Two street cleaners in Brazil appear on TV wishing a happy New Year, as the TV anchor Boris Casoy says: "What a shit, two garbage collectors goodwhishing, from the top of they brooms...the lowest job in the work ranking".
Thank God my kids didn't watch the scene, once I always told them there's no job more important than other. The TV anchor has who defends him, saying the microphones sould - but they weren't - off. Well, most people say in off what they really think. So, what would the highest rank in work scale? Who should be on TV whishing a happy New Year? The city mayor, in selfpromotion?
I prefer street cleaners, postmen, construction workers, whose hard work is visible, wishing us a happy New Year, than any glamourous, or politician, a celebrity.
From my street's postman, I receive and retribute cumpliments, shake hands, and he ask me nothing in exchange, nor stares at me with interest.
Eventually, who's more useful to collectivity: a "celebrity" or a street cleaner? I daren't say a celebrity is less important than anyone, but figure out the city a week, just a week, without garbage collected... So, who should wish us a happy New Year? Would this question's answer be found in the massive access to the video on YouTube? Do people watch it just to see the anchor have a bad time and laugh at him, or in resentment? Half-and-half, perhaps...
Mr. Casoy is famous for his motto: "This is a sha-me"
In last friday's edition, the journalist expressed his deep regret for the "disastrous"comment.
Ainda bem que meus filhos não viram a cena, pois eu sempre disse a eles que não há trabalho mais ou menos importante que outro.Há quem defenda o âncora, dizendo que microfone deveria, mas não estava, desligado.Pois é, em "off" as pessoas dizem o que realmente pensam.Qual será a mais alta posição na escala de trabalho?Do ponto de vista moral, pode-se dizer que não é, necessariamente, a de presidente da República. Do Senado, em tese, menos ainda.
Prefiro lixeiros, pedreiros, carteiros, cujo trabalho, árduo, é visível, nos desejando feliz Ano-Novo a um garboso qualquer, um político falastrão, uma socialite.
Do carteiro da minha rua, recebo e retribuo cumprimentos e apertos de mão, e ele não me pede nada em troca, nem me fita com olhos de interesse.
Afinal, quem é mais útil à coletividade: uma "celebridade" ou um lixeiro? Eu não ousaria dizer que um ou outro é mais ou menos importante, mas...imagine a cidade apenas uma semana sem coleta de lixo... Quem deveria nos desejar feliz Ano-Novo: o prefeito, em autopromoção, ou os garis anônimos? Será que a pergunta encontra resposta na popularidade do vídeo no YouTube? As pessoas o assistem para ver o apresentador cometer a gafe e rir do seu azar, ou o fazem por indignação? Meio a meio, talvez...
Os leitores portugueses, angolanos e demais lusófonos não entenderam nada, até aqui. Os fatos, segundo os jornais, ou o YouTube:
A gafe de Boris Casoy sobre os garis (Varredores de ruas), cometida no último Jornal da Noite (Band) de 2009, estava ontem na seleção dos vídeos mais populares do Youtube.
"Que merda, dois lixeiros desejando felicidades, do alto de suas vassouras... O mais baixo da escala do trabalho": esta foi a frase dita por Casoy durante a vinheta que separa o jornal do comercial, sem notar que o áudio do estúdio estava aberto.
O âncora brasileiro é famoso por seu bordão: "Isto é uma ver-go-nha!"
Na edição de sexta-feira, o jornalista se desculpou "profundamente" pelo comentário "infeliz".
Astronomia, astrofísica, astrogeologia, astrobiologia, astrogeografia. O macro Universo em geral, deixando de lado os assuntos mundanos. Um olhar para o sublime Universo que existe além da Terra e transcende nossas brevíssimas vidas. Astronomy astrophysics, astrogeology, astrobiology, astrogeography. The macro Universe in general, putting aside mundane subjects. A look at the sublime Universe that exists beyond Earth and transcends our rather brief life spans.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
De lixeiros e âncoras / Of Anchors and street cleaners
Two street cleaners in Brazil appear on TV wishing a happy New Year, as the TV anchor Boris Casoy says: "What a shit, two garbage collectors goodwhishing, from the top of they brooms...the lowest job in the work ranking".
Thank God my kids didn't watch the scene, once I always told them there's no job more important than other. The TV anchor has who defends him, saying the microphones sould - but they weren't - off. Well, most people say in off what they really think. So, what would the highest rank in work scale? Who should be on TV whishing a happy New Year? The city mayor, in selfpromotion?
I prefer street cleaners, postmen, construction workers, whose hard work is visible, wishing us a happy New Year, than any glamourous, or politician, a celebrity.
From my street's postman, I receive and retribute cumpliments, shake hands, and he ask me nothing in exchange, nor stares at me with interest.
Eventually, who's more useful to collectivity: a "celebrity" or a street cleaner? I daren't say a celebrity is less important than anyone, but figure out the city a week, just a week, without garbage collected... So, who should wish us a happy New Year? Would this question's answer be found in the massive access to the video on YouTube? Do people watch it just to see the anchor have a bad time and laugh at him, or in resentment? Half-and-half, perhaps...
Mr. Casoy is famous for his motto: "This is a sha-me"
In last friday's edition, the journalist expressed his deep regret for the "disastrous"comment.
Ainda bem que meus filhos não viram a cena, pois eu sempre disse a eles que não há trabalho mais ou menos importante que outro.Há quem defenda o âncora, dizendo que microfone deveria, mas não estava, desligado.Pois é, em "off" as pessoas dizem o que realmente pensam.Qual será a mais alta posição na escala de trabalho?Do ponto de vista moral, pode-se dizer que não é, necessariamente, a de presidente da República. Do Senado, em tese, menos ainda.
Prefiro lixeiros, pedreiros, carteiros, cujo trabalho, árduo, é visível, nos desejando feliz Ano-Novo a um garboso qualquer, um político falastrão, uma socialite.
Do carteiro da minha rua, recebo e retribuo cumprimentos e apertos de mão, e ele não me pede nada em troca, nem me fita com olhos de interesse.
Afinal, quem é mais útil à coletividade: uma "celebridade" ou um lixeiro? Eu não ousaria dizer que um ou outro é mais ou menos importante, mas...imagine a cidade apenas uma semana sem coleta de lixo... Quem deveria nos desejar feliz Ano-Novo: o prefeito, em autopromoção, ou os garis anônimos? Será que a pergunta encontra resposta na popularidade do vídeo no YouTube? As pessoas o assistem para ver o apresentador cometer a gafe e rir do seu azar, ou o fazem por indignação? Meio a meio, talvez...
Os leitores portugueses, angolanos e demais lusófonos não entenderam nada, até aqui. Os fatos, segundo os jornais, ou o YouTube:
A gafe de Boris Casoy sobre os garis (Varredores de ruas), cometida no último Jornal da Noite (Band) de 2009, estava ontem na seleção dos vídeos mais populares do Youtube.
"Que merda, dois lixeiros desejando felicidades, do alto de suas vassouras... O mais baixo da escala do trabalho": esta foi a frase dita por Casoy durante a vinheta que separa o jornal do comercial, sem notar que o áudio do estúdio estava aberto.
O âncora brasileiro é famoso por seu bordão: "Isto é uma ver-go-nha!"
Na edição de sexta-feira, o jornalista se desculpou "profundamente" pelo comentário "infeliz".
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