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quarta-feira, 22 de março de 2017

At the Heart of Orion | No coração de Orion


Próximo ao centro desta nítida foto cósmica, no coração da Nebulosa de Orion, Há quatro estrelas de grande massa conhecidas como o Trapézio. Estritamente reunidas em uma região com um raio de 1,5 ano-luz, elas dominam o núcleo do denso Aglomerado Estelar de Orion. Radiação ionizante  ultravioleta das estrelas do Trapézio, a maior da estrelas mais brilhantes,  Theta-1 Orionis C, energiza todo o visível brilho da complexa região de formação estelar. 

Com cerca de três milhões de anos de existência o Aglomerado da Nebulosa de Orion era ainda mais compacto em seu passado mais remoto, e um estudo dinâmico indica que colisões estelares em fuga em uma idade mais remota podem ter formado um buraco negro com mais de 100 vezes a massa do Sol. 

A presença de um buraco negro no interior do aglomerado poderia explicar as altas velocidades observadas das estrelas do Trapézio. A distância da Nebulosa de Orion, de cerca de 1.500 anos-luz, poderia torná-lo o  buraco negro mais próximo do planeta Terra até hoje conhecido.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Near the center of this sharp cosmic portrait, at the heart of the Orion Nebula, are four hot, massive stars known as the Trapezium. Tightly gathered within a region about 1.5 light-years in radius, they dominate the core of the dense Orion Nebula Star Cluster. Ultraviolet ionizing radiation from the Trapezium stars, mostly from the brightest star Theta-1 Orionis C powers the complex star forming region's entire visible glow. 

About three million years old, the Orion Nebula Cluster was even more compact in its younger years and a dynamical study indicates that runaway stellar collisions at an earlier age may have formed a black hole with more than 100 times the mass of the Sun. The presence of a black hole within the cluster could explain the observed high velocities of the Trapezium stars. The Orion Nebula's distance of some 1,500 light-years would make it the closest known black hole to planet Earth.

terça-feira, 21 de março de 2017

Mimas in Saturnlight | Mimas sob a luz de Saturno


Espiando das sombras, o hemisfério de Mimas voltado para Saturno está quase na escuridão juntamente com um impressionante crescente iluminado pelo Sol. O mosaico foi captado próximo à aproximação final da espaçonave Cassini, em 30 de janeiro de 2017. 

A câmera da Cassini estava apontada quase em direção ao Sol, a 45.000 quilômetros de Mimas. O resultado é uma das vistas de mais alta resolução da lua gelada e cheia de crateras, com 400 quilômetros de diâmetro. 

Entre outras imagens de Mimas obtidas pela Cassini  há a grande e ominosa cratera Mimas desta pequena lua.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Peering from the shadows, the Saturn-facing hemisphere of Mimas lies in near darkness alongside a dramatic sunlit crescent. The mosaic was captured near the Cassini spacecraft's final close approach on January 30, 2017. 

Cassini's camera was pointed in a nearly sunward direction only 45,000 kilometers from Mimas. The result is one of the highest resolution views of the icy, crater-pocked, 400 kilometer diameter moon. 

An enhanced version better reveals the Saturn-facing hemisphere of the synchronously rotating moon lit by sunlight reflected from Saturn itself. To see it, slide your cursor over the image (or follow this link). Other Cassini images of Mimas include the small moon's large and ominous Herschel Crater.

segunda-feira, 20 de março de 2017

JWST: Ghosts and Mirrors | WJST: Fantasmas e espelhos


Não há, na verdade, nenhum fantsama pairando sobre o Telescópio Espacial James Webb (WJST). Mas as luzes estão apagadas com ele mantido erguido, com segmentos de espelhos cobertos com película de ouro  e estruturas de apoio dobradas na sala de limpeza das Instalações de Desenvolvimento de Sistemas e Integração do Centro Goddard de Voos Espaciais . 

Após testes de vibração e acústicos brilhantes clarões e luzes ultravioleta são acionados sobre o telescópio estacionário à procura de contaminação, mais fácil de identificar em uma sala escurecida. 

Na penumbra, a longa exposição da câmera cria aparições fantasmagóricas, borrando as luzes e os engenheiros em movimento. Sucessor científico do Hubble, o James Webb é aprimorado para exploração em infravermelho do Universo primordial. Seu lançamento está programado para 2018, da Guiana Francesa, a bordo de um foguete Ariane 5 da Agência Espacial  Europeia.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Ghosts aren't actually hovering over the James Webb Space Telescope. But the lights are out as it stands with gold tinted mirror segments and support structures folded in Goddard Space Flight Center's Spacecraft Systems Development and Integration Facility clean room. 

Following vibration and acoustic testing, bright flashlights and ultraviolet lights are played over the stationary telescope looking for contamination, easier to spot in a darkened room. 

In the dimness the camera's long exposure creates the ghostly apparitions, blurring the moving lights and engineers. A scientific successor to Hubble, the James Webb Space Telescope is optimized for the infrared exploration of the early Universe. Its planned launch is in 2018 from French Guiana on a European Space Agency Ariane 5 rocket.

domingo, 19 de março de 2017

NGC 2170: Still Life with Reflecting Dust | NGC 2170: Vida estática com poeira refletora


Nesta bela cena de vida celestial imóvel composta com um pincel cósmico, a nebulosa de poeira NGC 2170 brilha no canto superior esquerdo. Refletindo a luz de estrelas quentes próximas, NGC 2170 é acompanhada de outras nebulosas de reflexão azuladas , uma região compacta de emissões vermelhas e filas de poeira obscurecedoras contra um pano de fundo de estrelas. 

Assim como os itens domésticos que os pintores de cenas de vida estáticas frequentemente escolhem para seus temas, as nuvens de gás, poeira e estrelas quentes fotografadas aqui também são comumente encontradas neste arranjo - uma grande estrela, uma nuvem molecular de formação de estrelas na constelação do Unicórnio (Monoceros). 

A gigantesca nuvem molecular, Mon R2, está impressionantemente próxima, distante cerca de apenas uns 2.400 anos-luz. Àquela distância, esta tela poderia ter cerca de 15 anos-luz de diâmetro.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

In this beautiful celestial still life composed with a cosmic brush, dusty nebula NGC 2170 shines at the upper left. Reflecting the light of nearby hot stars, NGC 2170 is joined by other bluish reflection nebulae, a compact red emission region, and streamers of obscuring dust against a backdrop of stars. 

Like the common household items still life painters often choose for their subjects, the clouds of gas, dust, and hot stars pictured here are also commonly found in this setting - a massive, star-forming molecular cloud in the constellation of the Unicorn (Monoceros). 

The giant molecular cloud, Mon R2, is impressively close, estimated to be only 2,400 light-years or so away. At that distance, this canvas would be about 15 light-years across.

Video: Equinox on a Spinning Earth | Equinócio na Terra girando



Quando é que a linha entre o dia e a noite se torna vertical? Amanhã. Amanhã será um equinócio no planeta Terra, um momento no ano quando o dia e a noite são aproximadamente iguais. No equinócio, o terminador da Terra — a linha divisória entre o dia e a noite — se torna vertical e conecta os polos norte e sul. 

Este vídeo de lapso temporal demonstra isso exibindo uma ano inteiro no planeta Terra em 12 segundos. Em uma órbita geossíncrona, o satélite Meteosat registrou essas imagens da Terra em infravermelho todos os dias, à mesma hora local. O video começou no equinócio de setembro de 2010 com a linha do terminator na vertical. 

À medida que a Terra girava ao redor do Sol, via-se o terminador inclinar-se de forma a fornecer menos luz solar diariamente ao hemisfério norte, causando o inverno no norte. À medida que o ano avançava, o equinócio de março de 2011 chegava na metade do vídeo, seguindo do terminador inclinando-se na outra direção, causando o inverno no hemisfério sul — e o verão no norte. 

O ano aqui registrado termina novamente com o equinócio de setembro, concluindo mais uma entre os bilhões de viagens feitas pela Terra — e ainda a serem feitas— ao redor do Sol.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

When does the line between day and night become vertical? Tomorrow. Tomorrow is an equinox on planet Earth, a time of year when day and night are most nearly equal. At an equinox, the Earth's terminator — the dividing line between day and night — becomes vertical and connects the north and south poles. 

The featured time-lapse video demonstrates this by displaying an entire year on planet Earth in twelve seconds. From geosynchronous orbit, the Meteosat satellite recorded these infrared images of the Earth every day at the same local time. The video started at the September 2010 equinox with the terminator line being vertical. 

As the Earth revolved around the Sun, the terminator was seen to tilt in a way that provides less daily sunlight to the northern hemisphere, causing winter in the north. As the year progressed, the March 2011 equinox arrived halfway through the video, followed by the terminator tilting the other way, causing winter in the southern hemisphere — and summer in the north. 

The captured year ends again with the September equinox, concluding another of billions of trips the Earth has taken — and will take — around the Sun.

sábado, 18 de março de 2017

Phases of Venus | Fases de Vênus


Da mesma forma que a Lua tem fases, o hemisfério de Vênus iluminado pela luz solar cresce e míngua. Esta composição de imagens telescópicas ilustra as constantes alterações do planeta situado mais internamente em relação à posição da Terra, visível no oeste como a estrela do crepúsculo, ou da tarde, quando Vênus cresce até minguar em um delgado formato de crescente, de 20 de dezembro de 2016 até 10 de março. 

Planando por sua órbita interior entre a Terra e o Sol, Vênus cresce mais durante aquele período porque está se aproximando do planeta Terra. Seu crescente se estreita, no entanto, quando Vênus fica mais próximo de nossa linha de visão em relação ao Sol. 

Mais próximo da linha Terra-Sol, mas passando cerca de 8 graus ao norte do Sol em 25 de março, Vênus atingirá uma (sem julgamento de valor) conjunção inferior. Logo em seguida, Vênus brilhará claramente sobre o horizonte leste no céu antes do alvorecer no planeta Terra como a estrela d'alva.

Tradução de Luiz Leitão da Cunha

Just as the Moon goes through phases, Venus' visible sunlit hemisphere waxes and wanes. This composite of telescopic images illustrates the steady changes for the inner planet, seen in the west as the evening star, as Venus grows larger but narrows to a thin crescent from December 20, 2016 through March 10. 

Gliding along its interior orbit between Earth and Sun, Venus grows larger during that period because it is approaching planet Earth. Its crescent narrows, though, as Venus swings closer to our line-of-sight to the Sun. 

Closest to the Earth-Sun line but passing about 8 degrees north of the Sun on March 25, Venus will reach a (non-judgmental) inferior conjunction. Soon after, Venus will shine clearly above the eastern horizon in predawn skies as planet Earth's morning star.