A Polícia Federal anuncia o projeto para a implantação do Registro de Identidade Civil, o "RG federal", algo que já estava mais do que na hora de fazer. No lugar das carteiras de identidade emitidas por cada Estado, uma só, bem mais prática. Ele irá se chamar RIC, Cartão de Registro de Identidade Civil. Terá um chip, que guardará vários dados pessoais - tomara que finalmente resolvam incluir o tipo sangüíneo. O certo é juntar tudo em um só documento, com o mesmo número: título de eleitor, previdência social, CPF, carteira de trabalho.
Começa no próximo dia 8 de julho, em Brasília, o Encontro Nacional de Identificação. O evento será realizado pelo Instituto Nacional de Identificação do Departamento de Polícia Federal, e tem como principal objetivo apresentar as vantagens da adoção de um número único de identificação civil como forma de garantir a cidadania e reforçar o controle e segurança dos dados.
No local, uma “cidade digital” será simulada para demonstração do funcionamento do AFIS - sigla em inglês para o Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais - e da nova identidade brasileira, o Cartão de Registro de Identidade Civil – RIC, com os mais modernos itens de segurança, como fundos complexos, tintas e efeitos óticos especiais, além de chip microprocessador que armanezará os dados do cidadão.
RIC - O Número Único de Registro de Identidade Civil, instituído pela Lei 9454/1997, foi concebido para integrar os bancos de dados de diversos órgãos dos sistemas de identificação do Brasil.
O projeto contribuirá para tornar a identificação civil no Brasil mais eficiente ao estabelecer uma relação de unicidade entre o cidadão e seu documento. Associado a utilização de tecnologias de ponta esse sistema permitirá o cadastramento dos cidadãos após a pesquisa das respectivas impressões digitais em uma base de âmbito nacional. Assim assegura-se que para cada indivíduo será emitido um só número RIC, o que fortalece todos os serviços que requerem a identificação do cidadão.
A centralização dos dados possibilitará ás pessoas solicitar a segunda via do seu documento de identidade em qualquer lugar do Brasil.
A intenção é que em 9 anos 150 milhões de brasileiros tenham o seu número RIC. A partir do terceiro ano do projeto, 80 mil pessoas poderão ser cadastradas a cada dia, com meta de 20 milhões por ano.
Os dados serão gravados a laser em camadas interiores do cartão, tornando impossível sua remoção por agentes químicos, configurando-se assim em um documento altamente seguro.
Bem, o que está acima são alguns comentários meus, no primeiro parágrafo, e um press release da PF, editado, porque a linguagem, altamente viciada, da assessoria de imprensa deles é insuportável.
Então, eu pergunto: nove anos pra completar o projeto, na era da informática? É brincadeira...
Nenhum comentário:
Postar um comentário