Senhor Luiz Leitão,
Lí com atenção seu artigo "O sofisma de Itaipu", publicado no jornal O Paraná, editado em Cascavel (PR).
No recente encontro entre os presidentes do Brasil e Paraguai certamente um ponto muito importante deixou de ser abordado.
Refiro-me aos milhares de agricultores brasileiros que foram há décadas desbravar e produzir no Paraguai.
Adquiram terras, pagaram por elas, legalizaram-nas segundo as leis do país, aplicaram a tecnologia que conheciam para aumentar significativamente a produção de grãos no Paraguai.Agora, com a posse de Lugo e promessas eleitorais dele, os agricultores, chamados de "brasiguaios", depois de elevar a agricultura paraguaia a um alto padrão, esses bravos colonos são ameaçados a ter suas propriedades invadidas por instigados tipos de "sem terra", senão até por tentativas de tomada das terras por alegação de promoção de reforma agrária por parte do governo paraguaio.
O mínimo que o governo brasileiro deve exigir em contrapartida aos benefícios de pagar o triplo pela energia excedente que o Brasil compra é o respeito total à propriedade dos agricultores brasileiros lá estabelecidos, garantindo-lhes a paz social para continuarem a fazer o que muito bem sabem: produzir alimentos.
Com isto o governo brasileiro, antes de querer resolver os problemas de outros países estaria vindo em auxílio primeiro à sua gente, obrigação maior dos governantes.
Atenciosamente,
A. L. (Cascavel, Paraná) Prezado senhor L.,
Sua observação a respeito dos chamados "brasiguaios" é muito oportuna. Foi uma falha minha não ter incluído esse problema no texto, bem como a questão da criminalidade que o Paraguai, de certa forma, exporta para o Brasil, pois em Pedro Juan Caballero e outras cidades é possível comprar armas potentes como se adquire um produto qualquer, além do contrabando.
De fato, Lula não pensou um momento sequer em defender seus governados, e não foi eleito para promover os interesses estrangeiros em detrimento dos nossos. Assim, deixando de exigir a contrapartida de Lugo em relação aos nossos agricultores lá ameaçados, Lula dá um enorme presente ao vizinho, sem contar o financiamento para a linha de transmissão de Itaipu para Assunção, US$ 400 milhões, se não me engano.
As declarações de Lugo deixam transparecer que ele irá pedir mais coisas futuramente. Os paraguaios elegeram o Partido Colorado durante 65 anos, depois, escolheram um ex-bispo sem competência administrativa, e Lula nos faz pagar pelas más escolhas dos paraguaios.
Assim foi com Morales, com o Equador, e assim tem sido com Chávez e o governo Kirchner, que está sendo socorrido financeiramente por nós, já que o cacife do venezuelano esvaiu-se com a queda dos preços do petróleo.
Recordo, a propósito, que um líder do MST, cujo nome agora não me lembro, apóia as exigências paraguaias.
Como pode ser popular um presidente que opera contra seu povo?
Agradeço a sua gentil mensagem, e espero voltar ao tema, mencionando os brasiguaios.
Cordialmente,
Luiz Leitão
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