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sábado, 27 de agosto de 2016

Meteor before Galaxy | Meteoro diante de uma galáxia


O que é aquela risca verde diante da galáxia de Andrômeda? É um meteoro. Enquanto se fotografava Andromeda na sexta-feira passada, quase no pico da Chuva de Meteoros das Perseidas, uma pedra do tamanho de areia vinda do espaço profundo cruzou bem diante da distante companheira da nossa Via Láctea. 

O pequeno meteoro levou apenas uma fração de segundo para passar através desse campo de 10 graus. O meteoro brilhou várias vezes enquanto freava violentamente ao entrar na atmosfera da Terra. A cor verde foi criada, ao menos em parte, pelo gás do meteoro brilhando à medida que ele era vaporizado. 

Embora a exposição fosse temporizada para captar um meteoro das Perseidas, a orientação da risca na foto parece combinar mais com um meteoro da Delta Aquariids do Sul, uma chuva de meteoros que chegara ao auge poucas semanas antes.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

What's that green streak in front of the Andromeda galaxy? A meteor. While photographing the Andromeda galaxy last Friday, near the peak of the Perseid Meteor Shower, a sand-sized rock from deep space crossed right in front of our Milky Way Galaxy's far-distant companion. 

The small meteor took only a fraction of a second to pass through this 10-degree field. The meteor flared several times while braking violently upon entering Earth's atmosphere. The green color was created, at least in part, by the meteor's gas glowing as it vaporized. 

Although the exposure was timed to catch a Perseids meteor, the orientation of the imaged streak seems a better match to a meteor from the Southern Delta Aquariids, a meteor shower that peaked a few weeks earlier.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Tutulemma: Solar Eclipse Analemma | Tutulema: analema de eclipse solar


Se você saísse de casa exatamente à mesma hora todos os dias e tirasse uma foto que incluísse o Sol, de que forma a posição dele mudaria? Com grande planejamento e esforço, seria possível obter uma série de imagens assim. 

A trajetória em forma de 8 que o Sol percorre durante um ano é chamada analema. No solstício de inverno no hemisfério norte da Terra, o Sol aparece na parte inferior do analema. Analemas criados em diferentes latitudes parecem ao menos ligeiramente diferentes, assim como analemas criados a uma diferente hora a cada dia. 

Com planejamento e esforço ainda maiores, a série pode incluir uma eclipse total do Sol como uma das imagens. Esta foto mostra um analema com uma eclipse solar total, ou Tutulema - um termo cunhado pelos fotógrafos  com base na palavra turca correspondente a eclipse. Esta imagem composta em sequência foi registrada na Turquia, começando em 2005. 

A imagem de base para a sequência é da fase total de uma eclipse solar vista de Side, Turquia, em 29 de março de 2006. Vênus também estava visível durante a totalidade, em direção ao canto inferior direito. Se você quiser criar seu tutulema nos EUA terminando na eclipse solar total do próximo agosto, agora seria um bom momento para começar.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

If you went outside at exactly the same time every day and took a picture that included the Sun, how would the Sun's position change? With great planning and effort, such a series of images can be taken. 

The figure-8 path the Sun follows over the course of a year is called an analemma. At the Winter Solstice in Earth's northern hemisphere, the Sun appears at the bottom of the analemma. Analemmas created from different latitudes appear at least slightly different, as well as analemmas created at a different time each day. 

With even greater planning and effort, the series can include a total eclipse of the Sun as one of the images. Pictured is such a total solar eclipse analemma or Tutulemma - a term coined by the photographers based on the Turkish word for eclipse. The featured composite image sequence was recorded from Turkey starting in 2005. 

The base image for the sequence is from the total phase of a solar eclipse as viewed from Side, Turkey on 2006 March 29. Venus was also visible during totality, toward the lower right. If you want to create your own USA-based tutulemma ending at next August's total solar eclipse, now would be good time to start.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Closest Star has Potentially Habitable Planet | A estrela mais próxima tem um planeta potencialmente habitável


A estrela mais próxima do Sol tem um planeta similar à Terra. Conforme anunciado ontem, observações recentes confirmaram que esse planeta não só existe como habita uma zona onde sua temperatura superficial permitiria que houvesse água em estado líquido, um ingrediente fundamental para a vida na Terra. 

Ainda não se sabe se esse planeta, Proxima b, abriga alguma forma de vida. Ainda que assim não seja, sua habilidade potencial de manter água em estado líquido poderia fazer dele uma boa primeira  curta jornada para futuras viagens da humanidade pela Via Láctea. 

Embora a estrela-mãe do planeta, Proxima Centauri, seja mais fria e avermelhada do que o Sol, uma das outras duas estrelas do sistema estelar Alpha Centauri é muito semelhante ao Sol. 

Esta imagem mostra a localização celeste de Proxima Centauri no céu do sul por trás do telescópio que fez muitas das observações dessa descoberta: O telescópio de 3,6 metros do Observatório Austral Europeu em La Silla, Chile. 

O planeta descoberto orbita próximo — tão próximo que um ano lá equivale a apenas 11 dias na Terra. O planeta foi descoberto pela colaboração Pale Red Dot do Observatório Austral Europeu. Embora aparentemente improvável, se houver formas de vida inteligentes em Proxima b, à distância de 4,25 anos-luz, ele está perto o suficiente para que haja comunicação com a Terra nos dois sentidos.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

The star closest to the Sun has a planet similar to the Earth. As announced yesterday, recent observations confirmed that this planet not only exists but inhabits a zone where its surface temperature could allow liquid water, a key ingredient for life on Earth. 

It is not yet known if this planet, Proxima b, has any life. Even if not, its potential ability to sustain liquid water might make it a good first hop for humanity's future trips out into the Milky Way Galaxy. 

Although the planet's parent star, Proxima Centauri, is cooler and redder than our Sun, one of the other two stars in the Alpha Centauri star system is very similar to our Sun. 

The featured image shows the sky location of Proxima Centauri in southern skies behind the telescope that made many of the discovery observations: ESO's 3.6-meter telescope in La Silla, Chile. 

The discovered planet orbits close in -- so close one year there takes only 11 days on Earth. The planet was discovered by the ESO's Pale Red Dot collaboration. Although seemingly unlikely, if Proxima b does have intelligent life, at 4.25 light years distance it is close enough to Earth for two-way communication.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

One Star Over, a Planet That Might Be Another Earth | Em uma estrela vizinha, pode haver uma outra Terra

Concepção artística do planeta Proxima b orbitando Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol.



Pode haver uma outra Terra circundando a estrela vizinha à nossa.
Astrônomos anunciaram na quarta-feira que haviam detectado um planeta orbitando Proxima Centauri, o estrela vizinha mais próxima do nosso sistema solar. O interessante é que o planeta está na “zona Goldilocks” da estrela, onde ele pode não ser excessivamente quente ou frio. Isso significa que pode haver água em estado líquido em sua superfície, trazendo a possibilidade de existência de vida.
Embora observações feitas em anos recentes, particularmente pela missão Kepler de descoberta de planetas, tenham revelado uma porção de mundos do tamanho da Terra através da galáxia, este é especialmente promissor porque poderá ser possível, um dia, daqui a décadas, chegar a ele. Ele está distante da Terra 4,2 anos-luz, ou 25 trilhões de milhas, o que é extremamente próximo em termos cósmicos.
Um astrônomo o cosiderou parecido com um cartaz de néon piscante. “Sou a estrela mais próxima, e tenho uma planeta potencialmente habitável!” disse R. Paul Butler,  astrônomo da Carnegie Institution for Science e membro da equipe que fez a descoberta.
Guillem Anglada-Escudé,  astrônomo da Universidade Queen Mary University of de Londres e chefe da equipe que fez a descoberta relatada na revista Nature, disse, “Nós sabemos que há planetas terrestriais ao redor de várias estrelas, e nós mais ou menos esperávamos que as estrelas próximas contivessem planetas terrestriais. Esse não é emocionante por isso. A empolgação é por ele ser o mais próximo.”
Fora o tamanho e a distância do planeta de sua estrela-mãe, muitas coisas sobre ele são ainda um mistério. Cientistas são working off computer modelos que oferecem meras pistas do que é possível: As condições poderiam ser semelhantes às da Terra, mas também infernais, como no caso de Vênus, ou frias e secas, como em Marte.
Não há nenhuma foto do planeta, que foi designado Proxima b. Em vez disso, o Dr. Anglada-Escudé e seus colegas o detectaram indiretamente, estudando via telescópio a luz da estrela-mãe. Eles prestaram especial atenção a oscilações na luz da estrela semelhantes às de um relógio, quando as cores mudavam levemente para o extremo avermelhado do espectro, e então ligeiramente para o azulado. As oscilações, causadas pelo movimento da estrela para a frente e para trás quando ela é atraída pela gravidade do planeta, são similares à forma como o tom de uma sirene de polícia aumenta ou diminui, dependendo se o carro patrulha está indo em direção ao ouvinte, ou afastando-se dele.
Pelo tamanho das oscilações, os astrônomos determinaram que Proxima b tem ao menos 1,3 vez a massa da Terra, embora possa ser várias vezes maior. Um ano em Proxima b — o tempo para completar uma órbita ao redor da estrela — dura apenas 11,2 dias.
Embora o planeta, perdido no brilho da estrela, não possa ser visto pelos atuais telescópios, os astrônomos espera vê-lo quando a próxima geração for construída, daqui a uma década.
E a proximidade do planeta em relação à Terra dá a esperança de que sondas robóticas possam, um dia, passar perto do planeta para uma olhada em close-up. Uma equipe de cientistas e gegantes da tecnologia financiada por instituições privadas, chefiada pelo empreendedor russo Yuri Milner e o físico teórico Stephen Hawking,  anunciaram a Breakthrough Starshot Initiative, um projeto para desenvolver e lançar uma frota de espaçonaves do tamanho de um iPhone dentro de duas ou três décadas. Seu destino proposto é o sistema estelar Alpha Centauri, que inclui um par de estrelas maiores, semelhantes ao Sol, além de Proxima Centauri.
“Nós iremos, definitivamente, mirar em Proxima,” disse Avi Loeb, astrônomo de Harvard, presidente de um comitê de consutoria para o Breakthrough Starshot. “Isso é como encontrar imóveis de primeira em nossa vizinhança.”
Este planeta recém-descoberto está muito mais próximo de sua estrela-mãe, distante cerca de cinco milhões de milhas, do que a Terra do Sol, 93 milhõesde milhas. Até mesmo Mercúrio, o planeta mais interno de nosso sistema solar, está distante do Sol 36 milhões de milhas.
Enquanto Proxima b pode ser similar à Terra, sua estrela-mãe, Proxima Centauri, é muito diferente do Sol. É minúscula, pertencente a uma classe de estrelas chamadas anãs vermelhas, com apenas cerca de 12 por cento da massa do Sol e cerca de 1/600 de sua luminosidade — tão esmaecida que não pode ser vista da Terra a olho nu.
Assim, Proxima b, apesar de sua proximidade com a estrela, recebe menos calor do que a Terra, porém o suficiente para que a água possa fuir em sua superfície. Se o planeta tem água em estado líquido ou atmosfera é “pura especulação a essa altura,” disse o Dr. Anglada-Escudé  em uma coletiva de imprensa.
Se o planeta se formou próximo à estrela, ele pode ser seco e sem ar, mas ele também pode ter se formado mais longe e migrado para mais perto até a sua órbita atual. Também é possível que o planeta tenha se formado seco e, posteriormente, ter sido bombardeado por cometas ou asteroides ricos em gelo.
“Há modelos e histórias viáveis que levam a um planeta viável semelhante à Terra atualmente,” disse o Dr. Anglada-Escudé.
Mesmo se for habitável, os  cientistas que estudam a possibilidade de existência de vida em outros lugares do universo  debatem acaloradamente se planetas ao redor dessas anãs vermelhas são um lugar promissor para se observar.
Pequenas estrelas são mais erráticas, especialmente durante sua juventude, e erupções da superfície da estrela poderiam lear embora a atmosfera de tais planetas. Níveis de raios X e outras radiações de alta energia bombardeando o planeta seria 100 vezes mais que a que chega à Terra, disseram os cientistas.
A órbita próxima sugere que a rotação do planeta seria, provavelmente, taravada gravitacionalmente pela atração da estrela. Assim como o mesmo lado da Lua está sempre voltado para a Terra, um lado de Proxima b é, provavelmente, eternamente iluminado, sempre voltado para a estrela, enquanto o outro lado é sempre escuro.
Observações adicionais em luz visivel  convenceram posteriormente os cientistas de que eles não estavam sendo enganados pelas variações na estrela em si, erroneamente simulando a presença de um planeta.
A descoberta levou mais de uma década e meia. Michael Endl, astrônomo da Universidade do Texas e um dos autores do artigo na Nature, observaram Proxima Centauri por oito anos, começando em 2000, à procura de pistas de um planeta. “Àquela época, eu não vi nada muito significativo,” disse o Dr. Endl  em uma entrevista. “Então nós publicamos nossos dados e fomos em frente.”
Mais tarde, o Dr. Anglada-Escudé, analisando dados de um instrumento diferente em um telescópio diferente, encontrou pistas inconclusivas de um planeta. Ele procurou o Dr. Endl para reanalisar os dados mais anteriores, e também organizou e chefiou o projeto Pale Red Dot, que tentou observar Proxima Centauri diariamente durante dois meses no começo deste ano.
As novas observações claramente revelaram o período de 11,2-dias do planeta, e o sinal combinava com o que o  Dr. Anglada-Escudé havia suspeitado antes. Também combinava com um sinal que estava oculto no ruído dos dados do Dr. Endl, que eram menos precisos e observam Proxima Centauri  apenas cerca de uma vez por semana, e não diariamente.
Há pistas de talvez outro planeta, talvez mais, mas essas pistas ainda são ambíguas disseram os cientistas.
A descoberta poderia dar ímpeto para telescópios destinados á descoberta de planeta. Ruslan Belikov, do Centro Ames de Pesquisas da Nasa, em Mountain View, Califórnia,  propôs um pequeno telescópio ao custo de menos de US$ 175 milhões, dedicado à procura de planetas em Alpha Centauri. Embora não fosse suficientemente potente para ver Proxima b, sua existência daria mais confiança de que planetas terrestriais também  orbitam os duas estrelas semelahantes ao Sol que há lá.
“Isso apenas traz a conscientização das pessoas de que há um novo mundo logo aqui ao lado,” disse o Dr. Belikov. “É uma mudança de paradigma na cabeça das pessoas.”
Tradução de Luiz Leitão da Cunha
Another Earth could be circling the star right next door to us.
Astronomers announced on Wednesday that they had detected a planet orbiting Proxima Centauri, the closest neighbor to our solar system. Intriguingly, the planet is in the star’s “Goldilocks zone,” where it may not be too hot nor too cold. That means liquid water could exist at the surface, raising the possibility for life.
Although observations in recent years, particularly by NASA’s Kepler planet-finding mission, have uncovered a bounty of Earth-size worlds throughout the galaxy, this one holds particular promise because it might someday, decades from now, be possible to reach. It’s 4.2 light-years, or 25 trillion miles, away from Earth, which is extremely close in cosmic terms.
One astronomer likened it to a flashing neon sign. “I’m the nearest star, and I have a potentially habitable planet!” said R. Paul Butler, an astronomer at the Carnegie Institution for Science and a member of the team that made the discovery.
Guillem Anglada-Escudé, an astronomer at Queen Mary University of London and the leader of the team that made the discovery reported in the journal Nature, said, “We know there are terrestrial planets around many stars, and we kind of expected the nearby stars would contain terrestrial planets. This is not exciting because of this. The excitement is because it is the nearest one.”
Beyond the planet’s size and distance from its parent star, much about it is still mysterious. Scientists are working off computer models that offer mere hints of what’s possible: Conditions could be Earthlike, but they could also be hellish like Venus, or cold and dry like Mars.
There is no picture of the planet, which has been designated Proxima b. Instead, Dr. Anglada-Escudé and his colleagues detected it indirectly, studying via telescope the light of the parent star. They zeroed in on clocklike wobbles in the starlight, as the colors shifted slightly to the reddish end of the spectrum, then slightly bluish. The oscillations, caused by the bobbing back-and-forth motion of the star as it is pulled around by the gravity of the planet, are similar to how the pitch of a police siren rises or falls depending on whether the patrol car is traveling toward or away from the listener.
From the size of the wobbles, the astronomers determined that Proxima b is at least 1.3 times the mass of the Earth, although it could be several times larger. A year on Proxima b — the time to complete one orbit around the star — lasts just 11.2 days.
Although the planet, lost in the glare of the star, cannot be viewed by current telescopes, astronomers hope to see it when the next generation is built a decade from now.
And the planet’s proximity to Earth gives hope that robotic probes could someday be zooming past the planet for a close-up look. A privately funded team of scientists and technology titans, led by the Russian entrepreneur Yuri Milner and the theoretical physicist Stephen Hawking, have announced Breakthrough Starshot Initiative, a project to develop and launch a fleet of iPhone-size spacecraft within two to three decades. Their proposed destination is the Alpha Centauri star system, which includes a pair of larger sunlike stars in addition to Proxima Centauri.
“We will definitely aim at Proxima,” said Avi Loeb, a Harvard astronomer who is chairman of an advisory committee for Breakthrough Starshot. “This is like finding prime real estate in our neighborhood.”
This newly discovered planet is much closer to its parent star, about five million miles apart, than Earth is to the sun, 93 million miles. Even Mercury, the innermost planet of our solar system, is 36 million miles from the sun.
While Proxima b might be similar to Earth, its parent star, Proxima Centauri, is very different from the sun. It is tiny, belonging to a class of stars known as red dwarfs, with only about 12 percent of the mass of the sun and about 1/600th the luminosity — so dim that it cannot be seen from Earth with the naked eye.
Thus Proxima b, despite its closeness to the star, receives less warmth than Earth, but enough that water could flow on the surface. Whether the planet has liquid water or an atmosphere is “pure speculation at this point,” Dr. Anglada-Escudé said in a news conference.
If the planet formed close to the star, it could be dry and airless, but it might also have formed farther out and migrated inward to its current orbit. It is also possible that the planet formed dry and was later bombarded by comets or ice-rich asteroids.
“There are viable models and stories that lead to a viable Earthlike planet today,” Dr. Anglada-Escudé said.
Even if it is habitable, scientists studying the possibility of life elsewhere in the universe spiritedly debate whether planets around these red dwarfs are a promising place to look.
Small stars are more erratic, especially during their youth, and eruptions off the star’s surface could strip away the atmosphere from such planets. Levels of X-rays and other high-energy radiation bombarding the planet would be 100 times that on Earth, the scientists said.
The close orbit suggests that the rotation of the planet would probably be gravitationally locked by the star’s pull. Just as the same side of the moon always faces Earth, one side of Proxima b is likely eternally bright, always facing the star, while the other is ever dark.
Additional visible light observations further convinced the scientists that they were not being fooled by variations in the star itself erroneously mimicking the presence of a planet.
The discovery was more than a decade and a half in the making. Michael Endl, an astronomer at the University of Texas and one of the authors of the Nature paper, peered at Proxima Centauri for eight years beginning in 2000, looking for hints of a planet. “At that time, I didn’t see anything highly, highly significant,” Dr. Endl said in an interview. “Then we published our data and moved on.”
Later, Dr. Anglada-Escudé, analyzing data from a different instrument on a different telescope, found inconclusive hints of a planet. He reached out to Dr. Endl to reanalyze the earlier data, and he also spearheaded the Pale Red Dot project, which tried to observe Proxima Centauri every day for two months earlier this year.
The new observations clearly revealed the 11.2-day period of the planet, and the signal matched what Dr. Anglada-Escudé had suspected earlier. It also matched a signal that was hidden in the noise of Dr. Endl’s data, which was lower in precision and observed Proxima Centauri only once a week or so, not every day.
There are hints of perhaps another planet, perhaps more, but those hints are still ambiguous, the scientists said.
The discovery could provide impetus for planet-finding telescopes. Ruslan Belikov of the NASA Ames Research Center in Mountain View, Calif., has proposed a small space telescope costing less than $175 million dedicated to the search for planets in Alpha Centauri. While it would not be powerful enough to spot Proxima b, its existence would give more confidence that terrestrial planets also orbit the two sunlike stars there.
“It just raises the public awareness there’s a new world just next door,” Dr. Belikov said. “It’s a paradigm shift in people’s minds.”

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Temer é só o que temos para o jantar


José Nêumanne

No impeachment de Dilma, Lewandowski atua como mordomo conferindo a despensa
Por que Michel Temer foi vaiado na abertura da Olimpíada Rio 2016? Porque no Maracanã “vaia-se até minuto de silêncio”, como constatou Nelson Rodrigues? Porque ele é o mais poderoso membro da impopular elite dirigente política nacional? Porque está comandando um “golpe branco e manso” contra a presidente reeleita em 2014? Das hipóteses acima é possível apostar apenas na última, não por ser verdadeira, pois não é, mas porque 32% da população brasileira, ou seja, menos de um terço, acredita nessa bazófia. Os fatos conspiram contra as outras: Médici foi aplaudido unanimemente por torcidas antagonistas na época mais brutal e menos democrática da História de nossa insana República. E na noite de 5 de agosto houve aplausos de delírio para Giselle Bündchen, ídolos da Música Popular Brasileira ou para a pira olímpica que virou sol.

Saiba quem ouviu a vaia e calou (consentindo-a?), mesmo sem considerar os aplausos, que os houve, que Temer é só o que “temos para o jantar”. Se Dilma Rousseff, do PT, for mesmo impedida, o vice, do PMDB, eleito juntamente com ela pelos mesmos 54 milhões de eleitores que a preferiram a Aécio Neves, do PSDB, em novembro de 2014, assume seu lugar por ser essa sua obrigação funcional, conferida na Constituição vigente. Apenas se voluntariamente ele se negar a cumprir seu dever se considerará a hipótese de substituição pelo vencedor de uma eventual eleição, direta se for este ano e indireta (ou seja, pelo Congresso) se convocada a partir de 2017. Talvez essa seja uma boa causa para os apupos, se se considerar que ele foi cúmplice da má gestão da titular da chapa, responsabilizada pela maior crise ética, econômica e política da História.

Desobrigada pelo afastamento, Dilma, ela mesma vaiada e xingada na abertura do Mundial da Fifa de 2014, ausentou-se do estádio para evitar esse dissabor. Do qual, aliás, não escaparia nenhum mandatário de nenhum dos Poderes republicanos. Nem mesmo alguns colegas de ofício do popular Sergio Moro seriam poupados.

Salvo a exceção, que inspira imitadores, do citado Moro, o Judiciário também não goza de boa fama, mormente após seu ápice de popularidade, durante a transmissão pelas TVs por assinatura das sessões do julgamento do chamado mensalão. Joaquim Barbosa, então herói, antecipou a aposentadoria, deixou sem justa causa seus fãs órfãos e os dispersou ao assumir a defesa da causa mais impopular da História republicana, “Fica, Dilma”, não defendida sequer pelos militantes contra o “golpismo”, que só usam como cavalo de batalha o “Fora, Temer”. Para complicar, o desacreditado antagonista do relator no mensalão, Ricardo Lewandowski, assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após ser tido pelo público como defensor avançado da causa dos petistas acusados de corrupção, o ministro indicado pelo amigo de longa data em São Bernardo do Campo Luiz Inácio Lula da Silva, sob cuja égide foi eleito e reeleito o poste Dilma e uma organização criminosa perpetrou o saque ao Tesouro, passou a comportar-se como chefão sindical de pares e servidores. Porta-bandeira de reivindicações salariais de funcionários e ministros em plenos quebradeira de empresas e desemprego de operários, ele se permitiu funcionar como supremo árbitro de todas as querelas, deixando a impressão de abusar das próprias prerrogativas de chefe de Poder.

Nesse afã, omitiu sutilezas do passado, ao assumir o comando do processo de impeachment da presidente afastada, que devia ser aberto pela Câmara e julgado no Senado. A inércia dos parlamentares o ajudou: por 66 anos, estes nada fizeram para reformar uma circunstância específica da Constituição de 1946, que transferiu o comando do julgamento do processo político de impedimento do presidente para o chefão do Judiciário, já que o vice era presidente do Senado e, como parte interessada, não poderia comandar a votação.

Para tanto contou com cumplicidade generalizada. Como ninguém atentou para o detalhe, ele não se fez de rogado em rebaixar a encarregada apenas de dirimir dúvidas de técnica processual a árbitra intrometida de questiúnculas regimentais. Sob sua presidência, os colegas do STF massacraram o direito democrático elementar da candidatura avulsa de parlamentares, tão eleitos pelo povo quanto a chefe do Executivo, para atender aos interesses dela na composição da comissão da Câmara que decidiu sobre a abertura do processo.

E não precisou de cumplicidade dos outros dez colegas para se intrometer em questões internas da comissão do Senado, ao decretar o sugestivo total de 40 testemunhas de defesa, decretando uma paródia de “abre-te, Sésamo”, que acaba de repetir ao ampliar de cinco para seis o novo número de testemunhos em prol da acusada, depois da aprovação de sua pronúncia pela maioria simples dos senadores.

Em nome do precedente Collor, que adotou a lei sem nexo à falta de outra, atua como mordomo diligente, a conferir a despensa do palácio, cuidando de cada minúcia, sem repetir o exemplo discreto de Sydney Sanches, presidente do STF em 1992. A comissão da Câmara, composta no figurino de Dilma-Cardozo, derrotou essa dupla por 38 a 27. As 40 testemunhas não evitaram o 14 a 5 da comissão do Senado a favor do voto do relator, Antonio Anastasia. Mas o causídico da “presidenta” conta com novas intervenções do STF para desautorizar a maioria de dois terços no julgamento final, apesar de Lewandowski presidi-lo, a pretexto de evitar nova enxurrada de recursos. Por essa razão, o julgamento de Dilma só será realizado após decorrer o triplo dos 90 dias usados para depor o Carcará Sanguinolento.

Os caprichos de Lewandowski ainda podem alongar esse prazo para setembro. Para alívio de pelo menos dois terços de Câmara, Senado e cidadãos, ele não poderá postergá-lo para depois de 10 de setembro, quando já terá empossado Cármen Lúcia em seu lugar.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag 2A do Estado de S. Paulo, de quarta-feira 10 de agosto de 2016)