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segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Adiós, Gonzales

Alberto Gonzales, o poderoso secretário de Justiça de Bush é mais um de uma série de homens do presidente George Bush a sair; ainda há poucos dias foi a vez de Karl Rove, seu mentor e cérebro político; antes dele caiu o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld. Gonzales é suspeito de haver sido o responsável pela demissão de oito procuradores federais, a maior parte dos quais investigava casos de corrupção no governo. O ex-secretário deu a absurda declaração, em 2002, que algumas partes da Convenção de Genebra, que dispõe sobre o tratamento a ser dado a prisioneiros de guerra, estão "obsoletas"."No anúncio de sua saída, que só se dará efetivamente em 21 de setembro, Gonzales deu estas singelas e pouco convincentes declarações acerca de seu trabalho na Justiça: "Foi um dos meus maiores privilégios dirigir o Departamento de Justiça" e "Eu vivi o sonho americano" (ele é filho de imigrantes) " Mesmo meus piores dias como secretário de Justiça foram melhores do que os melhores dias de meu pai." Ora, todos sabem que a casa Branca foi a artífice das demissões dos procuradores, em dezembro de 2006. O presidente George W. Bush dissera, em março de 2007, que estava preocupado com as explicações incoerentes do Departamento de Justiça dadas ao Congresso a respeito das demissões. Pois é, mais um incoerente se vai, embora o principal deles ainda permaneça até 2008. Semelhanças com o Brasil? Muitas.

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