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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Vídeo: Hunted, as gangues russas antigays



Hunted (Caçado) mostra o terror vivido por gays na Rússia, que eles chamam de "temporada de caça".

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O direito do pastor de falar abobrinhas




José Nêumanne

Se Comissão dos Direitos Humanos da Câmara tivesse valor, presidente era do PT

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) caiu do céu, ou melhor, para evitar a metáfora religiosa do maná, é sopa no mel na vida de seu colega Marco Feliciano (PSC-SP). Sem a oposição ferrenha dele e o estardalhaço dos manifestantes contra a ocupação da presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara pelo pastor, este seria, sem nenhuma ofensa, mas como força de expressão, um pobre diabo do baixo clero, um Zé de Nada: seu ideário estapafúrdio jamais ultrapassaria os umbrais dos templos em que ora e professa a versão muito peculiar, mas nada original, que tem da Bíblia. O que o torna um indesejável dos gentios o está transformando no ai-jesus de milhões, talvez de dezenas de milhões, de preconceituosos que vivem e votam em nosso Brasil.

Fato é que Feliciano tem o mesmo direito de presidir as reuniões dessa irrelevante comissão que Wyllys teria. Ambos são deputados, ambos foram escolhidos por parcelas relevantes do eleitorado para ocuparem legal e legitimamente uma vaga de representantes do povo na Casa de leis. Homossexuais e heterossexuais são humanos e têm direito a adotar a opção sexual que lhes aprouver e a manifestar suas opiniões a respeito de quaisquer fatos ou valores sobre os quais forem chamados a opinar. Perderá a razão quem – homossexual ou heterossexual – partir para a agressão física ou para a difamação explícita do outro. Querelas do gênero são resolvidas na lei pela Justiça dos homens ou no dia do Juízo Final, para quem neste crer.

Marco Feliciano tem opiniões controversas sobre os textos sagrados. Acha, por exemplo, que a maldição que Deus teria feito pesar sobre os descendentes de Cam (que ele chama de Cão, uma das denominações do diabo no cristianismo popular) condena seres humanos de pele escura à danação eterna. Essa leitura limitada e literal da fábula bíblica caiu em desuso com a abolição da escravatura. Mas manteve-se em voga no seio de comunidades humanas que desconhecem que, do ponto de vista biológico, raças nem sequer existem.

No dia do Juízo Final, de nada adiantará o latim do pastor diante do julgamento de Nosso Senhor Jesus Cristo, que destacou entre os preceitos que Moisés levou ao povo eleito, ao descer da montanha com as pedras com os Dez Mandamentos, o que manda amar a todos por igual. Mas esse é um problema que não está posto na crise política criada pelo embate de fé entre o rústico que se fez sacerdote por conta própria e os seguidores do ganhador do reality show Big Brother Brasil que virou representante de eleitores de extrema esquerda do Rio de Janeiro e porta-voz oficioso de gays, lésbicas e simpatizantes do Brasil todo. Antes do advento do Juízo Final, esta é hora de tratar da democracia vigente.

Justiça seja feita ao pastor, é improvável que, em suas orações mais secretas e delirantes, ele tenha pedido ao Senhor que o tornasse uma celebridade instantânea. Até a distribuição dos cargos nas comissões na Câmara, ele era apenas um membro qualquer da bancada evangélica no Poder Legislativo – uma excrescência de nossa democracia capenga em que o Estado é leigo, mas a política não o é. O PSC é uma legenda da base governista e a parte que lhe coube no latifúndio das benesses e prebendas do poder republicano transformou em pão a migalha que os donos do poder lhe jogaram no banquete dos eleitos para compartilhar manjares e sobejos à mesa dos feitores.

Não se pode acusar o pastor de guloso ou de néscio. No meio de suas prédicas recheadas de pérolas da intolerância e joias da ignorância, ele sacou pelo menos uma definição de inegável verdade, razoável humildade e imprescindível precisão. A Comissão de Direitos Humanos, que lhe coube na divisão do butim, não vale lá grande coisa, se é que tem alguma valia. De uma lógica a que Aristóteles e Santo Tomás de Aquino não negariam acerto, a definição não careceu da explicação: se valesse algo, o PT não a teria cedido ao sócio minoritário na aliança.

O reconhecimento da insignificância da honraria, contudo, não pode ser confundido com a automática aceitação da perda da prenda. E o pregador agarrou-se com ferocidade à oportunidade que os inimigos lhe deram de fazer ecoar no Brasil sua teologia de bolso e suas noções de filosofia de almanaque. Afinal, um líder habituado a exigir dízimo dos fiéis que reúne não seria digno de seu ofício se não percebesse a obviedade fervorosa de que ele e sua grei são os maiores beneficiários dessa execração pública. Mas isso não lhe tira o direito de prosseguir pregando para apanhar e apanhando para se tornar mais notório. De uma celebridade tal que de catador de votos poderá ser guindado à condição de sumo sacerdote da intolerância dos costumes, assim como seu companheiro de lado Jair Bolsonaro se tornou diácono da nostalgia fascista da ditadura militar.

Em rompante que pode ser atribuído à falta de senso, Feliciano exacerbou de sua legitimidade ao mandar prender um manifestante que o chamou de “racista” – o que, para ele, não deveria ser ofensa, já que o torpe fundamento bíblico não basta para despi-lo da pecha. Ao restaurar o “teje preso” em plena Casa do povo, o pastor permitiu que, pelo menos naquele episódio grotesco, as hordas de baderneiros que interromperam o trabalho legislativo, sem mandato que tanto lhes permita, lhe furtassem a óbvia legitimidade.

O presidente da comissão nem se dá ao trabalho de lembrar que direitos humanos não são monopólio de esquerdistas, homossexuais e negros, assim como a virtude não pode ser exclusiva de direitistas, heterossexuais e brancos. Ele preferiu aumentar seu contencioso para o acerto final de contas com Deus ao Lhe atribuir a condição de assassino serial que encurtou a vida do beatle John Lennon e dos Mamonas Assassinas por obscura e egoísta submissão a cânones doutrinários. Mas isso é lá entre eles – o Senhor severo, mas bondoso, e seu servo atrevido e boquirroto. Aos democratas cabe deter as mãos que querem tapar-lhe a boca e ignorar as abobrinhas que dela saem.

Jornalista, poeta e escritor

(Publicado na Pag.02A do Estado de S. Paulo de quarta-feira 10 de março de 2013)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Igualdade na realeza



As mulheres integrantes da Real Família Britânica passarão a ter direitos  iguais aos dos homens, no tocante à sucessão ao trono, o que significa que, se o primeiro filho do Duque e da Duquesa de Cambridge for uma menina, ela se tornará rainha, mesmo se os filhos subsequentes forem meninos.


As mudanças históricas na Constituição foram definidas em acordo unânime, hoje, entre as 16 nações das quais a Rainha Elizabeth II é monarca.
Os 16 "reinos", inclusive o Reino Unido, o Canadá e a Austrália, também concordaram em eliminar leis anacrônicas que impedem a mulher de um católico romano de ascender ao trono.
As mudanças foram anunciadas pelo primeiro-ministro, David Cameron, durante o Encontro de Chefes de Governo da Commonwealth (Comunidade Britânica), com a presença da Rainha Elizabeth II, em Perth, Austrália.
Cameron disse que as regras históricas estavam "em descompasso com os países modernos que nos tornamos".

O Reverendo Vincent Nichols, Arcebispo de Westminster e Presidente da Conferência de Bispos Católicos da Inglaterra e Gales, comemorou as mudanças.

Ele disse: “Isso acabará com uma injusta discriminação contra católicos, e será bem vindo não só por eles, mas amplamente aceito.”

As mudanças anunciam o fim de mais de 300 anos de tradição constitucional inglesa, sob a qual a Coroa era transmitida ao herdeiro masculino mais velho.

Sob as atuais regras de primogênese, qualquer criança do sexo masculino tem precedência na ordem sucessória sobre suas irmãs. Isso significava que qualquer filho do Príncipe William viria a ser coroado rei, mesmo tendo uma irmã mais velha.


Cameron disse: “A ideia de que um filho mais novo deveria se tornar monarca no lugar de uma irmã mais velha, somente por ele ser homem, é hoje inaceitável. 

“A lógica por trás dessas regras está errada. É por isso que as pessoas falam em mudá-las já faz algum tempo. Precisamos, então, fazê-lo.”


A Rainha, que chegou à Austrália essa semana, comparacerá ao encontro da Commonwealth na próxima semana. O Palácio de Buckingham sinalizou sua concordância com as mudanças nas regras sucessórias.

Um "grupo de trabalho" de reinados será agora estabelecido, sob a liderança da Nova Zelândia, para assegurar que a nova legislação seja aceita por todos os países, e que o processo seja coordenado.


As regras de sucessão real estão estabelecidas em vários trechos da legislação aprovada nos séculos 17 e 18, inclusive o Act of Settlement (*Vide nota), a Lei de Direitos Fundamentais, a Lei de Casamentos Reais e a Lei de Precedência da Princesa Sophia.

* Lei do  Parlamento, de 1701, estabelecendo que os filhos da neta de James I, Sophia, seriam os futuros reia e rainhas. O governo estabeleceu esta lei porque o rei de então, William III, não tinha filhos, e eles queria impedir os Stuarts, católicos, de se tornarem reis e rainhas.

Sophia era protestante. Ela casada com o Elector  (uma espécie de príncipe) de Hanover. O filho deles tornou-se o Rei George I, primeiro rei da Casa de Hanover.

Female members of the Royal Family are to be given equality with men in the rules of succession to the throne, meaning if the Duke and Duchess of Cambridge's first child is a girl, she can become Queen even if subsequent children are sons.

The historic constitutional changes were agreed unanimously today by the 16 nations of which Queen Elizabeth II is monarch.

The 16 "realms", including the UK, Canada and Australia, also agreed to scrap outdated laws which ban the spouse of a Roman Catholic from taking the throne.

The changes were announced by David Cameron, the Prime Minister, at the Commonwealth Heads of Government Meeting, attended by the Queen, in Perth, Australia.

Mr Cameron said the historic rules were "at odds with the modern countries that we have become".
Announcing the proposed changes, he said: "Put simply, if the Duke and Duchess of Cambridge were to have a little girl, that girl would one day be our queen."


The Most Reverend Vincent Nichols, the Archbishop of Westminster and President of the Catholic Bishops’ Conference of England and Wales, welcomed the changes.


He said: “This will eliminate a point of unjust discrimination against Catholics and will be welcomed not only by Catholics but far more widely.”


The changes herald an end to more than 300 years of English constitutional tradition under which the Crown passed to the oldest male heir.


Under the current rules of primogeniture, any male child takes precedence in the order of succession over his sisters. That would have meant that any son born to Prince William would have become King even if he had an older sister.

Speaking before the meeting in Perth, the Prime Minister said the rules are “outdated and need to change”.

He said: “The idea that a younger son should become Monarch instead of an elder daughter, simply because he is a man just isn’t acceptable any more. 


“The thinking behind these rules is wrong. That’s why people have been talking about changing them for some time. We need to get on and do it.”

The Commonwealth summit was a “great moment to grasp this issue and sort it out”, he said. “I’m very hopeful that we can reach agreement in principle and get on with changing these rules in all the countries affected.”


The Queen, who arrived in Australia this week, will attend next week’s Commonwealth meeting. Buckingham Palace has indicated her approval for changes in the succession rules.


A Realms “working group” will now be established under the leadership of New Zealand to make sure the necessary legislation is acceptable to all countries and that the process is co-ordinated.


Mr Cameron intends to introduce the legislation in the next session of Parliament.


The rules on the Royal succession are set down in several different pieces of legislation passed in the 17th and 18th Centuries, including the Act of Settlement, the Bill of Rights, the Royal Marriages Act and Princess Sophia’s Precedence Act*.

*An Act of Parliament in 1701, saying that the children of James I’s granddaughter Sophia would be the future kings and queens. The government made this law because the king at that time, William III, had no children, and they wanted to stop the Catholic Stuarts from becoming kings and queens. Sophia was a Protestant. She was married to the Elector (= a type of prince) of Hanover. Their son became King George I, the first king of the House of Hanover.

 

 


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Os falcões brasileiros

O valoroso general de exército brasileiro Raymundo Nonato de Cerqueira Filho é um homem de convicções.
Uma delas é a grande verdade que todos têm o direito de dizer tolices - algo que a maioria faz em privado, ou na mesa de um bar, e às vezes sob o manto do anonimato.
No entanto, quando diz em plena sessão do Senado, perante a Comissão de Constituição e Justiça, que o sabatinava para decidir a aprovação de sua nomeação de ministro do Superior Tribunal Militar, que (militar) "homossexual não comanda", escancarou a sua absoluta inadequação ao cargo de magistrado.
Ele, que com a mais absoluta certeza, nas diversas patentes que teve em sua longa carreira no Exército, obedeceu a mais de um superior homossexual, brande um dogma digno do mais antiquado falcão da era Bush Filho.
Repete, como um papagaio, a estupidez generalizada de considerar o homossexualismo uma opção - ou orientação, conforme outros - ao dizer que "os homossexuais só deveriam ser aceitos pelas Forças Armadas se mantivessem a 'opção' sexual em segredo".
Então, o anacrônico oficial acredita piamente que um, digamos, capitão, ou capitã, sabidamente homossexuais, não seriam obedecidos por seus subordinados, e não teriam peito de mandar prendê-los por desobediência?
Seu colega de profissão, mas não de arma, o almirante de esquadra Álvaro Luiz Pinto, submetido à mesma sabatina, mostrou-se mais caridoso, dizendo que "não tem nada contra", sob a condição de que os homossexuais mantenham a dignidade da farda, do cargo, do trabalho que executa", como se militares gays ficassem aos beijos e abraços nos cantos dos quartéis.
"Manter a dignidade da farda", honrá-la, é respeitar seus subordinados, tratá-los com humanidade, saber-se servidor do Estado, e não do governo de turno. Mostrar a eles que a coragem está no espírito, e não no corpo, nem na natureza sexual de cada um, que é inata.
Por incrível que pareça a comissão do Senado aprovou os nomes dos dois para assumirem o cargo de ministros do Superior Tribunal Militar.
Ao proferirem tais enormidades, dois militares da mais alta patente jogam sobre as Forças Armadas a pecha de instituições homofóbicas, desrespeitadoras dos Direitos Humanos.
Ao distorcerem o conceito de "macho" (ou de fêmea") num maniqueísmo fruto de uma ignorância abissal, caem na vala comum dos intolerantes, igualando-se àquele que seu comandante-chefe, o presidente da República, muito admira, Mahmoud Ahmadinejad, o fraudador eleitoral que disse uma vez não existirem homossexuais no Irã...
Os novos ministros, sob a sua ótica singular, praticam religiosamente o mandamento de honrar a farda que envergam. Haverão de mostrar doravante que também honram a toga que passarão a vestir, declarando-se impedidos de julgar causas envolvendo homossexuais.
As coisas não deveriam ser assim, quando a inadequação de ambos ao exercício da magistratura é de clareza solar, mas o Senado, pelo menos nesses tempos mais recentes e indecentes, sempre aprova qualquer indicação presidencial. Talvez porque lá a maioria seja tributária do governante da ocasião.
Luiz Leitão ©

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Moses

Moses, um ugandense gay que busca asilo nos Estados Unidos, esconde o rosto com um capuz improvisado, ao comparecer a uma coletiva de imprensa em Washington, DC.

Moses, a gay Ugandan man seeking asylum in the United States, hides his face with a makeshift hood as he attends a press conference in Washington, DC.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Mr. Gay China

Oito homens competem no Mr Gay China, cujos organizadores dizem ser um importante sinal de o quanto as atitudes em relação ao homossexualismo mudaram.

É o primeiro desfile e concurso de beleza gay da China.

O homossexualismo era ilegal até 1997, e considerado doença mental até quatro anos mais tarde, em 2001, quando as luz da razão iluminou a ignorância que se aliava ao preconceito. Agora, uma comunidade gay emergente destrói esses estereótipos.

"Somos inteligentes, profissionais, deslumbrantes – e somos gays," disse o participante Emilio Liu, da Mongólia Interior. "Eu quero que a plateia saiba que há bastante gente vivendo como nós na China. É um belo estilo de vida, não mais levado às escondidas."

Atualmente, existem grupos de apoio e sites auxiliando as pessoas a explorar sua sexualidade e encontrar parceiros potenciais. Há pontos de encontro gay na maioria das cidades; ano passado, o primeiro bar apoiado pelo governo abriu em Kunming, em Yunnan, no sudoeste.

Xangai promoveu o primeira semana da parada do Orgulho Gay, e em Pequim, gente faz campanha em prol do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Agora, vem o Mr Gay China, anuncia em termos de aprovação a mídia estatal, em inglês. Oito finalistas estarão no palco de um nightclub de Pequim desfilando em roupas de banho e casuais, mostrando seu talento e respondendo perguntas.

O vencedor – escolhido pela habilidade em representar as questões gays e suas aptidões, personalidade e aparência – irá à Noruega para a final, nos próximos meses, do Mr Gay Mundial.

"Não creio que as pessoas estivessem prontas antes, " diz Ben Zhang, um dos organizadores, relembrando o "longo e doloroso" processo de descoberta e aceitação de sua sexualidade, há menos de uma década.

There's a swimwear round and a talent section where contestants can show off their singing and dancing. But organisers insist the contest to be held this Friday is a serious business. It is China's first gay pageant.

The event is a striking sign of how far attitudes in China have changed and of gay people's increasing confidence. Gay sex was illegal until 1997. Homosexuality was classed as a mental illness for four years after that, in 2001. Now an emerging gay community is busting stereotypes.

"We are intelligent, we're professionals, we're gorgeous – and we're gay," said contestant Emilio Liu, from Inner Mongolia. "I want the audience to know there are a whole bunch of people like us living in China. It's a wonderful life and it's not hidden any more."

These days there are gay support groups and websites helping people to explore their sexuality and meet potential partners.

There are gay venues in most major cities; last year, the first government-backed bar opened in Kunming, in south-western Yunnan. Shanghai held the first Gay Pride week and in Beijing, campaigners called for same-sex marriages.

Now comes Mr Gay China, reported in approving terms in English-language state media. Eight finalists will take to the stage of a Beijing nightclub to strut their stuff in casual clothes and swimwear, exhibit their talents and answer questions.

The winner – picked for his ability to represent gay issues as well as his skills, personality and looks – will head to Norway for next month's finals of Worldwide Mr Gay.

"I don't think people were ready before," said Ben Zhang, one of the organisers, recalling the "long and painful" process of discovering and accepting his sexuality, less than a decade ago.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O cardeal, os homossexuais e a santa hipocrisia

Homossexuais "nunca entrarão no reino dos céus", diz cardeal

Antes de você a notícia abaixo, que eu nem sei por que a imprensa perde tempo em publicar, (e eu, aqui, em comentar), saiba que a Igreja Católica na Irlanda escondeu durante décadas abusos sexuais contra crianças, praticados por padres e arcebispos. E tem o desplante de declarar essa idiotice toda a respeito dos homossexuais, como se eles não existissem na Igreja. Quem não irá entrar no Reino dos Céus, mas, sim, no inferno, são os padres pedófilos.

A matéria sobre os padres na Irlanda, que os jornais brasileiros publicaram numa notinha envergonhada, minúscula, de canto de página,você encontra aqui, completíssima: http://detudoblogue.blogspot.com/2009/11/em-nome-do-estado-e-da-igreja-in-of.html

Atente para as contradições do tal cardeal Lozano, que julga, condena, e diz que não "não nos cabe condenar". O imbecil diz que a "homossexualidade é pecado", mas isso "não justifica nenhuma forma de discriminação" Ora, é justamente o que ele está fazendo!

Não fosse a hipocrisia de quem mente descaradamente, seria o caso de se dizer: Santa ignorância....

O cardeal Javier Lozano Barragan disse nesta quarta-feira que homossexuais e transexuais "nunca entrarão no reino dos céus", mas lembrou que "não cabe a nós condenar" e que "de qualquer forma são pessoas e, enquanto tais, devem ser respeitadas".
"A homossexualidade é um pecado, mas isto não justifica nenhuma forma de discriminação. O julgamento cabe só a Deus. Sobre a Terra nós não podemos condenar, e, como pessoas, temos todos os mesmos direitos", avaliou o sacerdote.
Em declarações à agência de notícias Ansa, o sacerdote disse que não é sua a constatação de que os homossexuais serão privados do paraíso, "mas de São Paulo" que, em carta aos romanos, fala de pessoas "impuras", abandonadas a "paixões infames", e no martírio dos que "desprezaram o conhecimento de Deus".
Barragan disse ainda que "não se nasce homossexual, mas se torna um". "Por várias razões, por motivos de educação, por não ter desenvolvido a própria identidade na adolescência. Talvez não sejam culpados, mas, agindo contra a dignidade do corpo, certamente não entrarão no reino dos céus", afirmou.
Ex-presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde, o sacerdote disse também que "tudo aquilo que consiste em ir contra a natureza e contra a dignidade do corpo ofende Deus".

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Fanatics / Fanáticos

Um contramanifestante exibe um cartaz onde se lê: "Deus ama a todos".
Outros, pertencentes a um grupo antigay, da Igreja Batista Westboro, com cartazes chamando Obama de "anticristo", pregam que as mortes de combatentes americanos na guerra são uma punição divina pela tolerância dos Estados Unidos à homossexualidade, em Montpelier, Vermont, EUA.
Haja ignorância, mas fanáticos, dogmáticos, são assim mesmo, não usam os poucos neurônios de que dispõem para tecer argumentos lógicos, minimamente razoáveis. Dá pena...Freud, talvez, diria que são gays enrustidos, reprimidos, que não conseguem viver a homossexualidade e atuam desta forma, como uma espécie autoindugência.
Diferenças entre essa gente e os jihadistas islâmicos? Nenhuma!
A counter-demonstrator holds signs in front of a member of the Westboro Baptist Church, an anti-gay group that claims US combat deaths are God's punishment for America's tolerance of homosexuality, in Montpelier, Vermont, US.
How ignorant; but fanatics, dogmatics, are so, they don't use their few neurons to fabric logical arguments, a with a minimum of reasonability.
Pity, is what they deserve... Freud, perhaps, would say they are repressed, undecover homossexuals, who don't feel free to live their homossexuality, thus acting this way as for self-indulgence.
Any difererence from these people to muslim jihhadists? None!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

The right thing to do / Fazendo a coisa certa

Um boêmio participa de um concerto musical contra o racismo, em Budapeste, Hungria. É isso aí!
Budapest, Hungary: A reveller attends a music concert against racism. That's it!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Virginity tests / Testes de virgindade

Um manifestante exibe um cartaz durante protesto em Nova Delhi, onde se lê: "Exames de virgindade são uma afronta à dignidade das mulheres".
A Federação Nacional de Mulheres Indianas disse que 151 jovens mulheres foram submetidas a testes de virgindade pela administração do Estado de Madhya Pradesh, durante um casamento em massa patrocinado pelo governo.
Que coisa mais absurda, ridícula!
Em pleno século 21, um país daquele tamanho, democrático (na aparência), trata mulheres como objetos.
A protester holds a placard during a protest in New Delhi. The National Federation of Indian Women said 151 young women were subjected to virginity tests by the administration in Madhya Pradesh during a state-sponsored mass marriage last month.
What an absurd!
In the 21st century, such a huge country, a democracy (in appearance), treats women like objects.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Yes, racism / Foi racismo, sim

Bernie Ecclestone teve a coragem de dizer à BBC que as manifestações contra o corredor de fórmula um Lewis Hamilton, de 23 anos, ocorridas no Brasil e na espanha não foram racistas, mas só apoio a Fernando Alonso e Felipe Massa.
Hamilton discorda, não foram brincadeiras.

Não foram mesmo, houve xingamentos pela internet e no hotel em São Paulo. Foram manifestações racistas muito incisivas, eu diria.
Bernie Ecclestone said that the crowds in Spain and Brazil were merely supporting their local heroes, Fernando Alonso and Felipe Massa respectively, and dismissed as "nonsense" any perception of racism.
Hamilton, the youngest ever world champion, had not heard Ecclestone's comments, but insisted that whatever he had said was not derogatory.
"I don't particularly think it was a joke," said the 23-year-old.
Hamilton is right, it was racism, and very much incisive, I'd say.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Rev. Jesse Jackson

O reverendo Jesse Jackson, um líder ativista dos direitos civis, se derrama em lágrimas de emoção pela confirmação de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos.
"Sonho com que meus quatro filhos vivam um dia em um país onde não se julgue as pessoas pela cor da sua pele", disse Martin Luther King, há 45 anos, naqueles estados Unidos tão diferentes, onde a ascenção de um negro à Casa Branca parecia algo impossível de acontecer.
Las lágrimas incontenibles del líder de los derechos civiles el reverendo Jesse Jackson se convirtieron en el símbolo de la emoción y orgullo de los afroamericanos al ver a Barack Obama, uno de los suyos, elegido presidente del país.
"Sueño con que mis cuatro hijos vivan un día en un país donde no se les juzgue por el color de su piel", dijo hace 45 años Martin Luther King en un EEUU muy distinto, en el que la posibilidad de que un negro llegara a la Casa Blanca parecía imposible de alcanzar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Día de la Resistencia

A man takes part in a march to commemorate the Indigenous People's Resistance Day in Guatemala City. The mask reads: "Your mouth against fundamentalists".
Um participante da marcha comemorativa do Dia da Resistência do Povo Indígena, na Guatemala. Na máscara se lê: "Sua boca contra os fundamentalistas."
El hombre participa del Día de la Resistencia del Pueblo Indigena, en Cuidad Guatemala. "Tu boca contra los fundamentalistas".

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Jóia de Medina (The Jewel of Medina)

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Gato escaldado tem medo de água quente. Primeiro, foram os Versos Satânicos, de Salmon Rushdie, depois, foi "Submission", filme curta-metragem baseado no livro de Ayaan Hirsi Ali, que custou a morte do cineasta Theo Van Gogh, em 2004; em seguida, as caricaturas de Maomé. Agora, é a vez de A Jóia de Medina, livro da jornalista Sherry Jones, 46, ter seu lançamento suspenso preventivamente, por receio dos editores de incitação à violência religiosa.
A história narra a vida de A'isha desde que se torna a prometida de Maomé, com seis anos, até a morte do profeta.
O editor adjunto da Randon House, Thomas Perry,disse que a editora recebeu uma " advertência de que a publicação da obra poderia ofender a comunidade islâmica e suscitar atos de violência". Assim, para a segurança da autora, da empresa e dos distribuidoresm decidiu-se pela suspensão do lançamento.
Jones, no entanto, está livre para vender seu livro através de outras editoras.
A autora de The Jewel of Medina esteve no Oriente Médio, onde estudou e pesquisou a História Árabe, e diz que sua novela é uma síntese de tudo o que aprendeu. Uma grande história de amor, onde A'isha é a mulher favorita de Maomé.

O branqueamento de Beyoncé

Em uma peça publicitária para promover a tintura de cabelos Féria, a cantora Beyoncé, de 27 anos, aparece com um tom de pele muito mais claro do que realmente tem.
A atriz e cantora, cujo pai é afro-americano, e mãe, crioula, tem um contrato com a L'Oréal de US$ 4,5 milhões por cinco anos.
A foto, que aparece na última edição da revista Elle, provocou protestos de pessoas que dizem que sua foto foi digitalmente clareada.
Em um artigo intitulado "Beyoncé the pale" (Beyoncé, a pálida), o jornal New York Post classificou o anúncio de chocante, e diz que a cantora está virtualmente irreconhecível.
In a head-shot to promote the Féria highlighting product, the 27-year-old singer appears to have a lighter skin tone than usual.
The actress and singer, whose father is African American and whose mother is Creole has a contract with L'Oréal worth £2.3 million over five years.
The picture, which appeared in the latest US edition of Elle magazine, provoked outrage on both sides of the Atlantic after commentators suggested the firm had digitally lightened Knowles's complexion.
In a piece called "Beyoncé the Pale", the New York Post called the advert 'shocking' and said the the world-famous singer was 'virtually unrecognizable'.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Raging beast / Besta feroz

Um membro da Sturm 34, organização neo-Nazista banida, aguarda a sentença em um tribunal de Dresden, Alemanha. Não só a sentença, deveria também receber o diagnóstico de psicopata.
Dresden, Germany: A member of banned neo-Nazi organisation called Sturm 34 awaits sentencing in a district court. Not only sentencing, he shoud be diagnosed as psycho.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Proibido ser modelo / You can't be a model

O Ministerio de Cultura e Orientação Islâmica proibiu artistas e esportistas, além de pessoas envolvidas com a cultura, de posar para anúncios, porque isto incita o consumismo.
Na foto, o ator Mohamad Reza Golzar que apareceu recentemente em uma campanha da Armani. The Ministry of Culture and Islamic Orientation in Iran has prohibited artists, sportsmen and women and people involved with culture, to appear in commercials, because this boosts consumption. In the pic, actor Mohamad Reza Golzar, who appeared recently in a campaign for Armani.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O direito de dizer besteiras

As pessoas têm o direito de dizer o que querem, sem restrições? Penso que sim, embora pregações estú´pidas como as de Jean-Marie Le Pen possam fazer mal à humanidade.
Mas pense uma coisa: é melhor saber o que pensa um idiota ou criminoso do que se iludir a respeito dele. Ao menos assim, sabe-se bem quem ele é.
Sim, é preciso respeitar o direito democráticos de as pessoas dizem besteiras, por mais abjetas que sejam. Muitos abusam desse direito, como Jean Marie Le Pen, político ultradireitista francês.
Ele disse que "as câmaras de gás do Holocausto eram só um detalhe histórico da II Guerra Mundial".
Em fevereiro, Le Pen, Líder do partido francês Frente Nacional foi condenado a três meses de cadeia, que não cumpriu, por haver dito, em 2005, que a "ocupação nazista da França não foi particularmente desumana".
Sendo assim, também posso dizer o que quero a respeito de Le Pen. Ele é um doente, psicopata. Digno de pena. Ainda assim, mais vale um doido autêntico que um dissimulado.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Uma mente maravilhosa

John Forbes Nash, Jr, matemático ganhador do prêmio Nobel de Economia de 1994, que teve a vida retratada no filme "Uma mente maravilhosa", tem fé inabalável na ciência.
O dono desta mente privilegiada é portador de esquizofrenia, e luta contra o preconceito que envolve as enfemidades mentais, muito bem ilustrado na mania que a mídia tem de usar os termos "esquizofrênico" e "autismo" como adjetivação negativa - "o autismo de fulano em relação ao assunto..."; " a atitude esquizofrênica do governo tal...".
"Os progressos da ciência ajudarão a reduzir o estigma das enfermidades mentais, como aconteceu com outros males, tais como as úlceras estomacais, que se acreditava terem origem psicossomática, e depois descobriu-se que sua causa é uma bactéria (Helicobacter pylori).
Hoje com 80 anos, Nash foi quem elaborou as complexas teorias dos jogos matemáticos de estratégia, mas durante 40 anos esteve gravemente afetado pela esquizofrenia. Na década de 50 ele começou ter delírios persecutórios, e via espiões por todos os lados, tendo chegado ao ponto de pedir asilo político na Europa.
Graças ao tempo, diz ele, conseguiu sair desta armadilha que atrapalhou sua carreira acadêmica.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Tratamento VIP

Veja como policiais americanos tratam um deficiente físico.

A barbárie foi contra um tetraplégico, em uma delegacia de polícia de Tampa, Flórida, EUA. Eles foram "suspensos". E por que não expulsos?