Astronomia, astrofísica, astrogeologia, astrobiologia, astrogeografia. O macro Universo em geral, deixando de lado os assuntos mundanos. Um olhar para o sublime Universo que existe além da Terra e transcende nossas brevíssimas vidas. Astronomy astrophysics, astrogeology, astrobiology, astrogeography. The macro Universe in general, putting aside mundane subjects. A look at the sublime Universe that exists beyond Earth and transcends our rather brief life spans.
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quarta-feira, 6 de março de 2019
X-Ray Superbubbles in Galaxy NGC 3079 | Superbolhas de raios X na galaxia NGC 3079
O que teria criado essas enormes superbolhas galacticas? Duas dessas bolhas incomuns, cada uma estendendo-se por milhares de anos-luz, foram recentemente descobertas próximas ao centro da galaxia espiral NGC 3079.
As superbolhas, mostradas em roxo à direita na imagem, são tão quentes que emitem raios X, detectados pelos Observatorio Orbital Terrestres Chandra de Raios X, da NASA. Como as bolhas se espalham pelo centro de NGC 3079, uma hipotese principal é a de que elas, de alguma forma, foram criadas pela interação do buraco negro supermassivo central com o gás no entorno.
Alternativamente, as superbolhas podem ter sido criadas primariamente pelos ventos energeticos provenientes de varias estrelas jovens e quentes proximas ao centro da galaxia. O unico fenomeno similar conhecido são as bolhas de Fermi emitentes de raios gama que emanam do centro da Via Lactea, descobertas há 10 anos em imagens obtidas pelo satelite Fermi da NASA.
As pesquisas sobre a natureza das superbolhas de NGC 3079 irão seguramente continuar, assim como as buscas por superbolhas de altas energias em outras galaxias.
Tradução de LM Leitão da Cunha
What created these huge galactic superbubbles? Two of these unusual bubbles, each spanning thousands of light-years, were recently discovered near the center of spiral galaxy NGC 3079.
The superbubbles, shown in purple on the image right, are so hot they emit X-rays detected by NASA's Earth-orbiting Chandra X-Ray Observatory. Since the bubbles straddle the center of NGC 3079, a leading hypothesis is that they were somehow created by the interaction of the central supermassive black hole with surrounding gas.
Alternatively, the superbubbles might have been created primarily by the energetic winds from many young and hot stars near that galaxy's center. The only similar known phenomenon is the gamma-ray emitting Fermi bubbles emanating from the center of our Milky Way Galaxy, discovered 10 years ago in images taken by NASA's Fermi satellite.
Research into the nature of the NGC 3079 superbubbles will surely continue, as well as searches for high-energy superbubbles in other galaxies.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
Doomed Star Eta Carinae | Eta Carinae, estrela condenada
Eta Carinae pode estar prestes a explodir. Mas ninguém sabe quando — talvez no ano que vem, ou daqui a um milhão de anos. A massa de Eta Carinae — cerca de 100 vezes maior que a do Sol — a torna uma excelente candidata a tornar-se uma supernova em uma explosão completa.
Registros historicos mostram que há cerca de 170 anos, Eta Carinae sofreu um incomum surto que a tornou uma das mais brilhantes estrelas do ceu do sul. Acredita-se que Eta Carinae, na Nebulosa do Buraco de Fechadura, seja a unica estrela atualmente emitindo luz natural LASER.
Esta imagem traz detalhes da incomum nebulosa que circunda esta estrela marota. Espigões de difração, causados pelo telescopio, são visiveis como riscas brilhantes multicoloridas emanando do centro de Eta Carinae.
Dois lobos distintos da Nebulosa do Homunculo englobam a quente região central, enquanto algumas estranhas riscas radiais são visiveis em vermelho estendendo-se em direção à direita da imagem. Os lobos são recheados de trilhas de gas e poeira que absorvem as luzes azul e ultravioleta emitidas proximo ao centro. As trilhas, no entanto, permacenem inexplicadas.
Tradução de L M Leitão da Cunha
Eta Carinae may be about to explode. But no one knows when - it may be next year, it may be one million years from now. Eta Carinae's mass - about 100 times greater than our Sun - makes it an excellent candidate for a full blown supernova.
Historical records do show that about 170 years ago Eta Carinae underwent an unusual outburst that made it one of the brightest stars in the southern sky. Eta Carinae, in the Keyhole Nebula, is the only star currently thought to emit natural LASER light.
This featured image brings out details in the unusual nebula that surrounds this rogue star. Diffraction spikes, caused by the telescope, are visible as bright multi-colored streaks emanating from Eta Carinae's center.
Two distinct lobes of the Homunculus Nebula encompass the hot central region, while some strange radial streaks are visible in red extending toward the image right. The lobes are filled with lanes of gas and dust which absorb the blue and ultraviolet light emitted near the center. The streaks, however, remain unexplained.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Vela Supernova Remnant Mosaic | Mosaico dos restos da Supernova Vela
O plano da Via Lactea passa atraves desta complexa e bela paisagem celeste.Vista na direção das coloridas estrelas proximas à extremidade noroeste da constelação de Vela (de Navio), o quadro de mosaico de 200 qaudros e 16 graus de amplitude está centralizado nos filamentos incandescentes dos restos da Supernova da Vela, a nuvem de detritos em expansão resultante da explosão mortal de uma estrela de grande massa.
A luz da explosão da supernova que criou os remanescentes de Vela chegou à Terra há cerca de 11.000 anos. Além dos filamentos chocados de gas incandescente, a catastrofe cosmica também deixou para trás um incrivelmente denso nucleo estelar giratorio, o Pulsar de Vela.
Distante cerca de 800 anos-luz, os remanescentes de Vela estão, provavelmente, incrustrados nos remanescentes de outra supernova, maior e mais antiga, a Nebulosa da Goma. Entre os objetos identificados neste amplo incluem-se nebulosas de emissão e reflexão, aglomerados estelares e a notavel Nebulosa do Lápis.
Tradução de L M Leitão da Cunha
The plane of our Milky Way Galaxy runs through this complex and beautiful skyscape. Seen toward colorful stars near the northwestern edge of the constellation Vela (the Sails), the 16 degree wide, 200 frame mosaic is centered on the glowing filaments of the Vela Supernova Remnant, the expanding debris cloud from the death explosion of a massive star.
Light from the supernova explosion that created the Vela remnant reached Earth about 11,000 years ago. In addition to the shocked filaments of glowing gas, the cosmic catastrophe also left behind an incredibly dense, rotating stellar core, the Vela Pulsar.
Some 800 light-years distant, the Vela remnant is likely embedded in a larger and older supernova remnant, the Gum Nebula. Objects identified in this broad mosaic include emission and reflection nebulae, star clusters, and the remarkable Pencil Nebula.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
HESS Telescopes Explore the High-Energy Sky | Telescopios HESS exploram o céu de altas energias
Eles podem parecer modernos dinossauros mecanicos, porém são enormes olhos giratorios que observam o ceu. O Observatorio Sistema Estereoscopico de Alta Energia (H.E.S.S.) é composto de quatro telescopios com espelhos refletores de 12 metros circundando um telescopio maior que abriga um espelho de 28 metros.
Eles são projetados para detectar estranhas piscadas de luz azul -- radiação Cherenkov — emitida quando particulas carregadas se movem ligeiramente acima da velocidade da luz no ar. Esta luz é emitida quando um raio gama vindo de uma fonte distante atinge uma molecula na atmosfera terrestre e inicia uma chuva de particulas carregadas.
O H.E.S.S. é sensivel a alguns dos fotons de mais alta energia (TeV) que cruzam o universo. Operando desde 2003 na Namibia, o H.E.S.S. vem procurando por materia escura e descobriu mais de 50 fontes de emissão de radiação de altas energias, inclusive remanescentes de supernovas nos centros de galaxias que contêm buracos negros supermassivos.
Fotografados em setembro passado, os telescopios H.E.S.S. giram e fitam em sequencias de lapso temporal fotografadas em frente à Via Lactea e as Nuvens de Magalhães — quando o satelite ocasional orbitando a Terra passa.
Tradução de L M Leitão da Cunha
They may look like modern mechanical dinosaurs but they are enormous swiveling eyes that watch the sky. The High Energy Stereoscopic System (H.E.S.S.) Observatory is composed of four 12-meter reflecting-mirror telescopes surrounding a larger telescope housing a 28-meter mirror.
They are designed to detect strange flickers of blue light -- Cherenkov radiation --emitted when charged particles move slightly faster than the speed of light in air. This light is emitted when a gamma ray from a distant source strikes a molecule in Earth's atmosphere and starts a charged-particle shower. H.E.S.S. is sensitive to some of the highest energy photons (TeV) crossing the universe. Operating since 2003 in Namibia, H.E.S.S. has searched for dark matter and has discovered over 50 sources emitting high energy radiation including supernova remnants and the centers of galaxies that contain supermassive black holes. Pictured last September, H.E.S.S. telescopes swivel and stare in time-lapse sequences shot in front of our Milky Way Galaxy and the Magellanic Clouds -- as the occasional Earth-orbiting satellite zips by.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2018
Spiraling Supermassive Black Holes | Buracos negros supermassivos espiralantes
O buracos negros brilham quando colidem entre si? Ao se fundirem, buracos negros co-orbitantes com certeza emitem uma explosão de incomum radiação gravitacional, mas será que emitem luz, muito antes da radiação, se estiverem rodeados de gas?
Para ajudar a descobrir isso, astrofisicos criaram uma sofisticada simulação por computador. A simulação este video resultante representam de forma precisa dois buracos negros supermassivos espiralantes, incluindo os efeitos da relatividade geral de Einstein no gas e na luz circundantes.
O video mostra, primeiramente, o sistema visto do alto, e, depois, do lado onde as incomuns distroções de lentes gravitacionais são mais destacadas. Resultados numericos indicam que forças gravitacionais e magneticas deveriam energizar o gás para emitir luz de latas energias, do ultravioleta ao raio X. A emissão dessa luz pode permitir à humanidade detectar e estudar pares de buracos negros supermassivos muito antes de eles espiralarem juntos.
Tradução de LM Leitão da Cunha
Do black holes glow when they collide? When merging, co-orbiting black holes are sure to emit a burst of unusual gravitational radiation, but will they emit light, well before that, if they are surrounded by gas?
To help find out, astrophysicists created a sophisticated computer simulation. The simulation and featured resulting video accurately depicts two spiraling supermassive black holes, including the effects of Einstein's general relativity on the surrounding gas and light.
The video first shows the system from the top, and later from the side where unusual gravitational lens distortions are more prominent. Numerical results indicate that gravitational and magnetic forces should energize the gas to emit high-energy light from the ultraviolet to the X-ray. The emission of such light may enable humanity to detect and study supermassive black hole pairs well before they spiral together.
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
IC 59 and IC 63 in Cassiopeia | IC 59 e IC 63 em Cassiopeia
Essas bordas brilhantes e formas fluidas parecem fantasmagóricas em uma escala cosmica. Uma vista telescopica em direção à constelação de Cassiopeia, a colorida (zoomable) paisagem celeste mostra as nuvens em forma de cometa, voltadas para trás IC 59 (esquerda) e IC 63.
Distantes cerca de 600 anos-luz, as nuvens não são, na verdade, fantasmas, porém estão desaparecendo lentamente sob a influencia de radiação energetica vinda d da quente e luminosa estrela Gama Cas. Gamma Cas está fisicamente localizada a apenas entre 3 e 4 anos-luz da nebulosa, pouco além da borda superior do quadro.
Ligeiramente mais próxima a Gama Cas, IC 63 é dominada pela luz vermelha da estrela H-alfa, emitida quando atomos de hidrogenio ionizados pela radiação ultravioleta da estrela se recombinam com eletrons.
Mais distante da estrela, IC 59 mostra proporcionalmente menos emissões H-alfs, porém mais da caracteristica tonalidade azul da luz estelar refletida pela poeira. O campo de visão se estende por cerca de 1 grau, ou 10 anos-luz, à distancia estimada de Gama Cas e suas amigas.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
These bright rims and flowing shapes look ghostly on a cosmic scale. A telescopic view toward the constellation Cassiopeia, the colorful (zoomable) skyscape features the swept-back, comet-shaped clouds IC 59 (left) and IC 63.
About 600 light-years distant, the clouds aren't actually ghosts, but they are slowly disappearing under the influence of energetic radiation from hot,luminous star gamma Cas. Gamma Cas is physically located only 3 to 4 light-years from the nebulae, just off the top right edge of the frame.
Slightly closer to gamma Cas, IC 63 is dominated by red H-alpha light emitted as hydrogen atoms ionized by the star's ultraviolet radiation recombine with electrons.
Farther from the star, IC 59 shows proportionally less H-alpha emission but more of the characteristic blue tint of dust reflected star light. The field of view spans about 1 degree or 10 light-years at the estimated distance of gamma Cas and friends.
terça-feira, 23 de outubro de 2018
Hyperion: Largest Known Galaxy Proto-Supercluster | Hyperion: O maior proto-superaglomerado galactico conhecido
Como as galaxias se formaram no universo primordial? Para ajudar a descobrir isso, astronomos pesquisaram um trecho do ceu noturno com o conjunto deTelescopios Ultra Garndes no Chile para encontrar e contar galaxias que se formaram quando nosso universo era muito jovem.
A analise da distribuição de algumas galaxias distantes (descios para o vermelho proximos a 2,5) encontrou um enorme conglomerado de galaxias que se espalhava por 300 milhões de anos-luz e continha cerca de 5.000 vezes a massa da Via Lactea. Chamado Hyperion, este é atualmente o maior e mais massivo proto-superaglomerado já descoberto no universo primordial.
Proto-superaglomerados são grupos de jovens galaxias que estão em colapso gravitacional para criar um superaglomerado, que é, por sua vez, um grupo de inumeros aglomerados galacticos, sendo este um grupo de centenas de galaxias, as quais são grupos de bilhões de estrelas.
Nesta visualização, grandes galaxias são representadas em branco, e regioes contendo uma grande quantidade de galaxias menores são representadas em azul. Identificar e compreender esses granees grupos de galaxias primordiais é algo que contribui para que a humanidade compreenda a composição e evolução do universo como um todo.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
How did galaxies form in the early universe? To help find out, astronomers surveyed a patch of dark night sky with the Very Large Telescope array in Chile to find and count galaxies that formed when our universe was very young.
Analysis of the distribution of some distant galaxies (redshifts near 2.5) found an enormous conglomeration of galaxies that spanned 300 million light years and contained about 5,000 times the mass of our Milky Way Galaxy. Dubbed Hyperion, it is currently the largest and most massive proto-supercluster yet discovered in the early universe.
A proto-supercluster is a group of young galaxies that is gravitationally collapsing to create a supercluster, which itself a group of several galaxy clusters, which itself is a group of hundreds of galaxies, which itself is a group of billions of stars.
In the featured visualization, massive galaxies are depicted in white, while regions containing a large amount of smaller galaxies are shaded blue. Identifying and understanding such large groups of early galaxies contributes to humanity's understanding of the composition and evolution of the universe as a whole.
domingo, 30 de setembro de 2018
The Lonely Neutron Star in Supernova Remnant E0102-72.3 | A solitaria estrela de neutrons nos restos da supernova E0102-72.3
Por que esta estrela de neutrons está deslocada do centro? Recentemente, uma solitária estrela de neutrons foi encontrada nos destroços deixados pela antiga explosão de uma supernova.
A "estrela de neutrons solitária" em questão é o ponto azul no centro da nebulosa vermelha próxima ao canto inferior à esquerda de E0102-72.3. Nesta imagem composta, o azul representa a luz de raios X captada pelo Observatorio Chandra, da NASA, enquanto o vermelho e o azul representam luz optica captada pelo Telescopio Ultra Grande da Agencia Espacial Europeia no Chile, e pelo telescopio espacial orbital Hubble.
A posição deslocada desta estrela de neutrona é inesperada, uma vez que que a densa estrela deveria ser o nucleo da estrela que explodiu na supernova e criou a nebulosa externa.
É possivel que a estrela de neutrone em E0102 tenha sido impulsionada para longe do centro da nebulosa pela propria supernova, mas, nesse caso, parece estranho que o anel vermelho, menor, permaneça centralizado na estrela de neutrons.
Alternativamente, a nebulosa externs poderia ter sido expelida durante um cenario diferente — talvez até envolvendo outra estrela. Futuras observações das nebulosas e estrelas de neutrons, aparentemente, poderão provavelmente resolver a situação.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
Why is this neutron star off-center? Recently a lone neutron star has been found within the debris left over from an old supernova explosion.
The "lonely neutron star" in question is the blue dot at the center of the red nebula near the bottom left of E0102-72.3. In the featured image composite, blue represents X-ray light captured by NASA's Chandra Observatory, while red and green represent optical light captured by ESO's Very Large Telescope in Chile and NASA's Hubble Space Telescope in orbit.
The displaced position of this neutron star is unexpected since the dense star is thought to be the core of the star that exploded in the supernova and created the outer nebula.
It could be that the neutron star in E0102 was pushed away from the nebula's center by the supernova itself, but then it seems odd that the smaller red ring remains centered on the neutron star.
Alternatively, the outer nebula could have been expelled during a different scenario -- perhaps even involving another star. Future observations of the nebulas and neutron star appear likely to resolve the situation.
quinta-feira, 20 de setembro de 2018
Cosmic Collision Forges Galactic Ring | Colisão cósmica forma anel galactico
Como poderia uma galaxia assumir o formato de um anel? A borda da galaxia azul qua aparece à direita é uma imensa estrutura em formato de anel com um diametro de 150.000 anos-luz de diametro, composta de estrelas recém-formadas, de grande massa e extremamente brilhantes.
Aquela galaxia, AM 0644-741, é conhecida como uma galaxia anelar, e foi originada por uma imensa colisão galactica. Quando galaxiaas colidem, passam através umas das outras — suas estrelas individuais raremente entram em contato umas com as outras.
O formato de anel é resultante da desruptura gravitacional causada por uma pequena galaxia intrusa inteira passando através de outra, maior. Quando isso acontece, o gas e a poeira interestelares tornam-se condensados, fazendo com que uma onda de formação estelar se mova para fora do ponto de impacto como uma ondulação na superficie de um lago.
A galaxia provavelmente intrusa está à esquerda desta imagem combinada dos telescopios espaciais Hubble (visivel) e do Chandra (raios X). A luz em frequencia de onda de raios X é mostrada em rosa e representa lugares onde buracos negros energeticos ou estrelas de neutrons, provavelmente formadas pouco depois da colisão galactica, residem.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
How could a galaxy become shaped like a ring? The rim of the blue galaxy pictured on the right is an immense ring-like structure 150,000 light years in diameter composed of newly formed, extremely bright, massive stars.
That galaxy, AM 0644-741, is known as a ring galaxy and was caused by an immense galaxy collision. When galaxies collide, they pass through each other -- their individual stars rarely come into contact.
The ring-like shape is the result of the gravitational disruption caused by an entire small intruder galaxy passing through a large one. When this happens, interstellar gas and dust become condensed, causing a wave of star formation to move out from the impact point like a ripple across the surface of a pond.
The likely intruder galaxy is on the left of this combined image from Hubble (visible) and Chandra (X-ray) space telescopes. X-ray light is shown in pink and depicts places where energetic black holes or neutron stars, likely formed shortly after the galaxy collision, reside.
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
A Powerful Solar Flare | Uma potente labareda solar
Foi uma das mais potentes labaredas solares de que se tem noticia em toda a historia. Ocorrida em 2003 e vista através do espectro eletromagnetico, o Sol tornou-se, brevemente, mais de 100 vezes mais brilhante em raios X do que normalmente.
No dia seguinte a esta tremenda labareda solar X 17 — e a subsequente Ejeção de Massa Coronal (CME) -- particulas energeticas emitidas pelas explosões atingiram a Terra, criando auroras e afetando satelites.
A espaçonave que registrou essas imagens — SOHO — foi posta em modo de segurança "tartaruga" para evitar danos advindos desta e e de subsequentes tempestades de particulas solares.
Este filme de lapso temporal condensa em 10 segundos eventos que ocoreram ao longo de 4 horas. A CME, visivel ao redor da sobra solar central, aparece durante cerca de 3/4 da trajetoria ao longo do video, enquanto quadros de imagens proximos ao final são progressivamente mais ruidosos á medida que protons gerados pelas explosões atingem o detector LASCO da SOHO.
Neste dia, em 1859, os efeitos de uma tempestade solar ainda mais potente fizeram com que os telegrafos na Terra emitissem fagulhas, fenômeno chamado Evento Carrington. Potentes tempestades solares como essas podem criar belas auroras, mas também representam um perigo real, já que podem danificar satelites e até mesmo redes de distribuição de energia eletrica por toda a Terra.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
It was one of the most powerful solar flares in recorded history. Occurring in 2003 and seen across the electromagnetic spectrum, the Sun briefly became over 100 times brighter in X-rays than normal.
The day after this tremendous X 17 solar flare -- and subsequent Coronal Mass Ejection (CME) -- energetic particles emitted from the explosions struck the Earth, creating auroras and affecting satellites.
The spacecraft that took these frames -- SOHO -- was put in a turtle-like safe mode to avoid further damage from this and subsequent solar particle storms.
The featured time-lapse movie condenses into 10 seconds events that occurred over 4 hours. The CME, visible around the central sun-shade, appears about three-quarters of the way through the video, while frames toward the very end are progressively noisier as protons from the explosions strike SOHO's LASCO detector.
One this day in 1859, the effects of an even more powerful solar storm caused telegraphs on Earth to spark in what is known as the Carrington Event. Powerful solar storms such as these may create beautiful aurora-filled skies, but they also pose a real danger as they can damage satellites and even power grids across the Earth.
terça-feira, 11 de setembro de 2018
Stripping ESO 137-001 | Debulhando ESO 137-001
A galaxia espiral ESO 137-001 choca-se violentamente contra o grande aglomerado galactico Abell 3627, distante cerca de 220 milhões de anos-luz. A distante galaxia é vista nesta colorida imagem composta do Hubble/Chandra através de um primeiro plano das estrelas da Via Lactea na direção da constelação sulina do Triangulo Austral.
À medida que a espiral vai transitando a aproximadamente 7 milhões de quilometros por hora, seu gás e sua poeira são arrancados quando a pressão ram com o quente e tenue meio intra-aglomerado vence a gravidade da galáxia.
Evidente nos dados do Hubble em frequencia de luz próxima à da luz visivel, brilhantes aglomerados estelares se formaram no material arrancado ao longo das curtas riscas azuis em movimento.
Os dados em raios X do Chandra mostram a enorme extensão do gás aquecido arrancado enquanto difusas, trilhas azuis mais escuras, estendendo-se por mais de 400.000 anos-luz em direção ao canto inferior direito.
A significativa perda de poeira e gas dificultará a formação de novas estrelas para esta galaxia. Uma amarelada galaxia eliptica, em formação de estrelas, poeira e gas, está bem à direita de ESO 137-001 na imagem.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
Spiral galaxy ESO 137-001 hurtles through massive galaxy cluster Abell 3627 some 220 million light years away. The distant galaxy is seen in this colorful Hubble/Chandra composite image through a foreground of the Milky Way's stars toward the southern constellation Triangulum Australe.
As the spiral speeds along at nearly 7 million kilometers per hour, its gas and dust are stripped away when ram pressure with the cluster's own hot, tenuous intracluster medium overcomes the galaxy's gravity.
Evident in Hubble's near visible light data, bright star clusters have formed in the stripped material along the short, trailing blue streaks.
Chandra's X-ray data shows off the enormous extent of the heated, stripped gas as diffuse, darker blue trails stretching over 400,000 light-years toward the bottom right.
The significant loss of dust and gas will make new star formation difficult for this galaxy. A yellowish elliptical galaxy, lacking in star forming dust and gas, is just to the right of ESO 137-001 in the frame.
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
Along the Western Veil | Ao longo do Véu oeste
De aparencia delicada, estes filamentos de gas incandescente que colidiu são drapeados através do céu do planeta Terra na direção da constelação do Cisne. Eles formam a parte oeste da Nebulosa do Véu.
A Nebulosa do Véu em si é um grande remanescente de supernova, uma nuvem em expansão surgida da explosão mortal de uma estrela de grande massa. A luz original da explosão da supernova provavelmente chegou à Terra há mais de 5.000 anos.
Arremessada no evento cataclismico, a nuvem de choque interestelar percorre o espaço levantando e excitando a materia interestelar. Os filamentos incandescentes são realmente mais como longas ondulações em uma folha de papel vista quase de lado, notavelmente bem separada em gases hidrogenio atomico (vermelho) e oxigenio (azul-esverdeado).
Também chamada Laço do Cisne, a Nebulosa do Véu agora de espalha por, aproximadamente, 3 graus, ou cerca de 6 vezes o diametro de uma Lua cheia. Embora isso signifique mais de 70 anos-luz à sua distancia estimada em 1.500 anos-luz, esta imagem telescopica em mosaico de duas imagens da porção oeste espalha-se por cerca de metade daquela distancia.
Partes mais brilhantes do Véu oeste são reconhecidas como nebulosas separadas, inclusive a Vassoura da Bruxa (NGC 6960) ao longo do topo desta vista e o Triângulo de Pickering (NGC 6979), abaixo e à esquerda.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
Delicate in appearance, these filaments of shocked, glowing gas, are draped across planet Earth's sky toward the constellation of Cygnus. They form the western part of the Veil Nebula.
The Veil Nebula itself is a large supernova remnant, an expanding cloud born of the death explosion of a massive star. Light from the original supernova explosion likely reached Earth over 5,000 years ago.
Blasted out in the cataclysmic event, the interstellar shock wave plows through space sweeping up and exciting interstellar material. The glowing filaments are really more like long ripples in a sheet seen almost edge on, remarkably well separated into atomic hydrogen (red) and oxygen (blue-green) gas.
Also known as the Cygnus Loop, the Veil Nebula now spans nearly 3 degrees or about 6 times the diameter of the full Moon. While that translates to over 70 light-years at its estimated distance of 1,500 light-years, this telescopic two panel mosaic image of the western portion spans about half that distance.
Brighter parts of the western Veil are recognized as separate nebulae, including The Witch's Broom (NGC 6960) along the top of this view and Pickering's Triangle (NGC 6979) below and left.
domingo, 9 de setembro de 2018
M1: The Crab Nebula from Hubble | M1: A Nebulosa do Caranguejo vista com o Hubble
Essa é a bagunça que resulta da explosão de uma estrela. A Nebulosa do Caranguejo, resultado de uma supernova vista em 1054 AD, é preenchida por misteriosos filamentos.
Esses filamentos não só são tremendamente complexos, como parecem ter menos massa do que a que foi expelida na supernova original, e uma velocidade mais alta do que a esperada de uma explosão livre.
Esta imagem, obtida com o Hubble, é apresentada em tres cores escolhidas por interesse cientifico. A Nebulosa do Caranguejo es espalha por cerca de 10 anos-luz.
Bem no centro dela há um pulsar: uma estrela de neutrons de massa tão grande quanto a do Sol, porém com o tamanho de apenas uma pequena cidade. O Pulsar do Caranguejo gira a cerca de 30 vezes por segundo.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
This is the mess that is left when a star explodes. The Crab Nebula, the result of a supernova seen in 1054 AD, is filled with mysterious filaments.
The filaments are not only tremendously complex, but appear to have less mass than expelled in the original supernova and a higher speed than expected from a free explosion.
The featured image, taken by the Hubble Space Telescope, is presented in three colors chosen for scientific interest. The Crab Nebula spans about 10 light-years. In the nebula's very center lies a pulsar: a neutron star as massive as the Sun but with only the size of a small town. The Crab Pulsar rotates about 30 times each second.
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
The NGC 6914 Complex | O Complexo NGC 6914
Um estudo em contrastes, esta colorida paisagem celeste mostra estrelas, poeira cosmica e gas incandescentes nas vizinhanças de NGC 6914. O complexo de nebulosas de reflexão situa-se a uns 6.000 anos-luz de distancia, na direçaõ daconstelação do Cisne, ao sul, e o plano da Via Lactea.
Nuvens de poeira interestelar obscurecedora aparecem em silhueta, enquanto nebulosas avermelhadas de emissão de hidrogênio, juntamente com as poeirentas nebulosas azuis de reflexão, preenchem o tecido cosmico.
Radiação ultravioleta oriunda das quentes e jovens estrelas de grande massa da extensa associação Cisne OB2 ionizam o gas hidrogenio atomico da região, produzindo o caracteristico brilho vermelho quando protons e eletrons se recombinam.
Estrelas incrustradas de Cisne OB2 tambem fornecem a luz estelar azul fortemente refletida pelas nuvens de poeira. O campo de visão telescopica de aproximadamente 1 grau estende-se por cerca de 100 anos-luz à distancia estimada de NGC 6914.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
A study in contrasts, this colorful skyscape features stars, dust, and glowing gas in the vicinity of NGC 6914. The complex of reflection nebulae lies some 6,000 light-years away, toward the high-flying northern constellation Cygnus and the plane of our Milky Way Galaxy.
Obscuring interstellar dust clouds appear in silhouette while reddish hydrogen emission nebulae, along with the dusty blue reflection nebulae, fill the cosmic canvas. Ultraviolet radiation from the massive, hot, young stars of the extensive Cygnus OB2 association ionize the region's atomic hydrogen gas, producing the characteristic red glow as protons and electrons recombine.
Embedded Cygnus OB2 stars also provide the blue starlight strongly reflected by the dust clouds. The nearly 1 degree wide telescopic field of view spans about 100 light-years at the estimated distance of NGC 6914.
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Glowing Elements in the Soul Nebula | Elementos brilhantes na Nebulosa da Alma
Estrelas estão em formação na Alma da Rainha da Etiópia. Mais especificamente, uma grande região de formação estelar chamada Nebulosa da Alma (IC 1898), pode ser esncontrada na direção da constelação de Cassiopeia, a quem a mitologia considera a vaidosa, convencida, mulher de um rei que, muito tempo atrás, governou as terras no entorno do alto Rio Nilo.
A Nebulosa da Alma abriga inúmeros aglomerados estelares abertos, uma grande fonte de emissões de radio chamada W5, e enormes bolhas evacuadas formadas pelos ventos de jovens estrelas de grande massa.
Localizada a cerca de 6.500 anos-luz, al Nebulosa da Alma e espalha por cerca de 100 anos-luz, sendo normalmente fotografada próxima à sua vizinha celestial, a Nebulosa do Coração (IC 1805).
Esta imagem é uma composição de três exposições em diferentes cores: vermelho, emitida pelo gás hidrogenio, amarelo,s emitido pelo enxofre, e azul, emitido por oxigênio.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
Stars are forming in the Soul of the Queen of Aethopia. More specifically, a large star forming region called the Soul Nebula (IC 1898) can be found in the direction of the constellation Cassiopeia, who Greek mythology credits as the vain wife of a King who long ago ruled lands surrounding the upper Nile river.
The Soul Nebula houses several open clusters of stars, a large radio source known as W5, and huge evacuated bubbles formed by the winds of young massive stars.
Located about 6,500 light years away, the Soul Nebula spans about 100 light years and is usually imaged next to its celestial neighbor the Heart Nebula (IC 1805).
The featured image is a composite of three exposures in different colors: red as emitted by hydrogen gas, yellow as emitted by sulfur, and blue as emitted by oxygen.
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
The Pencil Nebula in Red and Blue | A Nebulosa do Pincel em vermelho e azul
Esta onda de choque mergulha através do espaço interestelar a mais de 500.000 quilometros por hora. Proximos ao topo e movendo-se para cima nesta nitidamente detalhada composição colorida, filamentos finos, brilhantes e entrelaçados são, na verdade, longas ondulações em uma lamina cosmica de gas incandescente vista quase de lado.
Catalogada como NGC 2736, sua aparencia alongada sugere seu nome popular, a Nebulosa do Pincel. Distante 800 anos-luz, ela tem cerca de 5 anos-luz de comprimento, mas representa somente uma pequena parte dos remanescentes da supernova Vela.
Os remanescentes de Vela têm cerca de 100 anos-luz de diametro, e são uma nuvem de detritos em expansão de uma estrela que foi vista explodindo há cerca de 11.000 anos.
Inicialmente, a onda de choque estava se movendo a milhões de quilometros por hora, mas desacelerou-se consideravelmente, levantando materia interestelar em seu entorno. Nesta imagem de banda estreita e campo amplo, as cores vermelho e azul rastreiam o caracteristico brilho de atomos de de hidrogenio e oxigenio ionizados, respectivamente.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
This shock wave plows through interstellar space at over 500,000 kilometers per hour. Near the top and moving up in this sharply detailed color composite, thin, bright, braided filaments are actually long ripples in a cosmic sheet of glowing gas seen almost edge-on.
Cataloged as NGC 2736, its elongated appearance suggests its popular name, the Pencil Nebula. The Pencil Nebula is about 5 light-years long and 800 light-years away, but represents only a small part of the Vela supernova remnant. The Vela remnant itself is around 100 light-years in diameter, the expanding debris cloud of a star that was seen to explode about 11,000 years ago.
Initially, the shock wave was moving at millions of kilometers per hour but has slowed considerably, sweeping up surrounding interstellar material. In the featured narrow-band, wide field image, red and blue colors track the characteristic glow of ionized hydrogen and oxygen atoms, respectively.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Live: Cosmic Rays from Minnesota | Ao vivo: Raios cosmicos de Minnesota
Raios cosmicos vindos do espaço atravessam seu corpo a cada segundo. Tipicamente, eles não causam danos. Esta imagem mostra algumas dessas particulas em movimento rapido como riscas passando atraves do NOvA Far Detector do Fermilab, localizado em Ash River, Minnesota, EUA.
Embora a imagem seja atualizada a cada 15 segundos, ela só mostra raios cosmicos que ocorreram durante uma (variavel) pequena fração daquele tempo, e basicamente mostra apenas um tipo de particula: muons.
Entretanto, a principal finalidade do Detector NOvA Far não é detectar raios cosmicos, mas, sim, neutrinos do feixe NuMI disparados através da Terra a partir do Fermilab, proximo a Chicago, Illinois, EUA, a 810 quilometros de distancia.
No entanto, somente alguns eventos de neutrinos são esperados no NOvA a cada semana. O experimentoe NuMI / NOvA está permitindo à humanidade explorar melhor a natureza dos neutrinos; por exemplo, com que frequencia eles mudam de tipo durante sua viagem.
Os raios cosmicos foram descobertos há apenas cerca de 100 anos, e podem não só alterar a memoria de computadores, mas também podem ter ajudado a criar mutações de DNA que acabaram resultando no surgimento dos humanos.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
Cosmic rays from outer space go through your body every second. Typically, they do you no harm. The featured image shows some of these fast moving particles as streaks going through Fermilab's NOvA Far Detector localizado em Ash River, Minnesota, USA.
Although the image updates every 15 seconds, it only shows cosmic rays that occurred over a (changing) small fraction of that time, and mostly shows only one type of particle: muons.
The NOvA Far Detector's main purpose is not to detect cosmic rays, though, but rather neutrinos from the NuMI beam shot through the Earth from Fermilab near Chicago, Illinois, USA, 810 kilometers away.
Cosmic rays themselves were discovered only about 100 years ago and can not only alter computer memory, but may have helped to create DNA mutations that resulted in, eventually, humans.
Only a few neutrino events are expected in NOvA per week, though. The NuMI / NOvA experiment is allowing humanity to better explore the nature of neutrinos, for example how frequently they change type during their trip.
domingo, 5 de agosto de 2018
Trapezium: At the Heart of Orion | Trapezio: No coração de Orion
Proximo ao centro deste nitido retrato cosmico, no coração da Nebulosa de Orion, há quatro quentes estrelas de grande massa, chamadas o Trapezio. Reunidas em uma região com um raio de, aproximadamente, 1,5 ano-luz, elas dominam o nucleo do denso Aglomerado Estelar da Nebulosa de Orion.
Radiação ionizante ultravioleta vinda das estrelas do Trapezio, a maior parte dela da estrela mais brilhante, Theta-1 Orionis C, alimenta todo o brilho visivel da complexa região de formação estelar.
Com cerca de tres milhões de anos de idade, o Aglomerado da Nebulosa de Orion era ainda mais compacto em seus primeiros anos, e um recente estudo dinamico indica que colisões estelares em fuga em uma era mais remota podem ter formado um buraco negro com mais de 100 vezes a massa do Sol.
A presença de um buraco negro no interior do aglomerado poderia explicar as altas velocidades observadas nas estrelas do Trapezio. A distancia da Nebulosa de Orion, de aproximadamente 1.500 anos-luz, o tornaria o buraco negro mais proximo do planeta Terra de que se tem noticia.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
Near the center of this sharp cosmic portrait, at the heart of the Orion Nebula, are four hot, massive stars known as the Trapezium. Gathered within a region about 1.5 light-years in radius, they dominate the core of the dense Orion Nebula Star Cluster.
Ultraviolet ionizing radiation from the Trapezium stars, mostly from the brightest star Theta-1 Orionis C powers the complex star forming region's entire visible glow.
About three million years old, the Orion Nebula Cluster was even more compact in its younger years and a recent dynamical study indicates that runaway stellar collisions at an earlier age may have formed a black hole with more than 100 times the mass of the Sun.
The presence of a black hole within the cluster could explain the observed high velocities of the Trapezium stars. The Orion Nebula's distance of some 1,500 light-years would make it the closest known black hole to planet Earth.
domingo, 29 de julho de 2018
Journey to the Center of the Galaxy | Jornada ao centro da galaxia
Que maravilhas existem no centro de nossa galaxia? No classico de ficção cientifica de Jules Verne Uma viagem ao centro da Terra, o professor Liedenbrock e seus colegas exploradores encontram diversas estranhas e emocionantes maravilhas. Os astronomos já tem conhecimento de alguns dos bizarros objetos que existem em nosso centro galactico, inclusive vastas nuvens de poeira cosmica, brilhantes aglomerados estelares, aneis de gas giratorios, e até um buraco negro supermassivo.
Muito do que há no centro galactico é é ocultado de nossa visão em luz visivel pela poeira e o gas existentes em seu meio, mas pode ser explorado através do uso de outras formas de radiação eletromagnetica. Este video é, na verdade, um zoom digital do centro da Via Lactea que começa utilizando imagens em luz visivel da Digitized Sky Survey (Pesquisa Celeste Digital).
À medida que o filme avança, a luz mostrada muda para o infravermelho, capaz de penetrar a poeira, e destaca nuvens que foram descobertas recentemente, em 2013, caindo em direção ao buraco negro central. Em maio de 2018, observações de uma estrela passando perto do buraco negro da Via Lactea mostraram, pela primeira vez, um desvio gravitational para o vermelho da luz da estrela — conforme previsto na relatividade geral de Einstein.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
What wonders lie at the center of our Galaxy? In Jules Verne's science fiction classic A Journey to the Center of the Earth, Professor Liedenbrock and his fellow explorers encounter many strange and exciting wonders. Astronomers already know of some of the bizarre objects that exist at our Galactic center, including like vast cosmic dust clouds, bright star clusters, swirling rings of gas, and even a supermassive black hole.
Much of the Galactic Center is shielded from our view in visible light by the intervening dust and gas, but it can be explored using other forms of electromagnetic radiation. The featured video is actually a digital zoom into the Milky Way's center which starts by utilizing visible light images from the Digitized Sky Survey.
As the movie proceeds, the light shown shifts to dust-penetrating infrared and highlights gas clouds that were recently discovered in 2013 to be falling toward central black hole. In 2018 May, observations of a star passing near the Milky Way's central black hole showed, for the first time, a gravitational redshift of the star's light -- as expected from Einstein's general relativity.
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Planck Maps the Microwave Background | O Planck mapeia o plano de fundo de midro-ondas
Do que nosso universo é feito? Para ajudar a descobrir isso, a Agência Espacial Europeia —ESA lançou o satelite Planck, de 2009 a 2013, para mapear, em detalhes inéditos, ligeiras diferenças de temperaturas na mais antiga superficie optica conhecida — o céu no plano de fundo, quando nosso universo se tornou transparente à luz.
Visivel em todas as direções, esse plano de fundo cosmico de micro-ondas é uma complexa tapeçaria que só poderia mostrar que os padrões quentes e frios observados eram o universo a ser composto de tipos especificos de energia que evoluiram de formas especificas.
Os resultados finais, relatados na semana passada, confirmam novamente que a maior parte do nosso universo é, na sua maioria, composta de uma misteriosa e desconhecida energia escura, e que mesmo a maior parte da energia da materia remanescente é estranhamente escura.
Adicionalmente, os dados "finais" de 2018 do Planck, de forma impressionante, estabelecem a idade do universo em, aproximadamente 13,8 bilhões de anos e a taxa de expansão local — a chamada constante de Hubble — em 67,4 (+/- 0,5) km/s/Mpc.
Estranhamente, esta constante Hubble determinada do universo primordial é levemente inferior àquela determinada por outros metodos no universo recente, criando uma tensão que está causando muitas discussões e especulações.
Tradução de Luiz Mario Leitão da Cunha
What is our universe made of? To help find out, ESA launched the Planck satellite from 2009 to 2013 to map, in unprecedented detail, slight temperature differences on the oldest optical surface known -- the background sky when our universe first became transparent to light.
Visible in all directions, this cosmic microwave background is a complex tapestry that could only show the hot and cold patterns observed were the universe to be composed of specific types of energy that evolved in specific ways. The final results, reported last week, confirm again that most of our universe is mostly composed of mysterious and unfamiliar dark energy, and that even most of the remaining matter energy is strangely dark.
Additionally, the "final" 2018 Planck data impressively peg the age of the universe at about 13.8 billion years and the local expansion rate -- called the Hubble constant -- at 67.4 (+/- 0.5) km/sec/Mpc.
Oddly, this early-universe determined Hubble constant is slightly lower than that determined by other methods in the late-universe, creating a tension that is causing much discussion and speculation.
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