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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

CAPTAGON


Há uma só razão pela qual toneladas de captagon estão sendo contrabandeadas pera o teatro de guerra do Oriente Médio.  O Captagon é “uma anfetamina amplamente usada pelos combatentes do ISIS no Oriente Médio”, que dá aos terroristas uma falsa sensação de coragem para enfrentar a própria morte e destemor em sofrer sérios ferimentos físicos.
Sem essa poderosa droga que altera o estado mental, muitos mercenários do ISIS jamais sequer se arriscariam nos campos de batalha em desertos que  preenchem a paisagem do Oriente Médio.  Os terroristas do estado Islâmico não teriam nem a insensibilidade para enfrentar a barbárie da guerra, nem a insanidade temporária necessária para cometerem tantos e tão brutais atos de selvageria contra pessoas inocentes.
Por essas e outras razões, os vários mercenários apoiados pelo Oriente que são sistematicamente conduzidos ao Levante pela coalizão Sionista-Saudita-Anglo-Americana  recebem a promessa de um suprimento contínuo de captagon.  É somente dessa forma que jovens rapazes muçulmanos a árabes têm sido transformaos em assassinos insanos, maníacos, prontos a atender as ordens de seus mentores orientais.
Os dois artigos seguintes proporcionam uma breve visão do sempre presente submundo do negócio de drogas que fornece as drogas ilícitas necessárias que têm alimentado as guerras no Oriente Médio durante muitos anos.  Essas drogas são a chave; sem elas havaria uma participação muito menor nessas guerras provocadas de agressões contra governos legítimos. Somentemercenários iludidos e mentalmente confusos por efeito de drogas tomariam parte em tais guerras odiosas e indefensáveis.
Captagon, a droga usada pelos jihadistas do Estado Islâmico para se tornarem  durões e destemidos.
“O captagon é uma droga sintética criada em um laboratório da OTAN na Bulgária. Parte das pessoas mais desconfiadas irão, provavelmente, ver as mais recentes provas da participação em algumas das superpotências e países da OTAN no estabelecimento e expansão do fenômeno do Estado Islâmico,” diz o jornal Tunisie Numerique.
Comentário: O Captagon ou fenetilina (também chamado Biocapton ou Fitton) é uma associação química de anfetamina e teofilina, que resulta em um psicoestimulante. Inventado em 1961, ele foi usado como uma alternativa mais amena às anfetaminas, mas posteriormente tornou-se ilícito na maioria dos países em 1986, por exigência da OMS. A Fenetilina é metabolizada pelo organismo, formando duas drogas: anfetamina e teofilina, ambas as quais são estimulantes ativos. Os efeitos fisiológicos, portanto, resultam de uma combinação de todas as três drogas. A fenetilina é uma droga  popular, supostamente usada por grupos de militantes na Síria e no Líbano. Segundo alguns relatos, grupos militantes também exportariam a droga em troca de armas e dinheiro. Um relatório de 1994 afirma que a Bulgaria [era, na época] o maior produtor de fenetilina (Captagon) e anfetaminas para fornecimento ao Oriente Médio e alguns países africanos.
Comentário: O Captagon (Cloridrato de fenetilina) é uma anfetamina que causa euforia e anula a dor. Misturada a outras drogas como o haxixe,  constitui a ração básica que alimenta os jihadistas. Os combatentes não sentem o p´roprio sofrimento, nem o que infligem aos outros. Portanto, eles conseguem cometer todos os tipos de atrocidades, rindo. Fabricado em 2011 pela OTAN em um laboratório na Bulgária, o Captagon é agora fabricado em todo o Oriente Médio, inclusive no território Sírio. – O Captagon é a principal arma dos jihadistas. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo’s Martyrs



Above all, I'm a journalist, and my heart is with the families of those Charlie Hebdomadaire's cartoonists who died because they dared to express their freedom. I first read Charlie Hebdo in 1975, to practice my French and have some fun.
This already timed cover of the paper reads: "Charia Hebdo", 100 lashes if you don't die of laughing. They also made jokes with the Pope, Rabbis, and other religious leaders. So what? If there's just one God (and otherwise we'd have a war of gods), whose is the real McCoy?
The real one is within your heart, if you do believe in gods; if not, it's in your conscience. This last one reads: Love is stronger than hatred.



segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Vídeo: Novo ataque suicida em Volgogrado


Ao menos 14 pessoas foram ortas em um atentado suicida a bomba em um troleibus  lotado de passageiros pela manhã, em Volgogrado, menos de 24 horas após o mortal ataque suicida na principal estação ferroviária da cidade.

A explosão ocorreu quando o troleibus aproximou-se de uma parada próxima a um mercado e ao hospital, para onde haviam sido levadas várias das vítimas do atentado de domingo. 

Os investigadores russos disseram que a explosão foi causada por um homem-bomba suicida.

Sites noticiosos locais informaram que muita gente em Volgogrado,uma cidade de mais de um milhão de habitantes, estaria evitando o transporte público e caminhando.


domingo, 29 de dezembro de 2013

Vídeo: atentado suicida em Volgogrado






A explosão de uma bomba na estação ferroviária de  Volgogrado, no sul da Rússia, deixou um saldo de ao menos 17 pessoas mortas, e muitas outras feridas.  

A filmagem de CFTV mostra o momento da explosão, e um vídeo amador permite ver as equipes de emergência tentando resgatas os feridos. 

O comintê nacional antiterrorismo da Rússia atribuiu a responsabilidade pelo ataque a  um homem-bomba  suicida.

Atenção: Aguarde o final da propaganda para assisitir ao vídeo:

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Vídeo: Rastreando a nuvem do meteoro




Um meteoro pesando 10.000 toneladas métricas explodiu 14 milhas acima de Chelyabinsk, na Rússia, em 15 de fevereiro de 2013. 


Ao contrário de acontecimentos semelhantes passados, desta vez  cientistas dispunham dos instrumentos sensíveis a bordo do satélite Suomi NPP para enviar-lhes dados sem precedentes e ajudá-los a rastrear e estudar a nuvem  do meteoro durante meses.


Modelo e dados de satélite mostram que quatro dias após a explosão do bólido, a porção mais veloz e alta da nuvem  (vermelho) havia percorrido todo o hemisfério norte e retornado a Chelyabinsk, na Rússia.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A rota da cocaína



Este mapa mostra a rota do tráfico internacional de cocaína da América do Sul para a África, e de lá para a Europa. A "Via Expressa 10" é o trajeto mais curto entre os dois continentes no paralelo 10.

Calcula-se que 18 toneladas de cocaína sejam transportadas através do oeste da África, a partir de Timbuctu, no Mali.

Hordas de jovens malis são aliciadas por traficantes para levar a droga por terra em comboios pelo deserto, viajando sem parar, 24 horas por dia.

A ONU calcula que 18 toneladas de cocaína, com um valor de varejo de rua estimado em US$ 1, 25 bilhão, cruze o oeste da África anualmente – cerca de 50% de toda a cocaína não destinada aos Estados Unidos. A maior parte segue da Colômbia, Peru e Bolivia, levada para o oeste africano a bordo de jatos particulares, barcos pesqueiros e aviões cargueiros pela notória "Via Expressa 10".
No começo, o tráfico era dominado por Tuaregues e intermediários que guiavam os traficantes até locais com água e depósitos de combustível no deserto. Mas, depois que a al-Qaida tomou conta da região, cerca de 10 anos atrás, houve um grande aumento na quantidade de cocaína. Eles tinham a infra-estrutura, a rede de contatos e o conhecimento logístico.
A falta de policiamento no Saara permitiram o florescimento do islamismo e do tráfico de cocaína, com  vastas fronteiras montanhosas e inóspitas, impossíveis de patrulhar. 
Os traficantes são muito organizados, e tornam sua presença cada vez mais dificil de detectar . A drogas são também transportadas por camelos, que cruzam o deserto sem guias até um lugar entre montanhas chamado 'al-Hanq'. Os animais foram treinados sendo privados de alimento e levados várias vezes pelo mesmo trajeto, e alimentados quando chegavam a al-Hanq, até aprenderem a fazer a jornada sozinhos.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

One World Trade Center


A construção do One World Trade Center, vista do interior do memorial Empty Sky 9/11 em Jersey City, New Jersey. Nas paredes, os nomes das vítimas do atentado.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Armado até os dentes


Um membro da milícia somali Al-Shabab, armado até os dentes, com o rosto coberto, em Mogadíscio, na Somália. O grupo acaba de anunciar sua associação à Al-Qaeda.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Carlos Marighella, o herói errado



Em vez de Marighella, que nunca lutou pela Pátria nem se armou para defender a democracia, herói foi o capitão Sérgio “Macaco”, que não explodiu o Gasômetro do Rio, como o chefe mandou


José Nêumanne

Anteontem foi perpetrada uma das maiores injustiças provocadas por hipocrisia oportunista, cegueira ideológica, mistificação política e arrogância dos grupos que estão no poder e“nunca antes cometidas na História deste País”, como diria o líder deles, Luiz Inácio Lula da Silva, em suas arengas. Na ocasião da comemoração do centenário de nascimento do militante comunista Carlos Marighella, sua família recebeu, em Salvador, cidade natal do ex-líder da Ação Libertadora Nacional (ALN), pedido formal de desculpas do Estado brasileiro pela perseguição política de que ele teria sido, segundo a versão oficial, vítima ao longo de toda a sua vida.

O que há de verdadeiro e nobre nesta atitude é residual. Marighella teve seu mandato de deputado federal cassado no regime liberal sob a vigência da Constituição de 1946 porque a legenda pela qual fora eleito, a do Partido Comunista Brasileiro (PCB), havia sido extinta. Pode-se argumentar, e com razão, que o pretexto para jogar o “Partidão” na clandestinidade foi mesquinho: o chefão comunista, Luiz Carlos Prestes, foi ambíguo ao responder se lutaria pelo Brasil numa guerra eventual contra a União Soviética e isso valeu o registro do PCB. Mas é preciso entender que, naqueles anos 40, o Brasil vivia a aurora de uma nova democracia e a pátria do socialismo internacional era submetida a uma das mais bárbaras ditaduras da história e ao tacão de um tirano que se tornaria conhecido, depois da morte, como um dos maiores assassinos do século - Josef Stalin. Reza a lenda que Marighella chorou quando foi informado disso.

Em pleno regime militar brasileiro, quando a União Soviética ainda estava submetida à “ditadura do proletariado”, Marighella rompeu com a linha “revisionista” da Internacional Comunista, vassala dos interesses geopolíticos de Moscou, e aderiu às teses “foquistas” dos barbudos de Sierra Maestra, em Cuba, que derrubaram a ditadura de Batista para instalar a de Fidel Castro. Portanto, ele lutou, sim, contra a ditadura militar brasileira, mas não pela democracia, e sim por outra tirania.

Marighella nunca empunhou uma arma em defesa da Pátria: é herói, então, de quê? Enfrentou, armado, a ditadura direitista para implantar outra, de esquerda, não sendo, pois, mártir da democracia. A Comissão de Anistia do governo federal do PT promove uma retaliação histórica pelo método stalinista de reescrever a história. A homenagem a Marighella dá uma má ideia do tipo de “verdade” que a comissão de Dilma persegue. Se busca um herói, sugiro o capitão aviador Sérgio “Macaco”, que desafiou a hierarquia militar, negando-se, em 1968, a explodir o Gasômetro do Rio, como mandou o brigadeiro João P. Burnier.

Jornalista, escritor e editorialista do Jornal da Tarde

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ataque à sede do jornal Charlie Hebdo








Na charge, lê-se: "100 chibatadas se você não morrer de rir"




A sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo foi incendiada após a publicação de uma charge de Maomé. Também o site do Charlie sofreu um ciberataque.

Dois dias após a publicação de uma edição com um trocadilho (alusão à lei islâmica Sharia), parecido com o nome do jornal, "Charia Hebdo", tendo Maomé como redator-chefe, a sede do Charlie Hebdo foi atacada com coqueteis Molotov, e o site, "haqueado".


O jornal hebdomadário (semanal) satírico "nomeou" Maomé redator-chefe de sua próxima edição, para "comemorar a vitória" do partido islãmico Ennahda, na Tunísia. Nas redes sociais, a iniciativa causou controvérsia. 

 

 


No ciberataque, a página do jornal foi substituída por uma imagem da Grande Mesquita, com a frase "No God but Allah" ("Não há outro Deus além de Alá").





O Charlie Hebdo é um antigo e tradicional jornal satírico francês, uma espécie de "O Pasquim", seu saudoso e impagável congênere brasileiro.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Complô com aeromodelo / Remote controlled plot



Um aeromodelo em escala, de um caça F-4 Phantom da Marinha dos EUA, numa foto divulgada pelo Departamento de Justiça, levada anteriormente à Corte do Distrito, em Massachusetts, como parte de uma queixa criminal e um testemunho juramentado constantes dos arquivos de uma investigação pelo  FBI, em Boston.

A queixa acusa o cidadão americano residente em Massachusetts Rezwan Ferdaus, 26, de planejar um ataque ao Pentágono e ao Capitólio, com o emprego de um aeromodelo guiado por controle remoto, contendo explosivos plásticos.

Segundo o Departmento de Justiça, o avião da foto não é um dispositivo construído de fato pelo acusado, embora semelhante ao avião por controle remoto que ele planejava usar em ataques a Washington. A queixa afirma que Ferdaus planejava usar um modelo do avião  F-4 Phantom na escala 1/10, em um ataque ao edifício do Capitólio.

A scale model of a U.S. Navy F-4 Phantom fighter plane is seen in a handout photo released by the U.S. Justice Department after the photo was submitted to U.S. District Court in Massachusetts as part of a criminal complaint and affidavit filed by the Federal Bureau of Investigation in Boston.

The complaint accuses Massachusetts resident Rezwan Ferdaus, 26, a U.S. Citizen, of plotting to attack the U.S. Pentagon and U.S. Capitol by using remote-controlled aircraft filled with plastic explosives.

According to the Justice Department the aircraft shown in the photo is not an actual device constructed by the defendant, but is similar to the remote control aircraft he planned to use in attacks on Washington. The complaint states that Ferdaus was planning to use a 1/10th size scale model F-4 Phantom in a planned attack on the U.S. Capitol building.

sábado, 3 de setembro de 2011

CIA e o M16 cooperaram com ditador líbio / CIA and M16 straightly cooperated with Lybian regime

 

A CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) colaborou estreitamente com os serviços de inteligência do ditador líbio Muammar Gaddafi no interrogatório de suspeitos de terrorismo, Abdel-Hakim Belhaj, o comandante dos rebeldes em Tripoli, segundo documentos encontrados nessa cidade.

Os documentos, encontrados nos escritórios do ex-chefe de inteligência líbio Musa Kusa, também revelam que o serviço secreto britânico MI6 deu ao regime de Gaddafi informações sobre dissidentes líbios residentes no Reino Unido.

Os arquivos, descobertos pelo Human Rights Watch, dão detalhes do estreito relacionamento entre serviços de inteligência ocidentais, como o inglês MI6 e a americana CIA, e o regime do tirano deposto.

Dois documentos de março de 2004 aparentam ser correspondência americana com oficiais líbios para tratar do interrogatório de Belhaj, o ex-líder do Grupo Islâmico Líbio de Lutas, um grupo hoje dissolvido de militantes ligados à al-Qaida.

Referindo-se a ele por seu nome de guerra, Abdullah al-Sadiq, os documentos dizem que ele será levado de avião de Kuala Lumpur, Malásia, à Líbia, e solicita a agentes do governo líbio que o acompanhem. Eles também pedem "acesso dos EUA a al-Sadiq para o propósito de interrogá-lo, já que ele está sob sua custódia".


Belhaj disse ter sido torturado por agentes da CIA - e o passado a condena, quando se traz à memória os casos de waterboarding (afogamento) que os espiões americanos comprovadamente fizeram, e foram abjetamente perdoados por Barack Obama - em uma prisão secreta antes de ser levado de volta à Líbia.

"Por favor, fiquem avisados que nós devemos ter assegurado que al-Sadiq será tratado com humanidade e que seus direitos humanos serão respeitados," afirma o documento.

Peter Bouckaert, diretor de emergências do Human Rights Watch, chamos os laços entre Washington e o regime de Gaddafi "um capítulo obscuro na história da inteligência  americana, e permanece como uma mancha na memória dos serviços americanos de inteligência eles terem cooperados com esses tão abusivos serviços de inteligência".


Jennifer Youngblood, porta-voz da CIA, declinou de comentar a respeito de quaisquer alegações específicas relacionadas aos documentos.


Ela disse: "Não deve ser surpresa que a CIA trabalha com governos estrangeuiros para ajudar a proteger nosso país do terrorismo e outras ameças mortais. Isso é exatamente o que se espera que nós façamos."


Os documentos referentes ao MI6 contêm comunicações entre os serviços de segurança britânico e líbio antes do encontro do ex-premiê Tony Blair numa tenda no deserto com Gaddafi em 2004. Diz-se que oficiais britânicos teriam auxiliado o ditador líbio na redação de seu discurso.


O secretário de assuntos exteriores, William Hague, disse à Sky News nada ter a  comentar sobre questões de inteligência.

Mas acrescentou: "Sobre essas aparentes revelações, antes de mais nada, elas dizem respeito ao período sob o governo anterior (Bush), então eu não tenho conhecimento delas, do que ocorreu no bastidor àquela época." Como se os governos que se sucedem não devessem fazer os autores de desmandos sob outra administração responderem por seus atos, exatamente como faz o Congresso Nacional  em Brasília com parlamentares acusados de malfeitorias antes de se elegerem.


Os documentos vieram à tona quando o Ministério da Defesa (MoD) revelou que forças britânicas haviam, até então, atingido mais de 900 alvos na campanha da OTAN para proteger civis líbios do regime de Gaddafi.


Os últimos ataques ocorreram quando patrulhas armadas de reconhecimento ao redor de edifícios em Bani Walid, onde rebeldes acreditaram que Gaddafi poderia estar escondido.


Entre os 910 alvos danificados ou destruídos desde o início das operações, em março, havia quarteis-generais da polícia secreta e bunkers de comando, disse o Ministério da Defesa.


 
The CIA worked closely with Muammar Gaddafi's intelligence services in the rendition of terrorist suspects including Abdel-Hakim Belhaj, the rebel commander in Tripoli, according to documents found in Tripoli.


The documents, found in the offices of the former head of Libyan intelligence Musa Kusa, also show that MI6 gave Gaddafi's regime information on Libyan dissidents living in the UK.


The files, uncovered by Human Rights Watch, provide details of the close relationship between western intelligence services, including MI6 and the CIA, and the ousted dictator's regime.


Two documents from March 2004 appear to be American correspondence to Libyan officials to arrange the rendition of Belhaj, the former leader of the Libyan Islamic Fighting Group, a now-dissolved militant group with links to al-Qaida.


Referring to him by his nom de guerre, Abdullah al-Sadiq, the documents say he will be flown from Kuala Lumpur, Malaysia, to Libya, and asks for Libyan government agents to accompany him. They also request US "access to al-Sadiq for debriefing purposes once he is in your custody".


Belhaj has said he was tortured by CIA agents at a secret prison before being returned to Libya.
"Please be advised that we must be assured that al-Sadiq will be treated humanely and that his human rights will be respected," the document states.


Peter Bouckaert, the emergencies director of Human Rights Watch, called the ties between Washington and Gaddafi's regime "a very dark chapter in American intelligence history, and it remains a stain on the record of the American intelligence services that they cooperated with these very abusive intelligence services".


Jennifer Youngblood, a CIA spokeswoman, declined to comment on any specific allegation related to the documents.


She said: "It can't come as a surprise that the Central Intelligence Agency works with foreign governments to help protect our country from terrorism and other deadly threats. That is exactly what we are expected to do."


The documents referring to MI6 contain communications between British and Libyan security services before the former prime minister Tony Blair's desert tent meeting with Gaddafi in 2004. British officials are said to have helped the Libyan dictator with his speechwriting.


The foreign Secretary, William Hague, told Sky News the had no comment to make on intelligence matters.
But he added: "On the subject of these apparent disclosures, first of all they relate to a period under the previous government so I have no knowledge of those, of what was happening behind the scenes at that time."


The documents emerged as the Ministry of Defence (MoD) disclosed that British forces have so far hit more than 900 targets in the Nato campaign to protect Libyan civilians from the Gaddafi regime.


The latest strikes came during armed reconnaissance patrols around buildings in Bani Walid, where rebels believed Gaddafi may have been hiding.


Among the 910 targets damaged or destroyed since operations began in March were secret police headquarters and command bunkers, the MoD said.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Surveillance video captures Norway blast / Vídeo capta explosão na Noruega



Uma câmera de vigilância de uma loja técnica em Oslo, Noruega, capta em vídeo o momento da explosão da bomba que matou  8 pessoas.

A surveillance camera in a technical store in Oslo, Norway, catches the moment the bomb blast strikes, killing 8 people.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Nova York, 41 graus

 
Arnaldo Jabor
 
 
 
Estou em Nova York a 41 graus e, não sei por que, lembrei-me do Rio 40 graus em Ipanema. Aliás, sei, sim. No verão, Nova York parece uma praia sem mar; tem algo de posto 9 - onde se bronzeavam e se amavam os "baby boomers" que hoje elogiam o passado carioca, antes do golpe de 64. Lembro-me da frase que Bertolucci citou em seu primeiro filme (creio que de Talleyrand): "Quem não conheceu os dias de antes da Revolução, não sabe o que foi a alegria de viver".
 

É difícil explicar aos jovens de hoje que Ipanema era uma "praia com projeto". Dava-nos a sensação de que havia algo relevante em nossas vidas. Cada ato tinha um levíssimo sabor político. Eu me sentia ator de um tempo importante e achava que o Brasil seria no futuro uma "grande Ipanema", como o Tom Jobim costumava dizer. Nós nos achávamos no poder; um poder poético, romântico e, por isso mesmo, invencível.

A realidade era uma palavra abstrata. Ipanema era "modernista" e calma. Todo mundo se conhecia. Não éramos multidões vorazes e sem rosto. O ritmo da bossa nova descreve muito bem Ipanema. Tudo fazia parte de um conjunto harmônico, onde até a paisagem era feliz, feito a limpidez dos desenhos animados do Walt Disney. Era uma conjunção astral rara: os Beatles, o psicodelismo, a indústria nascente do "jovem", a revolução utópica.

Lembro-me das moças do Posto 9, na hora do poente, quando tudo parecia um oásis com camelos ao longe, palmeiras, e aquela bola dourada caindo sob o pregão dos vendedores de limonada. As mulheres mitológicas dos anos 60 foram solitárias precursoras. Ipanema foi uma revolução fêmea nos anos 60.

Os jovens de hoje são mais livres, mas perderam uma coisa maravilhosa que vivemos aos 20 anos: a repressão. Hoje os jovens ficam entediados de tanta oferta fácil, pois o sexo perdeu a aura de novidade. As meninas tinham pânico de engravidar e empacavam nas portas dos apartamentos. Fomos salvos pela pílula e as meninas passaram a dar. Mas ainda havia um perfume de pecado; o olho do superego paterno flutuava nos quartos - era um sexo com sabor de crime. E mais: sexo era um ato político; inaugurávamos um novo tempo, uma era de Aquário, nos cantos escuros, pois não havia motéis (só permitidos a partir de 67). O motel matou o encanto da tesão proibida.

Pensei em Ipanema, creio, porque Nova York é uma explosão de liberdade e sensualidade, com milhares de jovens lindos e lindas, de roupas leves, insinuando uma nudez que Ipanema cultivava, sem saber que logo viria o golpe militar para acabar com aquela revolução existencial feita pela pílula e pela moda do "socialismo tropical" de Jango.

Um dia, acordamos em Ipanema, e em vez de Leila Diniz, tínhamos o presidente Castello Branco, que parecia um ET de boné verde. E descobrimos que a praia era uma ilusão dentro de nossa cabeça.

Depois de 68, foi a praia com dor e com medo - porrada, polícia, piração. Nesse ano de horrores já havia indícios de um tempo terrível: a poeira das casas que caíam para construir os monstruosos edifícios de Sérgio Dourado que, com esse nome poético, destruiu um bairro inteiro, como um bombardeio.

Pensei em Ipanema e em meus 20 anos também porque sinto no ar (quem sou eu para profetizar?...) um clima de fim de festa, um clima de ingenuidade e alienação (como se dizia na época), diante de nuvens muito negras que se formam entre os prédios cada vez mais tortos do tempo atual (nossa pós-arquitetura evoca desmoronamentos).

Talvez a liberdade e juventude que vejo nas ruas de Nova York a 40 graus sejam cada vez mais poluídas pelas monstruosidades que estavam escondidas sob a capa da democracia liberal. A despreocupação consumista e a alacridade das ruas não combinam com o que lemos nos jornais e TVs. É possível que isso seja a "acidia" de um articulista melancólico, mas são assustadores os sintomas de horrores a caminho. Começando pela América, que está à beira de um apocalipse econômico autoprovocado, que pode começar dia 2 de agosto.

A ultradireita americana, os sórdidos republicanos fundamentalistas, topa assassinar o país com o calote da dívida interna para ferrar o Obama. Querem a todo custo impedir que ele, ao menos, tente consertar as pavorosas desgraças que eles próprios causaram no período Bush: as guerras inúteis de trilhões de dólares, o déficit público, as taxas cortadas para os ricos, a tolerância com Wall Street - tudo que hoje imputam ao governo de Obama. Os homens-bomba nasceram aos milhares, paridos pelos criminosos Bush e Dick Cheney, e o 11 de Setembro ainda ecoa em downtown no Ground Zero. Vamos ver se daqui a 7 dias a América vai cometer suicídio.

Mas não é só isso. Algumas frases do assassino da Noruega me impactaram como um prenúncio de tempos que já estamos vivendo, ainda inconscientemente. Ele disse: "Vem por aí uma carnificina que fará a Segunda Guerra Mundial parecer um piquenique". Além disso, ele falou que não considera seu ato como um crime. E concedeu: "Foi atroz, mas necessário...".

Os psicopatas têm sensibilidade histórica. Eles são a vanguarda do crescimento galopante de uma nova ultradireita, já visível no suicídio que se prepara na América, no fim do multiculturalismo, no progressivo crescimento de Le Pen na França, nas chacinas do México, sem falar no diários massacres do Oriente Médio.

E mais que isso; creio que há um desejo de sangue. Sim; há uma fome nascente por uma grande tragédia que termine de uma vez por todas com a "tolerante, insuportável democracia" que, no fundo, a estupidez humana detesta.

O desejo pela tragédia (essa coisa concreta, sólida, genuína) já não é apenas o sonho de islâmicos loucos; o Ocidente almeja por sangue também.

Por isso, passeando pela felicidade consumista de Nova York, penso na alegria ingênua de Ipanema em 31 de março de 1964.


sábado, 23 de julho de 2011

Vídeo amador: cenas da explosão em Oslo / Amateur footage Oslo blast scenes







Um video amador mostra as primeiras cenas da destruição após a explosão de uma bomba no distrito central do governo de Oslo, Noruega.

Amateur video shows the first scenes of destruction after a bomb ripped through Oslo's central government district.

Utoya Island victims / Vítimas na Ilha Utoya

O repórter policial, Vergard M. Aas, um norueguês, que acorreu à cena da fuzilaria em massa na Ilha Utoya, tirou esta foto, que mostra vítimas caídas na linha costeira, aproximadamente uma hora após a polícia ter informadoque um homem vestido de policial havia atirado em jovens. Um ataque mais que cruel: bem planejado, numa ilha sem polícia, com tempo de sobra para atingir um enorme número de pessoas antes da chegada das forças de segurança.

Crime Reporter, Vergard M. Aas, a Norwegian, who responded to the scene of the mass shooting on Utoya Island, took this photo which shows victims near the shoreline approximately one hour after police said a man dressed as a police officer had gunned down youths.A ruthless attack, but rather, well planned, in an island, no police around, with time enough to kill the higher numeber of people possible before the arrival of security forces.

Utoya Island / Ilha Utoya

Aerial view of small Utoya Island, Norway.

Foto aérea da pequena Ilha Utoya, Noruega.

O autor / The author

Anders Behring Breivik, principal suspeito dos ataques na Noruega, o atentado à bomba e a fuzilaria na ilha, foi descrito pela polícia como um fundamentalista cristão com visão de ultra-direita. 

 

 

Anders Behring Breivik, the main suspect in the Norwegian bomb attacks and shootings, has been described by police as a Christian fundamentalist with right-wing views. 

 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A morte de Bin Laden

 
Roberto Damatta
 
Executado o cabeça, fica a obrigação intelectual e moral (eu não separo essas coisas) de dar conta dessa doença chamada terrorismo. Palavra que revela o anti-humano contido no mundo quando suspendemos, em nome de alguma coisa, todas as normas. Nosso equilíbrio é delicado e, estou convencido, impossível. Somos marcados pelos ideais explícitos que, na forma de mandamentos, nos tornam anjos, e pelos desejos implícitos, que nos fazem demônios. O encontro permanente dessas forças diz quem realmente somos. Pois assassinamos em nome de um Deus do amor e de uma justiça democrática, como reiteram as autoridades americanas. Não há ódio na aplicação da justiça contra os que ultrapassaram todos os limites. Tudo vale no estado de guerra - essa loucura com método que o Ocidente aperfeiçoou e tornou - valha-nos Deus! - uma "arte". Onde foi parar a compaixão que leva à paz dos abraços?
 

* * * *

Li no Globo. Shafeeq-ur-Rehman, um jovem paquistanês que milagrosamente escapou da vingança cometida pelos talibãs, fez a pergunta crítica: Por que nos matam? De quem é essa guerra? Qual o nosso pecado?

* * * *

O terrorismo (ou o ataque a cidadãos alheios ao eixo da luta armada) rompe com um princípio básico da vida civilizada: nenhum homem deve ser punido pelos atos de outro homem. A menos que o ódio irracional devotado ao inimigo seja suficientemente forte para incluir uma vasta porção de pessoas que, perdendo aquilo que as torna humanos - sua singularidade -, sejam vistas como inimigas e tidas como responsáveis no mesmo grau pelas ações cometidas pelos oponentes. Repentinamente, um mundo que era individualista (meu sucesso e meu dinheiro são só meus) torna-se um coletivo irracional: eles são todos assassinos!

Todo residente nos Estados Unidos, americano ou não, republicano ou democrata, negro ou branco, rico ou pobre, islâmico, católico ou judeu, ateu ou religioso, criança ou adulto, imigrante legal ou ilegal, foi condenado pelo terror no 11 de Setembro. Esse englobamento por uma ideologia que coletiviza e torna uniforme o inimigo, fazendo qualquer dos seus segmentos um alvo de destruição, lembra uma lei da magia. No ato mágico, dizia Frazer, a parte representa o todo. Um fio de cabelo da vítima a representa, de modo que queimar o cabelo equivale a destruir a pessoa. Qualquer coisa - falar um dado idioma ou comer uma comida - produz essa identidade sem nuances e imperiosa que é a marca do terrorismo. Essa pecha que nega as circunstâncias, que nos tornam seres iguais e únicos simultaneamente. Daí o direito e o dever de ouvir o acusado ou o criminoso, por mais infame que tenha sido o seu crime.

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No terrorismo, como no tiro pelas costas, suspendem-se as pontes nas quais reina a palavra produtora de compreensão. Ademais, e esse é um ponto capital, ele não é um ato realizado entre nações como a guerra convencional, em que soldados uniformizados têm a paradoxal e louca licença para matar os que usam o uniforme inimigo em nome da paz. Terrorista não usa uniforme nem ocupa um território. Declarar guerra ao terror é como declarar guerra ao álcool ou ao mau-caratismo. Pois, diferentemente dos conflitos convencionais, nos quais um governo luta contra outro (conforme ensinou Rousseau), no combate ao terror chega-se a algo próximo à luta de todos contra todos, pois como prevenir um inimigo que pode ser qualquer pessoa?

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Antes da nossa formidável evolução para atos de terror em tempo real, assistidos por um presidente e seu staff, havia campos de batalha onde o destino dos países era decidido. A modernidade, com suas armas de destruição de massa, bem como com a escalada de ódio para com todo um grupo político ou religioso, inventou o ataque estratégico de modo que civis começaram a ser os mais atingidos. As coisas ficaram de ponta-cabeça: os civis morrem mais do que os militares, que podem optar pela rendição. É a guerra total.

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O indeferimento da mediação condena à revelia. Eis a marca do terrorismo que desnorteia. Que faz com que tudo seja um alvo. Aliás, nós somos os únicos seres capazes de abandonar a nossa frágil vestimenta humana, feita de uns tantos princípios em geral mal compreendidos e frequentemente incompatíveis entre si, para torturar, difamar e matar friamente: em nome de alguma moralidade. Não há coisa mais triste do que a conjunção de uma nobre causa - vamos liquidar a miséria - com a ambição política venal, como ocorre hoje no Brasil. Porque os fins que são nobres justificam todos os meios que são vis.

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Pior é a ausência de pontes. Sem recuo, a onipotência do terrorismo produz mais terrorismo e desumanidade. Neste caso, dizem suas vítimas, podemos usar a tortura e suspender os direitos de todos que forem suspeitos. O terrorismo legitima suspeitar do insuspeito. Ele ordena ignorar a humanidade dos inimigos porque o pagamento com a mesma moeda é a sua lei. Eis a condição ideal para promover as forças anti-humanas. Pois se nos foi dada a graça de engendrar a vida, também nos foi concedido o poder de matar e torturar sem problemas. A culpa é barrada pela moralidade que, em nome de algum deus e, hoje, de uma crença política alçada a nível religioso, possui uma tenebrosa onipresença, onisciência e onipotência.