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domingo, 27 de julho de 2008

A Vogue Negra

A "edição negra" (Black Vogue) da revista Vogue Italiana teve uma demanda tão excepcional nas bancas de revistas da Inglaterra e Estados Unidos que seu editor Condé Nast providenciou às pressas uma nova tiragem de 40 mil exemplares.
Uma das capas de Vogue Italia estampa a figura de Jordan Dunn, a garota de 18 anos dscoberta por um olheiro em um shopping. Outra versão traz Naomi Campbell.
Está havendo uma demanda incrível, com as bancas cobrando além do preço de capa, quer dizer, vendendo exemplares com ágio. Ninguém do ramo editorial havia jamais visto algo assim, uma revista de tiragem pequena, distribuida para apenas 45 locais na Inglaterra, sendo procurada por todo o pais.
Durante anos, as desculpas de agências de propaganda para recusar modelos negras eram que "elas não vendem". A comunidade negra sente uma espécie de "apartheid" da indústria, algo que se pode observar em qualquer lugar. Vejam os anúncio no Brasil: a típica família que ilustra as propagandas em geral é composta de uma mulher loura, crianças de olhos azuis e homens brancos.
Assim, numa indústria de moda essencialmente racista, Naomi Campbell tem sido, até agora, uma exceção.
Talvez a indústria tenha acordado para o fato de que as modelos brancas, magrelas e altas, o "ideal ocidental" não sejam assim uma exigência do mercado consumidor, mas uma imposição preconceituosa dos editores de moda.

Um comentário:

  1. Parabéns pela abordagem isenta e belas imagens. Se todos pensassem assim, não teriamos tanta guerra e desentendimento.

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