiça Federal.
O resultado desse quadro é que em determinados casos geram-se estados de completa anomia, posto que nem se controla administrativamente uma matéria e nem esta é enfrentada judicialmente pelas razões clássicas ou não tão clássicas da morosidade na Administração da Justiça. Exemplo claro desse expediente é o que se refere à estranha pendência quanto à suposta inaplicabilidade do artigo 93, inc. II, alínea "b", da Constituição, às promoções na carreira da Magistratura Federal comum, ora porque o Supremo não decide pela atuação de seu Plenário, ora porque o CNJ diz que não pode decidir em face disso.
Foi a mesma ministra que, corajosamente, disse na TV Senado que só estava ali graças à interferência de Antônio Carlos Magalhães, à época que o falecido senador mandava e desmandava no Brasil, quem não se lembra? Quando até se lançou à bravata quixotesca e seletiva, dirigida ao próprio Poder Judiciário, mediante a instalação de uma histriônica Comissão Parlamentar de Inquérito que levou muita gente na conversa, nós inclusive - pensamos que seria para valer, e não com o intuito de pilhar meia dúzia de bodes expiatórios.
De fato, a ministra tem umas posições de vanguarda, o que é bom, mas, lamentavelmente, fica nisso. Aliás, não estaria onde está se fosse além. O sistema não lhe permite que materialize suas idéias, se sinceras forem, e não duvidamos que o sejam. Ir além poderia lhe custar o cargo, ou uma enfermidade medonha que causaria o seu afastamento do mesmo modo, haja vista a força das pressões corporativas que haveria de sofrer.
Então, resta-lhe um papel de oxigenadora do próprio sistema, interessante a este que, assim, se apresenta como "modernoso", fleumático, suscetível aos clamores sociais e de justiça sem ter de mudar um grau sequer o seu clássico equilíbrio corporativo que acumula privilégios e prepotências nas mãos das cúpulas — que o jurista Dalmo Dallari, em O poder dos juízes, classifica como o foco de quase todas as mazelas do Poder Judiciário brasileiro — e de seus sucessores, forjados exatamente para dar continuidade ao regime.
Nada obstante, nós ainda nos reservamos o direito a alimentar nossas dúvidas sobre se a ministra estaria realmente disposta a fazer o que diz, ou seja, respeitar a "juizada" do primeiro grau, quando é certa a consciência de que pouquíssimos apenas guardam a independência mais profunda, o autorrespeito, a competência em forma de educação continuada (que não depende de escolas de magistratura, por serem expedientes autárquicos e privilegiadores de alguns e cabide de empregos de outros) e nenhum temor reverencial. Como se pode deduzir, nenhuma escola é por si mesma arcabouço de excelência na arte de julgar. Elas não excluem as misérias humanas de que também são revestidos os juízes e nem tampouco por elas passarão os dignitários da Justiça brasileira, condutores de uma cultura primitiva ainda presente entre nós.
A respeitabilidade dos juízes do primeiro grau é, portanto, diretamente proporcional às grandes barreiras comportamentais que contaminam a vida institucional brasileira como um todo e, nesse todo, também a justiça nacional: ignorância extrema, autopromoção e corrupção endêmica. Não há como lutar contra uma alquimia tão explosiva quanto esta: burrice, vaidade e corrupção, juntas.
Por isso, não guardamos alento. O que ouvimos foram apenas palavras sem maior repercussão na vida prática. Tudo continua como sempre esteve e nada sugere que vá mudar. Na Justiça brasileira, como instituição, nós não confiamos. Aliás, o juiz que disser o contrário, mente. A confiança na Justiça é, no país, uma relação estritamente subjetiva que depende superlativamente do ator que exercerá esse papel, e não de sua estrutura funcional, vinculada a outros interesses quase sempre ativados em divergência ao direito posto.
São subsistemas que afetam na prática o sistema jurídico e oprimem a cidadania de forma disfarçada, restando o simbolismo do processo. Quando a Justiça se realiza, nesse contexto, é por acaso, como um simples acidente de percurso ou manifestação milagrosa sempre possível a quem tem fé. Isso é dito e explicado em Justiça acidental nos bastidores do Poder Judiciário (Editora Fabris, Porto Alegre, 1996).
No direito brasileiro, profissionais bem sucedidos são lobistas, e não juristas de formação genuína, que vivem, em geral, muito modestamente. Que o digam, mesmo em sua intimidade mais profunda, os políticos, os "bicheiros", os donos do capital, os juízes das cortes brasileiras e aqueles que, ainda não estando nelas, esmeram-se, parasitários, na arte de adular. Inclusive certas associações de classe de magistrados, cuja tônica é alavancar seus diretivos aos tribunais no rastro de uma infeliz e permanente crise de representatividade. É triste o país que nós temos.
Luiz M. Leitão da Cunha é administrador de empresas
luizmleitao@gmail.com
Roberto Wanderley Nogueira é juiz Federal em Recife, doutor em Direito Público e professor-adjunto Faculdade de Direito do Recife e da Universidade Católica de Pernambuco.
rwn@unicap.br

A burrice na velocidade da luz

Arnaldo Jabor
A burrice mais crassa toma o poder no mundo. Claro que é uma generalização, mas a crescente complexidade da vida social, a superpopulação, o fracasso de ideologias, tudo leva ao declínio da esperança e conduz os homens à busca da "fé". A fé é aquilo em que acreditamos contra todas as evidências. Cai o teto da igreja, os fiéis morrem e os sobreviventes continuam a louvar a Deus. E não só fé religiosa; mas política.
Depois de um momento de esperança, de que tudo mudaria com Obama, vemos como ele é barrado pela muralha da estupidez e em breve do racismo. A democracia com suas complexidades traz a fome de autoritarismo.A grande sedução do simplismo (e do mal) é que ele é uno, com contornos concretos, visível. Mata-se um sujeito e ele vira uma "coisa" dominada.Nada mais claro que um cadáver, decapitado no Iraque ou na favela do Rio. Por outro lado, a democracia, pressupõe tolerância, controle da parte maldita animal, implica renúncias, e na angustiosa contemplação da diferença.
A estupidez, não: ela é clara, excitante, eficiente.
É a vitória da testa curta, o triunfo das toupeiras. Inteligência é chata - com seus labirintos. Inteligência nos desampara; burrice consola, explica. O bom asno é bem-vindo, o inteligente é olhado de esguelha. Na burrice, não há dúvidas. A burrice não tem fraturas. A burrice alivia - o erro é sempre do outro. A burrice é mais fácil de entender. A burrice é mais "comercial". A burrice ativa e autoconfiante parece uma forma perversa de "liberdade". A burrice é a ignorância com fome de sentido. O problema é que a burrice no poder chama-se "fascismo". Há tempos, me impressionou a declaração de austríacos nazistas: "Votamos no Haider (o neonazista) porque não aguentamos mais a monotonia da política, o tédio do "bem", do "correto."" Sente-se no ar uma fome de chefes. Ninguém se liga muito na liberdade fraternal. O sucesso planetário dos evangélicos, as massas delirando com ídolos de rock, com ditadores como Chávez, Ahmadinejad mostram a solidão da democracia diante dos anseios por slogans irracionais, pelo fundamentalismo da crueldade prática, das "soluções finais".
Nos anos 60, havia o encantamento de uma nova era, com a glória da juventude, a alegria da democracia criativa; achávamos que a ciência e a arte iam nos trazer uma nova beleza de viver. Em 68, não foram apenas as revoltas juvenis que morreram; começou uma vida congestionada, sem espaço para sutilezas de liberdade. 1968 virou o mundo para a direita, depois de um breve e claro instante. Assassinaram Luther King, Bob Kennedy, Praga livre foi massacrada. Na cultura, os anos 70 começaram com a frase profética de Lennon de que ''o sonho acabara'' e, logo depois, com a morte sintomática de Janis Joplin e Hendrix, com o fim dos Beatles e com a chegada dos caretas "embalos de sábado à noite". Parece bobagem, mas uma falsa "liberdade" careta (disfarçada de "revolta") virou o principal produto do mercado de massas - a volta da burrice foi triunfal.
Claro que o mundo está muito mais informado, comunicando-se horizontalmente, digitalizado pelos milagres da tecnologia da informação, internet, etc... claro. Mas, os efeitos colaterais são imensos. Vejam nos twitter e orkuts da vida a burrice viajando na velocidade da luz.
Junto com a revolução da informação há a restauração alegre da imbecilidade. Lá fora, Forrest Gump, o herói babaca, foi o precursor; Bush foi seu sucessor, orgulhoso da própria burrice. Uma vez em Yale, ele disse: "Eu sou a prova de que os maus estudantes podem ser presidentes dos USA."
Atenção: não penso em Lula no Brasil, não. Ele é inteligentíssimo e tem a sagacidade de usar a ignorância não só como medalha de sucesso ("Eu era ignorante e venci"), mas sabe também, brilhante e pragmático, que as plataformas políticas tem de ser óbvias e de fácil leitura.
Vai explicar o que é "subperonismo" para as massas do Bolsa-Família...
Daí, uma das razões para o "nada" da oposição atual tucana: a dificuldade de se formular uma plataforma suficientemente burra para ser entendida. No Brasil, contaminado pelo ar-do-tempo, a fome de simplismo domina a política, a cultura e a vida social. Vivemos em suspense, pois o pensamento petista dominante entre acadêmicos e intelectuais (mesmo os que se opõem, têm medo de ser "contra") continua com a ideia de "confronto", de "luta de classes", de ''tomada do poder", como tumores inoperáveis na cabeça.
Isto cria também entre nós apenas um ânimo de queixas e rancor diante da vitória acachapante do "lulismo". Não há mais polêmicas; apenas a aceitação do atual governo como um destino inevitável.
Lula não é filho do Brasil não; é o "cavalo" do Brasil - nele baixaram todos os desejos simplistas da população, que ele executa com maestria e maquiavelismo. Muita gente acha que a burrice é a moradia da verdade, como se houvesse algo de "sagrado" na ignorância dos pobres, uma sabedoria que pode desmascarar a "mentira inteligente" do mundo. Para eles, só os pobres de espírito verão Deus, como reza a tradição.
Lula pensou, brilhantemente: "Sabe o que mais? O Brasil é burro demais para uma política sofisticada. Vou manter a macroeconomia que o FHC deixou e aceitarei toda a canalhice do sistema político; é a única maneira de governar." É incrível, porque a mistura de sorte na economia mundial com esta "sabedoria da ignorância" tem dado alguns bons resultados.
Há no ar uma fome de regressismo autoritário, como se do casebre com farinha, paçoca e violinha viessem a solidariedade e a paz que deteria a marcha do mercado voraz. É espantoso, repito: um mundo cada vez mais complexo e evoluído na tecnociência anseia pela obviedade autoritária. Do Islã à velha esquerda queremos o maniqueísmo e o voluntarismo grosso.
Outro dia, vi um daqueles "bispos" de Jesus de terno e gravata na TV, clamando para uma multidão de fiéis: "Não tenham pensamentos livres; o Diabo é que os inventa!"

Aurora em Saturno / Saturn's Aurora

video

Assim com a Terra, Saturno tem sua Aurora, mostra este belíssimo vídeo da NASA.

A aurora é uma espécie de clima, no sentido de "tempo" de um planeta. Ela ocorre nas nuvens de partículas eletricamente carregadas, que circundam cada planeta.

A narração do vídeo é de Andy Ingersoll, do grupo de imagens da Cassini.

Like Earth, Saturn also has its Aurora, as seen in this beatiful NASA video.

Cabo Verde / Cape Verde

Capo Verde, este arquipélago com 10 ilhas vulcânicas ao largo da costa do Senegal é um estranho amálgama dos ritmos oeste-africanos e o colonialismo português.
Embora Cabo Verde esteja agora finalmente tornando-se um destino turístico, deve ser tratado com cuidado: o arquipélago pode parecer acolhedor, mas também abriga um frágil ecossistema; você irá dividir o espaço com várias espécies de animais que só existem no Cabo.
Prepare o espírito para cancelamentos de voos entre dezembro e o final de março, a "estação da poeira".
Aproveite que lá se fala português, mas tente aprender um pouco do crioulo, uma mistura de português com francês, curioso e agradável de ouvir e nem tão difícl assim de compreender.
Cape Verde,this archipelago of 10 volcanic islands off the coast of Senegal is a strange amalgam of West African rhythms and Portuguese colonialism.
However Cape Verde is now finally succumbing to tourism, but tread carefully: the archipelago may sound inviting, but it also shields a fragile ecosystem; you’ll be sharing space with many species of animal unique to the cape.
Be prepared to experience flight cancellations from December to late March, when it’s ‘dusty season’. Luggage delays are common so pack essentials in hand luggage.

Eagle owl / Coruja-águia

Uma coruja-águia Russa, a maior da espécie, chegando a pesar mais de 4kg, com envergadura de asa de até dois metros.
A Russian eagle owl, the world's largest owl species, which can weigh in at over 4kg, with a wingspan of up to two metres.

Abuja

Participantes atuam no Carnaval Cultural Anual, em Abuja, Nigéria.
Participants perform during the Abuja Cultural Carnival in Nigeria's capital Abuja.

Wu Gorge / Garganta de Wu

Visão outonal de uma curva do Rio Yangtze a partir do desfiladeiro de Wu, em Badong, Província de Hubei, China.
Autumn view of a bend in the Yangtze River as seen at Wu Gorge in Badong, Hubei Province, China.

Mecca

Em Meca, Arábia Saudita peregrinos oram em torno da Kaaba dentro da Grande Mesquita.
In Mecca, Saudi Arabi, pilgrims pray around the Kaaba inside the Grand Mosque.

O Pensador / The Thinker

Uma escultura de gelo de O Pensador, de Rodin, exposta na Avenida Champs-Elysee em Paris durante o evento "Ice magic" (Gelo Mágico).
An ice sculpture of the Thinker by Rodin is shown along the Champs-Elysee avenue in Paris during the "Ice magic" event.

Brown dwarfs / Anãs marrons

Uma imagem do Telescópio Espacial Spitzer da NASA mostra duas jovens anãs marrons, objetos situados em algum lugar da faixa entre planetas e estrelas, no que se refere a temperatura e massa.
Estas "gêmeas," no complexo de formação estelar Taurus-Auriga, são as mais jovens de sua espécie já detectadas.
A NASA Spitzer Space Telescope image shows two young brown dwarfs, objects that fall somewhere between planets and stars in temperature and mass.
These "twins," in the Taurus-Auriga star-formation complex, are the youngest of their kind ever detected.

Water on Mars / Água em Marte

Uma mapa representando a densidade da rede de vales, em Marte, em relação a um hipotético oceano no norte.
Um só grande oceano cobriu, um dia, a maior parte da superfície do hemisfério norte de Marte, dizem novas pesquisas.
A map depicting the density of valley networks on Mars in relation to a hypothetical northern ocean.
A single large ocean once covered much of the northern half of Mars, new research suggests.

Giant oyster / Ostra gigante

Uma gigantesca ostra causou uma enxurrada de ofertas no mercado de peixes de Dexing, China.
A ostra monstro media 45cm x 30cm pesando 3 quilos.Um freguês a arrematou por $25.
A giant shellfish caused a flurry of bidding at fish market in Dexing, China.
The monster oyster measured 45cm by 30cm and weighed a whopping three kilograms.It was sold to a customer for $25.

Fora, tirano trapaceiro!

Protestos conta a presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad em Brasília.
Demonstrators protest the visit of Iran's President Mahmoud Ahmadinejad in Brasilia, Brazil.

Mao, o filho da China

Uma estátua de 32 metros de altura, do finado líder chinês Mao Tsé Tung, o "Grande Timoneiro", quando jovem, é erguida em Changsha, província de Hunan.
A estátua será mostrada ao público no dia do aniversário do tirano, 26 de dezembro.
Personalista como ninguém, Lula bem que gostaria de ter uma.
Maior, claro...
A 32-metre-high (105-feet) statue of late Chinese leader Mao Zedong in his youth is seen under construction in Changsha, Hunan province.
The statue will be unveiled to the public on Mao's birthday anniversary on December 26. Mao, the tyrant who is said to be the father of China.
Personalist like no one, brazilian Lula da Silva would like very much having such a statue. Bigger, for sure...

Yes, we Can nabis

Um poster mostrando Barack Obama fumando um baseado, sob uma adapatação de seu slogan "Yes We Can nabis", no Café Cannabis em Portland, Oregon, EUA.
A poster showing Barack Obama smoking a joint under the slogan "Yes We Can nabis" is seen at the Cannabis Cafe in Portland, Oregon, US.

domingo, 22 de novembro de 2009

Valuable stones / Pedras valiosas

Uma modelo mostra um ruby birmanês de formato oval, com 7.03 quilates em um anel de diamantes e uma esmeralda colombiana de 12.79 quilates num anel de diamantes, na mostra prévia de um leilão na Christie's de Genebra.
Calcula-se que os anéis alcancem entre 737.000 e 1 milhão de dólares pelo rubi e entre 393.000 e 492.000 dólares pela esmeralda quando forem a leilão.
A model displays a 7.03 carat oval-shaped Burmese ruby set in a diamond cluster ring and a 12.79 carat Colombian emerald and diamond ring during an auction preview at Christie's in Geneva.
The rings are estimated to fetch between 737,000 and 1 million US Dollars for the ruby and between 393,000 and 492,000 US Dollars for the emerald when they go under the hammer.

Air France A-380 Close-up

Um close-up do exterior do Airbus A-380 da Air France, com 538 assentos distribuídos por duas cabines: 449 passageiros na classe econômica, 80 na executiva, e nove na primeira classe.
Em 2014, uma versão com 840 passageiros entrará em operação.
Com quase o dobro, será uma lata de sardinhas, mas, pensando que há algumas décadas cruzava-se o Atlântico em Super Constellations, quadrimotores a pistão, que demoravam mais que o dobro do tempo, e com bem menos conforto, não dá pra reclamar.
Close-up of the exterior of Air France's Airbus A-380, with seats for 538 passengers spread across two cabins: 449 passengers in economy class, 80 passengers in business class and nine passengers in first class.
By 2014, a 840-passenger version will be operating, almost the double. A real sardine can. But, considering that some decades ago, it was only possible to fly across the Atlantic aboard four-engine, piston-propelled Super Constellations, taking over twice as much longer, with by far less comfort, one can't complain.

Air France's first Airbus A380 / A estreia do A-380 da Air France

O primeiro dos 12 Airbus A-380 da Air France fez seu voo inaugural de Paris a Nova York.
France's first of 12 Airbus A380s made its inaugural flight from Paris to New York.

Economy Class / Classe Econômica

Assentos na classe econômica do Airbus A-380, os maiores da frota da Air France, distribuídos pelas cabines superior e inferior.
Os descansos de braços da classe econômica são também 30% mais largos que os comuns.
Seats in Airbus A-380 economy class, the largest in Air France's fleet, spread across the main and upper cabins.
The armrests in economy class are also 30% wider than usual.