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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Operação Ferreiro

Talvez tenha sido descoberta a origem dos constantes vazamentos de dados sigilosos das escutas judiciais autorizadas. Uma quadrilha presa pela Polícia Federal estava envolvida. Então, terá sido injusto acusar os federais de serem os responsáveis pelos vazamentos.
PF PRENDE QUADRILHA ACUSADA DE VIOLAR SEGREDO DEJUSTIÇA EM MANDADOS DE INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA
A Polícia Federal desencadeou na manhã desta quarta-feira, dia 16, a “Operação Ferreiro”, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa baseada na capital paulista, suspeita de quebrar o segredo de Justiça em processos de interceptação telefônica, acessar dados cadastrais de clientes de operadoras e extratos de chamadas de diversos terminais telefônicos. A quadrilha também teria executado “grampos” clandestinos em terminais telefônicos e quebrado o sigilo de contas bancárias, com a participação de funcionário de uma instituição financeira.
Os policiais federais descobriram que os suspeitos chegavam a cobrar até R$ 3 mil, por varredura em cada linha telefônica, para fornecer informações sobre a existência, o período e a origem do mandado judicial de interceptação. A PF encontrou indícios de que a quadrilha contaria com a participação de prestadores de serviço de empresas, tanto de telefonia fixa quanto de celular e possui uma vasta rede de clientes, incluindo pessoas físicas e jurídicas.
Cento e trinta policiais federais cumprem 17 mandados de prisão, sendo sete preventivas e dez temporárias, além de 28 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Varginha/MG, Jundiaí e São Paulo. Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte. As investigações começaram há quatro meses, durante a “Operação Bicho Mineiro”, deflagrada na semana passada, que culminou com a prisão de sete pessoas em Varginha, inclusive empresários ligados às atividades de comércio e exportação de café e suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de outros crimes.
Foi através dos “serviços” contratados com a quadrilha flagrada pela “Operação Ferreiro” que os empresários investigados obtiveram a informação que seus telefones estavam monitorados pela Polícia Federal, com ordem da 4ª Vara da Justiça Federal em Minas, onde tramita o processo.
Dentre os membros da quadrilha – a maioria detetives particulares e funcionários de empresas de telefonia – quatro já foram denunciados no ano passado e respondem a processos criminais na Justiça Estadual de São Paulo, pelos crimes de interceptação clandestina de comunicações telefônicas (previsto no art. 10 da Lei nº 9.296/96) e formação de quadrilha.
O nome da “Operação Ferreiro” é uma alusão ao pássaro - também conhecido como araponga -, cujo canto alto e estridente imita o som do martelo na bigorna, o trabalho cotidiano do ferreiro. Na gíria policial, os detetives particulares são conhecidos como “arapongas”.

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