Um mineiro russo faz uma pausa em seu trabalho numa mina de carvão em Belovo, Sibéria. A economia russa, largamente baseda em combustíveis fósseis, está abalada pela crise econômica mundial e queda dos preços. Até quando as autoridades continuarão tentando enganar a todos, falando em redução de emissões de carbono? No Brasil, várias usinas termoelétricas movidas a óleo diesel, estão em construção. Um crime ambiental.
O presidente da Duke Energy, Jim Rogers, sabe que é preciso conter o aquecimento global, para o que terá de conter as emissões de 100 milhões de toneladas de dióxido de carbono que suas usinas, movidas a carvão, emitem anualmente. Mas a Duke está contruindo mais duas, porque a prioridade um é fazer a energia elétrica surgir nas tomadas das casas de seus clientes, e remover o CO2 está fora de questão, pelo menos durante os próximos anos. Rogers falará no programa 60 minutos, em uma reportagem sobre a dependência dos Estados Unidos do carvão, o mais sujo dos combustíveis e maior contribuinte para o aquecimento global.
Jim Hansen, principal climatologista da NASA, diz que o carvão é a maior ameaça ao planeta, e requer ação imediata. Diz que é necessária uma moratória para movas usinas movidas a carvão dentro dos próximos cinco anos, e retirar de operação as atualmente existentes dentro dos próximos 20 anos, a fim de preservar o clima como foi durante vários milhares de anos. Mas Rogers, da Duke, diz que uma moratória não é praticável. Não pode ser feita, pois é preciso manter a economia em atividade, e fazer o que a NASA propõe não é possível. Diz, ainda, que não se pode abandonar o carvão, que é o mais abundante e barato combustível fóssil dos Estados Unidos. Para ele, é preciso encontrar um meio de mantê-lo em uso, e, no futuro, poder torná-lo limpo. Rogers diz ter "grandes planos" para tornar sua empresa livre de carbono, mas isso levará, no mínimo, 40 anos. Para isso, diz, suas usinas a carvão terão de empregar um nova tecnologia chamada sequestro e estocagem de carbono, que liquefaz o dióxido de carbono e o bombeia para o subsolo profundo. O problema é que há centenas de usianas a carvão, só nos Estados Unidos: cada uma teria de capturar e estocar seu carbono, e isso custaria a cada uma bilhões. Além de disso, os sistemas de geração de energia de todo o mundo terão de ser remanejados. Pode-se fazer isso, diz Rogers, mas custará trilhões de dólares.
A Russian miner takes a break from his work in a Siberian coal mine in the town Belovo. Russia's fossil-fuel-based economy has been damaged by the global economic crisis.
Until when will the world's authorities keep fooling us with promises to reduce carbon issues?
Brazil is building thermal energy generating plants powered by diesel oil, lots of them, in its northeastern region. An environmental crime.
Jim Rogers, CEO of Duke Energy, knows that to help stop global warming he'll have to do something about the 100 million tons of carbon dioxide that his coal-fired power plants emit each year.
But right now, he's building two more, because job one is to keep power flowing to his customers, and removing the carbon dioxide is out of the question, at least for many years to come. Rogers speaks to 60 Minutes correspondent Scott Pelley for a report on America's dependence on coal - the dirtiest fuel and biggest contributor to global warming - to be broadcast this Sunday, April 26, at 7 p.m. ET/PT.
Jim Hansen, NASA's top climate scientist, says coal is the greatest threat to the planet, requiring immediate action."We are going to have to have a moratorium on new coal-fired power plants within the next few years and phase out the existing ones over the next 20 years…to preserve the climate like the one that has existed the last several thousand years," he tells Pelley.
But Rogers says a moratorium is not practical. "Mr. Hansen, can't get done, won't get done," responds Rogers. "We've got to keep our economy going… To do what you ask me to do now is just not doable," he says. "We can't abandon coal," he says of America's most abundant and inexpensive fossil fuel. "We have to find a way to keep it and use it in the future and that means the ability to clean it up," he tells Pelley. Rogers says he has big plans to make his company carbon free - but it'll take at least 40 years.
To help get there, says Rogers, his coal plants will have to use a new technology called carbon capture and storage, which turns the carbon dioxide into liquid and pumps it deep underground.
The problem is there are hundreds of coal-burning power plants in the U.S. alone: each would need to capture and store its carbon - and each would cost billions to build. In addition, the world's energy systems will need to be retooled. "We can do that, but it's going to take trillions of dollars to do it," Rogers says.
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