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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A indústria colombiana da cocaína

O repórter M. Bristow passou dois anos documentando a indústria da cocaína na Colômbia.No primeiro de seus três filmes, ele se encontra com os plantadores, e lança um olhar sobre a sua luta contra um governo determinado a erradicar as plantações.
Legenda: Eu era um colheitador de folhas de coca. Hoje, sou o patrão. cena: laboratório de produção de pasta-base na selva.Cimento é adicionado às folhas. Se respirar a amônia, você não aguentará.
Veja esses caras. Os guerrilheiros das Farc os abandonaram. - Eles usam drogas? Não, se os pegarem consumindo, matam-nos. Por aqui, a maioria está no negócio das drogas. Adiciona-se às folhas ácido sulfúrico, que separa a gasolina da coca. Basta esperar 1 hora. Em 20 anos, fiz entre 400 e 500 kg de coca.
- Quanto ganha?
Quem trabalha para os outros ganha porcentagem, 2 gramas pela pasta, por barril. Isso é amônia. Quando seca, torna-se a branca 100% pura.
E essa é a famosa pasta de coca, Ipadu. É o que os gringos procuram.
-Os traficantes vêm aqui, ou vocês têm de ir atrás deles?
Eles chegam à aldeia, pode-se ver quem são. Aí, você lhes vende a produção.
Eles nos fumigaram duas vezes, mas não atingiram a coca, só pastagens. -Quanta coca você perdeu com as fumigações? Nada. Como eu disse, eles atingiram só as pastagens.
Corta para o escritório da ONU. É difícil ter precisão na identificação das plantações de coca, na maioria do tamanho de um campo de futebol, meio hectare. Em 2000, tinha 2,3 ha. Por isso, é difícil fumigar as plantações, bem como evitar outras áreas. Leva apenas 1 segundo para borrifar uma plantação.
Por isso, o piloto tem de ser muito experiente para identificar onde a plantação se inicia e termina. Praticamente impossível.
Esses foram atingidos por glifosato. Veja o estado das plantas. Não servem nem para os animais. Veneno puro. Tudo aqui foi destruído, menos a coca.
A situação econômica é péssima. Trabalhamos, e tudo é destruído, vira um deserto.

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