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domingo, 2 de junho de 2013

Efeitos da descriminalização da maconha


O policial do Departamento de Polícia do Estado de Washington Duke Roessel com Dusty. A lei passou a permitir a posse de até uma onça (28,3 gramas) de maconha por indivíduos maiores de 21 anos law decriminalized possession of up to an ounce of the drug for individuals over 21. 


Quando Dusty, um labrador preto de 19 meses, passou batido por um cachimbo cheio de marijuana durante buscas realizadas recentemente em uma casa, agiu  exatamente conforme seu parceiro esperava.
O mais novo cão farejador de drogas da polícia de Bremerton,perto de Seattle,é um dos poucos cães policiais do Estado de Washington que não são treinados para apontar a presença de maconha nas buscas. Outros departamentos de policia estão considerando ou já retreinando seus cães para também ignorarem a presença de maconha, parte da nova realidade em um estado cujos eleitores votaram pela legalização do uso da maconha antes do final do ano passado.
"Nós queríamos treinar nossos cães para detectar substâncias realmente ilegais, como heríina, metanfetamina e cocaína," disse o cuidador de Dusty, o policial Duke Roessel, que disse que Dusty encontrou 2,5 kg de metanfetamina em uma busca recente.
Os Departamentos de Polícia de Bremerton, Bellevue e Seattle, além da patrulha estadual de Washington, submeteram os cães a um treinamento de dessensibilização para a maconha ou planejam não treinar os novos para a detecção de marijuana.
A lei passou a permitir a posse de até uma onça (28,3 g) da droga para por pessoas maiores de 21 anos. Entretanto, também impediu a distribuição e o cultivo de marijuana fora do sistema aprovado.
A Polícia diz que ter uma unidade  K-9 (canina) que não  alerta para a presença de maconha irá reduzir os obstáculos para se obter um mandado de busca, pois o cão não irá indicar possíveis quantidades legais da droga. Tradicionalmente, os cães são treinados para alertar para o cheiro de marijuana, heroína, crack, cocaína e metanfetamina. Eles não são capazes de dizer qual é qual, nem a quantidade de cada droga.
Em dezembro, a Associação de Advogados de Acusação de Washington  disse aos policiais em um memorando de orientação que os cães  que alertam sobre maconha enfrentam limitações quando um mandado de busca é cumprido, mas estas "não são fatais para a determinação de causa provável."
O grupo de policiais foi instruído a salientar que o cão foi trainado para farejar maconha e o como isso é relevante para outras  informações quando eles pedem um mandado, e que um alerta de cão treinado para narcóticos ainda será relevante para equacionar a causa provável.
Em Pierce County, entretanto, o promotor Mark Lindquist disse que as autoridades estão sendo mais cautelosas com a nova lei porque os juízes poderão excluir de sua análise de causa provável a prova  farejada pelo cão. Ele tampouco está convencido de que os cães poderão ser retreinados. "Nós vamos precisar de novos cães para alertar sobre  substâncias  ilegais," disse.
Em janeiro, a Comissão de Treinamento da Justiça Criminal do Estado de Washington  excluiu a detecção de marijuana de seus padrões de certificação de equipes caninas. A mudança não proíbe os treinadores de fazê-lo, mas isso não é mais exigido.
No entanto, alguns departamentos de polícia não vão fazer nenhuma modificação. E alguns observadores dizem que uma decisão estadual da Suprema Corte em 2010, na qual  juízes se posicionaram contra pacientes que faziam uso médico da marijuana, que disseram que os policiais não tinham mais uma causa provável para para efetuar prisões imediatamente ou investigar, devido à legalização do uso medicinal da maconha.
A recente legalização  "apenas tornou lícito o porte de uma onça (28,3 gramas) de maconha por adultos. Portanto, qualquer quantidade acima disso permanece ilegal, assim como a plantação da erva e sua comercialização, e também dar um baseado (cigarro) a alguém," disse o defensor da marijuana para uso terapêutico e advogado  Douglas Hiatt.
Por motivos diferentes, o treinador Fred Helfers da Pacific Northwest Detection Dog Association concorda com Hiatt.
Mas, tendo trabalhado 20 anos como investigador de narcóticos, Helfers disse que os departamentos que abandonaram o treinamento para maconha estão tendo uma reação "impensada". Ele disse que podem deixar de tomar conhecimento da ocorrência de crimes de fato. "E o tráfico? E as pessoas portando mais de uma onça?", disse.
Apesar dissp, Helfers está ajudando os departamentos que desejam proceder ao treinamento de "extinção", que ele diz ser um método comum de modificar quais substâncias para as quais os cães devem  alertar. Isso leva cerca de 30 dias inicialmente, além de reforços diários para modificar o comportamento do cão.
"Em geral, penso que há ainda vários departamentos esperando o desenrolar dos acontecimentos para decidir o que farão com seus cães," disse Helfers.
Tudo isso provavelmente irá se repetir no Colorado, onde o uso medicinal da marijuana é permitido desde 2000e, agora, os cidadãos poderão plantar até seis pés de cannabis em suas casas. Em janeiro de 2014, as primeiras lojas autorizadas a vender maconha a maiores de 21 anos começarão a funcionar.

Há vantagens nisso, ao menos no caso do Colorado, onde as vendas serão tributadas em 15%, após a aprovação da Emenda 64, por votação popular (nos EUA, os cidadãos comuns também legislam, através de votações).

A maior prova de que a repressão ao tráfico desta droga é inútil é o fato de ela ser consumida anualmente por 25 milhões de americanos, num total de 14.000 toneladas, um mercado de valor entre US$ 45 bilhões e US$ 100 bilhões. A manutenção de prisioneiros condenados por tráfico ou uso de maconha custa ao governo US$ 1 bilhão por ano, e estima-se que haveria uma economia de US$ 13,7 bilhões anuais para os cofres públicos, considerando-se os gastos com a repressão ao tráfico e os impostos que passariam a ser arrecadados.

Entretanto, a droga vendida no Colorado, cuja qualidade varia bastante, não é barata, custando entre US$ 10,00 e US$ 335,00 o grama, de acordo com o tipo.

Aliás, neste quesito, o Colorado é um pioneiro, tendo banido a proibição ao álcool em 1932, na época da lei seca, um ano antes de sua liberação em todo o país.

Além da questão dos cães farejadores, há outros problemas, como os bafômetros, chamados breathalizers, que só detectam a presença de álcool no hálito.

Um comentário:

  1. O Brasil tem uma das melhores políticas no mundo de combate a AIDS por que não adota a mesma lucidez na política das drogas?
    Por que esta estupidez de tratar problemas com drogas com policia e violência ao invés de prevenção e tratamento?
    Se o ministério da saúde ao contrario de realizar uma campanha realista para minimizar o problema da AIDS caísse na besteira de aceitar os argumentos dos moralistas e religiosos fundamentalistas de não distribuir camisinhas e campanhas falso moralista o resultado seria exatamente o oposto: explosão da AIDS no Brasil e não redução.
    O Grande problema no caso das drogas são os lobbies e falta de comprometimento da mídia com a verdade visto que ela esta atrelada a estes lobbies: Lobby das Armas (a venda de armas vive de guerras e nada melhor para este poderoso lobby do que uma guerra na porta de nossas casas em todos os paises do mundo. Quanto mais violência maior a venda de armas)- Lobby das farmacêuticas (basta estudar um pouco sobre endocannabinoides e cannabinoides mas em inglês) – Lobby dos Fundamentalistas Evangélicos (pastores mal formados que usam dinheiro livre de imposto para se alto promoverem praticando uma política ultra conservadora e extremamente perigosa).
    Chega de Guerra e estupidez!!
    Guerra às Drogas: A Terceira Guerra Mundial incentivada pela mídia.
    Parem de fomentar e incentivar esta TERCEIRA GUERRA MUNDIAL que vivemos desde que a ONU junto com todos os seus países signatários declararam em 1961, através da pressão americana, a GUERRA AS DROGAS a qual até hoje não foi colocado um fim. Já são 52 anos de guerra com um número sem precedentes de óbitos. A MIDIA MUNDIAL tomou uma posição em favor desta guerra criando sensacionalismo, propagando mentiras e inverdades além de esconder fatos e notícias que mudariam o curso desta guerra sangrenta fundamentada como sempre nos lucros.
    A criminalização das drogas tem como efeito colateral: morte, prisões, corrupção e insegurança. Populariza de uma forma generalizada a criminalidade e em consequência: a violência. Basta apenas estudar um pouco sobre o que ocorreu na Guerra Civil Americana da Lei Seca que se estendeu por 13 anos com uma explosão enorme da criminalidade, corrupção e óbitos. O degrau para a criminalidade fica muito baixo visto que basta um individuo vender ou usar uma substância que existe uma grande demanda para ele se tornar um inimigo do Estado, um bandido. Esta popularização e pulverização da criminalidade é uma fábrica de criar marginais e bandidos onde toda a sociedade perde.
    As drogas deveriam nos países democráticos ser vendidas, para maiores de idade, em drogarias ou farmácias. Produzidas por empresas farmacêuticas onde seria possível controlar a pureza das substâncias exigindo dos usuários uma avaliação periódica de um médico onde seriam informados sobre os riscos do uso, formas de tratamento e redução de danos e aí sim receberiam a sua receita para compra. Os governos arrecadariam as suas altas taxas de impostos que deveriam ser destinadas para a saúde, educação, propaganda negativa e tratamento. Com este modelo falido de guerra, esta gigantesca verba vai para a marginalidade criando uma enorme e rica estrutura de crime e corrupção enquanto que a sociedade e o estado só recebem os custos e as mazelas.
    As drogas nunca deveriam ser motivo de ação militar ou policial. É uma questão de doença e saúde com o tratamento baseado na medicina e apoio religioso. A mídia deveria propagar e mostrar estas verdades visto que a mesma tem um papel importantíssimo na estabilidade mundial. A comunicação é fundamental para a paz: mídia é comunicação de massa.
    Pedimos aos profissionais de mídia do mundo inteiro que se informem e divulguem as verdades e os números desta guerra. Vamos incentivar a paz e a harmonia chega de sensacionalismo, mentira e falso moralismo.

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