Galáxias primordiais observadas pelo Telescópio Espacial Hubble. O Askap, um novo radiotelescópio localizado na Austrália Ocidental, deverá descobrir mais 700.000 galáxias. Nasa.
Duas pesquisas celestes australianas, chamadas Wallaby e Dingo, deverão levar à descoberta de 700.000 galáxias no decorrer de 2013.
Um enorme novo radiotelescópio no estado da Austrália Ocidental permitirá vasculhar grandes regiões do espaço em busca de pistas sobre a evolução das galáxias.
O Australian Square Kilometre Array Pathfinder (Askap) está localizado em uma região remota e deserta da Austrália Ocidental, a pouco mais de 300 km do porto de Geraldton. Ele é formado por 36 discos, cada um com 12 metros de diâmetro, que funcionam em conjunto como uma só antena.
O Askap também vai permitir aos astronomos investigar um dos maiores mistérios do universo: a energia escura. Trata-se da força que parece fazer as galáxias se afastarem umas das outras a uma velocidade cada vez mais alta. Embora não se saiba o que é a energia escura, acredita-se que ela represente 73% de tudo o que há no universo.
Cientistas preveem que a pesquisa Wallaby irá descobrir 600.000 novas galáxias, e Dingo, outras 100.000, espalhadas por trilhões de anos-luz cúbicos de espaço.
Com o telescópio os pesquisadores irão examinar o gás hidrogênio galáctico – o combustível que forma as estrelas – para verificar as modificações sofridas pelas galáxias nos últimos 4 bilhões de anos.
O Askap é o precursor de um projeto ainda mais ambicioso, o Square Kilometre Array (Ska). Com estações receptoras espalhadas entre a África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, o Ska será o maior radiotelescópio do mundo quando for inaugurado, em 2019. Suas antenas combinadas formarão uma área de recepção de radiação com cerca de 1 km² (dái o nome Square Kilometre Array, que se traduz por Conjunto de Quilômetro Quadrado).

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