Um exame forense das imagens de satélite de Marte revelaram lagos de até 20km de largura ao longo do equador do planeta - similares àqueles encontrados no Alasca e na Sibéria.
Os lagos foram datados em cerca de três bilhões de anos e foram provavelmente criados pela atividade vulcânica na região em torno do equador, que se presumia seca e árida.
O pesquisador Sanjeev Gupta, do Imperial College em Londres, disse que as descobertas lançam nova luz sobre a compreensão da vida em Marte.
"Potencialmente pode ter havido vida naqueles lagos, mas estaríamos falando em micróbios," disse.
Os lagos hoje secaram, mas as depressões na superfície de Marte criadas por eles permanecem lá, completou.
Gupta diz que os rios e tributários visíveis nas imagens de satélite foram um importante indicativo do potencial de vida.
Pesquisadores pensavam antes que havia água, e possivelmente vida em Marte - há uns 3 ,8 ou 4 bilhões de anos.
Mas as descobertas de hoje descortinam um novo campo de pesquisas a provar que a possibilidade de água em Marte houve após um longo tempo.
Os pesquisadores do Imperial College usaram imagens do Mars Reconnaissance Orbiter para analisar os lagos.
Os pesquisadores querem agora concentrar seus estudos em outras áreas ao longo do equador de Marte para descobrir quão espalhados eram esses lagos e se as descobertas mostram ter havido hábitats espalhados pelo planeta capazes de abrigar vida.
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