Bancos suíços já foram investigados no Brasil por práticas ilegais e seus funcionários, presos pela Polícia Federal.
Portanto, não causa espanto a notícia de que o banco suíço UBS ajudou americanos na prática de sonegação de impostos. O Lloyds, banco inglês, pagou há cerca de um mês, multa de 1,3 bilhão de dólares por alterar os nomes de remetentes de dinheiro para os Estados Unidos. E o banco do bilionário texano, Sir (Cavaleiro) R. Allen Stanford é acusado de praticar um golpe ao estilo de Bernard Madoff, mais uma pirâmide de Ponzi. Com enorme semelhança, também a atuação de Stanford no mercado despertava suspeitas há anos, há mais de uma década, e ninguém da SEC, órgão regulador do mercado financeiro, tomou providências. No México, onde o banco de Stanford mantinha filiais, além de Colômbia, Venezuela, Peru, e mais uns 130 países, há a forte suspeita de que a instituição lavava dinheiro para os cartéis da droga. O UBS chamava o esquema de "The swiss solution" , que significa "A solução suíça". Agora, é pressionado pelo governo americano a revelar os nomes de 52.000 clientes, prováveis adeptos da "solução suíça". Estes são alguns crimes dos bancos. Como existem os paraísos fiscais, e ninguém ainda ousou empreender uma luta firme pela sua extinção, algumas ou muitas instituições financeiras seguirão praticando crimes à vontade. Barack Obama é a favor do banimento dos paraísos fiscais, que os americanos chamam de "tax heavens". Tomara que se disponha a levar essa luta adiante.
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