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sábado, 18 de agosto de 2018

Seeing Titan | Vendo Titã


Envolta em uma espessa atmosfera, Titã, a maior lua de Saturno, é mesmo dificil de ver. Pequenas particulas suspensas na atmosfera superior causam a formação de uma bruma quase impenetravel, que difunde fortemente a luz em comprimentos de onda visiveis e esconde as caracteristicas de Titã de olhares curiosos. 

Entretanto, a superficie de Titã é melhor fotografada em comprimentos de onda infravermelha, sob os quais a difusão é menor e a absorção atmosferica é reduzida. Dispostas ao redor desta imagem centralizada de Titã em luz visivel, estão algumas das mais claras visões globais em infravermelho da atraente lua até hoje obtidas. 

Em cores artificiais, os seis paineis apresentam um consistente processamento de 13 anos de dados de imagens em infravermelho do Espetrômetro de  Mapeamento Visual e Infravermelho (VIMS) a bordo da espaçonave Cassini. Eles proporcionam uma impressionante comparação com visão em luz visivel da Cassini.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

Shrouded in a thick atmosphere, Saturn's largest moon Titan really is hard to see. Small particles suspended in the upper atmosphere cause an almost impenetrable haze, strongly scattering light at visible wavelengths and hiding Titan's surface features from prying eyes. 

But Titan's surface is better imaged at infrared wavelengths where scattering is weaker and atmospheric absorption is reduced. Arrayed around this centered visible light image of Titan are some of the clearest global infrared views of the tantalizing moon so far. 

In false color, the six panels present a consistent processing of 13 years of infrared image data from the Visual and Infrared Mapping Spectrometer (VIMS) on board the Cassini spacecraft. They offer a stunning comparison with Cassini's visible light view.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Perseid Fireball and Persistent Train | Bola de fogo das Perseidas e uma sucessão persistente


Antes da meia noite de 12 de agosto no horario local, este brilhante meteoro das Perseidas produziu um claraõ sobre o Parque Poloniny Dark Sky, na Eslováquia, planeta Terra. Traçando uma risca ao lado da Via Lactea no verão, sua coloração inicial deve-se, provavelmente, à caracteristicamente alta velocidade da chuva de meteoros. 

Movendo-se a cerca de 60 quilometros por segundo, os meteoros das Perseidas podem  excitar atomos de oxigênio, causando emissões esverdeadas ao passarem pela fina atomosfera das grandes altitudes. Também characteristica de brilhantes meteoros, esta Perseida deixou uma duradoura trilha visivel chamada sucessão persistente, pairando na atmosfera superior. 

Seu desenvolvimento é acompanhado nos quadros dos insertos, com exposições separadas por intervalos de um minuto e mostradas na escala da imagem original. Comparada ao breve clarão do meteoro, a trilha fantasmagórica é persistente. Depois de uma hora, esmaecidos restos desta aqui ainda podiam ser rastreados, expandindo-se a mais de 80 graus no céu.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

Before local midnight on August 12, this brilliant Perseid meteor flashed above the Poloniny Dark Sky Park, Slovakia, planet Earth. Streaking beside the summer Milky Way, its initial color is likely due to the shower meteor's characteristically high speed. 

Moving at about 60 kilometers per second, Perseid meteors can excite green emission from oxygen atoms while passing through the thin atmosphere at high altitudes. Also characteristic of bright meteors, this Perseid left a lingering visible trail known as a persistent train, wafting in the upper atmosphere. 

Its development is followed in the inset frames, exposures separated by one minute and shown at the scale of the original image. Compared to the brief flash of the meteor, the wraith-like trail really is persistent. After an hour faint remnants of this one could still be traced, expanding to over 80 degrees on the sky.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Parker vs Perseid | Parker vs Perseidas

O breve clarão de um brilhante meteoro das Perseidas traça uma risca através da parte superior direita nesta serie composta de exposições feita domingo de manhã quase no auge da chuva anual de meteoros das Perseidas. 

Situado a cerca de duas milhas do Complexo de Lançamentos Espaciais 37 da Estação da Força Aérea em Cabo Canaveral, o fotografo também capturou a longa trilha de quatro minutos de duração do foguete Delta IV Heavy transportando a sonda Solar Parker pelo escuro céu matinal. Os meteoros das Perseidas não são lentos. 

Os grãos de poeira oriundos do cometa periodico Swift-Tuttle se vaporizam ao mergulharem pela alta atmosfera da Terra a cerca de 60 quilometros por segundo (212.000 km/h). A caminho de sete sobrevoos de Venus assistidos por gravidade ao longo de sua missão de sete anos de duração, a aproximação máxima da sonda solar Parker ao Sol irá diminuir continuamente, acabando por atingir a distância de 6,1 milhões de quilometros. 

Isso equivale a, aproximadamente, 1/8 da distancia entre Mercurio e o Sol, e, no interior da coroa solar, a tênue atmosfera externa do Sol. Nessa ocasião, ela estará viajando a aproximadamente 190 quilometros por segundo (688.000 km/h) em relação ao Sol, um recorde de mais veloz espaçonave oriunda do planeta Terra.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

The brief flash of a bright Perseid meteor streaks across the upper right in this composited series of exposures made early Sunday morning near the peak of the annual Perseid meteor shower. 

Set up about two miles from Space Launch Complex 37 at Cape Canaveral Air Force Station, the photographer also captured the four minute long trail of a Delta IV Heavy rocket carrying the Parker Solar Probe into the dark morning sky. Perseid meteors aren't slow. 

The grains of dust from periodic comet Swift-Tuttle vaporize as they plow through Earth's upper atmosphere at about 60 kilometers per second (133,000 mph). On its way to seven gravity-assist flybys of Venus over its seven year mission, the Parker Solar Probe's closest approach to the Sun will steadily decrease, finally reaching a distance of 6.1 million kilometers (3.8 million miles). 

That's about 1/8 the distance between Mercury and the Sun, and within the solar corona, the Sun's tenuous outer atmosphere. By then it will be traveling roughly 190 kilometers per second (430,000 mph) with respect to the Sun, a record for fastest spacecraft from planet Earth.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Launch of the Parker Solar Probe | Lançamento da sonda solar Parker


Qual é a melhor hora para lançar uma sonda rumo ao Sol? A resposta agora histórica — que não é uma piada porque o fato realmente aconteceu nesta semana que passou — foi à noite. 

À noite, não só porque a janela de lançamento da sonda da Solar Parker  da NASA (PSP) à sua orbita planejada ororreu, em parte, à noite, mas também porque a maioria dos instrumentos da PSP irá operar sob a sombra de seu escudo — efetivamente criando sua propria noite perpetua proxima ao Sol. 

Antes de então, anos irão se passar  will pass as the PSP sheds suficiente energia orbital para se aproximar so Sol, passando por  Venus sete vezes. Finalmente, a PSP está programada para  passar perigosamente próxima ao Sol, dentro de 9 vezes o seu raio, o mais próximo de todos os tempos. 

A esta proximidade, a temperatura será de 1.400 graus Celsius no lado diurno do esculo solar da PSP — quente o suficiente para derreter varias formas de vidro. No lado noturno, entretanto, a temperatura será praticamente ambiente. Um dos principais objetivos da missão da PSP ao Sol é ampliar a compreensão da humanidade a respeito das explosões solares que afetam os satelites da Terra e as redes de distribuição de eletricidade. 

A foto mostra o lançamento da PSP a bordo do foguete Delta IV da United Launch Alliances nocomeço da manhã de domingo.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

When is the best time to launch a probe to the Sun? The now historic answer -- which is not a joke because this really happened this past weekend -- was at night. 

Night, not only because NASA's Parker Solar Probe's (PSP) launch window to its planned orbit occurred, in part, at night, but also because most PSP instruments will operate in the shadow of its shield -- in effect creating its own perpetual night near the Sun. 

Before then, years will pass as the PSP sheds enough orbital energy to approach the Sun, swinging past Venus seven times. Eventually, the PSP is scheduled to pass dangerously close to the Sun, within 9 solar radii, the closest ever. 

This close, the temperature will be 1,400 degrees Celsius on the day side of the PSP's Sun shield -- hot enough to melt many forms of glass. On the night side, though, it will be near room temperature. A major goal of the PSP's mission to the Sun is to increase humanity's understanding of the Sun's explosions that impact Earth's satellites and power grids. 

Pictured is the night launch of the PSP aboard the United Launch Alliances' Delta IV Heavy rocket early Sunday morning.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

M86 in the Central Virgo Cluster | M86 no aglomerado central de Virgem


Haveria uma ponte de gas conectando essas duas grandes galaxias? É bem possivel, mas é dificil assegurar isso. M86, no canto superior esquerdo, é uma gigantesca galaxia eliptica proxima ao centro do vizinho aglomerado galactico de Virgem. 

Nossa galaxia da Via Lactea está caindo em direção ao Aglomerado de Virgem, localizado a cerca de 50 milhões de anos-luz. Embaixo, à direita de M86, está a incomum galaxia espiral  NGC 4438, que, juntamente com a vizinha angular NGC 4435, é conhecida como as Galaxias dos Olhos (também Arp 120). 

Aqui é mostrada uma das mais profundas imagens já obtidas da região, indicando que gás incandescente vermelho circunda M86 e parece conectá-la a NGC 4438. A imagem espalha-se por aproximadamente o tamanho da Lua cheia. 

Entretanto, sabe-se que o gas cirrus em nossa galaxia está superposto em frente ao Aglomerado de Virgem, e observações da baixa velocidade desse gás parecem mais consistentes com essa hipotese de origem na Via Lactea. 

Uma resposta definitiva poderá surgir de futuras pesquisas, que poderão também elucidar como os longos braços azuis de NGC 4435  foram criados.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

Is there a bridge of gas connecting these two great galaxies? Quite possibly, but it is hard to be sure. M86 on the upper left is a giant elliptical galaxy near the center of the nearby Virgo Cluster of galaxies. 

Our Milky Way Galaxy is falling toward the Virgo Cluster, located about 50 million light years away. To the lower right of M86 is unusual spiral galaxy NGC 4438, which, together with angular neighbor NGC 4435, are known as the Eyes Galaxies (also Arp 120). 

Featured here is one of the deeper images yet taken of the region, indicating that red-glowing gas surrounds M86 and seemingly connects it to NGC 4438. The image spans about the size of the full moon. It is also known, however, that cirrus gas in our own Galaxy is superposed in front of the Virgo cluster, and observations of the low speed of this gas seem more consistent with this Milky Way origin hypothesis. 

A definitive answer may come from future research, which may also resolve how the extended blue arms of NGC 4435 were created.