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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Video: An Active Night over the Magellan Telescopes | Uma noite movimentada aos olhos dos Telescópios de Magalhães



O céu noturno está em constante mudança. Aqui são mostradas alterações que ocorreram durante um período de seis horas no final de junho de 2014, vistas através do duplo telescópio de Magalhães, de 6,5 metros, no Observatório de Las Campanas, no Chile. 

O brilho vermelho inicial no horizonte é brilho atmosférico, ou airglow, é um ligeiro esfriamento do ar a grande altitude pela emissão de cores de luz específicas. Faixas de brilho atmosférico são também visíveis no decorrer do vídeo de lapso temporal. 

No começo da noite, farois de carros lampejam à extrema esquerda. Satélites passam rapidamente enquanto circundam a Terra e refletem a luz solar. Uma longa e fina nuvem passa lentamente ao alto. A Grande Nuvem de Magalhães surge à esquerda, enquanto a extensa faixa central da Via Láctea forma um arco e oscila enquanto a Terra gira. 

À medida que a noite avança, os telescópios de Magalhães giram e observam ao explorarem trechos pré-determinados do céu noturno. Toda noite, todo céu muda de maneira diferente, embora os fenômenos que ocorrem sejam geralmente os mesmos.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

The night sky is always changing. Featured here are changes that occurred over a six hour period in late 2014 June behind the dual 6.5-meter Magellan Telescopes at Las Campanas Observatory in Chile. 

The initial red glow on the horizon is airglow, a slight cooling of high air by the emission of specific colors of light. Bands of airglow are also visible throughout the time-lapse video. 

Early in the night, car headlights flash on the far left. Satellites quickly shoot past as they circle the Earth and reflect sunlight. A long and thin cloud passes slowly overhead. The Large Magellanic Cloud rises on the left, while the expansive central band of our Milky Way Galaxy arches and pivots as the Earth rotates. 

As the night progresses, the Magellan telescopes swivel and stare as they explore pre-determined patches of the night sky. Every night, every sky changes differently, even though the phenomena at play are usually the same.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Melotte 15 in the Heart | Melotte 15 no Coração


Nuvens cósmicas formam formas fantásticas na regiões centrais da nebulosa de emissões IC 1805. As nuvens são esculpidas por ventos estelares e radiação de estrelas quentes de grande massa no aglomerado de estrelas recém-formadas da nebulosa, Melotte 15. 

Jovens, com apenas cerca de 1,5 milhão de anos, as estrelas do aglomerado estão espalhadas nesta colorida paisagem celeste, juntamente com nuvens de poeira escura em silhueta contra o gás atômico incandescente. 

Uma composição  de imagens telescópicas em bandas estreita e larga, esta vista abrange cerca de 15 anos-luz e inclui emissões de átomos ionizados de hidrogênio, enxofre e oxigênio mapeados em tons de verde, vermelho e azul na popular Paleta do Hubble. 

Imagens de campo mais amplasm revelam que os contornos gerais mais simples de IC 1805 sugerem seu nome popular - a Nebulosa do Coração. IC 1805 está localizada a cerca de 7.500 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Cassiopeia.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Cosmic clouds form fantastic shapes in the central regions of emission nebula IC 1805. The clouds are sculpted by stellar winds and radiation from massive hot stars in the nebula's newborn star cluster, Melotte 15. 

About 1.5 million years young, the cluster stars are scattered in this colorful skyscape, along with dark dust clouds in silhouette against glowing atomic gas. 

A composite of narrowband and broadband telescopic images, the view spans about 15 light-years and includes emission from ionized hydrogen, sulfur, and oxygen atoms mapped to green, red, and blue hues in the popular Hubble Palette. 

Wider field images reveal that IC 1805's simpler, overall outline suggests its popular name - The Heart Nebula. IC 1805 is located about 7,500 light years away toward the boastful constellation Cassiopeia.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

NGC 3621: Far Beyond the Local Group | NGC 3621: Muito além do Grupo Local


Muito além do Grupo Local de Galáxias situa-se NGC 3621, distante cerca de 22 milhões de anos-luz. Encontra-se na constelação sulina de Hidra, e os braços espirais desse deslumbrante universo-ilha estão carregados de luminosos aglomerados de estrelas azuis, róseas regiões de formação estelar e trilhas de poeira escura. 

Ainda assim, para os astrônomos, NGC 3621 não foi apenas mais uma bela galáxia espiral visível de frente. Algumas de suas estrelas mais brilhantes são usadas como velas pardão para estabelecer importantes estimativas de distâncias extragaláticas e a escala do Universo. 

Esta bela imagem de NGC 3621 é uma composição de dados de telescópios baseados em solo e no espaço. Ela traça os espaçados braços espirais distantes das regiões centrais mais brilhantes da galáxia por cerca de 100.000 anos-luz. 

Pontudas estrelas em primeiro plano de nossa Via Láctea e ainda mais distantes galáxias no plano de fundo estão espalhadas por essa colorida paisagem celeste.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Far beyond the local group of galaxies lies NGC 3621, some 22 million light-years away. Found in the multi-headed southern constellation Hydra, the winding spiral arms of this gorgeous island universe are loaded with luminous blue star clusters, pinkish starforming regions, and dark dust lanes. 

Still, for astronomers NGC 3621 has not been just another pretty face-on spiral galaxy. Some of its brighter stars have been used as standard candles to establish important estimates of extragalactic distances and the scale of the Universe. 

This beautiful image of NGC 3621, is a composite of space- and ground-based telescope data. It traces the loose spiral arms far from the galaxy's brighter central regions for some 100,000 light-years. 

Spiky foreground stars in our own Milky Way Galaxy and even more distant background galaxies are scattered across the colorful skyscape.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Seven Worlds for TRAPPIST-1 | Sete mundos para TRAPPIST-1


Sete mundos orbitam a ultra fria estrela anã TRAPPIST-1, apenas 40 anos-luz distante da Terra. Em maio de 2016, astrônomos utilizando o telescópio denominado Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope (TRAPPIST) anunciaram a descoberta de três planetas no sistema TRAPPIST-1. 

Recém-anunciadas, confirmações adicionais e descobertas através do Telescópio Espacial Spitzer com o apoio de telescópios baseados em solo da Agência Espacial Europeia ESO aumentaram para sete a quantidade de planetas conhecidos. Os planetas de TRAPPIST-1 são, provavelmente, todos rochosos e de tamanho similar ao da Terra, a maior arca do tesouro de planetas terrestriais já detectados ao redor de uma só estrela. 

Como eles orbitam muito próximos de sua minúscula e esmaecida estrela, poderiam também ter regiões nas quais temperaturas superficiais permitem a existência de água em estado líquido na superfície, um ingrediente fundamental para a vida. 

Sua  tentadora proximidade da Terra faz deles os principais candidatos para futuras explorações telescópicas de planetas potencialmente habitáveis. Todos os sete astros aparecem nesta concepção artística, uma visão imaginária através de um fictício potente telescópio próximo ao planeta Terra. 

Os tamanhos dos planetas e suas posições relativas são desenhadas em escala para as observações do Spitzer. Os planetas mais internos do sistema estão transitando por sua esmaecida estrela-mãe vermelha, de tamanho semelhante ao de  Júpiter.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Seven worlds orbit the ultracool dwarf star TRAPPIST-1, a mere 40 light-years away. In May 2016 astronomers using the Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope (TRAPPIST) announced the discovery of three planets in the TRAPPIST-1 system. 

Just announced, additional confirmations and discoveries by the Spitzer Space Telescope and supporting ESO ground-based telescopes have increased the number of known planets to seven. The TRAPPIST-1 planets are likely all rocky and similar in size to Earth, the largest treasure trove of terrestrial planets ever detected around a single star. 

Because they orbit very close to their faint, tiny star they could also have regions where surface temperatures allow for the presence of liquid water, a key ingredient for life. 

Their tantalizing proximity to Earth makes them prime candidates for future telescopic explorations of the atmospheres of potentially habitable planets. All seven worlds appear in this artist's illustration, an imagined view from a fictionally powerful telescope near planet Earth. 

Planet sizes and relative positions are drawn to scale for the Spitzer observations. The system's inner planets are transiting their dim, red, nearly Jupiter-sized parent star.

Daphnis and the Rings of Saturn | Dafne e os aneis de Saturno


O que está acontecendo com os aneis de Saturno? Nada de mais, apenas uma pequena lua fazendo ondas. A lua é Dafne, de  8 quilômetros, e está produzindo ondas na Fenda Keeler dos aneis de Saturno usando apenas sua gravidade — ao mover-se para cima e para baixo, para dentro e para fora. 

Esta imagem é uma versão de campo amplo de outra imagem divulgada anteriormente, registrada no mês passado pela espaçonave robótica Cassini durante uma de suas órbitas de Grand Finale. Dafne pode ser vista á extrema direita, exibindo cordilheiras provavelmente acumuladas de partículas de aneis. 

Dafne foi descoberta em imagens da Cassini, em 2005, e lançou montes de partículas tão alto em 2009 — durante o equinócio de Saturno, quando o plano dos aneis apontava diretamente para o Sol — que elas projetaram notáveis sombras.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

What's happening to the rings of Saturn? Nothing much, just a little moon making waves. The moon is 8-kilometer Daphnis and it is making waves in the Keeler Gap of Saturn's rings using just its gravity -- as it bobs up and down, in and out. 

The featured image is a wide-field version of a previously released image taken last month by the robotic Cassini spacecraft during one of its new Grand Finale orbits. Daphnis can be seen on the far right, sporting ridges likely accumulated from ring particles. 

Daphnis was discovered in Cassini images in 2005 and raised mounds of ring particles so high in 2009 -- during Saturn's equinox when the ring plane pointed directly at the Sun -- that they cast notable shadows.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sete novos planetas em zona habitável | NASA Telescope Reveals Largest Batch of Earth-Size, Habitable-Zone Planets Around Single Star



O Telescópio Espacial Spitzer da NASA revelou o primeiro sistema até hoje conhecido de sete planetas de tamanho semelhante ao da Terra orbitando uma mesma estrela. Três desses planetas estão firmemente localizados na zona habitável, a  área ao redor da qual a estrela-mãe onde um planeta rochoso tem maior probabilidade de conter água em estado líquido.

A descoberta estabelece um novo recorde da maior quantidade de planetas em zona habitável encontrados ao redor de uma só estrela fora do Sistema Solar.Todos esses sete planetas podriam conter água em estado líquido – a chave para a existência das formas de vidas que conhecemos – sob as adequadas condições atmosféricas, mas as chances são maiores no caso dos três na zona habitável.

“Essa descoberta poderia ser uma peça importante no quebra-cabeça que é descobrir ambientes habitáveis, lugares propícios à existência de vida,” disse Thomas Zurbuchen, administrador associado da Diretoria de Missões Científicas da agência em Washington. “Responder essa pergunta  ‘estamos sozinhos?’ é uam das principais prioridades da ciência e a descoberta de tantos planetas como esses pela primeira vez na zona habitável é um passo e tanto para se atingir aquele objetivo.”

Distante cerca de 40 anos-luz (235 trilhões de milhas) da Terra, o sistema planetário é relativamente próximo de nós, na constelação de Aquário.Pelo fato de serem localizados fora do nosso sistema solar, esses planetas são cientificamente denominados exoplanetas.

Esse sistema  exoplanetário é chamado TRAPPIST-1, em referência ao Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope (TRAPPIST), no Chile. Em maio de 2016, pesquisadores utilizando o TRAPPIST anunciaram que haviam descoberto três planetas no sistema. Assistido por inúmeros telescópios baseados no solo, inclusive o Ultra Grande Telescópio do Observatório Austral Europeu, o Spitzer confirmou a existencia de dois desses planetas e decobriu outros cinco, aumentando para sete o número de planetas conhecidos no sistema.

Os novos resultados foram publicados quarta-feira na revista Nature, e anunciados em em um  briefing de notícias na sede da NASA em Washington.

Utilizando dados do Spitzer, a equipe mediu precisamente os tamanhos dos sete planetas e desenvolveu as primeitas estimativas das massas  de seis deles, permitindo que se estimasse suas densidades.

Com base em suas densidades, todos os planetas de TRAPPIST-1 são, provavelmente, rochosos. Observações posteriores não só ajudarão a determinar se eles são ricos em água, com também, possivelmente, revelar se há água em estado líquido na superfície de algum deles. A massa do sétimo e mais distante exoplaneta ainda não foi estimada – cientistas acreditam que poderia se tratar de um astro gelado, semelhante a uma "bola de gelo", mas serão necessárias mais observações.

"As sete maravilhas de TRAPPIST-1 são os primeiros planetas de tamanho  semelhante ao da Terra que foram descobertos orbitando esse tipo de estrela," disse Michael Gillon, principal autor do artigo e principal investigador da pesquisa de exoplanetas TRAPPIST  na Universidade de Liege, na Bélgica "Trata-se também do melhor alvo até hoje disponível para o estudo das atmosferas de astros potencialmente habitáveis, do tamanho da Terra."



Em maio de 2016, a equipe do Hubble observou o mais interno dos planetas, e não descobriu provas de tais atmosferas puffys.Isso intensificou a hipótese de que esses planetas mas próximos à estrela são rochosos por natureza.
"O sistema TRAPPIST-1 propociona uma das melhores oportunidades na próxima década para o estudo das atmosferas de planetas de tamanho semelhante ao da Terra," disse Nikole Lewis, colíder do estudo Hubble e astrônoma do Instituto de Ciências Telescópicas Espaciais em Baltimore, Maryland, EUA. O telescópio espacial caçador de planetas Kepler da NASA também está estudando o sistema TRAPPIST-1, fazendo medições das minpusculas alterações no brilho da estrela devido a planetas em trânsito. Operando como missão K2, as observações da espaçonave irão permitir aos astrônomos  refinar as propriedades dos planetas conhecidos, além de procurar outros  planetas no sistema. As observações do K2 serão concluídas em março e estarão disponíveis no arquivo público.




NASA's Spitzer Space Telescope has revealed the first known system of seven Earth-size planets around a single star. Three of these planets are firmly located in the habitable zone, the area around the parent star where a rocky planet is most likely to have liquid water.

The discovery sets a new record for greatest number of habitable-zone planets found around a single star outside our solar system. All of these seven planets could have liquid water – key to life as we know it – under the right atmospheric conditions, but the chances are highest with the three in the habitable zone.

“This discovery could be a significant piece in the puzzle of finding habitable environments, places that are conducive to life,” said Thomas Zurbuchen, associate administrator of the agency’s Science Mission Directorate in Washington. “Answering the question ‘are we alone’ is a top science priority and finding so many planets like these for the first time in the habitable zone is a remarkable step forward toward that goal.”

At about 40 light-years (235 trillion miles) from Earth, the system of planets is relatively close to us, in the constellation Aquarius. Because they are located outside of our solar system, these planets are scientifically known as exoplanets.

This exoplanet system is called TRAPPIST-1, named for The Transiting Planets and Planetesimals Small Telescope (TRAPPIST) in Chile. In May 2016, researchers using TRAPPIST announced they had discovered three planets in the system. Assisted by several ground-based telescopes, including the European Southern Observatory's Very Large Telescope, Spitzer confirmed the existence of two of these planets and discovered five additional ones, increasing the number of known planets in the system to seven.

The new results were published Wednesday in the journal Nature, and announced at a news briefing at NASA Headquarters in Washington.

Using Spitzer data, the team precisely measured the sizes of the seven planets and developed first estimates of the masses of six of them, allowing their density to be estimated.

Based on their densities, all of the TRAPPIST-1 planets are likely to be rocky. Further observations will not only help determine whether they are rich in water, but also possibly reveal whether any could have liquid water on their surfaces. The mass of the seventh and farthest exoplanet has not yet been estimated – scientists believe it could be an icy, "snowball-like" world, but further observations are needed.

"The seven wonders of TRAPPIST-1 are the first Earth-size planets that have been found orbiting this kind of star," said Michael Gillon, lead author of the paper and the principal investigator of the TRAPPIST exoplanet survey at the University of Liege, Belgium. "It is also the best target yet for studying the atmospheres of potentially habitable, Earth-size worlds."


The Calabash Nebula from Hubble | A Nebulosa da Cabaça vista pelo Hubble


Nuvens de gás em rápida expansão marcam o fim de uma estrela central na Nebulosa da Cabaça. A outrora estrela normal teve seu combustível nuclear esgotado,levando as regiões centrais a se contraírem em uma anã branca. 

Parte da energia liberada causa a expansão do envoltório externo da estrela. Nesse caso, o resultado é uma fotogência nebulosa protoplanetária. Quando o gás movendo-se a um milhão de quilômetros por hora se choca com o gás interestelar circundante, uma frente de choque supersônica se forma, onde o hidrogênio e o nitrogênio ionizados brilham em azul. 

Um gás espesso e poeira ocultam a estrela central em colapso. A Nebulosa da Cabaça, também chamada Nebulosa do Ovo Podre OH231.8+4.2, irá, provavelmente, desenvolver-se em uma nebulosa planetária totalmente bipolar nos próximos 1.000 anos. A nebulosa, aqui mostrada, tem cerca de 1,4 ano-luz de extensão, localizada à distância de uns 5.000 anos-luz, na direção da Constelação de Puppis.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Fast expanding gas clouds mark the end for a central star in the Calabash Nebula. The once-normal star has run out of nuclear fuel, causing the central regions to contract into a white dwarf. 

Some of the liberated energy causes the outer envelope of the star to expand. In this case, the result is a photogenic proto-planetary nebula. As the million-kilometer per hour gas rams into the surrounding interstellar gas, a supersonic shock front forms where ionized hydrogen and nitrogen glow blue. 

Thick gas and dust hide the dying central star. The Calabash Nebula, also known as the Rotten Egg Nebula and OH231.8+4.2, will likely develop into a full bipolar planetary nebula over the next 1000 years. The nebula, featured here, is about 1.4 light-years in extent and located about 5000 light-years away toward the constellation of Puppis.