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terça-feira, 18 de maio de 2010

Operação Asafe

PF COMBATE A CORRUPÇÃO NA OPERAÇÃO ASAFE
A Polícia Federal em Mato Grosso deflagrou na manhã de hoje, 18, a Operação Asafe.
Os mandados expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) serão cumpridos 30 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária em Mato Grosso.
Além de Cuiabá, estão sendo cumpridos mandados nas cidades de Alto Paraguai e Várzea Grande.
Os fatos apurados encontram-se sob segredo de justiça e versam sob supostas práticas de exploração de prestígio, corrupção ativa e passiva e formação de quadrilha.
As investigações foram iniciadas em 2007 quando a Polícia Federal em Goiás indicou situações que envolviam possível exploração de prestígio em Mato Grosso.
Participam da operação 125 policiais federais acompanhados de dois médicos, seis membros do Ministério Público Federal e 10 representantes indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso.
Estão sendo realizadas buscas em residências e escritórios de advocacia, sendo realizadas prisões de cinco advogados.
A investigação foi denominada Asafe em referência ao profeta que escreveu o Salmo 82 da Bíblia Sagrada.
O leitor pode ter certeza: Partindo de onde partiram os mandados STJ e o sigilo de justiça, é coisa grossa envolvendo gente de alto quilate.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas de magistrados de Mato Grosso com o objetivo de apreender documentos que revelariam o esquema. São eles: José Tadeu Cury (ex-desembargador aposentado pelo CNJ por suposto envolvimento no esquema de desvio de dinheiro para socorrer a Loja Maçônica, Grande Templo), Donato Fortunato Ojeda (ex-desembargador), Eduardo Jacob (juiz do TRE-MT), Ciro Miotto (juiz auxiliar do TJMT), José Luiz de Carvalho (desembargador do TJMT) e Evandro Stábile (desembargador do TJMT e presidente do TER-MT).
Durante depoimento que prestava na PF, o ex-desembargador Donato Fortunato Ojeda passou mal e foi internado, às pressas, na UTI de um hospital de Cuiabá.Ele teria sofrido um derrame cerebral e foi socorrido por um dos médicos escalados para acompanhar a ação policial. O seu advogado, Anderson Nunes, disse que iria á Brasília para se "interar do processo".
Foram expedidos nove mandados de prisão temporárias. Sete foram cumpridos contra Célia Cury, Alessandro Jacarandá (sócio de Célia Cury), Claudio Emanuel Camargo (genro de Tadeu Cury), Jarbas Nascimento (chefe de gabinete de Tadeu Cury), Alcenor Alves (advogado e ex-prefeito do Alto Paraguai), Rodrigo Viana (advogado), Santos de Souza Ribeiro (advogado), Não foram cumpridos contra o advogado Max Weize Mendonça e uma senhora que atua como autônoma e não teve nome divulgado).
O advogado Renato Viana, ex-juiz do TRE-MT, não descartou o fato de seu nome ter sido citado por terceiros durante as intermediações entre advogados e magistrados. O juiz Eduardo Jacob teve computadores, documentos e um revólver calibre 38 apreendidos. A ex-servidora do TJMT, Rosana Ramires que foi chefe de gabinete do ex-desembargador Tadeu Cury, também teve documentos apreendidos.. Alguns deles foram cumpridos no escritório dos advogados Renato Viana, Eduardo Gomes e André Castrilo. O presidente do TER-MT, desembargador Evandr
o Stábile, não foi localizado pela imprensa e nem por seus assessores para comentar sobre a apreensão de documentos em sua casa pela PF. A casa de Stábile também teria sido alvo das ações dos agentes federais. Segundo a assessoria do TER-MT, o desembargador estaria viajando, mas ninguém soube informar para onde.
O presidente do TJ-MT, desembargador José Silvério Gomes, disse através de sua assessoria que, por enquanto, não vai se posicionar sobre as investigações que teriam segundo a assessoria ligações com o TER. Ele foi avisado sobre as diligências na casa de desembargadores e juízes na segunda-feira.
Post atualizado às 18h00

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