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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Star Trails of the North and South | Trilhas de estrelas do norte e do sul


O que separa o norte do Sul? É algo que tem tudo a ver com a rotação da Terra. Na superficie da Terra, o equador é a linha divisoria, mas no ceu da Terra, a linha divisoria é o Equador Celestial — a projeção do equador no ceu.

Você não pode ver o equador da Terra ao seu redor, mas qualquer um sob ceu limpido poderá achar o Equador Celestial observando as estrelas se movendo. Basta localizar a linha divisoria entre as estrelas que se arqueiam para o norte e as estrelas que se arqueiam para o sul. Se você estivesse no equador da Terra, o Equador Celestial iria direto para cima e para baixo. 

Em geral, o angulo entre o Equador Celestial e a vertical é a sua latitude. Esta imagem combina 325 fotos tiradas a cada 30 segundos, durante 162 minutos. Na foto, tirada logo apos o por-do-sol no começo deste mes, o luar ilumina um cenario nevado e desolado no noroeste do Irã. A risca brilhante atras da arvore solitaria é o planeta Venus se pondo.

Tradução L M Leitão da Cunha

What divides the north from the south? It all has to do with the spin of the Earth. On Earth's surface, the equator is the dividing line, but on Earth's sky, the dividing line is the Celestial Equator -- the equator's projection onto the sky. 

 You likely can't see the Earth's equator around you, but anyone with a clear night sky can find the Celestial Equator by watching stars move. Just locate the dividing line between stars that arc north and stars that arc south. Were you on Earth's equator, the Celestial Equator would go straight up and down. 

 In general, the angle between the Celestial Equator and the vertical is your latitude. The featured image combines 325 photos taken every 30 seconds over 162 minutes. Taken soon after sunset earlier this month, moonlight illuminates a snowy and desolate scene in northwest Iran. The bright streak behind the lone tree is the planet Venus setting.

Orion over the Central Bohemian Highlands | Orion sobre as Terras Altas Centrais da Bohemia


Você reconhece essa constelação? Trata-se de Orion, sobre as Terras Altas Centrais da Bohemia, na Republica Checa, um dos mais facilmente identificaveis agrupamentos estelares do firmamento, e um icone familiar à humanidade por mais de 30.000 anos. Orion vem apresentando o mesmo visula durante esse tempo, e assim deverá permanecer por muito milhares de anos à frente. 

A prominente Orion está bem no alto do do céu ao pôr-do-sol nesta epoca do ano, um recorrente simbolo do (na modernidade) inverno no hemisferio norte da Terra, e do verão, no sul. Esta foto é uma composição de mais de trinta imagens obtidas a partir da mesma localidade, durante a mesma noite, no mes passado. 

Abaixo e ligeiramente à esquerda do cinto de três estrelas de Orion situa-se a Nebulosa de Orion, enquanto quatro das brilhantes estrelas ao redor do cinturão são, em sentido horario, Siria (à extrema esquersa, azul), Betelgeuse (no alto, laranja, incomumente esmaecida), Aldebaran (Extrema direita), e Rigel (abaixo). À medida em que as proximas semanas vão passando, Orion irá se pôr cada vez mais cedo.

Tradução L M Leitão da Cunha

Do you recognize this constellation? Setting past the Central Bohemian Highlands in the Czech Republic is Orion, one of the most identifiable star groupings on the sky and an icon familiar to humanity for over 30,000 years. Orion has looked pretty much the same during this time and should continue to look the same for many thousands of years into the future. 

Prominent Orion is high in the sky at sunset this time of year, a recurring sign of (modern) winter in Earth's northern hemisphere and summer in the south. The featured picture is a composite of over thirty images taken from the same location and during the same night last month. 

Below and slightly to the left of Orion's three-star belt is the Orion Nebula, while four of the bright stars surrounding the belt are, clockwise, Sirius (far left, blue), Betelgeuse (top, orange, unusually faint), Aldebaran (far right), and Rigel (below). As future weeks progress, Orion will set increasingly earlier.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

The Changing Surface of Fading Betelgeuse | A superficie em transformação da minguante Betelgeuse


Além de seu brilho esmaecer, estaria Betelgeuse mudando de aparencia? Sim. A famosa estrela supergigante vermelha na familiar constelação de Orion é tão grande que os telescopios baseados na Terra podem, de fato, resolve sua superficie — embora apenas ligeiramente. 

As imagens aqui mostradas, obtidas pelo Ultra Grande Telescopio do Observatório Austral Europeu, mostram como se parecia a superficie desta estrela durante o começo e o fim do ano passado. A imagem mais antiga mostra Betelgeuse com uma intensidade de brilho muito mais uniforme que a mais recente, enquanto a metade inferior de Betelgeuse tornou-se significativamente mais apagada do que o seu topo. 

Agora, durante os cinco primeiros meses de 2019, observações feitas por amadores mostram que Betelgeuse, na verdade, tornou-se ligeiramente mais brilhante, enquanto nos cinco ultimos meses seu brilho reduziu-se consideravelmente. Essa variabilidade é, provavelmente, apenas um comportamento normal para essa famoda supergigante variavel, mas o esmaecimento recente reacendeu a discussão sobre quanto tempo levará até que Betelgeuse realmente vire uma supernova. 

Como Betelgeuse está distante cerca de 700 anos-luz, sua supernova final — provavelmente milhares de anos no futuro — irá, provavelmente, ser um  maravilhoso espetaculo celeste noturno, mas não irá ameaçar a vida na Terra (se é que ainda haverá alguma...).


Tradução L M Leitão da Cunha


Besides fading, is Betelgeuse changing its appearance? Yes. The famous red supergiant star in the familiar constellation of Orion is so large that telescopes on Earth can actually resolve its surface -- although just barely. 

The two featured images taken with the European Southern Observatory's Very Large Telescope show how the star's surface appeared during the beginning and end of last year. The earlier image shows Betelgeuse having a much more uniform brightness than the later one, while the lower half of Betelgeuse became significantly dimmer than the top. 

Now during the first five months of 2019 amateur observations show Betelgeuse actually got slightly brighter, while in the last five months the star dimmed dramatically. Such variability is likely just normal behavior for this famously variable supergiant, but the recent dimming has rekindled discussion on how long it may be before Betelgeuse does go supernova. 

Since Betelgeuse is about 700 light years away, its eventual supernova -- probably thousands of years in the future -- will likely be an amazing night-sky spectacle, but will not endanger life on Earth (if thre will still be any...).

UGC 12591: The Fastest Rotating Galaxy Known | UGC 12591: A galaxia de rotação mais rapida de que se tem noticiaing Galaxy Known


Por que essa galaxia gira tão rapido? Para começo de conversa, é dificil até mesmo identificar de qual tipo de galaxia é UGC 12591 — Mostrada na parte inferior esquerda, ela tem trilhas de poeira escura como uma galaxia espiral, mas  um grande e difuso bulbo de estrelas, como uma lenticular. 

Surpreendentemente, observações mostram que UGC 12591 gira a cerca de 480 km/s, quase duas vezes a velocidade da Via Lactea, e a maior rotação até hoje medida. A masss necessaria para manter unida uma galaxia girando tão rapido assim é varias vezes maior que a massa da Via Lactea! 

Entre os cenários da criação de UGC 12591 estão o lento crescimento pela rapida acreção de materia ambiente, ou o rapido crescimento atraves de uma recente colisão, ou colisões, entre galaxias — futuras observações o dirão. A luz que vemos hoje vinda de UGC 12591 partiu de lá há cerca de 400 milhões de anos, quando as arvores apenas começavam a se desenvolver na Terra.


Tradução L M Leitão da Cunha


Why does this galaxy spin so fast? To start, even identifying which type of galaxy UGC 12591 is difficult -- featured on the lower left, it has dark dust lanes like a spiral galaxy but a large diffuse bulge of stars like a lenticular. 

Surprisingly observations show that UGC 12591 spins at about 480 km/sec, almost twice as fast as our Milky Way, and the fastest rotation rate yet measured. The mass needed to hold together a galaxy spinning this fast is several times the mass of our Milky Way Galaxy. 

Progenitor scenarios for UGC 12591 include slow growth by accreting ambient matter, or rapid growth through a recent galaxy collision or collisions -- future observations may tell. The light we see today from UGC 12591 left about 400 million years ago, when trees were first developing on Earth.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Spitzer's Trifid | O Tridente da Spitzer


A  Nebulosa do Tridente, também denominada Messier 20, é facil de encontrar atraves de pequenos telescopios. Distante cerca de 30 anos-luz, ela é um destino popular para turistas cosmicos na constelação de Sagitario, rica em nebulosas. 

Como seu nome sugere, fotos em frequencia de luz visivel mostram a nebulosa dividida em tres partes por trilhas de poeira obscurecedoras. Mas esta penetrante imagem em infravermelho revela os brilhantes filamentos de nuvens de poeira  do Tridente  e estrelas recem-formadas. 

A espetacular vista em cores artificiais é uma cortesia do Telescopio Espacial Spitzer. Astronomos usaram dados de imagem em infravermelho para contar estrelas recem-formadas e embrionarias que, de outra forma, podem permanecer ocultas nas nuvens natais de gas e poeira neste intrigante criadouro estelar. 

Lançado em 2003, o Spitzer explorou o Universo infravermelho a partir de uma orbita da Terra acompanhando o Sol, até suas operações cientificas serem encerradas no começo deste ano, em 30 de janeiro.

Tradução L M Leitão da Cunha

The Trifid Nebula, also known as Messier 20, is easy to find with a small telescope. About 30 light-years across and 5,500 light-years distant it's a popular stop for cosmic tourists in the nebula rich constellation Sagittarius. 

As its name suggests, visible light pictures show the nebula divided into three parts by dark, obscuring dust lanes. But this penetrating infrared image reveals the Trifid's filaments of glowing dust clouds and newborn stars. 

The spectacular false-color view is courtesy of the Spitzer Space Telescope. Astronomers have used the infrared image data to count newborn and embryonic stars which otherwise can lie hidden in the natal dust and gas clouds of this intriguing stellar nursery. 

Launched in 2003, Spitzer explored the infrared Universe from an Earth-trailing solar orbit until its science operations were brought to a close earlier this year, on January 30.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Carina Nebula Close Up | Close up da nebulosa de Carina


Uma joia no céu do sul, a Grande Nebulosa de Carina Nebula, também designada NGC 3372, espalha-se por mais de 300 anos-luz, sendo uma das maiores regiões de formação estelar de nossa galaxia. 

Assim como a Grande Nebulosa de Orion, menor e ao norte, a nebulosa de é facilmente visivel a olho nu, embora, situada à distancia de uns 7,500 aos-luz, ela seja cerca de 5 vezes mais distante 5. 

Este deslumbrante close-up telescopico revela notaveis detalhes dos filamentyos incandescentes de gas interestelar e nuvens de poeira cosmica obscurecedora da região central em um campo de visão de cerca de 20 anos-luz de diametro. 

Nebulosa de Carina abriga jovens extrela de massa extremamente grande, inclusive a ainda enigmatica e violentamente variavel Eta Carinae, um sistema estelar com bem mais de 100 vezes a massa do Sol. 

Na imagem composta processada de dados de telescopios baseados em solo e no espaço, uma nebulosa dusty, a Nebula de poeira Homunculus, de dois lobos, parece circundar a propria Eta Carinae, logo abaixo e à esquerda do centro. 

Enquanto Eta Carinae está provavelmente à beira de uma explosão de supernova, imagens de raios X indicam que a Grande Nebulosa de Carina foi uma verdadeira fabrica de supernovas.

Tradução L M Leitão da Cunha


A jewel of the southern sky, the Great Carina Nebula, also known as NGC 3372, spans over 300 light-years, one of our galaxy's largest star forming regions. 

Like the smaller, more northerly Great Orion Nebula, the Carina Nebula is easily visible to the unaided eye, though at a distance of 7,500 light-years it is some 5 times farther away. 

This gorgeous telescopic close-up reveals remarkable details of the region's central glowing filaments of interstellar gas and obscuring cosmic dust clouds in a field of view nearly 20 light-years across. 

The Carina Nebula is home to young, extremely massive stars, including the still enigmatic and violently variable Eta Carinae, a star system with well over 100 times the mass of the Sun. 

In the processed composite of space and ground-based image data a dusty, two-lobed Homunculus Nebula appears to surround Eta Carinae itself just below and left of center. 

While Eta Carinae is likely on the verge of a supernova explosion, X-ray images indicate that the Great Carina Nebula has been a veritable supernova factory.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

The Pale Blue Dot | O Palido Ponto Azul


No Dia de São Valentim (Dia dos Namorados) em 1990, cruzando a quatro bilhões de milhas do Sol, a espaçonave Voyager 1 olhou para tras pela ultima vez para tirar o primeiro retrato de familia do Sistema Solar de todos os tempos. 

O retrato consiste no Sol e seis planetas em um mosaico de 60 quadros, feito de um ponto de vista situado 32 graus acima do plano ecliptico. O planeta Terra foi capturado em um só single pixel neste unico quadro. 

É o palido ponto azul no raio de sol logo à direita do centro nesta versão reprocessada da agora famosa vista da Voyager. O astronomo Carl Sagan originou a ideia de usar a camera da Voyager para olhar para tras na direção da Terra a partir de uma perspectiva distante. Trinta anos mais tarde,  neste dia de São Valentim, veja novamente o palido ponto azul.

Tradução de L M Leitão da Cunha
On Valentine's Day in 1990, cruising four billion miles from the Sun, the Voyager 1 spacecraft looked back one last time to make the first ever Solar System family portrait. 

The portrait consists of the Sun and six planets in a 60 frame mosaic made from a vantage point 32 degrees above the ecliptic plane. Planet Earth was captured within a single pixel in this single frame. 

It's the pale blue dot within the sunbeam just right of center in this reprocessed version of the now famous view from Voyager. Astronomer Carl Sagan originated the idea of using Voyager's camera to look back toward home from a distant perspective. Thirty years later, on this Valentine's day, look again at the pale blue dot.

NGC 2392: Double-Shelled Planetary Nebula | NGC 2392: Nebulosa planetaria com duplo envoltorio


Para alguns, esta enorme nebulosa lembra uma cabeça humana envolta em umcapuz de parka. Em 1787, o astronomo William Herschel descobriu essa incomum nebulosa planetaria: NGC 2392. 

Mais recentemente, o Hubble obteve imagens da nebulosa em luz visivel, sendo que ela também foi fotografada em raios X pelo Observatorio Chandra de raios X. Esta combinação de imagens em luz visivel e raios X mostra em cor-de-rosa esses raios X sendo emitidos por gases quentes na região central. 

A nebulosa apresenta nuvens de gas tão complexas que não são totalmente compreendidas. NGC 2392 é uma nebulosa planetaria com duplo envoltorio, tendo o gas, mais distante,  formado as camadas externas de uma estrela semelhante ao Sol, há apenas 10.000 anos. 

O envoltorio mais externo contém incomuns filamentos alaranjados com anos-luz de extensão. Os filamentos internos visiveis estão sendo ejetados por fortes ventos de particulas vindos da estrela central. 

A nebulosa NGC 2392 se espalha por cerca de 1/3 de ano-luz, e situa-se na Via Lactea, à distancia de uns 3.000 anos-luz, na direção da constelação dos Gemeos (Gemini).

Tradução L M Leitão da Cunha
To some, this huge nebula resembles a person's head surrounded by a parka hood. In 1787, astronomer William Herschel discovered this unusual planetary nebula: NGC 2392. 

More recently, the Hubble Space Telescope imaged the nebula in visible light, while the nebula was also imaged in X-rays by the Chandra X-ray Observatory. The featured combined visible-X ray image, shows X-rays emitted by central hot gas in pink. 

The nebula displays gas clouds so complex they are not fully understood. NGC 2392 is a double-shelled planetary nebula, with the more distant gas having composed the outer layers of a Sun-like star only 10,000 years ago. 

The outer shell contains unusual light-year long orange filaments. The inner filaments visible are being ejected by strong wind of particles from the central star. 

The NGC 2392 Nebula spans about 1/3 of a light year and lies in our Milky Way Galaxy, about 3,000 light years distant, toward the constellation of the Twins (Gemini).