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sexta-feira, 8 de maio de 2015

A trapaça da estatal que queima arquivos


José Nêumanne
É tolice pensar que, ao esconder a verdade, Petrobrás vai recuperar credibilidade perdida
Como se tivesse sido instada a explicar por que queima gás nos campos de extração de petróleo, a Petrobrás tentou justificar a eliminação de áudios e vídeos em que foram gravadas reuniões de seu conselho de administração nas quais se decidiu a compra funesta e onerosa da refinaria da Astra Oil belga em Pasadena, Texas. Tentar até que tentou, mas não conseguiu.
Não vai ser com a queima confessada de arquivos que podem revelar atitudes criminosas de quem autorizou um negócio tão controverso como foi esse, feito no momento em que presidia o dito conselho a ministra poderosa de dois governos e chefe do anterior e do atual, que a empresa recuperará sua credibilidade perdida. Neste momento em que ineficiência, má gestão, queda do preço do produto que refina e cujos combustíveis vende e, sobretudo, roubo, muito roubo, levaram a estatal a divulgar um balanço com a maior perda em ativos entre as grandes petroleiras do mundo, a confissão inaceitável só vai piorar tudo. O cinismo chegou ao ápice com a entrega dos registros sonoros e visuais das 12 últimas reuniões (desde setembro) do tal conselho à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás – um escárnio da estatal, et pour cause, do governo, ao Legislativo, Poder que representa diretamente o cidadão, acionista majoritário ao qual ela teria de prestar contas.
A apresentação do balanço, que envergonharia qualquer empresa de qualquer porte no mundo, com a agravante de parte do prejuízo ter sido causada pelo mais lesivo escândalo de corrupção da história da humanidade, foi feita em clima de comemoração, “justificada” pela “virada de página” sob nova administração. E também pela “saga de desafios” da estatal desde sua criação, nos anos 1950, sob a égide do enganoso lema publicitário “o petróleo é nosso”. Depois da roubalheira devassada pela Operação Lava Jato, o slogan publicitário passou a ser acintoso pela constatação de que os lucros do negócio nunca foram da Nação, mas, sim, dos eventuais donos do poder no Estado.
Apesar das evidências confirmadas por quantias exorbitantes revelando o fiasco de gestão e a privatização na prática por partidos da aliança governista federal, a ex-presidente de seu conselho de administração e atual presidente da República, Dilma Rousseff, insiste em fantasias absurdas para fugir à responsabilidade pelo que ela chama de malfeitos. Em frases sem confirmação na vida real – tais como “limpou o que tinha de limpar”, “tirou aqueles que tinha de tirar lá de dentro, que se aproveitaram das suas posições para enriquecer seus próprios bolsos” ou “a Petrobrás está de pé” –, suas mentiras são repetidas à exaustão por governistas e em lorotas fictícias da publicidade nos veículos de comunicação.
A confissão da queima de arquivos com a cumplicidade tácita do governo – que comanda a estatal em nosso nome –, dos partidos aliados, da mídia adesista e dos falsos ingênuos, que tentam justificar o furto generalizado com toscos autos de fé populistas, vem agora reforçar o mal-estar causado a nossos estômagos vazios pela desfaçatez. O repórter do Estado em Brasília Fábio Fabrini revelou à véspera do feriadão que, pedida por este jornal, tendo como base a Lei de Acesso à Informação, a entrega de gravações em áudio e vídeo das reuniões em que foi decidida a compra da “ruivinha” em Pasadena foi negada pela Petrobrás. A alegação para negá-la, repetida formalmente à CPI, foi a de que tais arquivos são “eliminados” após a formalização das atas das reuniões.
Até agora a empresa não trouxe a público nenhuma resolução interna nem ordem superior que possam justificar a providência. O que se sabe é que por causa dela a Nação ignora como Dilma agiu ao presidir o colegiado entre 2003 e 2010, quando foi ministra de Minas e Energia e, depois, chefe da Casa Civil dos governos Lula. Isso pode até ter sido providencial, mas certamente não era o mais prudente a ser feito.
As mentiras cabeludas, pois, que Dilma tem contado a pretexto de salvar a Petrobrás da “sanha demolidora” da oposição inerte, se estendem agora à sua atuação em parte relevante do petrolão. Só que nunca ninguém saberá até que ponto ela interferiu no escândalo.
Semelhante episódio histórico mundial foi protagonizado pelo ex-presidente dos EUA Richard Nixon, obrigado a renunciar (para evitar sofrer impeachment inevitável) por ter mentido à Nação. Ele garantiu, em pronunciamento público, que não teve conhecimento da invasão do escritório de campanha de seu adversário democrata, George McGovern, no edifício Watergate, em Washington. Como as reuniões no Salão Oval da Casa Branca são gravadas e nunca eliminadas depois, ficou provado que ele tinha tratado do assunto, sim, e isso o levou ao impasse: renunciar ou ser deposto. E olhe que seu apelido era Tricky Dicky, Ricardinho Trapaceiro.
Exemplo mais próximo de preservação da memória, salva de tentativas de reescrever a história ao estilo stalinista, foi a intervenção do então ministro do Trabalho do governo Costa e Silva, Jarbas Passarinho, que disse, como revela a gravação da reunião em que o AI5 foi oficializado, à disposição de qualquer um sem necessidade de ir a arquivo nenhum: “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência”. A frase foi modificada na ata, que atenuou a aspereza da expressão usada, “às favas”, por “ignoro”. No entanto, na memória coletiva não ficou o eufemismo. E a frase dita e gravada foi resumida para “às favas com os escrúpulos”, título de uma comédia de Juca de Oliveira, sucesso no teatro.
Talvez seja possível numa devassa nos computadores da Petrobrás resgatar imagens e sons e recuperar o que ocorreu nas reuniões e as atas não revelam. Se não for, ficará o travo amargo da trapaça de uma gente que se diz socialista e transparente, mas, enquanto revolve as vísceras da ditadura em Comissões de Verdade, queima arquivos para ocultar a história recente, que a incomoda.
Jornalista, poeta e escritor
(Publicado na Pag.A2 do Estado de S. Paulo de quarta-feira 6 de maio de 2015)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cuidados no caixa eletrônico


Sacar dinheiro ou fazer outras operações nos caixas eletrônicos é cômodo (hoje nem tanto, pois até neles já se formam filas), mas arriscado quando fora do horário de expediente bancário. O grande perigo não é tanto mais os assaltos, mas o furto de senhas. 

O banco Itaú implantou um sistema simples de identificação digital  ou biometria (abaixo), inferior, a meu ver, ao do Bradesco, que lê a mão inteira. 


Nos caixas eletrônicos do Itaú, os bandidos descobriram que podiam riscar os painéis dos leitores, que devem ser de acrílico, pois vidro é bem mais difícil de riscar, obrigando os usuários a digitar suas senhas. 


Como se vê, a bandidagem anda sempre à frente da tecnologia. Por isso, evite utilizar caixas eletrônicos em agências bancárias quando elas estiverem fechadas, i.e., fora do horário de expediente. utilize a opção dos caixas 24 horas em supermercados, lojas de conveniência, shopping centers.

Biometria de mão inteira nos caixas do Bradesco.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Políticos no Bolsa-Família


O Bolsa-Família é um programa do governo federal de ajuda a famílias extremamente pobres, para as quais contribui mensalmente com valores ínfimos. Valores que, para os desavergonhados políticos que os recebem, ilegalmente (o nome disso é fraude), são mesmo irrisórios.

Donde se conclui que a classe política brasileira não tem mais jeito, provando, dia após dia, que para esta gente sempre é possível descer mais alguns degraus na escala da degradação moral.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Desvio (de verbas)


Trens costumam sofrer desvios em seus trajetos. O do governador tucano Geraldo Alckmin (PSDB de São Paulo, também sofreu desvios, mas de verbas.

O moço aprendeu bem com Lula: não viu nada, não sabe de nada...

domingo, 16 de junho de 2013

Caviar falso



Enquanto nós, aqui no Brasil, tomamos leite envenenado com formol, os ingleses comem caviar falsificado. Embora na embalagem constasse caviar sevruga de ovas de esturjão Acipenser stellatus da melhor qualidade, o que vinha dentro era, na verdade, de Acipenser ruthenus, considerado inferior pelos  conhecedores e apreciadores dessas coisas. O requintado produto é servido em locais como o Palácio de Buckingham, entre outros ambientes exclusivos.
O pote da foto, com 10 gramas, custa 20 euros, ou mais de R$ 40.
Testes aleatórios de DNA realizados em outubro revelaram que o produto, que a embalagem dizia ser sevruga da mais alta qualidade, de ovas de esturjão Acipenser stellatus, era, na verdade, de Acipenser ruthenus, considerado bem inferior pelos conhecedores.
Entretanto, o mais impressionante nesta história é o fato de ninguém ter percebido a diferença durante meses. Nem mesmo nos mais finos restaurantes do país alguém notou que estava comprando gato por lebre. 
É divertido como alguns dos que talvez tivessem desprezado as pessoas que compravam oito hambúrgueres por quase meros dois dólares e acabavam descobrindo que se tratava de carne de cavalo no lugar de bovina, também poderiam ter gasto apenas 40 libras por quilo de ovas de qualidade bem inferior no lugar da fortuna cobrada por quilo de sevruga falsificado.
Na verdade, há poucas pessoas em todo capazes de perceber a diferença entre o stellatus e o  ruthenus apenas pelo paladar...

terça-feira, 4 de junho de 2013

Alerta: Campanha fraudelenta



Uma campanha, intitulada Cielo Compra Premiada, muito bem feita, promete prêmios a usuários de cartões de crédito que fazem compras através das máquinas Cielo. Mas atenção, pois trata-se de uma fraude!

Na primeira página, pedem o nome, CPF e data de nascimento de quem se inscreve na "campanha". Quando se clica em "cadastrar, surge outra página, pedindo o nome completo do titular, a validade do cartão, seu número, o código de segurança a senha (!!), e o limite de crédito. Ora, é tudo o que é necessário para se fazer compras online!

Não caiam nessa!


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Leite "longa vida"


Agora que o leitim das crianças passou a conter formol, o termo leite longa vida acabou virando uma ironia...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Leite batizado




Em português brasileiro, a gíria "batizar" significa adulterar um produto adicionando-lhe outra substância, mais barata. Por aqui, batiza-se de tudo: álcool, gasolina, drogas, e até o leitinho das crianças.

Sim, a fraude ocorre até no leite, e não é a primeira vez! 


A Operação Leite Compen$ado (trocadilho com o termo  leite condensado), realizada na quarta-feira, 8 de maio, apreendeu grandes quantidades de  leite com adição de formol, e, posteriormente,  também foi encontrado antibiótico em amostras de leite em pó recolhidas para análise durante fiscalização de rotina. 



Veja os lotes retirados do mercado, com as respectivas marcas:
Empresa Bom Gosto:

Leite integral Líder - lote TAP 1 MB fabricado em 17/12/2012.
Empresa Goiasminas:

Leite Italac Integral - lote L 05 KM 3 fabricado em 30/10/2012
Leite Italac Integral - lote L 13 KM 3 fabricado em 05/11/2012
Leite Italac Integral - lote L 18 KM3 fabricado em 07/11/2012
Leite Italac Integral - lote L 22 KM4 fabricado em 08/11/2012
Leite Italac Integral - lote L 23 KM 1 fabricado em 09/11/2012
Leite Italac Semidesnadato - Lote L 12 KM 1 fabricado em 05/11/2012
Empresa Vonpar:

Leite Mumu Integral - Lote 3 ARC, fabricado em 18/01/2013
Marcas com venda de leite suspensa:
-LatVida
-Goolac
-Hollmann
-Só Milk


Mas não é só no Brasil que isso acontece. Em vários outros  países foram encontrados desde carne de cavalo na composição de hambúrgueres até arsênico. Veja só:



Arsênico

Traços de arsênico em alimentos não constituem novidade, já tendo sido detectados em diversos tipos de alimento, como arroz, cereais e sucos. Na alemanha, a substância, potencialmente causadora de câncer,  foi encontrada também na cerveja. 

Cabelo humano

Os aminoácidos são os  elementos constituintes do organismo, e embora sejam bons para a saúde, nem todos são  iguais.A  L-Cisteína – um aminoácido utilizado para prolongar a vida de produtos nas prateleiras, como pão –pode ser encontrada nas penas de patos e frangos, e nos chifres das vacas, mas a maior parte da que é usada nos alimentos é obtida a partir de cabelo humano. Há relatos de que a maior parte do cabelo usado para produzir L-Cisteína vem da China, onde é colhido em salões de barbeiro e cabeleireiros. É possível evitar a ingestão de L-Cisteína consumindo pães frescos de padaria, pois a substância não é adicionada à farinha de trigo. Evite também lanchonetes de comida pronta, como McDonald's, Dunkin' Donuts e Burger King, já que todos eles utilizam L-Cisteína como aditivo.

Carvão

É sabido que muitos alimentos processados contêm uma série de corantes, e vários deles são feitos a partir de carvão. O Amarelo nº 5, também chamado tartrazina, foi relacionado à hiperatividade infantil em 2007 e, desde então, todos os produtos vendidos na  União Europeia contendo a substância têm de incluir um aviso no rótulo. Entretanto, nos EUA, isso não é obrigatório. 

Dimetilpolisiloxano

O Chicken McNuggets do McDonald's (http://foodmatters.tv/articles-1/whats-really-in-chicken-mcnuggets-scary) não é exatamente o alimento mais saudável que existe, mas não contém só "frango". Os nuggets contêm, na verdade, apenas cerca de 50% de frango, sendo o restante ingredientes sintéticos, como o dimetilpolisiloxano, um polímero de silício inerte e não-tóxico (dos males, o menor...), utilizado também em próteses mamárias de silicone.

Casca de besouro fervida

O corante Vermelho natural nº 4 talvez soe inofensivo, mas esse corante alimentício é feito através da fervura da casaca de fêmeas de pulgões (um tipo de inseto) em uma solução de amônia ou carbonato de sódio. São necessários cerca de 70.000 desses insetos para produzir meio quilo de corante.  No entato,  embora possa causar asco a ideia de consumir insetos, as alternativas sintéticas a esse corante natural, como o Vermelho nº2 e o Vermelho nº 40, são feitas de derivados de petróleo... 

Pêlo de roedores

A produção de alimentos em escala industrial é, claro, muito diferente de prepará-los em casa, e, sem dúvida, grandes armazéns geralmente abrigam um ou outro roedor. Talvez por isso, a vigilância sanitária dos EUA, conhecida pela sigla  FDA (Food and Drug Administration) permite a presença de determinadas quantidades de pêlos de roedores em vários produtos, algo que ela chama de "deficiências inevitáveis": Um pêlo de roedor para cada 100 gramas de chocolate (um em cada barra, então, no mínimo!), 22 pêlos (!!) de roedores a cada 100 gramas de  canela e 5 para cada embalagem com 530 ml de pasta de amendoim.

Bórax

Banido nos EUA e Canadá para uso como aditivo alimentar, mas permitido na União Europeia, o bórax (Borato de sódio) é também utilizado em retardante de fogo, compostos antifúngicos e E285, como é conhecido na indústria alimentícia, onde é usado para controlar a acidez de produtos, bem como conservante. Ele está presente em algumas marcas de caviar, assim como em várias marcas asiáticas de macarrão tipo miojo e pratos contendo arroz, por dar ao alimentos uma textura firme, borrachuda.

Inevitável

Imaginar se no porão desses gigantescos navios graneleiros que transportam farinha de trigo, soja e outros grãos, não há baratas ou outros insetos é ingenuidade.
Bem, como se diz, se os fregueses entrassem na cozinha de certos restaurantes, sairiam correndo, de maneira que é melhor fechar os olhos e não pensar mais no assunto. São, como diz a FDA, "deficiências inevitáveis"...




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Operação Calouro



A Polícia Federal deflagrou hoje, 12, a Operação Calouro. O objetivo da ação policial é desarticular organizações criminosas especializadas em fraudar vestibulares para entidades de ensino superior de Medicina em todo o Brasil.
No total devem ser cumpridos 70 mandados de prisão e 73 mandados de busca expedidos pela Justiça de Vitória/ES. Para realizar a operação, estão sendo empregados mais de 290 policiais federais, em 10 estados (GO, MG, ES, RJ, SP, TO, RS, AC, MT e PI)   e no Distrito Federal.
A investigação
Ao longo de um ano e seis meses de investigações foi possível formar um panorama bastante completo sobre as fraudes em vestibulares de medicina em todo o território nacional e sobre os grupos criminosos que realizam esta atividade.
Trata-se de organizações altamente especializadas, lucrativas, organizadas e disseminadas. Elas agiam por meio de diversos métodos clandestinos para atingirem o objetivo de fraudarem os vestibulares, seja por meio da falsidade documental e substituição do aluno durante as provas, seja por meio da produção de um gabarito e sua difusão não autorizada e clandestina por algum meio eletrônico aos alunos.
É importante ressaltar a nocividade das quadrilhas que fraudam vestibulares, seja para as instituições, que são ludibriadas em seu processo de seleção dos melhores alunos interessados no ingresso, seja para o meio médico, que recebe profissionais completamente alheios aos princípios éticos, seja para a saúde pública em geral, que será atendida por profissionais com sérios desvios de conduta.

DPF/ES

terça-feira, 5 de junho de 2012

Operação Klon

 

A Polícia Federal realizou a Operação Klon, para desarticular organização criminosa que realizava clonagem de cartões de crédito e cartões de lojas utilizando vírus que infectava máquinas usadas no comércio. Doze pessoas foram presas na Grande São Paulo.
Cento e oito policiais cumpriram 12 Mandados de Prisão Preventiva e 27 mandados de busca e apreensão emitidos pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo.  As prisões ocorreram nas cidades de São Paulo, Taboão, Osasco, Carapicuíba e Barueri.

O inquérito iniciou-se em 24/02 e aponta evidências de que os investigados inseriam, com o auxílio de técnicos de informática, vírus nos computadores ligados aos caixas de estabelecimentos comerciais. Esses computadores recebem as informações dos equipamentos onde o comprador insere sua senha e são usados para registrar a venda e emitir o cupom fiscal. Uma vez infectada, a máquina passa a encaminhar, de tempos em tempos, os dados dos cartões e senhas dos compradores, sem que o grupo tivesse que voltar ao local.

O inquérito aponta que, com os dados, os presos compravam equipamentos eletrônicos e os anunciavam em sites de vendas pela internet. Eles também realizavam a compra de outros produtos, como cosméticos e bebidas, para a venda em lojas físicas.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de furto qualificado, estelionato, receptação, formação de quadrilha, uso de documento falso e lavagem de dinheiro, com penas que variam de um a doze anos de prisão.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Operação Amaltéia

A Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Federal- MPF, da Controladoria-Geral da União –CGU e do tribunal de Contas da União- TCU, desencadeou hoje (16/5) a Operação Amaltéia, com o objetivo de dar cumprimento a 22 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de proibição de que investigados freqüentem laticínios e órgão públicos, todos expedidos pela Justiça Federal na Paraíba. Participam da operação 20 servidores da CGU e aproximadamente 100 policiais federais.


A investigação tem como objetivo desarticular um esquema criminoso que vem fraudando e causando prejuízos ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome-MDS, o qual firma convênio com o órgão estadual responsável por  operacionalizar a contratação de laticínios e o controle de produtores rurais para que haja a distribuição de leite, no denominado Programa de Leite da Paraíba.


Verificou-se que a quadrilha agia se valendo de pessoas que não se enquadram na condição de produtor rural e que, por isto, não estariam aptas a fornecer leite ao programa.
Indícios também apontam suposto envolvimento de servidores da Fundação de Apoio Comunitário – FAC do estado da Paraíba, responsável por operacionalizar o Programa do Leite.


Outra irregularidade detectada e que está sendo criteriosamente analisada, diz respeito à qualidade do leite que, provavelmente contem água e há suspeita de que são acrescidas ao leite substâncias químicas para prolongar sua vida útil.


O volume de recursos repassado ao programa alcançou o montante de R$ 285.863.318, sendo o resultante do somatório dos valores pactuados nos convênios firmados entre a FAC e o MDS no período de 2005 a 2011. O montante aplicado irregularmente ou desviado está sendo apurado.


Os crimes investigados e sobre os quais pesam indícios sobre os investigados são: estelionato em detrimento de entidade de direito público (art. 171, parágrafo 3º do CPB); formação de quadrilha (art. 288, do CPB); falsidade ideológica (art. 29 do CPB) e adulteração de produto alimentício destinado a consumo (art. 272 do CPB). As penas dos crimes somadas chegam ao máximo de 21 anos de reclusão.

* AMALTÉIA, segundo a mitologia grega, é a cabra cujo leite nutriu Zeus em sua infância.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Medicamentos falsificados


Trabalhadores se preparam para destruir mais de 50 toneladas de medicamentos falsificados confiscados por autoridades em Pequim, no Dia dos Direitos do Consumidor.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Allen Stanford


Allen Stanford (C) deixa o tribunal federal, onde o júri o considerou culpado, em Houston, Texas, EUA, dia 6 de março de 2012. 

Stanford foi condenado na terça-feira por ter organizado uma pirâmide de Ponzi de US$ 7 billhões, um veredito que culmina a trajetória da riqueza à pobreza do ex-financista texano e playboy caribenho. 

Ele foi considerado culpado de 13 acusações entre 14 indiciamentos criminais, como fraude, conspiração e obstrução de uma investigação da U.S. Securities and Exchange Commission (SEC).

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Vídeo: Os falsos títulos do tesouro






A polícia italiana disse terem sido emitidos mandados de prisão de oito pessoas acusadas de fraude internacional e outros crimes financeiros. 

A operação policial, coordenada por promotores da cidade de Potenza, foi realizada por agentes italianos e suíços, após um ano de investigações.

Falsos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), no valor de US$ 6 trilhões, equivalentes a um terço da dívida pública americana, foram apreendidos em janeiro de uma empresa de crédito suíça.
Os oito acusados de praticar a fraude são das regiões italianas da Lombardia, Piemonte, Lázio e Basilicata.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Howard Lederer



Howard Lederer se diz o bom nos jogos de carteado. Mas, se você algum dia jogou FullTilt Poker, o cassino virtual dirigido por ele e Christopher Fergurson, e ganhou, poderá vir a ser vítima de um golpe semelhante ao de Bernard Madoff, o grande golpista de Wall Street.

A promotoria de Nova York  acusa ambos, e mais outros executivos e diretores, de operar uma pirâmide de Ponzi através da Internet, ganhando ilegalmente 440 mihões de dólares dos jogadores.


O promotor que cuida do caso é Preet Bharara, o mesmo que lançou uma cruzada contra o tráfico de informações privilegiadas em Wall Street. Todos os integrantes do conselho de administração da popular FullTilt Poker foram denunciados. Em suma, são acusados de fraudar os jogadores ao dizer-lhes que seus aportes não corriam riscos - Madoff dizia o mesmo.

Havia também a garantia aos jogadores que o dinheiro poderia ser sacado a qualquer instante. mas, segundo a promotoria, não havia liquidez para pagar a todos os jogadores. Era um fundo fantasma. E o dinheiro foi usado pelos donos do negócio, desde 2007, quando a coisa começou.





A FullTilt Poker e seus concorrentes PokerStars e Absolute Poker, foram também acusadas de lavagem de dinheiro. Há exatos cinco anos esses esquemas foram se tornando um dos negócios mais prósperos da Internet, e os Estados Unidos queriam sua parte, em impostos.

O FBI fechou os portais, e seus donos foram presos sob a acusação de manipular dinheiro a partir de paraísos fiscais. O caso expõe, novamente, o vácuo legal em que estão as apostas virtuais, por causa da defasada lei Wire Act, que  proíbe tais atividades, desde 1961.


A ação  bloqueou as contas. Bharara pretendia recuperar um total de cerca de US$3 bilhões fraudados pelos três portais. E acrescenta que a Full Tilt não era uma empresa legítima, mas, sim, um esquema de Ponzi em âmbito global utilizada por seus donos para encher os bolsos. Lederer e Ferguson, não obstante, continuam chamando seus seguidores para jogar.