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domingo, 30 de outubro de 2011

O plástico autorreparável



Um novo tipo de plástico autorremendável, que dispensa o uso de cola, poderá decretar o fim de brinquedos e óculos quebrados.



Cientistas desenvolveram um material que tem a propriedade de reparar a si próprio, quando quebrado ou cortado, bastando, para isso, que se juntem as suas partes, sem o uso de cola.

Cientistas que desenvolvem o material, denominado polímero  supramolecular, dizem também que ele poderá ser usado em chassis de veículos, evitando muito trabalho com consertos, após acidentes.

O material está sendo desenvolvido pela companhia química AkzoNobel em associação a cientistas da Universidade Eindhoven de Tecnologia, na Holanda.

Graham Armstrong, diretor de pesquisas, desenvolvimento e inovação da AkzoNobel, disse: "Estamos trabalhando no desenvolvimento de polímeros capazes de reparar a si próprios.

"Eles utilizam química supramolecular, que aproveitam algumas das lições aprendidas sobre como as proteínas se formam, na biologia. Isso significa que se pode ter sólidos realmente capazes de autorregeneração."

O novo plástico, batizado com o nome Supra B, aproveita uma espécie de ligação que confere à água viscosidade e tensão superficial. Conhecida como ligação de hidrogênio, ela usa a atração entre átomos de hidrogênio e outors átomos, como os de oxigênio e nitrogênio.

No Supra B, os cientistas conseguiram quadruplicar a quantidade de ligações de hidrogênio as pequenas moléculas plásticas, ou polímeros, de forma que esta seja uma espécie de plástico tão resistente quanto as demais, sem necessitar de uma reação química para uni-las.

O professor Bert Meijer, engenheiro de materiais  da Universidade  Eindhoven de Tecnologia, disse: "Nossos polímeros  supramoleculares têm propriedades dinâmicas únicas, ao mesmo tempo em que são tão resistentes quanto o plástico convencional."Essa técnica é especialmente útil para materiais do tipo elástico."

Andrew Burgess, cientista-chefe da AkzoNobel, acrescenta que o material poderá levar à produção de novas películas resistentes a arranhões, para veículos, laptops e outros tipos de equipamentos portáteis.

Disse, ainda: "O que pretendemos fazer daqui em diante é adapltar esse princípio, utilizando seja esta propriedade química, ou outra semelhante, para criar uma película de proteção dura, com boas propriedades autorregenerativas.

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