Os incêndios nas florestas gregas poderão ser considerados atos terroristas, dependendo do resultado das investigações que serão feitas pelas autoridades gregas. O fogo que consome as matas do país é dos piores de que se tem notícia nas últimas décadas. Até hoje, 27 de agosto, já são contabilizadas 63 mortes. Chamas cercaram os arredores de Atenas e já ameaçam parte da capital. Há brigadas de incêndio de outros países europeus auxiliando no combate às chamas, que já duram cerca de dois dias. França, Noruega, Itália, Alemanha e Espanha enviaram aviões para o país, que não tem meios de fazer frente às chamas. A desorganização é geral e as atenções parecem maiores com os monumentos no Peloponeso, enquanto há um enorme número de potenciais outras vítimas, em decorrência de falhas nos planos de evacuação. Altas temperaturas e fortes ventos ajudam o fogo, que começou sexta-feira, a se espalhar. Imagens de uma verdadeira pira humana foram registradas, gente ardendo em chamas dentro de seus carros, lutando inutilmente para apagar o fogo. O problema adicional é que muitos idosos se recusam a deixar suas casas. Ainda há preocupações e dúvidas sobre se os monumentos antigos em Olímpia serão poupados. É uma luta desigual dos bombeiros contra um fogueiral sem precedentes, com cerca de 170 locais distintos em chamas em 42 frentes, além de novos focos irrompendo a todo instante. Desde o início do verão, cerca de 3.000 focos de incêndio vêm destruindo boa parte do país. No que pode ser considerado uma tragédia nacional, o governo é acusado de lerdeza, falta de inciativa e coordenação. Com a grande quantidade de cinzas no ar, as autoridades recomendam às pessoas que mantenham fechadas as janelas de suas casas, apesar do calor insuportável. Considerando improvável que chamas tenham irrompido simultaneamente em tantos locais diferentes e à noite, o governo oferece uma recompensa de 1 milhão de Euros para quem der pistas sobre os incendiários.
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