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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Spiral Galaxy NGC 6744 | A galaxia espiral NGC 6744


A bela galaxia espiral NGC 6744 tem cerca de 175.000 anos-luz de diametro, sendo maior que a Via Lactea.Ela se situa a uns 30 milhões de distancia, na constelação sulina do Pavão e aparece apenas como um objeto esmaecido e extenso quando observada através de pequenos telescopios. 

Nós vemos o disco do universo-ilha proximo inclinado em direção à nossa linha de visão neste notavelmente detalhado retrato galactico, uma vista telescopica que se abrange uma area com aproximadamente o mesmo tamanho angular de uma Lua cheia. 

Neste retrato, o nucleo amarelado e alongado da galaxia gigante é dominado pela luz de velhas estrelas frias. Lá além do nucleo, os grandes braços espirais são recheados com aglomerados de jovens estrelas azuis e pontilhados por rosadas regiões de formação estelar. 

Um longo braço varre as proximidades de uma galaxia satelite menor (NGC 6744A) no canto inferior direito. A galaxia companheira de NGC 6744  lembra a galaxia satelite da Via Lactea, a Grande Nuvem de Magalhães.

Tradução L M Leitão da Cunha

Beautiful spiral galaxy NGC 6744 is nearly 175,000 light-years across, larger than our own Milky Way. It lies some 30 million light-years distant in the southern constellation Pavo and appears as only a faint, extended object in small telescopes. 

We see the disk of the nearby island universe tilted towards our line of sight in this remarkably detailed galaxy portrait, a telescopic view that spans an area about the angular size of a full moon. 

In it, the giant galaxy's elongated yellowish core is dominated by the light from old, cool stars. Beyond the core, grand spiral arms are filled with young blue star clusters and speckled with pinkish star forming regions. 

An extended arm sweeps past a smaller satellite galaxy (NGC 6744A) at the lower right. NGC 6744's galactic companion is reminiscent of the Milky Way's satellite galaxy the Large Magellanic Cloud.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Starburst Galaxy M94 from Hubble | A galaxia de formações estelares M94 vista pelo Hubble


Por que esta galaxia tem um anel de estrelas azuis brilhantes? O belo universo-ilha Messier 94 situa-se a apenas 15 milhões de anos-luz de distancia, na constelação dos Cães de Caça (Canes Venatici), no norte. 

Um objetivo popular para astronomos baseados na Terra, a galaxia espiral de face voltada para nós tem uns 30.000 anos-luz de diametro, com braços espirais se espraiando pelas cercanias do seu amplo disco. 

Mas este campo de visãpo obtido através do Hubble estende-se por cerca de 7.000 anos-luz de diametro na região central de M94. Este close-up destaca o nucleo compacto e brilhante da galaxia, proeminentes trilhas internas de poeira e o notavel anel azulado de jovens estrelas de grande massa. 

As estrelas do anel rêm todas, provavelmente, menos de 10 milhões de anos de idade, indicando que M94 é uma galaxia de formações estelares que está passando por uma epoca de rapida  formação estelar. 

A ondulação circular de estrelas azuis é, provavelmente, uma onda se propagando para fora, tendo sido desencadeada pela gravidade e rotação de uma distribuição de matéria oval. Como M94 está relativamente proxima, astronomos podem explorar melhor detalhes do seu anel de formações estelares.

Tradução L M Leitão da Cunha

Why does this galaxy have a ring of bright blue stars? Beautiful island universe Messier 94 lies a mere 15 million light-years distant in the northern constellation of the Hunting Dogs (Canes Venatici). 

A popular target for Earth-based astronomers, the face-on spiral galaxy is about 30,000 light-years across, with spiral arms sweeping through the outskirts of its broad disk. 

But this Hubble Space Telescope field of view spans about 7,000 light-years across M94's central region. The featured close-up highlights the galaxy's compact, bright nucleus, prominent inner dust lanes, and the remarkable bluish ring of young massive stars. 

The ring stars are all likely less than 10 million years old, indicating that M94 is a starburst galaxy that is experiencing an epoch of rapid star formation. 

The circular ripple of blue stars is likely a wave propagating outward, having been triggered by the gravity and rotation of a oval matter distribution. Because M94 is relatively nearby, astronomers can better explore details of its starburst ring.

Electric Night | Noite elétrica


Pode parecer, a principio, que a galaxia está produzindo o relampago, mas, na verdade, trata-se da Terra. Esta paisagem noturna foi fotografada em uma extremidade sul da ilha Italiana da Sardenha, no começo de junho. 

As rochas e arbustos em primeiro plano estão proximos ao famoso Farol Capo Spartivento, e a camera está apontada para o sul, na direção da Algeria, na Africa. Ao longe, do outro lado do Mar Mediterraneo, uma ameaçadora tempestade elétrica, ou de trovões, com inúmeros relâmpagos registrados juntos durante esta exposição grande angular de 25 segundos de duração. 

Muito mais distantes, espalhados pelo céu, centenas de estrelas nas vizinhanças do Sol na Via Lactea. Ainda mais distantes, e inclinando-se para baixo a partir do canto superior esquerdo, bilhões de estrelas que, juntas, compõem a faixa central da Via Láctea.

Tradução L M Leitão da Cunha

It may appear, at first, like the Galaxy is producing the lightning, but really it's the Earth. The featured nighttime landscape was taken from a southern tip of the Italiand of Sardinia in early June. 

The foreground rocks and shrubs are near the famous Capo Spartivento Lighthouse, and the camera is pointed south toward Algeria in Africa. In the distance, across the Mediterranean Sea, a thunderstorm is threatening, with several electric lightning strokes caught together during this 25-second wide-angle exposure. 

Much farther in the distance, strewn about the sky, are hundreds of stars in the neighborhood of our Sun in the Milky Way Galaxy. Furthest away, and slanting down from the upper left, are billions of stars that together compose the central band of our Milky Way.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

M27: The Dumbbell Nebula | M27: A Nebulosa do Haltere


É isso o que será do nosso Sol? É bem possível que seja. A primeira pista sobre o futuro do nosso Sol foi descoberta por acaso, em 1764. naquela ocasião, Charles Messier estava compilando uma lista de objetos difusos que não deveriam ser confundidos com
cometas. 

O 27º objeto da lista de Messier, hoje conhecido como M27, o Nebulosa do Haltere, é uma nebulosa planetaria, o tipo de nebulosa que nosso Sol irá produzir quando a fusão nuclear em seu nucleo cessar. 

M27 é uma das mais brilhantes nebulosas planetarias do ceu, e pode ser vista na direção da constelação da Raposa (Vulpecula) através de binoculos. A luz leva cerca de 1.000 anos para vir de M27 até nós, aqui mostrada em cores emitidas por hidrogenio e oxigenio. 

Compreender a fisica e o significado de M27 era algo que estava muito além das possibilidades da ciência no século 18. Mesmo hoje em dia, muitas coisas  a respeito de nebulosas planetarias bipolares como M27 ainda constituem um misterio, inclusive o mecanismo fisico que expele o envoltotio externo gasoso de estrelas de pouca massa, deixando uma anã branca quente de raios X.

Tradução L M Leitão da Cunha

Is this what will become of our Sun? Quite possibly. The first hint of our Sun's future was discovered inadvertently in 1764. At that time, Charles Messier was compiling a list of diffuse objects not to be confused with comets. 

The 27th object on Messier's list, now known as M27 or the Dumbbell Nebula, is a planetary nebula, the type of nebula our Sun will produce when nuclear fusion stops in its core. 

M27 is one of the brightest planetary nebulae on the sky, and can be seen toward the constellation of the Fox (Vulpecula) with binoculars. It takes light about 1000 years to reach us from M27, featured here in colors emitted by hydrogen and oxygen. 

Understanding the physics and significance of M27 was well beyond 18th century science. Even today, many things remain mysterious about bipolar planetary nebula like M27, including the physical mechanism that expels a low-mass star's gaseous outer-envelope, leaving an X-ray hot white dwarf.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Mercury Crosses a Quiet Sun | Mercurio cruza o Sol em fase calma



O que é aquele ponto preto cruzando o Sol? É o planeta Mercurio. Mercurio normalmente  passa sobre ou sob o Sol, quando observado da Terra, porém, no mes passado, o planeta mais interno do Sistema Solar parecia seguir quase diretamente através do meio. 

Embora tenha sido visto por admiradores de planetas em todo o globo, uma vista particularmente clara foi registrada pelo Observatório de Dinamica Solar (SDO) em órbita da Terra. 

Este video foi captado pelo instrumento HMI do SDO em um amplo espectro de luz visivel, e condensa o transito, de 5 1/2 horas, em cerca de 13 segundos. O Sol no plano de fundo estava incomumente calmo — mesmo estando proximo ao Solar Minimo — e não apresentava manchas solares. O proximo transito solar por  Mercurio irá ocorrer em 2032.

Tradução L M Leitão da Cunha

What's that black dot crossing the Sun? The planet Mercury. Mercury usually passes over or under the Sun, as seen from Earth, but last month the Solar System's innermost planet appeared to go just about straight across the middle. 

Although witnessed by planet admirers across the globe, a particularly clear view was captured by the Solar Dynamics Observatory (SDO) in Earth orbit. 

The featured video was captured by the SDO's HMI instrument in a broad range of visible light, and compresses the 5 1/2 hour transit into about 13 seconds. The background Sun was unusually quiet -- even for being near Solar Minimum -- and showed no sunspots. The next solar transit by Mercury will occur in 2032.

sábado, 30 de novembro de 2019

Galileo's Europa Remastered | Europa vista pela Galileu em imagem remasterizada


Passando através do sistema Joviano no final dos anos 1990, a espaçonave Galileu  registrou deslumbrantes vistas de Europa e revelou provas de que a superficie de gelo desta lua esconde um profundo oceano global. 

Dados de imagens de Europa obtidos pela Galileu foram remasterizados aqui atraves de novas calibrações aprimoradas para produzir uma imagem em cores aproximada daquilo que o olho humano poderia ver. As longas fraturas encurvadas de Europa dão a pista da existencia de agua em estado liquido sob a superficie. 

O flexionamento por maré gravitacional que esta grande lua sofre em sua orbita eliptica ao redor de Jupiter fornece a energia para manter o oceano em estado liquido. Mas, ainda mais tentadora é a possibilidade de que até mesmo na ausencia de luz solar, aquele processo também poderia  fornecer a energia necessaria para a existencia de formas de vida, o que faz de Europa um dos melhores lugares para se procurar pela existencia de vida além da Terra. 

Que tipo de forma de vida poderia prosperar em um profundo e escuro oceano subterraneo? Pensemos no camarão extremo do proprio  planeta Terra.

Tradução L M Leitão da Cunha

Looping through the Jovian system in the late 1990s, the Galileo spacecraft recorded stunning views of Europa and uncovered evidence that the moon's icy surface likely hides a deep, global ocean. 

Galileo's Europa image data has been remastered here, using improved new calibrations to produce a color image approximating what the human eye might see. Europa's long curving fractures hint at the subsurface liquid water. 

The tidal flexing the large moon experiences in its elliptical orbit around Jupiter supplies the energy to keep the ocean liquid. But more tantalizing is the possibility that even in the absence of sunlight that process could also supply the energy to support life, making Europa one of the best places to look for life beyond Earth. 

What kind of life could thrive in a deep, dark, subsurface ocean? Consider planet Earth's own extreme shrimp.

Star Trails for a Red Planet | Trilhas de estrelas para um planeta vermelho


Será que Marte tem uma estrela do norte? Em longas exposições do céu noturno da Terra, trilhas de estrelas formam arcos concentricos ao redor do polo norte celestial, a direção do eixo de rotação do nosso agradavel planeta. 

A brilhante estrela Polaris é atualmente a Estrela do Norte da Terra, próxima, no céu, do polo norte celestial. Entretanto, longas exposições em Marte também revelam trilhas, arcos concentricos ao redor de um polo celestial determinado pelo eixo de rotação de Marte. 

Inclinado como o do planeta Terra, o eixo de rotação de Marte, entretanto, aponta em uma direção diferente no espaço. Ele aponta para um lugar no ceu entre estrelas em Cisne e  Cefeu sem uma estrela brilhante próxima comparavel à estrela do norte Polaris no céu da Terra. 

Portanto, muito embora esta paisagem avermelhada afetada pela ação do clima lembre notavelmente o terreno em imagens obtidas na superficie de Marte, a vista tem de ser do planeta Terra, com a estrela do norte Polaris proxima ao centro de trilhas concentricas de estrelas. As formações terrestres em primeiro plano estão localizadas em Qinghai, noroeste da China.

Tradução L M Leitão da Cunha

Does Mars have a north star? In long exposures of Earth's night sky, star trails make concentric arcs around the north celestial pole, the direction of our fair planet's axis of rotation. 

Bright star Polaris is presently the Earth's North Star, close on the sky to Earth's north celestial pole. But long exposures on Mars show star trails too, concentric arcs about a celestial pole determined by Mars' axis of rotation. 

Tilted like planet Earth's, the martian axis of rotation points in a different direction in space though. It points to a place on the sky between stars in Cygnus and Cepheus with no bright star comparable to Earth's north star Polaris nearby. 

So even though this ruddy, weathered landscape is remarkably reminiscent of terrain in images from the martian surface, the view must be from planet Earth, with north star Polaris near the center of concentric star trails. The landforms in the foreground are found in Qinghai Province in northwestern China.