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sábado, 12 de julho de 2008

Foro privilegiadíssimo

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), deixou de renovar convênio com a defensoria pública. Claro, os advogados, por mais bem-intencionados que sejam, não podem deixar de ganhar, e aqui, trata-se de ganhos modestos.
Enquanto bilionários, acusados dos piores crimes, ganham foro privilegiado do presidente do Supremo Tribunal Federal, os pobres coitados, ou nem tanto, que não têm a sorte de suscitar a ira de Gilmar Mendes contra a Polícia Federal, dependem, ou da disponibilidade da limitada defensoria pública, ou do empenho de advogados que, sem contato com as altas esferas, seguem o que manda a lei: vão recorrendo de instância em instância, obedecendo à hierarquia do Judiciário.
Que democracia é essa? Será que o direito de crítica ainda existe? Se existe, eu digo aqui: o Supremo não merece o presidente que ora tem.

Um comentário:

  1. Correção: Na verdade, Gilmar Mendes não favoreceu Dantas com foro privilegiado. O peido de Habeas corrpus por ele deferido percorreu todas as ainstãncias do judiciário. Critico a decisão em si, posto que Dantas pode, sim, atrapalhar o andamento do processo, mas me redimo da crítica a Gilmar mendes, que decidiu conforme a sua convicção.

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