Urânio poderá um dia ser retirado da Lua, após uma nave espacial japonesa ter descoberto o elemento em sua superfície.
A sonda espacial japonesa Kaguya detectou o elemento radioativo em amostras da superfície lunar, com um espectrômetro de raios gama, além de tório, potássio, magnésio, silício, cálcio, titânio e ferro.
A descoberta abre a possibilidade de operações de mineração em escala comercial ou até usinas nucleares serem construídas na Lua.
Uma das dificuldades para futuras colônias na Lua tem sido a questão de provê-las com grandes quantidades de energia, necessárias para sustentar a vida.
A Kaguya, oficialmente conhecida pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão como o Explorador Selenológico e de Engenharia, ou Selene, foi lançada em 2007 com a missão de mapear e observar a superfície da Lua. As informações enviadas pela nave à Terra encantaram os cientistas, e abrem uma vastidão de novas possibilidades. Os suprimentos de urânio da Terra devem durar cerca de 100 anos, embora outras jazidas ainda possam vir a ser descobertas. Sua extração, contudo, é cara e prejudicial ao meio ambiente. O Japão é reconhecidamente carente de recursos naturais necessários para mover seu setor industrial e procura ativamente desenvolver novas formas de energia ou fontes alternativas das matérias primas necessárias para isso. Novas explorações precisarão identificar os locais com maior concentração de urânio, que deverão ser os primeiros locais de habitação humana na Lua.
Uranium could one day be mined on the moon after a Japanese spacecraft discovered the element on its surface.
The space probe Kaguya detected the radioactive element in samples of the Moon's surface with a gamma-ray spectrometer, along with thorium, potassium, magnesium, silicon, calcium, titanium and iron.
The discovery opens up the possibility of mining operations on a commercial basis or even nuclear power plants being constructed on the Moon.
One of the hurdles for future colonies on the Moon has been the question of providing them with the large quantities of energy required to sustain life.
Kaguya, officially known by the Japan Aerospace Exploration Agency as the Selenological and Engineering Explorer, or Selene, was launched in 2007 with the mission of mapping and surveying the surface of the Moon.
The information the spacecraft sent back to Earth has delighted scientists and opened up vast new possibilities.
Uranium supplies on Earth are expected to last for another 100 years, although further deposits are still to be discovered. Extraction, however, is expensive and damaging to the environment.
Japan is notoriously lacking in the natural resources required to power its industrial sector and is actively looking to develop new forms of energy or alternative sources of the raw materials that it requires. Further exploration will need to identify the sites with highest concentrations of uranium, which are likely to become the initial sites for human habitation on the Moon.
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