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O aparelhamento e esvaziamento das agências regulatórias levado a cabo com rara proficiência pelo governo Lula pode ser sentido na pele de qualquer consumidor que tente ser atendido pela empresa Claro, seja na loja ou por telefone.
Na loja da
Alameda Santos, em São Paulo,
como se vê na foto, tirada em 19/8/09, um
senhor de idade avançada é
atendido de pé no balcão., e assim permaneceu durante longo tempo.
Chamada a atenção do funcionário de nome Roberto por uma cliente indignada com a desconsideração, ele nada respondeu.
Foi o mesmo que, há um mês, me vendeu um novo plano e, só depois de assinado, avisou que os créditos do plano anterior,
Claro Controle 60, seriam perdidos quando o "sistema" efetuar a alteração de plano, aconselhando-me a consumir logo os créditos. Só que ele não fez a afirmação por escrito.
A Claro reteve o crédito final de minha conta Controle 60,
no valor de R$104,66, encerrada em 29/7 às 14H29min33, conforme informação obtida, a muito custo, por telefone. E a operadora não sebe dizer como recuperá-lo!!!
Os generosos bônus de até 2.000 minutos só poderão ser utilizados após eu gastar os 70 minutos do novo plano, o que é impossível saber quando acontece. No final do mês, os bônus não utilizados se extinguem. Beleza, não? O próprio conto do vigário.
Mas a pilantragem não acabou: O
"Claro Clube", uma espécie de programa de milhagem telefônica, permite transformar os pontos acumulados em créditos, em "minutos", não em dinheiro.
Já um tanto escolado, perguntei ao operador em que ordem os minutos creditados poderiam ser usados -ATENÇÃO, LEITOR! - O operador informou que
só poderiam ser utilizados após o consumo dos
70 minutos do plano, pelos quais eu pago todo mês.
Segunda pergunta: Esse crédito expira?
Sim, em 70 dias, se não usados, são cancelados. Logo,
a Claro desenvolveu uma sofisticada tecnologia de trapacear o cliente, dando brindes que expiram, ou que só podem ser usados sob condições, deixam o cliente horas a fio na linha, cada atendente só trata de um assunto em especial, atendem as pessoas em pé, feito gado...
E aqui entra a parte do governo:
A Anatel, Agência Nacional de Telecomunicações, que deveria coibir esses abusos, nada faz.
E não são ocorrências incomuns,
são a regra!!
O site da Anatel não é para pessoas de idade ou menos instruídas, porque o sistema de reclamações exige um complicado processo de cadastramento, com senha, que é enviada para e-mail do queixoso.
Não é simples como deveria ser.Ontem eu fiz uma queixa sobre esse caso da Claro, no site da Anatel, e, ao concluir, veio a mensagem de "seu tempo expirou". Escolado, eu havia copiado no mouse tudo o que havia digitado, de modo que "bastou" reentrar, pôr login e senha, etc, e colar o texto a reclamação.
Os serviços, tanto da Claro quanto da Telefônica e outras operadoras, são classificáveis como abaixo de deploráveis. A Telefônica, após anos de abusos, está impedida de vender o sistema de banda larga Speedy, até que comprove poder prestar um serviço decente, sem as constantes interrupções.
As promoções dos provedores de Internet são sempre propositalmente mal explicadas, cheias de condições, e válidas por três meses, em geral. Depois desses tempo, o preço sobe bastante.
Por tudo isso, pela tolerância da Anatel com essas barbaridades, e saiba o leitor que o governo arrecada 40% em impostos sobre a telefonia, o diretor da Anatel, Ronaldo Sardenberg, deveria ser sumariamente demitido. Oh, mas que ilusão, a minha...
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