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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Refúgio

Quando a coisa pesa e me sinto esmagado por um sentimento de impotência diante dos absurdos da política, da corrupção, da insensatez humana, procuro refúgio nas estrelas, na negritude do espaço-tempo; viajo, ainda que só em pensamento, até uma galáxia qualquer, bem longe, a uns cinco bilhões de anos-luz, no mínimo.
A ciência e a Natureza nos dão tanto, e nós descuidamos de nossa essência, esquecemo-nos de que podemos transcender, transformar, superar as diferenças; não no sentido de eliminá-las, porque elas dão sentido à vida, mas para justamente nos aproximarmos dos outros. Quando a vida perde o sentido, e, para mim, ela o perde muitas vezes no ano, olho o palhaço e vejo que sua alegria reflete, também a tristeza de alguns dias, aqueles nos quais as forças, por maiores que sejam, parecem exauridas.
Mas a graça e a tristeza do títere nunca são suficientemente eloqüentes, e encontro a salvação no sorriso de uma criança, que fui uma dia e gostaria de voltar a ser.

2 comentários:

  1. no fundo somos todos "crianças"
    precisamos do refúgio das estrelas de nos perder nas nuvens,viajar pelos planetas que podemos criar com nossa imaginação (isso tanto nos bons como nos não tão bons momentos, pois a vida é feita de muitos paradoxos)...mas tenhamos esperança, um novo ano começa e que seja um ano com muito "sentido",
    (falando nisso vejo daqui,da minha janela várias estrelas...ahh e tem a lua!)

    saudade, apareça no meu "ninho poético" será sempre bem vindo.
    abraços menino Luiz


    menina Edna

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  2. Menina Edna,

    Como é bom poder ver o céu! O céu de verdade, que vc tem aí em Rondonópolis, porque em São Paulo não dá pra ver. Com sorte, consegue-se avistar uma ou outra estrela.

    Beijo, apareço lá, sim.

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