Um novo biocombustível que não exige modificações nos motores de carros ou aviões, está sendo desenvolvido pela empresa Carbon Trust, da qual participa o geneticista Craig Venter.
Foto: Algas em tubos biorreatores.
Craig Venter pretende desenvolver a próxima geração de biocombustíveis de algas, em uma associação de US$ 600 milhões com a gigante petrolífera Exxon Mobil.
Sua empresa, Synthetic Genomics Incorporated (SGI), desenvolverá combustíveis que poderão ser usados por carros ou aviões, sem necessidade de modificação nos motores. "Atender à crescente demanda mundial por energia exigirá uma variedade de tecnologias e fontes, " diz Emil Jacobs, vice-presidente de pesquisas e desenvolvimento da ExxonMobil. "Acreditamos que o biocombustível produzido por algas poderá ser uma importante parte da solução no futuro, se nossos esforços resultarem em um combustível economicamente viável de baixa emissão de carbono para o transporte. "Algas são uma boa maneira de colher energia solar porque elas são autoreproduzidas, podem viver em áreas não úteis para a produção de alimentos e não necessitam de água limpa e fresca. Além disso, requerem bem menos espaço para crescer que os grãos tradicionais usados na fabricação de biocombustíveis, como o milho e óleo de palma. Algas consomem dióxido de carbono (CO2) à luz do Sol na presença de água, para fazer um tipo de óleo com estrutura molecular semelhante á dos derivados de petróleo atualmente produzidos.", diz Jacobs. "Isso significa que pode ser possível convertê-lo em gasolina e diesel como os que existem nas refinarias de petróleo, transportá-lo através dos mesmos dutos, e vendê-lo aos consumidores nos postos de serviço existentes."
A The Carbon Trust, uma agência apoiada pelo governo que promove tecnologias de baixa emissão de CO2, prevê que biocombustíveis de alga poderão substituir mais de 70 bilhões de litros de combusíveis fósseis anualmente, em todo o mundo, no transporte rodoviário e aviação, até 2030, o equivalente a 12% do consumo anual que querosene de aviação, ou 6% do diesel usado em transporte rodoviário. Em termos de carbono, isso equivale a poupar mais de 160 milhões de toneladas de CO2 globalmente, com valor de mercado superior a US$ 20 bilhões.
A Exxon Mobil estima que algas poderão produzir cerca de 20.000 litros de combustível por hectare, anualmente, o que condiz com as atuais previsões. De qualquer forma, a produção massiva de biocombustíveis, nesta escala comercial, é um desafio e tanto, que exigirá muitos anos de pesquisa e desenvolvimento. A questão é produzir em grandes volumes, o que só será possível com a participação da indústria petrolífera.
O programa de pesquisas começará com uma unidade em San Diego, Califórnia, onde Venter diz que diferentes técnicas serão testadas para cultivar e melhorar o emprego das algas. Isso inclui lagos abertos e biorreatores, onde as algas crescerão em tubos selados.
Venter passou anos percorrendo os oceanos em busca de micróbios ambientalmente amigáveis que pudessem ser usados, de um jeito ou de outro, para baixar as emissões de carbono mundiais. Os organismos que ele encontrou incluem aqueles que transformam CO2 em metano (CH4), os quais poderiam ser usados para fazer combustíveis com os gases emitidos por usinas de eletricidade, e outros que transformam carvão em gás natural, acelerando um provesso natural e reduzido a energia usada para extrair combustível fóssil e a poulição causada com a sua queima.
Gene scientist to create algae biofuel with Exxon Mobil.
New biofuel requires no car or plane engine modification.
Carbon Trust says production will take 'many years' .
Picture: Algae in bioreactor tubes
Gene scientist Craig Venter has announced plans to develop next-generation biofuels from algae in a $600m partnership with oil giant Exxon Mobil. His company, Synthetic Genomics Incorporated (SGI), will develop fuels that can be used by cars or aeroplanes without the need for any modification of their engines. Exxon Mobil will provide $600m over five years with half going to SGI. "Meeting the world's growing energy demands will require a multitude of technologies and energy sources," said Emil Jacobs, vice president of research and development at ExxonMobil. "We believe that biofuel produced by algae could be a meaningful part of the solution in the future if our efforts result in an economically viable, low-net carbon emission transportation fuel." Algae are an attractive way to harvest solar energy because they reproduce themselves, they can live in areas not useful for producing food and they do not need clean or even fresh water. In addition, they use far less space to grow than traditional biofuel crops such as corn or palm oil. "Algae consumes carbon dioxide and sunlight in the presence of water, to make a kind of oil that has similar molecular structures to petroleum products we produce today," said Jacobs. "That means it could be possible to convert it into gasoline and diesel in existing refineries, transport it through existing pipelines, and sell it to consumers from existing service stations." The Carbon Trust, a government-backed agency that promotes low-carbon technologies, has forecast that algae-based biofuels could replace more than 70bn litres of fossil fuels used every year around the world in road transport and aviation by 2030, equivalent to 12% of annual global jet fuel consumption or 6% of road transport diesel. In carbon terms, this equates to an annual saving of more than 160m tonnes of CO2 globally with a market value of more than US$ 20bn. Ben Graziano, research and development manager at the Carbon Trust, said that alge-based biofuels offered the potential for "major carbon savings". "Exxon Mobil is estimating that algae could yield just over 20,000 litres of fuel per hectare each year, which is in line with our own forecasts. However, producing biofuel from algae on such a massive commercial scale is a major challenge, which will require many years of research and development." The research programme will begin with the construction of a new test facility in San Diego, where Venter says different techniques to grow and optimise algae will be tested. These will include open ponds as well as bioreactors, where the algae are grown in sealed tubes. Venter has spent several years trawling the world's oceans in search of environmentally-friendly microbes that could be used, in one way or another, to bring down the world's carbon emissions. The organisms he has found include those that can turn CO2 into methane, which could be used to make fuels from the exhaust gases of power stations, and another that turns coal into natural gas, speeding up a natural process and reducing both the energy needed to extract the fossil fuel and the amount of pollution caused when it is burned.
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