Pesquisar conteúdo deste blog

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

O futuro da medicina

Ir a um laboratório para fazer exames de sangue e outros que detectam doenças poderá tornar-se algo obsoleto em cerca de dez anos, com a criação de um kit que detecta sinais precoces de doenças muito antes delas aparecerem.
Um exame de sague simples está sendo desenvolvido para que as pessoas possam pesquisas por si próprias sinais de doenças que poderão pôr suas vidas em risco, inclusive câncer e doenças mentais, bem antes de aparecerem os primeiros sintomas. Em muitos casos, o diagnóstico rápido significa multiplicar as chances de um paciente se recuperar sem seqüelas, ou quase.
Esse deverá ser o maior avanço vindo de um novo ramo da biologia chamado impressão digital proteômica, ou melhor ainda, assinatura proteômica, técnica que permitirá verificar a saúde dos órgãos, um por um. Ou seja, em cerca de dez anos, a ciência vilsumbra a criação de um teste que as pessoas poderão fazer duas a três vezes por ano, empregando uma gota de sangue apenas para verificar a saúde de todos os órgãos do corpo. Seria uma espécie de escaneamento, uma vigilância periódica.
Mas há um dilema ético: acredita-se que a tecnologia poderá revelar a presença de doenças incuráveis, antes que elas se manifestem; algo como a pessoa saber que terá, daqui a alguns anos, um tipo de câncer extremamente agressivo. A ansiedade que isso traria seria insuportável e cruel. De certa forma, é melhor não saber muitos detalhes de nosso destino.
A técnica se baseia no fato de que todos os órgãos liberam constantemente centenas de proteínas diferentes na corrente sangüínea. Cerca de 50 delas são exclusivas de cada órgão, e causam o que os cientistas chamam de impressão digital protéica do órgão.
Quando uma doença atinge o cérebro, fígado, rim ou outro órgão, altera a sua impressão digital protéica. Uma versão do teste já foi usada para diagnosticar camundongos infectados com BSE (Encefalopatia Espongiforme Bovina, ou mal da vaca louca), uma doença cerebral fatal que se acredita ser causada por proteínas chamadas príons. O exame confirmou a doença muito antes da aparição dos sintomas. Todavia, não existe ainda teste ou cura para a BSE em gado ou seu equivalente humano, vCJD.
Em experiências, animais foram infecatdos com a BSE e observou-se como as impressões protéicas de seus cérebros se modificavam no decorrer do tempo. os ratos começaram a apresentar sintomas após 18 semanas, com a doença totalmente disseminada no sangue em 22 semanas, e o teste pôde diagnosticar a infecção após seis semanas. Dentro de seis meses, será possível dizer se o teste é capaz de detectar infecções em estágio inicial pela BSE em gado e vCJD em humanos.
Se ficar provado que funciona, o teste poderá ajudar a responder ás mais inquietantes perguntas sobre a epidemia de BSE que devastou rebanhos na Inglaterra nos anos 80: enquanto as mortes por vCJD, a variante humana da BSE, foram reduzidas desde a adoção de controles rígidos, a quantidade de pessoas infectadas na Grã Bretanha permanece um mistério.
Os cientistas trabalham com outras doenças como cãncer da próstata, dos ovários e gliobastoma, um tumor cerebral. Finalmemnte, eles esperam desenvolver um só teste que detectará sinais precoces de doença em 50 órgãos e tecidos.
O Hospital Hammersmith de Londres está utilizando a pegada ou impressão proteômica no diagnóstico precoce da tuberculose e de outras infecções pulmonares potencialmente letais que atingem pacientes imunodeprimidos, como os portadores de leucemia e os que sofreram transplante de medula ou órgãos.
No entanto, é preciso avaliar bem a conveniência de as pessoas fazerem esses testes sozinhas, porquanto é impossível prever suas reações frente ao desconhecido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário