Estamos vivendo a era dos recalls, da falsificação em massa e picaretagem generalizada. Não tem um mês que escrevi o artigo "riscos ocultos", em que falava das falsificações de remédios, próteses, recall de brinquedos. Depois disso, houve a fraude do leite, o queijo vencido e reembalado, novo recall da Mattel, por causa da falta de fiscalização de fabrivcantes terceirizados e erros de projeto, e agora, este:
Novo recall nos EUA de quantidade enorme de brinquedos chineses que contêm uma droga chamada DHB - gamabutirolactona -, que causa sensação de energia, vontade de se comunicar e socializar, desinibição, sensualidade, e efeitos colaterais que podem matar.
Brinquedos com pequenas peças recobertas com a susbtãncia foram engolidos por crianças australianas; esses brinquedos têm a marca comercial de Aqua Dots e Bindeez, que são vendidos no Brasil
Ora, se nem mesmo fabricantes de medicamentos, se forem indústrias químicas, escapam à fiscalização e normatização na China, que dirá brinquedos...
A Long Jump, que distribui os brinquedos Bindeez no Brasil, irá retirar os produtos das lojas e trocar os que já foram vendidos.
Em nota a empresa informou que foram vendidos 63.696 unidades do Bindeez no País. Os nomes das lojas que ffarão as trocas serão informados dia 19, e a partir do dia 21, os consumidores poderão trocar os brinquedos Bindeez por qualquer outro produto de igual valor ou receber o dinheiro de volta.
A Long Jump diz que "até o momento, não houve registro de problemas relacionados ao lote do produto Bindeez vendido no País".
O Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) é 0800 770 3993.
As miçangas são um brinquedo extremamente popular nos dois países. Em 2007, Bindeez foi escolhido como "O Brinquedo do Ano" na Austrália.
As centenas de contas de cores vivas podem ser dispostas para tomar a forma que a criança desejar e ficam unidas quando borrifadas com água.
As miçangas deveriam ser revestidas com uma cola não-tóxica, mas descobriu-se que um lote na Austrália foi recoberto com uma substância que não seguia a fórmula aprovada.
Até óleo falsificado se vende no Brasil, e os malandros tiveram a coragem de tentar enganar vários órgãos públicos: Com a operação Metamorfose, a Polícia Federal desarticulou ontem, 7, uma organização criminosa baseada na cidade de Itápolis/SP que praticou diversas fraudes em licitações de órgãos públicos para compra de combustível lubrificante automotivo.
A ação resultou na prisão de três suspeitos, inclusive do mentor intelectual do grupo criminoso. Hoje, os presos foram encaminhados para a Superintendência Regional da PF em Vila Velha (ES), onde serão indiciados.
O bando se passava por uma empresa aparentemente lícita com o fim de participar de licitações públicas. Assim, a empresa apresentava um produto - óleo lubrificante - informando que era 100% sintético, quando, na verdade, tratava-se de óleo falsificado, uma vez que comprava óleo que não possuía esta especificação e o envasava em outros recipientes com rótulo falso para ludibriar os compradores.
As investigações começaram no Espírito Santo após fraudes em licitações da Polícia Federal daquele estado, que consistiam na venda de mercadoria falsificada. Há ainda fundadas suspeitas de que o grupo criminoso tenha vendido o produto em vários estados do País para diversos órgãos públicos como a Receita Federal, Exército, Aeronáutica, Escola Agrotécnica Federal, Funasa, universidades federais, Abin, Laboratório Nacional de Astrofísica do Ministério da Ciência e Tecnologia, Embrapa, Ibama, dentre outros. Os citados órgãos desconheciam o ato criminoso praticado pelo grupo.
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