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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Observando o crescimento das galáxias

No início dos anos 1900, o astrônomo Edwin Hubble descobriu que nossa galáxia Via Láctea não está sozinha no universo: é apenas uma em meio a inúmeras outras, também chamadas por ele "universos-ilha", nadando no oceano espacial.
Agora, um século depois, o Galaxy Evolution Explorer da NASA está ajudando a juntar as peças da evolução destas espécies cósmicas. Desde seu lançamento, em 2003, a missão pesquisou dezenas de milhares de galáxias pela luz ultravioleta através de nove bilhões de anos.
Os resultados trazem novas e abrangentes provas para mostrar a solidez da Teoria da Evolução das Galáxias, que sustenta que as galáxias, descritas pela primeira vez por Hubble - as elegantes espirais e as elípticas - estão ligadas por um elo evolutivo.
Segundo a teoria da "nutrição", uma galáxia típica começa sua vida como uma espiral que cospe estrelas. Com o tempo, a espiral se funde com outra espiral ou talvez com uma galáxia de contornos irregulares, antes de começar a expelir outros jatos de estrelas jovens. Finalmente, a galáxia reduz sua produção de estrelas e se estabelece como uma elíptica.
Chris Martin, principal pesquisador do Galaxy Evolution Explorer do California Institute of Technology, o Caltech, diz que " Nossos dados confirmam que todas as galáxias começam a vida formando estrelas", "Depois, através de uma combinação de fusão entre elas, exaustão de seu combustível e talvez a supressão por buracos negros, elas finalmente param de produzir estrelas".
Quando os astrônomos falam em galáxias hoje em dia, eles tendem a referir-se a elas por suas cores, azul ou vermelho, em vez de suas formas. A maioria das galáxias azuis são espirais menores ou irregulares, e a maior parte das vermelhas são elípticas maiores, embora existam exceções. Por que codificar as galáxias em cores? Suas cores indicam quão ativas elas estão na formação de novas estrelas. As estrelas mais novas brilham em luz ultravioleta ou azul, logo, as galáxias azuis estão freneticamente produzindo estrelas.
Estrelas mais velhas emitem luz infravermelha ou vermelha, portanto, as galáxias de aparência avermelhada já fecharam suas fábricas estelares. Aproximadamente metade das galáxias é azul e metade vermelha. Os cientistas postulam há muito tempo que as galáxias azuis crescem e se tornam vermelhas. Eles dizem que algo acontece que faz com que a matéria prima de formação de estrelas, o gás das galáxias azuis acabe e elas se tornam vermelhas.
Se essa teoria de "nutrição" for verdadeira, deve existir uma população de galáxias adolescentes, em processo de transformação de azuis para vermelhas, de novas para velhas. Mas tal metamorfose cósmica levaria bilhões de anos. Como podem os astrônomos, com um tempo de vida tão mais curto, estudar processos que duram tanto tempo? Uma solução é observar lotes e lotes de galáxias.
Um alienígena que tentasse imaginar como e se os humanos se desenvolvem e envelhecem por meio de apenas um punhado de fotos mostrando gente de idades diferentes. Os aliens podem deduzir que gente pequena cresce e se torna grande, mas ele poderiam compreender melhor a vida de um humano típico se pudessem examinar caixas e caixas de fotografias.
O Galaxy Evolution Explorer foi projetado para dar aos astrônomos um extenso portfólio de galáxias. Seus dados permitiram aos cientistas encontrar um grande número de galáxias adolescentes, em transição, e assim comprovar que espirais jovens, ou galáxias azuis, irão finalmente crescer e tornar-se típicas galáxias elípticas, vermelhas.
"A evolução da teoria de nutrição das galáxias previu que deve haver galáxias em transição", disse Martin. " Encontrar essas galáxias requeria o emprego de luz ultravioleta, porque elas realmente apresentam esses comprimentos de onda (eletromagnética), e porque elas são raras, é preciso observar várias. O Galaxy Evolution Explorer permitiu fazer isso".
Dados obtidos através da luz visível do Sloan Digital Sky Survey também ajudaram a estabelecer a idade de galáxias adolescentes e a freqüência com que estão esgotando sua matéria-prima estelar.
Essas descobertas sugerem que algumas das galáxias jovens estão envelhecendo rapidamente enquanto outras vçao vagarosamente em direção a seus anos dourados.

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