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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Williamina Fleming's Triangular Wisp | O tufo triangular de Williamina Fleming


De aparencia caótica, esse filamentos emaranhados de gás incandescente que se chocaram estão espalhados pelo ceu do planeta terra na direção da constelação do Cisne, como parte da Nebulosa do Véu. 

Esta, em si, é um grande remanescente de supernova, uma nuvem em expansão nascida da  explosão que pôs fim a uma grande estrela. A luz da explosão original da supernova alcançou a Terra, provavelmente, há mais de 5.000 anos. 

Expelidas no evento cataclísmico, as ondas de choque interestelares viajam atraves do espaço, levantando e excitando materia interestelar. Os filamentos incandescentes são realmente mais parecidos com longas ondulações em uma folha vistas quase de lado, notavelmente bem separados no brilho de atomos de hidrogenio ionizado, mostrados em vermelho, e de oxigenio, em tons azuis. 

Também chamada o Laço do Cisne, a Nebulosa do Véu agora se espalha por cerca de 3 graus, ou aproximadamente 6 vezes o diametro da Lua cheia. Embora isso signifique mais de 70 anos-luz à sua distância estimada em 1.500 anos-luz, este campo de visão se estende por menos de um terço daquela distancia. 

Frequentemente identificado como Triângulo de Pickering em homenagem a um diretor do Observatório de Harvard College, o complexo de filamentos é catalogado como NGC 6979. É também conhecido pelo nome de sua descobridora, a astronoma Williamina Fleming, como o Tufo Triangular de Fleming.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Chaotic in appearance, these tangled filaments of shocked, glowing gas are spread across planet Earth's sky toward the constellation of Cygnus as part of the Veil Nebula. 

The Veil Nebula itself is a large supernova remnant, an expanding cloud born of the death explosion of a massive star. Light from the original supernova explosion likely reached Earth over 5,000 years ago. 

Blasted out in the cataclysmic event, the interstellar shock waves plow through space sweeping up and exciting interstellar material. The glowing filaments are really more like long ripples in a sheet seen almost edge on, remarkably well separated into the glow of ionized hydrogen atoms shown in red and oxygen in blue hues. 

Also known as the Cygnus Loop, the Veil Nebula now spans nearly 3 degrees or about 6 times the diameter of the full Moon. While that translates to over 70 light-years at its estimated distance of 1,500 light-years, this field of view spans less than one third that distance. 

Often identified as Pickering's Triangle for a director of Harvard College Observatory, the the complex of filaments is cataloged as NGC 6979. It is also known for its discoverer, astronomer Williamina Fleming, as Fleming's Triangular Wisp.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Comet Machholz Approaches the Sun | O Cometa Machholz se aproxima do Sol


Por que o Cometa Maccholz é tão privado de substancias quimicas contendo carbono? O Cometa 96P/Machholz é originalmente famoso por chegar mais perto do Sol do que qualquer outro cometa de periodo curto — metade da distância de  Mercurio —, a cada cinco anos. 

Para melhor compreender este cometa incomum, a espaçonave orbital solar SOHO da NASA o rastreou durante sua mais recente aproximação do Sol, em outubro. Esta imagem composta mostra o cometa de cauda aumentada passando pelo Sol. 

A superficie brilhante do Sol está oculta da visão atrás de um ocultador escuro, embora partes da coroa estendida do Sol sejam visiveis. Estrelas vizinhas pontilham o plano de fundo. Há uma hipótese que diz que essas grandes aproximações solares de alguma forma fazem com que o Cometa Machholz perca seu carbono, enquanto outra diz que o cometa se formou já com essa composição em um local muito distante — possivelmente até mesmo em outro sistema estelar.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Why is Comet Maccholz so depleted of carbon-containing chemicals? Comet 96P/Machholz's original fame derives from its getting closer to the Sun than any other short period comet — half as close as Mercury — and doing so every five years. 

To better understand this unusual comet, NASA's Sun-monitoring SOHO spacecraft tracked the comet during its latest approach to the Sun in October. The featured image composite shows the tail-enhanced comet swooping past the Sun. 

The Sun's bright surface is hidden from view behind a dark occulter, although parts of the Sun's extended corona are visible. Neighboring stars dot the background. One hypothesis holds that these close solar approaches somehow cause Comet Machholz to shed its carbon, while another hypothesis posits that the comet formed with this composition far away -- possibly even in another star system.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

A Happy Sky over Los Angeles | Um céu alegre sobre Los Angeles


Às vezes, o céu pode parecer sorrir em boa parte do planeta Terra. Neste dia em 2008, visível em todo o mundo, havia uma incomum superposição da Lua e dos planetas Venus e Jupiter. 

Fotos tiradas no momento certo mostram uma Lua crescente que parece sorrir quando pareada com a conjunção planetária dos aparentemente proximos Jupiter e Venus. Nesta foto, vê-se a cena da perspectiva do Observatorio Monte Wilson, sobre Los Angeles, California, EUA, apos o por-do-sol de 30 de novembro de 2008. 

Mais alto no ceu e mais distante está o planeta Jupiter.Muito mais proximo e visivel, à esquerda de Jupiter, está Venus, aparecendo atraves das nuvens atmosfericas da Terra num incomum tom azul. À extrema direita está a Lua, em fase crescente. 

Finas nuvens iluminadas pela Lua apresentam uma incomum cor alaranjada. Espraiando-se pela parte inferior da imagem estão as colinas de Los Angeles, muitas delas cobertas por uma fina bruma, enquanto arranha-ceus são visiveis à extrema esquerda. 

Horas após esta foto ter sido tirada, a Lua se aproximou da dupla distante, brevemente eclipsou Venus, e depois seguiu adiante. Nesta semana, outra conjunção de Venus e Jupiter está ocorrendo, sendo visivel em boa parte do planeta Terra a leste, pouco antes do nascer-do-sol.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Sometimes, the sky may seem to smile over much of planet Earth. On this day in 2008, visible the world over, was an unusual superposition of our Moon and the planets Venus and Jupiter. 

Pictures taken at the right time show a crescent Moon that appears to be a smile when paired with the planetary conjunction of seemingly nearby Jupiter and Venus. Pictured here is the scene as it appeared from Mt. Wilson Observatory overlooking Los Angeles, California, USA after sunset on 2008 November 30. 

Highest in the sky and farthest in the distance is the planet Jupiter. Significantly closer and visible to Jupiter's lower left is Venus, appearing through Earth's atmospheric clouds as unusually blue. On the far right, above the horizon, is our Moon, in a waxing crescent phase. 

Thin clouds illuminated by the Moon appear unusually orange. Sprawling across the bottom of the image are the hills of Los Angeles, many covered by a thin haze, while LA skyscrapers are visible on the far left. 

Hours after the taking of this image, the Moon approached the distant duo, briefly eclipsed Venus, and then moved on. This week, another conjunction of Venus and Jupiter is occurring and is visible to much of planet Earth to the east just before sunrise.

domingo, 12 de novembro de 2017

NGC 1055 Close-up | Close-up de NGC 1055


A grande e bela galaxia espiral NGC 1055 é um membro dominante de um pequeno grupo galactico situado a apenas 60 milhões de anos-luz, na direção da constelação da Baleia (Cetus). 

Visto de lado, o universo-ilha se estende por mais de 100.000 anos-luz, um pouco maior que a Via Lactea. As coloridas estrelas nes close-up cosmico de NGC 1055 estão no primeiro plano, bem no interior da Via lactea. 

Mas as caracteristicas regiões rosadas de formação estelar estão espalhadas através de espiraladas trilhas de poeira ao longo do fino disco da distante galaxia. Com uma pequena porção de ainda mais distantes galaxias de fundo, a profunda imagem tambem revela um restrito halo que se estende muito acima e abaixo do bulbo central e do disco da NGC 1055. 

O halo em si é envolto por estruturas estreitas e esmaecidas, e poderia representar os detritos misturados e espalhados de uma galaxia satelite destroçada pela espiral maior há uns 10 bilhões de anos.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Big, beautiful spiral galaxy NGC 1055 is a dominant member of a small galaxy group a mere 60 million light-years away toward the aquatically intimidating constellation Cetus. 

Seen edge-on, the island universe spans over 100,000 light-years, a little larger than our own Milky Way. The colorful stars in this cosmic close-up of NGC 1055 are in the foreground, well within the Milky Way. 

But the telltale pinkish star forming regions are scattered through winding dust lanes along the distant galaxy's thin disk. With a smattering of even more distant background galaxies, the deep image also reveals a boxy halo that extends far above and below the central bluge and disk of NGC 1055. The halo itself is laced with faint, narrow structures, and could represent the mixed and spread out debris from a satellite galaxy disrupted by the larger spiral some 10 billion years ago.

sábado, 11 de novembro de 2017

A Dust Jet from the Surface of Comet 67P | Um jato de poeira saindo da superficie do Cometa 67P


De onde vêm as caudas dos cometas? Não há locais óbvios nos nucleos dos cometas de onde possam emanar os jatos que criam as caudas. No ano passado, no entanto, a espaçonave Rosetta da Agência Espacial Europeia ESA não só fotografou um jato emergindo do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, como também voou direto através dele. 

Esta foto reveladora mostra uma brilhante nuvem emergindo de um pequeno declive circular cercado de um lado por uma parede de 10 metros de altura. Analises de dados fornecidos pela Rosetta mostram que o jato era composto de poeira e gelo de agua. 

O terreno mundano indica que algo provavelmente aconteceu muito abaixo da superficie porosa, criando a nuvem. Esta imagem foi obtida em julho passado, cerca de dois meses antes do fim da missão da Rosetta, com um impacto controlado contra a superficie do Cometa 67P.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Where do comet tails come from? There are no obvious places on the nuclei of comets from which the jets that create comet tails emanate. Last year, though, ESA's Rosetta spacecraft not only imaged a jet emerging from Comet 67P/Churyumov-Gerasimenko, but flew right through it. 

Featured is a telling picture showing a bright plume emerging from a small circular dip bounded on one side by a 10-meter high wall. Analyses of Rosetta data shows that the jet was composed of both dust and water-ice. 

The mundane terrain indicates that something likely happened far under the porous surface to create the plume. This image was taken last July, about two months before Rosetta's mission ended with a controlled impact onto Comet 67P's surface.