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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Síndrome de eletrossensibilidade

A grande disseminação de campos eletromagnéticos mundo afora inegavelmente criou uma nova patologia: a síndrome de eletrossensibilidade.
Milhões de pessoas - a maioria na Europa - dizem ter dores de cabeça, depressão, náuseas, erupções cutâneas e outros desconfortos quando estão próximas a celulares (telemóveis) ou outras fontes de emissão de radiofrequências, i.e., eletromagnéticas.
Eles formaram grupos de apoio próprios, têm newsletters e tomaram providências drásticas para evitar fontes de emissão eletromagnética, alguns deles chegando a usar roupas metálicas (a título de Gaiolas da Faraday, certamente).
Um grupo de "refugiados" de ERF (emissões de radiofrequências) mudou-se para um vale no sul da França, para evitar as radiações.
O rol de vítimas inclui Gro Harlem Brundtland, ex-diretora geral da Organização Mundial de Saúde. Em 2002, ainda no cargo, ela disse não permitir celulares em sua sala, pois davam-lhe dor de cabeça.
Em "Full Signal" (Sinal Máximo) um documentário apresentado no Festival de Cinema de Santa Fe 2009, um auto-diagnosticado sofredor de envenenamento por ERF diz que se alguém acidentalmente esquecer de desligar o celular antes de entrar na casa dela, ela começa a sentir-se mal em duas horas. "Após quatro horas, eu não consigo mais falar," diz ela.
Alarmante, decerto, mas tais sintomas podem não ter muito o que ver com campos eletromagnéticos. Nem mesmo David Carpenter, professor de ciências ambientais de saúde e biomédicas da Universidade Estadual Nova York em Albany, que várias vezes alertou para os perigos de ERFs, está convencido de que radiação de baixa intensidade possa causar tal gama de sitomas.
Ele acredita que ERFs podem causar câncer e, possivelmente, distrúrbios neurológicos, como o Mal de Alzheimer e a Doença de Lou Gehrig, mas não há provas razoáveis de que celulares possam causar dores de cabeça ou outras queixas vagas de sintomas variados, diz. "Não tenho certeza de que a eletrossensibilidade é real."
Muitos pesquisadores têm procurado por uma ligação entre ERFs e a síndrome de eletrossensibilidade, mas até agora não conseguiram nada. Num exemplo recente, um estudo inglês de 48 pessoas autodiagnosticadas "eletrossensíveis" e132 "não-sensíveis" publicado online em janeiro no journal Environmental Health Perspectives descobriu que todos os sujeitos tinham reações muito mais iguais à reação às radições de micro-ondas, o que significa dizer nenhuma reação óbvia.
Os pesquisadores especularam que um receio de ERFs - e não quaisquer emissões físicas - pode ser a raiz da causa da eletrossensibilidade.
Um relatório de 2005 da Organização Mundial de Saúde (OMS) - a ex- agência de Brundtland - afirmou que pessoas que acreditam ser eletrossensíveis às ERFs não parecem ter nenhuma habilidade especial para realmente detectar os campos.
O relatório sugeriu que a anisedade a respeito de ERFs poderia ser causa de todos os sintomas.
"Existe toda uma parcela da população apavorada com campos eletromagnéticos," diz Ken Foster, professor de bioengenharia da Universidade da Pensilvânia em Filadelfia, que acredita que ERFs de baixo nível exercem pouco ou nehum efeito na saúde humana.
"As pessoas apegam-se a receios que a corrente principal da ciência não leva a sério." Ele diz que os sintomas da síndrome de eletrossensibilidade parecem semelhantes aos da síndrome de múltipla ensibilidade química, uma condição que a maioria dos especialistas considera psicológica.
Um artigo de 2009 no jornal PLoS ONE especulava que pssoas que acreditam estar eletrossensíveis podem apresentar disturbios de sinais de angústia hiperreativa no cérebro. Os pesquisadores notaram que a terapira comportamental cognitiva é, geralmente, eficaz na resolução do problema.

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