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terça-feira, 17 de julho de 2007

Tragédia em São Paulo

O cenário do acidente do Airbus A-320 da TAM em São Paulo é aterrador, difícil dizer qualquer coisa a respeito das prováveis causas. O que se pode falar sem especular é que faltou fazer na pista principal, recém -recapeada, as ranhuras para drenagem da água das chuvas.Se o avião tocou a pista e derrapou, seria baixa a possibilidade de arremetida -c omo se disse na Globo- que é a abortagem da operação de pouso. Pelo pouco que sei de aviação, acredito que arremeter é algo que o piloto faz quando não vê condições de pouso, por exemplo, com a aeronave desalinhada à pista, ou muito alta, muita baixa ou, ainda, em velocidade excessiva. Em suma, arremete-se quando ocorre um erro de aproximação, embora seja possível retomar o vôo com o avião já no solo, dependendo das condições, do quanto resta de pista. O pouso foi na pista 35, que começa no bairro do Jabaquara e termina na movimentada Avenida Washington Luis, onde fica o prédio contra o qual o avião se chocou. Embora de tráfego intenso, a Washington Luís, felizmente, não é local de trânsito de pedestres. A pista é alta em relação à avenida, e a cabeceira está numa espécie de ribanceira, com cerca de 5 metros de altura. Se o avião tivesse seguido reto ou levemente á direita, talvez caísse de um viaduto sobre outra avenida, a dos Bandeirantes, igualmente movimentada. Por tudo o que se tem visto e ouvido durante o longo caos aéreo que toma conta do Brasil, não é de se descartar a responsabilidade da Infraero - a estatal que administra a maioria dos aeroportos brasileiros- pelo episódio. Cerca de 175 vítimas fatais a bordo, mais as que foram atingidas no solo ou que estavam no prédio incendiado e no posto de combustíveis. Não é correto afirmar, como está fazendo a mídia internacional (The Guardian), que a pista de Congonhas é insegura por ser curta. A do Santos-Dumont, no Rio de Janeiro é mais curta ainda e não apresenta problemas. O aeroporto tem operado com jatos como Boeing 737, Airbus A-320 e Fokker-100 desde a substituição dos turboélices Electra II que faziam a ponte aérea Rio-São Paulo, aposentados por volta de 1991. É verdade que a Justiça chegou a proibir a operação de alguns jatos neste aeroporto, mas a interdição foi derrubada e não impedia o trânsito deste tipo de avião, o A-320. Infelizmente, estava certo o juiz que havia concedido a liminar proibitiva, pois, a bem da verdade, a pista, sem as ranhuras, o "grooving", não estava pronta para operar com chuva. Veja, abaixo, a notícia de fevereiro deste ano sobre a interdição judicial da pista(Fonte : O Estado de S. Paulo). ************5/2/07********A Justiça Federal de São Paulo decidiu proibir, a partir da próxima quinta-feira, os vôos de aviões Fokker-100 (MK-28) e Boeing 737-800 e 737-700 no aeroporto de Congonhas. A decisão, segundo o juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo, ocorre para que sejam evitados novos acidentes no aeroporto.***Na mesma decisão, Carvalho Filho negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para fechar totalmente a pista principal do aeroporto, por causa do risco de derrapagens em dias de chuva. O juiz poderá estender a restrição para o Boeing 737-400, mas ainda aguarda detalhes técnicos sobre este modelo para proferir sua decisão. A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, informou que a Agência irá recorrer da decisão. "Vamos recorrer da decisão porque entendemos que a medida vai afetar os interesses dos usuários." Segundo ela, a medida, além de afetar os interesses dos usuários, sobretudo por causa da proximidade do feriado de Carnaval, onde o fluxo de vôos é maior, também afeta os interesses das empresas que operam com esses aviões. A diretora da Anac informou que a OceanAir será uma das companhias mais afetadas com a decisão porque a empresa só opera com Fokker-100 e a maior parte de seus vôos está concentrada no aeroporto de Congonhas. Além da OceanAir, a Gol também deve ter impactos sérios em sua malha. Cerca de 30% dos vôos da companhia passam por Congonhas, conforme declaração dada pelo seu presidente, Constantino de Oliveira Junior, em teleconferência realizada em 30 de janeiro. Vale lembrar que a frota da Gol é formada principalmente por Boeings 737-700 e 800, incluídos na restrição, além de alguns 737-300. Na ocasião, o executivo cogitou transferir alguns vôos de Congonhas para Guarulhos por causas das obras programadas para o final de fevereiro, quando a pista auxiliar de Congonhas sofrerá algumas melhorias. A pista principal, que apresenta os problemas de derrapagens em dias de chuva, só deverá ser reformada a partir de junho, segundo o cronograma atual da Infraero, que administra o aeroporto. A decisão da Justiça deverá ter menor impacto sobre TAM e Varig, que possuem poucas unidades de Fokker-100 (TAM) e Boeing 737-700 e 800 (Varig) em suas frotas. A TAM opera principalmente modelos A-320 da Airbus, e a Varig, Boeing 737-300 e 400.

4 comentários:

  1. Às 22 horas, já se fala em 200 mortos.

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  2. É claro que foi irresponsabilidade do governo que não termino o conserto do pavimento

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  3. : agora vai começar a ladainha sobre a localização do aeroporto que é central etc. O ultimo acidente grave com vitimas foi em 1996. Faz 11 anos e não se pode dizer que é inseguro.

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  4. Justiça proíbe vôos com Fokker e Boeing em Congonhas
    Decisão ocorre para que sejam evitados acidentes no aeroporto de São Paulo


    **********5/2/07********
    A Justiça Federal de São Paulo decidiu proibir, a partir da próxima quinta-feira, os vôos de aviões Fokker-100 (MK-28) e Boeing 737-800 e 737-700 no aeroporto de Congonhas. A decisão, segundo o juiz Ronald de Carvalho Filho, da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo, ocorre para que sejam evitados novos acidentes no aeroporto.

    Na mesma decisão, Carvalho Filho negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para fechar totalmente a pista principal do aeroporto, por causa do risco de derrapagens em dias de chuva. O juiz poderá estender a restrição para o Boeing 737-400, mas ainda aguarda detalhes técnicos sobre este modelo para proferir sua decisão.

    A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, informou que a Agência irá recorrer da decisão. "Vamos recorrer da decisão porque entendemos que a medida vai afetar os interesses dos usuários." Segundo ela, a medida, além de afetar os interesses dos usuários, sobretudo por causa da proximidade do feriado de Carnaval, onde o fluxo de vôos é maior, também afeta os interesses das empresas que operam com esses aviões.

    A diretora da Anac informou que a OceanAir será uma das companhias mais afetadas com a decisão porque a empresa só opera com Fokker-100 e a maior parte de seus vôos está concentrada no aeroporto de Congonhas.

    Além da OceanAir, a Gol também deve ter impactos sérios em sua malha. Cerca de 30% dos vôos da companhia passam por Congonhas, conforme declaração dada pelo seu presidente, Constantino de Oliveira Junior, em teleconferência realizada em 30 de janeiro. Vale lembrar que a frota da Gol é formada principalmente por Boeings 737-700 e 800, incluídos na restrição, além de alguns 737-300.

    Na ocasião, o executivo cogitou transferir alguns vôos de Congonhas para Guarulhos por causas das obras programadas para o final de fevereiro, quando a pista auxiliar de Congonhas sofrerá algumas melhorias. A pista principal, que apresenta os problemas de derrapagens em dias de chuva, só deverá ser reformada a partir de junho, segundo o cronograma atual da Infraero, que administra o aeroporto.

    A decisão da Justiça deverá ter menor impacto sobre TAM e Varig, que possuem poucas unidades de Fokker-100 (TAM) e Boeing 737-700 e 800 (Varig) em suas frotas. A TAM opera principalmente modelos A-320 da Airbus, e a Varig, Boeing 737-300 e 400.

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