Concepção artística da colisão de um corpo celeste do tamanho da Lua, a enorme velocidade, contra um planeta do tamanho de Mercúrio.
O Telescópio Espacial da NASA Spitzer descobriu evidências da ocorrência, há alguns milhares de anos, de uma colisão a alta velocidade em torno de uma jovem estrela, denominada HD 172555, ainda no estágio de formação planetária. A estrela está a uns 100 anos-luz da Terra. O Spitzer detectou "assinaturas" de rocha derretida vaporizada, e cascalho, tudo arremessado para longe no momento do gigantesco impacto. Outras provas do telescópio infravermelho mostram que esses dois corpos deviam estar viajando a velocidade relativa entre ambos de, no mínimo, 10 km/s, absurdamente alta, altamente energética. Quando os corpos se chocaram, um enorme clarão de luz deve ter sido emitido. Superfícies rochosas foram vaporizadas e derretidas, e matéria quente foi espalhada para todos os lados. O Spitzer detectou a rocha vaporizada na forma de gás monóxido de silício, e a rocha derretida como uma substância vítrea chamada obsidiana (70% composta por sílica, SIO2). Na Terra, a obsidiana é encontrada em vulcões, e em rochas negras, chamadas tectitas, geralmente encontradas em crateras formadas pela queda de meteoros. Ondas de choque da colisão teriam viajado através do planeta, atirando pedaços de rocha ao espaço. O Spitzer também detectou assinaturas (traços, pistas) destes detritos. No final, o planeta maior é deixado esfolado, despojado de suas camadas exteriores. O núcleo do astro menor e a maior parte de sua superfície foram absorvidos pelo maior. Esta fusão de corpos rochosos sugere como planetas do tipo da Terra devem se formar.
Astrônomos dizem que um tipo similar de evento arrancou a crosta de Mercúrio logo no início da formação de nosso sistema solar, atirando o material arrancado para longe do planeta, para o espaço exterior, na direção do Sol. Nossa Lua também foi formada por este tipo de impacto de alta velocidade: um corpo do tamanho de Marte teria atingido uma jovem Terra há cerca de 30 a 100 milhões de anos após a formação do Sol. O Sol tem hoje 4,5 bilhões de anos. de acordo com esta teoria, a rocha derretida resultante, o vapor e os detritos amalgamaram-se para formar a Lua.NASA/JPL-Caltech. Veja o vídeo, abaixo
This artist's concept shows a celestial body about the size of our moon slamming at great speed into a body the size of Mercury.
NASA's Spitzer Space Telescope found evidence that a high-speed collision of this sort occurred a few thousand years ago around a young star, called HD 172555, still in the early stages of planet formation.
The star is about 100 light-years from Earth. Spitzer detected the signatures of vaporized and melted rock, in addition to rubble, all flung out from the giant impact.
Further evidence from the infrared telescope shows that these two bodies must have been traveling at a velocity relative to each other of at least 10 kilometers per second (about 22,400 miles per hour).
As the bodies slammed into each other, a huge flash of light would have been emitted. Rocky surfaces were vaporized and melted, and hot matter was sprayed everywhere. Spitzer detected the vaporized rock in the form of silicon monoxide gas, and the melted rock as a glassy substance called obsidian. On Earth, obsidian can be found around volcanoes, and in black rocks called tektites often found around meteor craters.
Shock waves from the collision would have traveled through the planet, throwing rocky rubble into space. Spitzer also detected the signatures of this rubble. In the end, the larger planet is left skinned, stripped of its outer layers. The core of the smaller body and most of its surface were absorbed by the larger one. This merging of rocky bodies is how planets like Earth are thought to form.
Astronomers say a similar type of event stripped Mercury of its crust early on in the formation of our solar system, flinging the removed material away from Mercury, out into space and into the sun.
Our moon was also formed by this type of high-speed impact: a body the size of Mars is thought to have slammed into a young Earth about 30 to 100 million years after the sun formed.
The sun is now 4.5 billion years old. According to this theory, the resulting molten rock, vapor and shattered debris mixed with debris from Earth to form a ring around our planet. Over time, this debris coalesced to make the moon. NASA/JPL-Caltech. Watch the video:
Astronomia, astrofísica, astrogeologia, astrobiologia, astrogeografia. O macro Universo em geral, deixando de lado os assuntos mundanos. Um olhar para o sublime Universo que existe além da Terra e transcende nossas brevíssimas vidas. Astronomy astrophysics, astrogeology, astrobiology, astrogeography. The macro Universe in general, putting aside mundane subjects. A look at the sublime Universe that exists beyond Earth and transcends our rather brief life spans.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Planetary smash-up / Impacto planetário
Concepção artística da colisão de um corpo celeste do tamanho da Lua, a enorme velocidade, contra um planeta do tamanho de Mercúrio.
O Telescópio Espacial da NASA Spitzer descobriu evidências da ocorrência, há alguns milhares de anos, de uma colisão a alta velocidade em torno de uma jovem estrela, denominada HD 172555, ainda no estágio de formação planetária. A estrela está a uns 100 anos-luz da Terra. O Spitzer detectou "assinaturas" de rocha derretida vaporizada, e cascalho, tudo arremessado para longe no momento do gigantesco impacto. Outras provas do telescópio infravermelho mostram que esses dois corpos deviam estar viajando a velocidade relativa entre ambos de, no mínimo, 10 km/s, absurdamente alta, altamente energética. Quando os corpos se chocaram, um enorme clarão de luz deve ter sido emitido. Superfícies rochosas foram vaporizadas e derretidas, e matéria quente foi espalhada para todos os lados. O Spitzer detectou a rocha vaporizada na forma de gás monóxido de silício, e a rocha derretida como uma substância vítrea chamada obsidiana (70% composta por sílica, SIO2). Na Terra, a obsidiana é encontrada em vulcões, e em rochas negras, chamadas tectitas, geralmente encontradas em crateras formadas pela queda de meteoros. Ondas de choque da colisão teriam viajado através do planeta, atirando pedaços de rocha ao espaço. O Spitzer também detectou assinaturas (traços, pistas) destes detritos. No final, o planeta maior é deixado esfolado, despojado de suas camadas exteriores. O núcleo do astro menor e a maior parte de sua superfície foram absorvidos pelo maior. Esta fusão de corpos rochosos sugere como planetas do tipo da Terra devem se formar.
Astrônomos dizem que um tipo similar de evento arrancou a crosta de Mercúrio logo no início da formação de nosso sistema solar, atirando o material arrancado para longe do planeta, para o espaço exterior, na direção do Sol. Nossa Lua também foi formada por este tipo de impacto de alta velocidade: um corpo do tamanho de Marte teria atingido uma jovem Terra há cerca de 30 a 100 milhões de anos após a formação do Sol. O Sol tem hoje 4,5 bilhões de anos. de acordo com esta teoria, a rocha derretida resultante, o vapor e os detritos amalgamaram-se para formar a Lua.NASA/JPL-Caltech. Veja o vídeo, abaixo
This artist's concept shows a celestial body about the size of our moon slamming at great speed into a body the size of Mercury.
NASA's Spitzer Space Telescope found evidence that a high-speed collision of this sort occurred a few thousand years ago around a young star, called HD 172555, still in the early stages of planet formation.
The star is about 100 light-years from Earth. Spitzer detected the signatures of vaporized and melted rock, in addition to rubble, all flung out from the giant impact.
Further evidence from the infrared telescope shows that these two bodies must have been traveling at a velocity relative to each other of at least 10 kilometers per second (about 22,400 miles per hour).
As the bodies slammed into each other, a huge flash of light would have been emitted. Rocky surfaces were vaporized and melted, and hot matter was sprayed everywhere. Spitzer detected the vaporized rock in the form of silicon monoxide gas, and the melted rock as a glassy substance called obsidian. On Earth, obsidian can be found around volcanoes, and in black rocks called tektites often found around meteor craters.
Shock waves from the collision would have traveled through the planet, throwing rocky rubble into space. Spitzer also detected the signatures of this rubble. In the end, the larger planet is left skinned, stripped of its outer layers. The core of the smaller body and most of its surface were absorbed by the larger one. This merging of rocky bodies is how planets like Earth are thought to form.
Astronomers say a similar type of event stripped Mercury of its crust early on in the formation of our solar system, flinging the removed material away from Mercury, out into space and into the sun.
Our moon was also formed by this type of high-speed impact: a body the size of Mars is thought to have slammed into a young Earth about 30 to 100 million years after the sun formed.
The sun is now 4.5 billion years old. According to this theory, the resulting molten rock, vapor and shattered debris mixed with debris from Earth to form a ring around our planet. Over time, this debris coalesced to make the moon. NASA/JPL-Caltech. Watch the video:
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Fascinante!
ResponderExcluirmedonho!
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