Pesquisar conteúdo deste blog

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Energia solar

Uma unidade de Concentração de Energia Solar na Espanha utiliza painéis para refletir a luz solar para uma torre central, a fim de produzir eletricidade.
Unidades similares podem ser instaladas no Norte da África. Um pequeno retângulo inserido na vastidão do deserto do Saara esconde um plano audacioso para cortar as emissões de carbono da Europa com o uso da enorme força energética do sol do deserto.
Os cientistas acreditam que uma área similar ao País de Gales, muito pequena comparada à imensidão africana, poderá gerar energia limpa para todo o continente europeu.
Segundo a Comissão Europeía do Instituto de Energia, bastam meros 0,3% da luz solar que atinge os desertos do Saara e do oriente Médio para fornecer toda a energia de que a Europa necessita.
Há uma proposta de criação de grandes fazendas solares, produzindo eletricidade tanto por células fotovoltaicas quanto pela concentração do calor solar para ferver água, movendo turbinas com o vapor.
Uma nova super rede, transmitindo eletricidade de alta voltagem por cabos permitiria que países com o Reino Unido e a Dinamarca fizessem intercâmbio de enrgia conforme as necessidades e sobras locais. As perdas de energia nas linhas de transmissão de corrente contínua são bem menores que as de corrente alternada.
A região do Saara tem uma intensidade muito maior de luz solar, e painéis fotovoltaicos instalados lá podem gerar até três vezes mais eletricidade do que no Norte da Europa. A Algéria pretende exportar 6.000 megawatts de energia elétrica gerada por luz solar para a Europa em 2020.
Serão necesários muitos anos e enormes investimentos para a geração de eletricidade a partir da luz solar na África e sua exportação para a Europa, e, por volta de 2050, se poderá alcançar a enorme cifra de 100 GW (Gigawatts), com um investimento de 450 bilhões de euros.
O maior sistema fotovoltaico do momento está instalado em Leipzig, Alemanha, e o custo de instalação é de 3,25 euros por watt. No mediterrâneo, no Sul da Itália, isso corresponderia a eletricidade custando 15 centes por kWh, menos do que o consumidor paga hoje.
Linhas de transmissão de alta voltagem em corrente contínua (DC) são as mais eficientes a longas distâncias, sem as perdas que há no caso da corrente alternada (AC)

Nenhum comentário:

Postar um comentário