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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Cota familiar

Eis o logro, a sacanagem: a cota de passagens é para o parlamentar, e não do parlamentar.
As passagens aéreas se destinam ao transporte de deputados e senadores a serviço, ou para passarem o fim de semana em seus Estados, o que é um absurdo.
Se têm moradia paga em Brasília, que se mudassem para lá com a família.
É assim que as empresas fazem, e os militares também. Quando um militar ou funcionário de empresa é transferido para outra cidade, muda-se junto toda a família.
Segundo o site Contas Abertas, foram gastos R$ 84 milhões com os passeios aéreos de nossos deputados e senadores, só em 2008. Para se ter uma idéia, com esse dinheiro dá para construir um bom hospital.
Consultado, o Exército respondeu: o Centro de Comunicação Social doExército informa que os militares do Exército não recebem qualquer tipo de subsídio para si ou para seus familiares destinado a viagens constantes da cidade onde servem para qualquer outra.
O Decreto nº 4.307, de 18 de julho de 2002 que regulamenta a MedidaProvisória nº 2215-10, de 31 de agosto de 2001 e trata, especificamente,dos direitos pecuniários dos militares movimentados no interesse da Administração Militar, no tocante à concessão do auxílio transporte ao militar e seus dependentes, estabelece que é um direito pecuniário devido ao militar da ativa, quando o transporte não for realizado por conta da União, para custear despesas nas movimentações por interesse do serviço,nelas compreendidas a passagem e a translação da respectiva bagagem, para si, seus dependentes e um empregado doméstico, da localidade onde residir para outra, onde fixará residência dentro do território nacional.
Ora, se os militares, que servem muitíssimo melhor ao Brasil do que a maioria de nossos parlamentares, se fixam nas cidades onde passam a servir, por que é que os políticos não podem fazer o mesmo? Vão dizer que retornam toda semana a suas cidades para fazer contatos com as bases? Tá bom...

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