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sábado, 20 de outubro de 2018

Cherenkov Telescope at Sunset | Telescopio Cherenkov ao pôr-do-sol


Em 10 de outubro, um novo telescopio refletia a luz do Sol poente. Com um horizonte escuro acima e cores do pôr-do-sol abaixo, seu espelho segmentado inverte uma imagem do belo ceu noturno nesta foto no Observatorio Roque del Los Muchachos, em La Palma, Ilhas  Canarias, Espanha. 

Os segmentos do espalho cobrem um diametro de 23 metros e são montados na estrutura aberta do Telescopio 1 de Grande Escala, inaugurado como o primeiro componente do Conjunto de Telescopios Cherenkov (CTA). 

A maioria dos telescopios baseados em solo têm a visão prejudicada pela atmosfera que borra, espalha e absorve luz. Mas os telescopios Cherenkov são projetados para detectar raios gama de altissimas energias e, na verdade, necessitam da atmosfera para operarem. 

À medida que os raios gama atingem a atmosfera superior,  produzem chuveiros de ar de particulas de alta energia. Uma grande e veloz camera nas imagens de foco comum registra os breves clarões de luz optica, chamados luz Cherenkov, criados pela chuva de particulas de ar. 

Os clarões revelam o timing dos raios gama que chegam, sua direção e energia. Por fim, mais de 100 telescopios Cherenkov estão planejados para o CTA em localidades nos hemisferios norte e sul do planeta Terra.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
On October 10, a new telescope reflected the light of the setting Sun. With dark horizon above and sunset colors below, its segmented mirror inverts an image of the beautiful evening sky in this snapshot from the Roque del Los Muchachos Observatory on the Canary Island of La Palma. 

The mirror segments cover a 23 meter diameter and are mounted in the open structure of the Large Scale Telescope 1, inaugurated as the first component of the Cherenkov Telescope Array (CTA). 

Most ground-based telescopes are hindered by the atmosphere that blurs, scatters, and absorbs light. But cherenkov telescopes are designed to detect very high energy gamma rays and actually require the atmosphere to operate. 

As the gamma rays impact the upper atmosphere they produce air showers of high-energy particles. A large, fast camera at the common focus images the brief flashes of optical light, called Cherenkov light, created by the air shower particles. 

The flashes reveal the incoming gamma ray timing, direction, and energy. Ultimately more than 100 Cherenkov telescopes are planned for the CTA at locations in both northern and southern hemispheres on planet Earth.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

The Sun's Spectrum with its Missing Colors | O espectro solar e suas cores faltantes


Ainda não se sabe por que faltam algumas cores no espectro da luz do Sol. Aqui estão todas as cores visiveis da luz emitida pelo Sol, produzidas pela passagem da luz solar por um dispositivo semelhante a um prisma. 

O espectro foi criado no Observatorio Solar McMath-Pierce e mostra, em primeiro lugar, que, embora nosso Sol de aparência branca emita luz de quase todas as cores, ele, na verdade, parece brilhar mais com luz das cores amarela e verde. 

Os trechos escuros no espectro acima surgem de gases ou acima da superficie do Sol que  absorve a luz solar emitida abaixo. Como diferentes tipos de gases absorvem luz de diferentes cores, é  possivel determinar quais gases compõem o Sol. 

O Helio, por exemplo, foi descoberto em 1870, em um espectro solar, e só mais tarde foi encontrado aqui na terra. Atualmente, a maioria das linhas de absorção  espectrais  foi identificada - mas não todas.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

It is still not known why the Sun's light is missing some colors. Here are all the visible colors of the Sun, produced by passing the Sun's light through a prism-like device. 

The spectrum was created at the McMath-Pierce Solar Observatory and shows, first off, that although our white-appearing Sun emits light of nearly every color, it does indeed appear brightest in yellow-green light. 

The dark patches in the above spectrum arise from gas at or above the Sun's surface absorbing sunlight emitted below. Since different types of gas absorb different colors of light, it is possible to determine what gasses compose the Sun. 

Helium, for example, was first discovered in 1870 on a solar spectrum and only later found here on Earth. Today, the majority of spectral absorption lines have been identified - but not all.

sábado, 15 de setembro de 2018

Ice Halos at Yellowknife | Halos de gelo em Yellowknife


Voce, provavelmente, já viu um circulo ao redor do Sol alguma vez. Mais comuns que arco-íris, os halos de gelo, como um halo circular de 22 graus, por exemplo, podem ser facilmente identificaveis, especialmente se você puder proteger seus olhos da luz solar direta. 

Ainda assim, é raro ver simultaneamente uma diversidade de tipos de halos de gelo, inclusive Petelias (sundogs), tangentes, infralaterais, e arcos Parry, todos presentes nesta foto tirada no planeta Terra. 

A foto foi tirada rapidamente no final da manhã de 4 de setembro em Yellowknife, Northwest Territories, no Canada. Os belos formatos são gerados quando a luz solar (ou o luar) é refletida e sofre refração por cristais de gelo de seis faces na atmosfera da Terra. É claro que halos de gelo atmosfericos no ceu de outros planetas são, provavelmente, diferentes.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
You've probably seen a circle around the Sun before. More common than rainbows, ice halos, like a 22 degree circular halo for example, can be easy to spot, especially if you can shade your eyes from direct sunlight. 

Still it's rare to see such a diverse range of ice halos, including sundogs, tangent, infralateral, and Parry arcs, all found in this snapshot from planet Earth. 

The picture was quickly taken in the late morning of September 4 from Yellowknife, Northwest Territories, Canada. The beautiful patterns are generated as sunlight (or moonlight) is reflected and refracted in six-sided water ice crystals in Earth's atmosphere. Of course, atmospheric ice halos in the skies of other worlds are likely to be different.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

The Iris Nebula in a Field of Dust | A nebulosa da Iris em um campo de poeira


Que flor azul cresce neste campo de poeira interestelar?  A Nebulosa da Iris. A impressionante cor azul da Nebulosa da Iris é criada pela luz proveniente da brilhante estrela SAO 19158 refletindo de um denso trecho de poeira normalmente escura. 

O fato é que não apenas a propria estrela é majoritariamente azul, mas que a luz azul proveniente dela é preferencialmente refletida pela poeira — o mesmo efeito que torna azul o ceu da Terra. O tom marrom da penetrante poeira deve-se, em parte, à fotoluminescencia — poeira convertendo a  radiação ultravioleta em luz vermelha. 

Catalogada como NGC 7023, a Nebulosa da Iris é estudada frequentemente devido à incomum prevalencia de Hidrocarbonetos Aromaticos Polyciclicos  (PAHs), complexas moleculas que também são liberadas na Terra durante a combustão incompleta de incendios florestais. 

A brilhante porção azul da Nebulosa da Iris Nebula estende-se por cerca de seis anos-luz. A Nebulosa da Iris, aqui fotografada, situa-se a cerca de 1.300 anos-luz de distancia e pode ser encontrada através de pequenos telescopios, na direção da constelação de Cefeu.

Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha

What blue flower grows in this field of dark interstellar dust? The Iris Nebula. The striking blue color of the Iris Nebula is created by light from the bright star SAO 19158 reflecting off of a dense patch of normally dark dust. 

Not only is the star itself mostly blue, but blue light from the star is preferentially reflected by the dust -- the same affect that makes Earth's sky blue. The brown tint of the pervasive dust comes partly from photoluminescence -- dust converting ultraviolet radiation to red light. 

Cataloged as NGC 7023, the Iris Nebula is studied frequently because of the unusual prevalence there of Polycyclic Aromatic Hydrocarbons (PAHs), complex molecules that are also released on Earth during the incomplete combustion of wood fires. 

The bright blue portion of the Iris Nebula spans about six light years. The Iris Nebula, pictured here, lies about 1300 light years distant and can be found with a small telescope toward the constellation of Cepheus.

sábado, 23 de junho de 2018

Fermi Science Playoffs | Jogos decisivos do Fermi Science


O Telescopio Espacial Fermi de Raios Gama, da NASA, foi lançado à orbita em 11 de junho de 2008. Seus instrumentos detectam raios gama — luz entre milhares e centenas de bilhões de vezes mais energetica do que a visivel pelo olho humano. 

Na decada passada a viagem exploratoria de alta energia do Fermi resultou numa cornucopia de assombrosas descobertas, desde ambientes extremos acima do nosso agradavel planeta e por todo o Universo distante. 

Agora, você pode votar pelo melhor resultado do Fermi até hoje obtido. Para registrar o 10º aniversario do Fermi, imagens representando 16 resultados cientificos foram selecionados e classificados para criar series de jogos

Acesse este link https://fermi.gsfc.nasa.gov/fermi10/brackets/ para dar seu voto do primeiro round em seu favorito de cada par, e depois voltar a cada duas semanas para votar no proximo round. O vencedor da Final do Fermi será anunciado em 6 de agosto, data do 10º aniversario dos primeiros dados cientificos obtidos atraves do Fermi.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

NASA's Fermi Gamma-ray Space Telescope was launched into orbit on June 11th, 2008. Its instruments detect gamma-rays -- light that is thousands to hundreds of billions of times more energetic than what we see with our eyes. 

In the last decade Fermi's high-energy voyage of exploration has resulted in a cornucopia of astonishing discoveries, from extreme environments above our fair planet and across the distant Universe. 

Now you can vote for Fermi's best result so far. To mark Fermi's 10th anniversary, images representing 16 scientific results have been selected and seeded to create brackets. Follow this link to cast your first round vote for your favorite out of each pair and then return every two weeks to vote in the next round. The winner of the Fermi Final will be announced on August 6, the 10th anniversary of the first science data from Fermi.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Ancients of Sea and Sky | Antiguidades do mar e do ceu


Isso que você vê pode parecer rochas arredondadas, mas estão vivos. Além do mais, são versões modernas das mais antigas formas de vida conhecidas: estromatolitos. Fosseis indicam que os estromatolitos apareceram na Terra há cerca de 3,7 bilhões anos — antes mesmo da formação da muitas das mais  familiares estrelas do ceu moderno. 

Nesta imagem, registrada em Western Australia, somente o antigo arco central da Via Lactea se formou antes. Nem mesmo as Nuvens de Magalhães, galaxias satelites da Via Lactea e visiveis nesta imagem abiaxo do arco da Via Lactea,  existiam em suas formas atuais quando os estromatolitos cresceram na Terra pela primeira vez. 

Os estromatolitos são biofilmes de acreação de bilhões de micro-organismos que podem lentamente se mover em direção à luz. Usando essa luz para liberar oxigenio no ar, os antigos estromatolitos ajudaram a tornar a Terra habitável para outras formas de vida inclusive, finalmente, humanos.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

They may look like round rocks, but they're alive. Moreover, they are modern versions of one of the oldest known forms of life: stromatolites. Fossils indicate that stromatolites appeared on Earth about 3.7 billion years ago -- even before many of the familiar stars in the modern night sky were formed.

 In the featured image taken in Western Australia, only the ancient central arch of our Milky Way Galaxy formed earlier. Even the Magellanic Clouds, satellite galaxies of our Milky Way and visible in the featured image below the Milky Way's arch, didn't exist in their current form when stromatolites first grew on Earth. 

Stromatolites are accreting biofilms of billions of microorganisms that can slowly move toward light. Using this light to liberate oxygen into the air, ancient stromatolites helped make Earth hospitable to other life forms including, eventually, humans.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Red Cloudbow over Delaware | Arco-Íris de nuvem vermelha sobre Delaware


Que tipo de arco-íris é esse? Neste caso, não  há chuva — o que se vê na foto é, na verdade,  uma nuvem arco-íris vermelha. O incomum arco no céu foi visto no mês passado durante um pôr-do-sol em Rehoboth Beach, Delaware, EUA. 

Quando o fotógrafo percebeu que o que ele estava vendo era algo extraordinario, tratou de fotografar o evento com a unica camera disponivel — a de um telefone celular. Nuvens são feitas de goticulas de agua, e numa nuvem arco-iris, um grupo de goticulas de nuvem reflete de volta a luz do Sol brilhante (ou Lua)  no lado oposto do céu. 

Fenomenos similares são os argo-iris de neblina e os halos de aviões. Aqui, a cor vermelha foi causada por ar atmosferico preferencialmente espalhando luz azul — o qual, simultaneamente, faz a maior parte do ceu parecer azul. Um olha atento revela  um arco supernumerário bem no interior do arco mais externo, um arco causado por difração quantica.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

What kind of rainbow is this? In this case, no rain was involved -- what is pictured is actually a red cloudbow. The unusual sky arc was spotted last month during sunset in Rehoboth Beach, Delaware, USA. 

When the photographer realized that what he was seeing was extraordinary, he captured it with the only camera available -- a cell phone. Clouds are made of water droplets, and in a cloudbow a cloud-droplet group reflects back light from the bright Sun (or Moon) on the opposite side of the sky. Similar phenomena include fogbows and airplane glories. Here, the red color was caused by atmospheric air preferentially scattering away blue light -- which simultaneously makes most of the sky appear blue. A careful inspection reveals a supernumery bow just inside the outermost arc, a bow caused by quantum diffraction.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Coronal Rain on the Sun | Chuva coronal no Sol




Será que chove no Sol? Sim, embora a precipitação nao seja de água, mas, sim, de plasma extremamente quente. Um exemplo ocorreu em meados de julho de 2012, após uma erupção solar que produziu uma Ejeção de Massa Coronal e uma labareda solar moderada. 

O mais incomum, no entanto, foi o que aconteceu em seguida. O plasma na coroa solar proxima foi fotografado resfriando-se e caindo de volta, um fenomeno chamado chuva coronal. Por terem carga eletrica, os eletrons, protons e ions presentes na chuva foram graciosamente conduzidos atraves de loops magneticos existentes próximos à superficie do Sol, fazendo com que a cena pareça uma surreal cachoeira tridimensional sem fonte. 

O espetaculo surpreendentemente sereno resultante é mostrado em luz ultravioleta e destaca materia brilhando a uma temperatura de cerca de 50.000 Kelvin. Cada segundo neste video de lapso temporal equivale a cerca de 6 minutos em tempo real, de forma que toda a sequencia de chuva coronal durasse algo como 10 horas. Recentes observações confirmaram que a chuva coronal tambem pode ocorrer em loops menores por até 30 horas.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Does it rain on the Sun? Yes, although what falls is not water but extremely hot plasma. An example occurred in mid-July 2012 after an eruption on the Sun that produced both a Coronal Mass Ejection and a moderate solar flare. 

What was more unusual, however, was what happened next. Plasma in the nearby solar corona was imaged cooling and falling back, a phenomenon known as coronal rain. Because they are electrically charged, electrons, protons, and ions in the rain were gracefully channeled along existing magnetic loops near the Sun's surface, making the scene appear as a surreal three-dimensional sourceless waterfall. 

The resulting surprisingly-serene spectacle is shown in ultraviolet light and highlights matter glowing at a temperature of about 50,000 Kelvin. Each second in the featured time lapse video takes about 6 minutes in real time, so that the entire coronal rain sequence lasted about 10 hours. Recent observations have confirmed that that coronal rain can also occur in smaller loops for as long as 30 hours.

domingo, 3 de junho de 2018

Attack of the Laser Guide Stars | Ataque das estrelas-guia Laser


Desviando de potentes raios laser, um drone captou esta estonteante vista aerea. O confronto aconteceu sobre os telescopios Ultra Grandes de 8,2 metros de diametro do Observatorio Paranal, no planeta Terra. 

Disparando durante um teste das Instalações  4 Laser Guide Star do observatorio, os lasers estão, em ultima analise, batalhando contra o efeito embaçante da turbulencia atmosferica ao criarem estrelas-guia artificiais. As estrelas-guias são, na verdade, emissões de laser de atomos de sodio excitados a grandes altitudes dentro do campo de visão telescopica. 

Flutuações de imagens de estrelas-guia são usadas em tempo real para corrigir o  embaçamento atmosferico através do controle de um espelho deformavel na trajetoria optica do telescopio. Chamada optica adaptiva, a tecnica pode produzir imagens no limite de difração do telescopio. É a mesma nitidez que voce obteria se o telescopio estivesse no espaço.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Dodging powerful laser beams, a drone captured this stunning aerial view. The confrontation took place above the 8.2 meter diameter Very Large Telescopes of the Paranal Observatory on planet Earth. 

Firing during a test of the observatory's 4 Laser Guide Star Facility, the lasers are ultimately battling against the blurring effect of atmospheric turbulence by creating artificial guide stars. The guide stars are actually emission from laser excited sodium atoms at high altitudes within the telescopic field of view. 

Guide star image fluctuations are used in real-time to correct for atmospheric blurring by controlling a deformable mirror in the telescope's optical path. Known as adaptive optics, the technique can produce images at the diffraction limit of the telescope. That's the same sharpness you would get if the telescope were in space.

terça-feira, 22 de maio de 2018

Moon Halo over Stone Circle | Halo sobre o Circulo de Pedra


Você já viu um halo ao redor da Lua? Essa visão relativamente comum ocorre quando nuvens finas a grandes altitides contendo milhões de minusculos cristais de gelo cobrem boa parte do ceu. 

Cada cristal de gelo atua como uma lente em miniatura. Como a maioria dos cristais tem um formato similar hexagonal alongado, a luz que entra por uma face do cristal e sai pela oposta com uma refração de 22 graus, que correspondem ao raio do halo da Lua. 

Um halo solar similar pode ser visivel durante o dia. A ciencia ainda investiga para saber exatamente como os cristais de gelo se formam em nuvens. Nesta imagem, o circulo de gelo no ceu é espelhado por um circulo de pedra no solo. 

Na foto tirada há apenas um mes em Pontypridd Common, Gales, Reino Unido, a Pedra Oscilante central  data da ultima era do gelo, enquanto as pedras ao redor nos circulos fora colocadas muito mais recentemente — durante os anos 1800.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Have you ever seen a halo around the Moon? This fairly common sight occurs when high thin clouds containing millions of tiny ice crystals cover much of the sky. 

Each ice crystal acts like a miniature lens. Because most of the crystals have a similar elongated hexagonal shape, light entering one crystal face and exiting through the opposing face refracts 22 degrees, which corresponds to the radius of the Moon Halo. 

A similar Sun Halo may be visible during the day. Exactly how ice-crystals form in clouds remains under investigation. In the featured image, the ice circle in the sky is mirrored by a stone circle on the ground. 

Taken just over a month ago in Pontypridd Common, Wales, UK, the central Rocking Stone survives from the last ice age, while the surrounding stones in the circles were placed much more recently -- during the 1800s.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Milky Way vs Airglow Australis | A Via Lactea vs o brilho atmosferico Austral


Capturado na semana passada após o pôr-do-sol em uma noite de outono Chilena, um excepcional brilho atmosferico inunda essa visão de todo o ceu pelo Obrsarvatorio de Las Campanas. O brilho atmosferico foi tão intenso que ofuscou partes da Via Lactea quando se arqueou de um horizonte a horizonte sobre o alto deserto Atacama. 

Originando-se a uma altitude similar à das auroraa, o luminoso brilho atmosferico se deve à quimioluminescencia, a produção de luz através de excitação quimica. Comumente registrado em cores por cameras digitais sensiveis, a emissão de brilho atmosferico aqui  tem uma aparencia de chamas. 

Ele é predomintemente causado por atomos de oxigenio atmosfericos a densidades extremamente baixas, e tem frequentemente estado presente durante as noites do hemisferio sul durante os cinco ultimos anos. 

Assim como a Via Lactea, naquela noite escura o forte brilho atmosferico estava muito visivel a olho nu, porém visivel sem cor. Jupiter, no entanto, e o mais brilhante facho de luz celestial, permanecendo em oposição ao Sol e proximo ao bulbo central da Via Lactea, nascendo sobre o  horizonte leste (topo). 

A Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães brilham ambas através do brilho atmosferico, no canto inferior esquerdo do plano galactico, em direção ao horizonte sul.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Captured last week after sunset on a Chilean autumn night, an exceptional airglow floods this allsky view from Las Campanas Observatory. The airglow was so intense it diminished parts of the Milky Way as it arced horizon to horizon above the high Atacama desert. 

Originating at an altitude similar to aurorae, the luminous airglow is due to chemiluminescence, the production of light through chemical excitation. Commonly recorded in color by sensitive digital cameras, the airglow emission here is fiery in appearance.

 It is predominately from atmospheric oxygen atoms at extremely low densities and has often been present during southern hemisphere nights over the last few years.

Like the Milky Way, on that dark night the strong airglow was very visible to the eye, but seen without color. Jupiter is brightest celestial beacon though, standing opposite the Sun and near the central bulge of the Milky Way rising above the eastern (top) horizon. 

The Large and Small Magellanic clouds both shine through the airglow to the lower left of the galactic plane, toward the southern horizon.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Kepler's House in Linz | A casa de Kepler em Linz


Há quatrocentos anos de hoje (15 de maio de 1618) Johannes Kepler descobriu a simples regra matematica que rege as orbitas do planetas do sistema solar, hoje reconhecida como a Terceira Lei de Kepler dos Movimentos Planetarios. 

Naquela época, ele morava nesta alta casa em The Hofgasse, uma rua estreita proxima ao castelo e à praça principal da cidade de Linz, na Austria, planeta Terra. A identificação conclusiva dessa residencia (Hofgasse 7) como o local da descoberta da sua terceira lei é uma descoberta recente. 

Erich Meyer, da Sociedade Astronomica de Linz  conseguiu elucidar o misterio historico, baseado, em parte, nas descrições das observações do próprio Kepler de eclipses lunares. Uma figura central na revolução cientifica do seculo 17, Kepler apoiou as descobertas de Galileu e o sistema Copernicano de  sistemas de planetas orbitando o Sol, e não a Terra. 

Ele demonstrou que os planetas se movem em elipses ao redor do Sol (Primeira Lei de Kepler), que os planetas se movem proporcionalmente mais rápido em suas orbitas quando estão mais próximos do Sol (Segunda lei de Kepler), e que planetas mais distantes levam proporcionalmente mais tempo para orbitar o Sol (Terceira Lei de Kepler).

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Four hundred years ago today (May 15, 1618) Johannes Kepler discovered the simple mathematical rule governing the orbits of the solar system's planets, now recognized as Kepler's Third Law of planetary motion. 

At that time he was living in this tall house on The Hofgasse, a narrow street near the castle and main square of the city of Linz, Austria, planet Earth. The conclusive identification of this residence (Hofgasse 7) as the location of the discovery of his third law is a recent discovery itself. 

Erich Meyer of the Astronomical Society of Linz was able to solve the historical mystery, based in part on descriptions of Kepler's own observations of lunar eclipses. A key figure in the 17th century scientific revolution, Kepler supported Galileo's discoveries and the Copernican system of planets orbiting the Sun instead of the Earth. 

He showed that planets move in ellipses around the Sun (Kepler's First Law), that planets move proportionally faster in their orbits when they are nearer the Sun (Kepler's Second Law), and that more distant planets take proportionally longer to orbit the Sun (Kepler's Third Law).

domingo, 13 de maio de 2018

The Aurora and the Sunrise | A aurora e o nascer-do-sol


Na Estação Espacial Internacional (ISS), só é possivel admirar uma aurora até o nascer do Sol. Depois disso, o plano de fundo da Terra torna-se demasiado brilhante. Infelizmente, apos o pôr-do-sol, a rapida orbita da ISS ao redor da Terra faz com que o nascer-do-sol normalmente ocorra novamente dentro de menos de 47 minutos. Nesta imagem, uma aurora verde é visivel abaixo da ISS — e no horizonte no canto superior direito, enquanto o mascer-do-sol se aproxima pelo canto superior esquerdo.

A observação de uma aurora a partir do espaço pode ser algo impressionante, já que sua forma forma mutante foi comparada a uma gigantesca ameba verde. Auroras são compostas de eletrons e protons energeticos vindos do Sol que afetam o campo magnetico da Terra e em seguida espiralam para baixo em direção à Terra tão rapido que fazem com que os atomos e moleculas atmosfericos brilhem. 

A ISS orbita a Terra aproximadamente à mesma altitude das auroras, muitas vezes voando diretamente atraves das finas camadas superiores das auroras, um evento que nem causa mal aos astronautas, nem muda o formato das auroras.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

On the International Space Station (ISS), you can only admire an aurora until the sun rises. Then the background Earth becomes too bright. Unfortunately, after sunset, the rapid orbit of the ISS around the Earth means that sunrise is usually less than 47 minutes away. In the featured image, a green aurora is visible below the ISS -- and on the horizon to the upper right, while sunrise approaches ominously from the upper left. 

Watching an aurora from space can be mesmerizing as its changing shape has been compared to a giant green amoeba. Auroras are composed of energetic electrons and protons from the Sun that impact the Earth's magnetic field and then spiral down toward the Earth so fast that they cause atmospheric atoms and molecules to glow. 

The ISS orbits at nearly the same height as auroras, many times flying right through an aurora's thin upper layers, an event that neither harms astronauts nor changes the shape of the aurora.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Where Your Elements Came From | De onde vieram os seus elementos


O hidrogenio em seu corpo, presente em todas as moleculas de agua, veio do Big Bang. Não há outras fontes significativas de hidrogenio no universo.O carbono existente em seu corpo foi feito por fusão nuclear no interior de estrelas, asssim como o oxigenio. Boa parte do ferro que há em seu corpo foi formado durantes explosões de supernovas de estrelas que ocorreram há muito tempo e muito distante daqui. 

O ouro de suas joias foi, provavelmente, criado em estrelas de neutrons durante colisões que podem ter sido visiveis como explosões de raios gama de curta duração ou eventos de ondas gravitacionais. Elementos como o fósforo e o cobre estão presentes em nosso corpos apenas em pequenas quantidades, mas são essentiais para o funcionamento de todas as formas de vida conhecidas. 

A tabela periodica aqui mostrada é codificada em cores para indicar os melhores palpites da humanidade em relação à origem nuclear de todos os elementos conhecidos. Os locais de criação nuclear de alguns elementos, como o cobre, não são extamente bem conhecidos, e continuam sendo objeto de pesquisas observacionais e computacionais.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha
The hydrogen in your body, present in every molecule of water, came from the Big Bang. There are no other appreciable sources of hydrogen in the universe. The carbon in your body was made by nuclear fusion in the interior of stars, as was the oxygen. Much of the iron in your body was made during supernovas of stars that occurred long ago and far away. 

The gold in your jewelry was likely made from neutron stars during collisions that may have been visible as short-duration gamma-ray bursts or gravitational wave events. Elements like phosphorus and copper are present in our bodies in only small amounts but are essential to the functioning of all known life. 

The featured periodic table is color coded to indicate humanity's best guess as to the nuclear origin of all known elements. The sites of nuclear creation of some elements, such as copper, are not really well known and are continuing topics of observational and computational research.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

The Flash Spectrum of the Sun | O espectro do clarão do Sol


Sob o céu límpido de Madras, Oregon, EUA, esta colorida composição de eclipse captou o furtivo espectro cromosférico ou de clarão do Sol. Apenas três exposições, feitas em 21 de agosto com lentes telescópicas e grade de difração, estão alinhadas no quadro. 

Diretamente fotografado à extrema esquerda, o visual do Sol semelhante a um anel de diamantes no começo e no final do intervalo de totalidade abrange uma silheta do disco lunar no auge do eclipse. 

Espalhado pela grade de difração no espectro de cores em direção à direita, o espectro fotosférico do Sol traça as duas riscas contínuas. Elas correspondem  ao brilho fugaz do anel de diamante do normalmente ofuscante disco solar. 

Mas imagens individuais do eclipse também aparecem em cada comprimento de onda emitida por atomos ao longo dos finos e fugazes arcos da cromosfera solar. As imagens mais brilhantes, ou mais intensas emissões cromosfericas, se devem a atomos de hidrogênio. 

Emissões alfa vermelhas de hidrogenio estão à extrema direita, com series de emissões de hidrogênio azuis e púrpura à esquerda. No meio, a emissão amarela mais brilhante é causada por atomos de helio, um elemento só descoberto pela primeira vez no clarão do espectro solar.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

In clear Madras, Oregon skies, this colorful eclipse composite captured the elusive chromospheric or flash spectrum of the Sun. Only three exposures, made on August 21 with telephoto lens and diffraction grating, are aligned in the frame. 

Directly imaged at the far left, the Sun's diamond ring-like appearance at the beginning and end of totality brackets a silhouette of the lunar disk at maximum eclipse. 

Spread by the diffraction grating into the spectrum of colors toward the right, the Sun's photospheric spectrum traces the two continuous streaks. They correspond to the diamond ring glimpses of the Sun's normally overwhelming disk. 

But individual eclipse images also appear at each wavelength of light emitted by atoms along the thin, fleeting arcs of the solar chromosphere. The brightest images, or strongest chromospheric emission, are due to Hydrogen atoms. 

Red hydrogen alpha emission is at the far right with blue and purple hydrogen series emission to the left. In between, the brightest yellow emission is caused by atoms of Helium, an element only first discovered in the flash spectrum of the Sun.

domingo, 10 de setembro de 2017

Swirling Around the Eye of Hurricane Irma | Girando ao redor do olho do furacão Irma





Por que há um olho no centro de todo furacão? Não se sabe ainda ao certo. Entretanto, o que ocorre dentro e ao redor do olho dos furacões é algo bem documentado. O ar quente se eleva ao redor das bordas dos olhos, resfria-se, gira e se espalha pela grande tempestade, mergulhando basicamente nas bordas extremas. 

No interior do olho de baixa pressão, o ar também afunda e se aquece — o que causa evaporação, calmaria, e clareamento — a luz solar pode até mesmo passar através. Bem na borda do olho, há uma alta muralha, a area dos ventos mais altos. 

É especialmente perigoso sair para o exterior quando o olho tranquilo passar por cima porque logo a pessoa, novamente, estará exposta à violenta parede do olho da tempestade. 

Aqui está um dos mais imptressionantes videos já feitos de um olho e da muralha giratória. O video de lapso temporal foi registrado do espaço pelo satélite GOES-16  da NASA na semana passada sobre um dos mais potentes ciclones tropicais da história até hoje registrada: O furacão Irma. Furacões podem ser extremamente perigosos, e seus parigos não estão restritos ao centro da tempestade.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Why does a hurricane have an eye at its center? No one is yet sure. What happens in and around a hurricane's eye is well documented, though. Warm air rises around the eye's edges, cools, swirls, and spreads out over the large storm, sinking primarily at the far edges. 

Inside the low-pressure eye, air also sinks and warms — which causes evaporation, calm, and clearing -- sunlight might even stream through. Just at the eye's edge is a towering eyewall, the area of the highest winds. 

It is particularly dangerous to go outside when the tranquil eye passes over because you are soon to experience, again, the storm's violent eyewall. 

Featured is one of the most dramatic videos yet taken of an eye and rotating eyewall. The time-lapse video was taken from space by NASA's GOES-16 satellite last week over one of the most powerful tropical cyclones in recorded history: Hurricane Irma. Hurricanes can be extremely dangerous and their perils are not confined to the storm's center.

sábado, 9 de setembro de 2017

Calm Waters and Geomagnetic Storm | Aguas calmas e tempestade geomagnetica


Estrelas muito facilmente reconhecíveis do céu do norte formam um plano de fundo para este mar iluminado pelo luar e a paisagem celeste ao largo de Cabo Cod, Massachusetts, EUA. 

Tirada em 7 de setembro, a foto também, registra uma colorida exibição de luzes do norte ou aurora borealis desencadeada por uma forte tempestade geomagnetica. 

Visivel cruzando o Sol, a gigantesca região solar ativa responsável, AR 2673, é muito maior que o planeta Terra.Ela produziu a mais forte labareda do atual ciclo solar e a ejeção de massa coronal direcionada à Terra nos últimos dias.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Very recognizable stars of the northern sky are a backdrop for calm waters in this moonlit sea and skyscape off Cape Cod, Massachusetts, US. 

Taken on September 7, the photo also records a colorful display of northern lights or aurora borealis triggered by a severe geomagnetic storm. 

Visible crossing the Sun, the giant solar active region responsible, AR 2673, is much larger than planet Earth. It has produced the strongest flare of the current solar cycle and the Earth-directed coronal mass ejection in the last few days.

domingo, 13 de agosto de 2017

A Day in the Life of a (mostly) Human Sundial | Um dia na vida de um relogio de sol (sobretudo) humano



Voce algum dia quis ser um gnomon? Claro, o gnomon é a parte alta de um relogio de Sol que projeta uma sombra. A sombra do gnomon se move à medida que o Sol cruza o céu, indicando o tempo pela posição da sombra na face do mostrador. 

Assim, em 19 de julho, o Grupo de Astronomia do Progymnasium Rosenfeld criou um relógio de Sol humano, com cada participante pacientemente fazendo o papel do gnomon oor 10 minutos. 

Neste video de lapso temporal de sua viagem de descoberta, uma imagem foi registrada a cada 20 segundos, das 8h às 14h, no Horario de Verão Central Europeu. Desenhadas no chão estão as marcas das horas do relogio de Sol, calculadas para mostrar a hora local para aquela data especifica. Atras, o relogio da torre mostra a hora para conferência. 

Você consegue encontrar o meio dia solar no horario local? (Dica: No meio dia solar, o Sol está no meridiano) O persistente grupo planeja uma repetição da exibição do relogio de Sol humano no proximo inverno para comparar a duração do dia e a altitude do Sol.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Have you ever wanted to be a gnomon? Of course, a gnomon is the tall part of a sundial that casts a shadow. The gnomon's shadow moves as the Sun moves across the sky, indicating time by the shadow's position on the dial face. 

So on July 19th, the Astronomy Group of the Progymnasium Rosenfeld created a human sundial, each participant patiently playing the role of the gnomon for 10 minutes. 

In this timelapse video of their temporal voyage of discovery, one image was taken every 20 seconds from 8 am until 4 pm Central European Summer Time. Drawn on the ground are the dial hour marks calculated to show the local time for that specific date. Behind, the tower clock offers a time check. 

Can you find the local time of solar noon? (Hint: At solar noon the Sun is on the meridan.) The persistent group plans a repetition of the human sundial performance next winter to compare the length of the day and the altitude of the Sun.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Eclipse Across America: Path Prediction Video | Eclipse através da America do Norte: Vídeo da trajetória prevista



Onde você estará durante a Eclipse através da America do Norte? Em 21 de agosto, a sombra da Lua irá cruzar a região continental dos EUA pela primeira vez, desde 1979. A trajetória prevista — uma certeza proporcionada  pelos conhecimentos astronômicos modernos — é mostrada neste vídeo da NASA. 

A maioria das pessoas nos EUA estará a um dia de viagem de carro da trajetória da eclipse solar total, enquanto o restante da Amárica do Norte verá uma eclipse solar parcial. Na trajetória da totalidade, havendo céu suficientemente límpido, a Lua irá  bloquear o Sol, tornando-o assustadoramente escuro até 2 minutos e 40 segundos. 

Se você estiver interessado em comparecer a uma festa da eclipse, entre em contato com sua sociedade astronômica amadora local, centro científico, parque ou universidade para ver alguma festa assim já está sendo planejada. Alguns "caçadores" de eclipses viajaram até o fim do mundo para ver uma eclipse total solar, e pelo caminho registraram várias histórias de divertidas  aventuras.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Where will you be during the Eclipse across America? On August 21, the shadow of the Moon will cross the continental USA for the first time since 1979. The predicted path -- a certainty given modern astronomical knowledge -- is shown in the featured NASA video. 

Most people in the USA will be within a day's drive to the path of the total solar eclipse, while the rest of North America will see a partial solar eclipse. In the path of totality, given clear-enough skies, the Moon will block out the Sun making it eerily dark for as long as 2 minutes and 40 seconds. 

If interested in attending an eclipse party, please contact your local amateur astronomical society, science center, park, or university to see if one is already being planning. Some eclipse chasers have traveled to the end of the world to see a total eclipse of the Sun, and along the way have recorded many entertaining adventure stories.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Red Sprites over the Channel | Duendes vermelhos sobre o Canal da Inglaterra


Misteriosos e  incrivelmente fugazes, os fenômennos chamados duendes vermelhos (red sprites) são vistos ocorrendo a grandes altitudes sobre grandes tempestades de trovôes no planeta Terra. Embora tenham sido registrados em baixa órbita da Terra ou através de aviões voando a grandes altitudes, esses eventos dançantes, parecidos com relâmpagos foram fotografados em quadros de vídeo em uma posição elevada no cume de uma montanha no norte da França.

Registrada durante a noite de 28 de maio, a imagem notavelmente clara e desobstruída aponta na direção de um sistema de tempestade de multicélula raging sobre o Canal da Inglaterra, à distância de, aproximadamente, 600 quilômetros. 

Durando apenas alguns milissegundos, a associação de duendes vermelhos com tempestades de trovões é um fato conhecido. Ainda assim, ainda há muito mistério cercando as breves aparições,  inclusive a natureza de sua relação com os fenômenos de relâmpagos na atmosfera superior,  como os jatos azuis ou flashes de raios gama terrestres detectados por satélites.

Tradução de Luiz M. Leitão da Cunha

Mysterious and incredibly brief, red sprites are seen to occur high above large thunderstorms on planet Earth. While they have been recorded from low Earth orbit or high flying airplanes, these dancing, lightning-like events were captured in video frames from a mountain top perch in northern France. 

Taken during the night of May 28, the remarkably clear, unobstructed view looks toward a multicell storm system raging over the English Channel about 600 kilometers away. 

Lasting only a few milliseconds, the red sprite association with thunderstorms is known. Still, much remains a mystery about the fleeting apparitions including the nature of their relation to other upper atmospheric lightning phenomena such as blue jets or satellite detected terrestrial gamma flashes.