Calcula-se que 18 toneladas de cocaína sejam transportadas através do oeste da África, a partir de Timbuctu, no Mali.
Hordas de jovens malis são aliciadas por traficantes para levar a droga por terra em comboios pelo deserto, viajando sem parar, 24 horas por dia.
A ONU calcula que 18 toneladas de cocaína, com um valor de varejo de rua estimado em US$ 1, 25 bilhão, cruze o oeste da África anualmente – cerca de 50% de toda a cocaína não destinada aos Estados Unidos. A maior parte segue da Colômbia, Peru e Bolivia, levada para o oeste africano a bordo de jatos particulares, barcos pesqueiros e aviões cargueiros pela notória "Via Expressa 10".
No começo, o tráfico era dominado por Tuaregues e intermediários que guiavam os traficantes até locais com água e depósitos de combustível no deserto. Mas, depois que a al-Qaida tomou conta da região, cerca de 10 anos atrás, houve um grande aumento na quantidade de cocaína. Eles tinham a infra-estrutura, a rede de contatos e o conhecimento logístico.
A falta de policiamento no Saara permitiram o florescimento do islamismo e do tráfico de cocaína, com vastas fronteiras montanhosas e inóspitas, impossíveis de patrulhar.
Os traficantes são muito organizados, e tornam sua presença cada vez mais dificil de detectar . A drogas são também transportadas por camelos, que cruzam o deserto sem guias até um lugar entre montanhas chamado 'al-Hanq'. Os animais foram treinados sendo privados de alimento e levados várias vezes pelo mesmo trajeto, e alimentados quando chegavam a al-Hanq, até aprenderem a fazer a jornada sozinhos.

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