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sábado, 5 de janeiro de 2008

Khady Koita

Khady Koita, senegalesa, de acordo com os costumes de seu País, foi "purificada" aos sete anos, quer dizer, sofreu mutilação genital. Foi em 1967, e hoje ela é símbolo da luta contra a horrível prática de ablação.
Ela tinha 13 anos quando a casaram com um homem que ela pouco conhecia. Levada por ele a Paris, teve o primiero filho aos 17 anos, e depois mais quatro. um por ano. Suas filhas foram mutiladas, na França, sem que ela soubesse.
Mas ali, na Europa, ela conseguiu se livrar do marido. Conseguiu um emprego, freqüentou uma associação de mulheres africanas, onde percebeu que a religião não exige nenhum tipo de mutilação.
Aquilo era somente um instrumento de controle da sexualidade das mulheres, uma horrível tirania sexual e moral, humilhante.
Tornou-se militante da causa em prol da libertação das mulheres dessa prática nojenta, inominável, e ganhou uma medalha por seu trabalho de defensora dos Direitos Humanos.
Sua quarta filha escapou da mutilação; ela finalmente conseguiu.

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