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terça-feira, 14 de outubro de 2008

"Call Centers"

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Como as coisas se arrastam no Brasil...

Passaram-se anos a fio até que as autoridades se tocassem e resolvessem enquadrar os malditos telecentros, os "call centers", até aqui um abuso infame contra a nossa paciência, com o maldito gerúndio "vou estar providenciando".

Mas isso não quer dizer que a ligação telefônica será breve. Logo, deveriam ter obrigado as empresas a fornecer números para ligação gratuita, os 0800, ou "Toll free".
Falta acabar com propaganda enganosa como a da NET, que oferece um preço, e põe a observação, em letras minúsculas, de que os preços promocionais são só para os três primeiros meses. Se servir de consolo, a firma faz isso na Europa também.
Somos sempre enganados, a começar pela mania de informar preços terminando em "99", ou "90". Anunciam um automóvel por 39.990 reais. Uma bobagem qualquer por R$ 2,99.

Os copos de requeijão têm todos o mesmo formato, mas as quantidades variam entre 200 g, 220 g e 250 g. Uma marca, Nilza, fez um fundo falso, para o pote parecer igaul ao de 250 gramas. Logo, comprar um simples requeijão é um irritante exercício de comparação entre preços, marcas e tamanhos, quase indistinguíveis.

Outro dia, comprei uma impressora HP, por R$ 349,99, (claro) e ele veio sem o cabo USB que a conecta ao computador. Um cabo indispensável, que custa 5 reais...

Viva a esperteza!

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