Numa jornada que foi uma verdadeira aventura, Phil Harwood enfrentou crocodilos, cobras gigantescas e tribos de gente armada com machetes, tornando-se a primeira pessoa a percorrer de canoa os 4.700 quilômetros do Rio Congo, da sua fnascente até o mar.
Durante cinco meses, Phil Harwood percorreu de canoa o rio inteiro, desde a sua nascente, no altiplano da Zâmbia, cruzando a conflagrada República Democrática do Congo.
Mais abaixo há um link para a galeria de fotos.
Durante cinco meses, Phil Harwood percorreu de canoa o rio inteiro, desde a sua nascente, no altiplano da Zâmbia, cruzando a conflagrada República Democrática do Congo.
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Phil diz que seu livro "Canoeing the Congo" (Remando pelo Rio Congo) narra a viagem solitária que fez pelo rio, na África central. Com pouco menos de 3.000 milhas, cerca de 4.700 quilômetros, o Rio Congo é o oitavo do mundo em extensão e o mais profundo de todos, com uma vazão inferior apenas à do Amazonas.
Completo, com mapas desenhados à mão de cada trecho do rio, entre os quais o selvagem, remoto e inexplorado Rio Luvua, o livro é indispensável a quem pretender visitar a região. O autor espera que sua obra represente um guia de viagem tanto para os aventureiros reais como para os de sofá, e também para os praticantes de canoagem. Phil diz que se o livro não fizer o leitor rir pelo menos uma vez ... ele lhe devolverá o dinheiro (veja as letrinhas).
Em outubro de 2008, Phil fez a primeira descida ‘da nascente até o mar’, percorrendo os seus 4.700 quilômetros.
Em seu livro e filme ele conta a aventura em que enfrentou sozinho pântanos, cachoeiras, corredeiras e a corrupção endêmica. Preso, perseguido, com malária e sofrendo diversas ameaças de morte, ele também foi tratado com enorme hospitalidade e gentileza por pessoas corajosas, respeitadoras e merecedoras de respeito, há muito esquecidas pelo Ocidente.
Com 2.922 milhas de extensão (4.700km), o Congo é o segundo rio mais extenso da África depois do Nilo, e o oitavo mais longo da Terra. Sua vazão é a segunda maior do mundo, atrás apenas do Amazonas, de 1.500.000 pés cúbicos de água por segundo. Além disso, o Congo é o rio mais profundo de todos, chegando a até 228 metros. Ele nasce nos altiplanos do nordeste da Zâmbia, com o nome de Rio Chambeshi, à altitude de 1.755 metros, à distância de 692 quilômetros do Oceano Índico. Seu curso toma então a forma de um gigantesco arco em sentido anti-horário, com inúmeras corredeiras e cachoeiras pelo caminho. Ele corre através da savana, pântanos e densas florestas tropicais, cruzando duas vezes o equador antes de cair no Oceano Atlântico, na aldeia de Banana. Tamanha é a força do rio naquele ponto da costa que sua água chega a ser encontrada duzentos quilômetros mar adentro.
“Eu só tive de usar minha machete duas vezes para evitar ser roubado.”
Em um trecho do rio conhecido como ‘O Matadouro’ por sua história passada de canibalismo e atual fama de local de ocorrência de atividades criminosas, ele contratou quatro irmãos armados de espingardas de cartucho como seus guarda-costas. Ele remaram e flutuaram durante cinco dias e noite no rio. Era comum ouvir da população local perguntas como “por que vocês ainda não cortaram o pescoço dele?”
Ele concluiu que para fazer um descida realmente completa, teria de remar da nascente do Chambeshi, na Zâmbia, passando pelos pântanos de Bangweulu, que fluem para o Rio Luapula, que por sua vez desemboca no grande Lago Mweru. Seguiria por ele até o Rio Luvua, e por ele até o Lualaba. De lá, a massa de água toda flui então até o Oceano Atlântico.
Várias pessoas navegaram por trechos mais baixos do Lualaba.
Henry Morton Stanley foi o primeiro a explorar os trechos intermediário e inferior do rio, seguindo pelo Lualaba, de Nyagwe até o Oceano Atlântico, em 1877. Sua viagem começou em Zanzibar na costa leste, durando 999 dias. Dos 356 homens que compunham sua expedição, somente 114 conseguiram ir até o final. O último europeu remanescente além de Stanley se afogou na série final de corredeiras, levando-o a escrever, “Estou cansado, muito cansado desta infindável história de infortúnio e mortes.” Talvez não surpreenda, portanto, que ele tenha sido duramente criticado pelo Establishment ao retornar, pela forma dura e impiedosa como conduziu a expedição.
No centenário da expedição transafricana de Henry Morton Stanley, em 1975, John Blashford Snell conduziu uma vitoriosa expedição do exército que foi da nascente do Rio Lualaba até o Oceano. A grande equipe internacional de 160 de especialistas médicos, biólogos e soldados utilizou botes especiais a jato, caiaques infláveis e aviões de escolta para percorrer o rio até o Atlântico. Eles chegaram até a percorrer a maioria das corredeiras da parte mais baixa, abaixo de Kinshasa, e devem ter levado aproximadamente três meses.

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