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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

O meteorito no Peru

A natureza anda brava com o Peru, há pouco foi o terremoto em Pisco, agora, caiu um meteorito que abriu uma cratera de 30 metros de diâmetro por 6 de profundidade, em Puno, povoado de Carrancas, Chacuto, próximo à Bolívia. Por sorte, atingiu um local sem contruções, semideserto.
Na verdade, este foi um meteorito muito pequeno, porque não houve grandes estragos, só um estrondo, um clarão no céu e a cratera. Muito diferente daquele que causou a extinção dos dinossauros. Geralmente estes meteoritos se queimam e desintegram totalmente durante a queda, pelo atrito com a atmosfera terrestre. Não é comum eles atingirem a Terra, mas é uma sorte que este não tenha atingido uma área habitada. Arriscada e incerta é a vida, um asteróide desses pode nos atingir enquanto jantamos tranqüilamente, sentindo-nos totalmente seguros em nossas casas. Um meteoro de verdade, pra valer, seria capaz de dizimar a humanidade, ou quase toda ela, tamanha a energia do impacto. Não precisa ser muito grande, algo como dimensões de 300 metros a alguns quilômetros, não mais do que dez, faria um estrago danado. Os cientistas tentam monitorar possíveis meteoros em rota de colisão com a Terra. Até hoje, não se verificou nenhum que possa nos atingir no futuro próximo, mas nunca se sabe... Quem gosta do assunto pode ler o livro "O fim da Terra e do Céu", do físico brasileiro Marcelo Gleiser. A obra não trata só disso, mas é bem interessante para quem se interessa pelas estrelas, os planetas e a cosmologia em geral. Gleiser escreve objetivamente, em linguagem acessível mesmo para quem, como eu, não é físico.

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