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terça-feira, 8 de julho de 2008

Corrupção trilionária

A corrupção anual no mundo, avaliada em US$ 1 trilhão, é quase o mesmo valor gasto mundialmente com armamentos militares, orçado em US$ 1,3 trilhão.
As despesas com corrupção são avaliadas com base em critérios de boa governabilidade pelo Banco Mundial (BIRD) em 212 países. Já os dados sobre armamentos militares fazem parte do relatório anual do Instituto de Estudos para a Paz de Estolcomo (SIPRI), na Suécia, divulgado no último mês.
A despesa global com armamentos aumentou 6% de 2006 para 2007, chegando a US$ 1,339 trilhão (R$ 2,179 trilhões), segundo relatório do Instituto de Estudos para a Paz de Estocolmo. Esse número corresponde a 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial e representa um aumento de 45% desde 1998.
O Brasil ocupa o 12º lugar entre as nações que mais investem em armamento, com gastos de US$ 15,3 bilhões ou 1% do total mundial.Os Estados Unidos lideram os gastos com a corrida armamentista, com 45% do valor mundial destinado aos fundos de armamento.
Desde a Segunda Guerra Mundial, o ano de 2007 foi o que mais os EUA gastaram com armamentos (US$ 547 bilhões), segundo o relatório. O Reino Unido ocupa o segundo lugar com US$ 59,7 bilhões. Por sua vez, a China aparece logo após com US$ 58,3 bilhões investidos no setor.
Já o índice de percepção da corrupção é medido por seis critérios, entre eles, a estabilidade política, o controle da corrupção, a eficácia dos serviços públicos e o grau de participação dos cidadãos. O relatório de governabilidade do Banco Mundial é feito a partir da análise de centenas de pesquisas de opinião com cidadãos dos países estudados.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a corrupção no Brasil equivale a cerca de 0,7% do PIB e corresponde a 10,7 bilhões, dados de 2006 que em valores atualizados pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas chega a R$ 17,5 bilhões.
Em um relatório divulgado no último mês, a Transparência Internacional informa ter descoberto que subornos, corrupção e outros delitos são as principais razões para a “crise de água” que está acelerando o ritmo da degradação ambiental.A corrupção no setor de abastecimento de água varia desde os pequenos subornos na entrega do produto até o desvio de recursos destinados à irrigação e energia hidrelétrica. Para a entidade, tal corrupção, encontrada tanto em países ricos como pobres, ameaça exacerbar a escassez mundial de alimentos.
.O primeiro ministro Finlandês, Matti Vanhanen, ao ser questionado sobre como o Brasil pode diminuir a corrupção disse, em maio deste ano a revista Veja, que não conhece “outra maneira de combater a corrupção além da transparência das contas do setor público”.
Nesse caminho, mais de 70 países possuem leis de liberdade ou leis de direito de acesso à informação. Em geral, toda a informação deve ser tornada pública, a exceção do que for confidencial como questões de segurança nacional, segredo de justiça e segurança pública ou de indivíduos.O solicitante não precisa fundamentar o pedido de informação. Mas a autoridade é obrigada a justificar a eventual negativa.
No Brasil, o acesso aos documentos públicos de interesse particular ou de interesse coletivo ou geral está ressalvado pela Lei 11.111.
Amanda Costa - Contas Abertas

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