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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O saco sem fundo das montadoras

A situação econômica das montadoras americanas revela-se um saco em fundo. A General Motors, que havia solicitado US$ 10 a 12 bilhões no fim de novembro, informa agora ao Congresso dos EUA que o buraco é mais embaixo: Hoje, ela precisa de US$ 18 bilhões.
Se a ajuda não viar, a empresa avisa que entrará em moratória, "muito provavelmente precipitando um colapso na indústria doméstica e em sua extensa cadeia de fornecedores." Isso trará, segundo a GM, sérias conseqüências a longo prazo para a economia.
Em troca, a companhia promete uma dramática mudança no seu portfólio de produtos, reduzindo a quantidade total de produtos de 48 para 40 até 2012 (isso não parece um grande sacrifício...), e a redução dos custos trabalhistas (leia-se redução de salários) de modo a tornar-se competitiva com as fabricantes estrangeiras que produzem nos EUA.
Além disso, o presidente da empresa, Rick Wagoner prometeu reduzir seu salário a US$1,00 em 2009 e dispensarbônus anuais este ano e no próximo (ora, produzindo essa montanha de prejuízos, só faltava mesmo querer bônus).
Prometeu também cortar em 50% os salários dos executivos sêniores e parar de usar os jatos corporativos... Ora, que tremenda concessão...
No mês, as vendas da GM caíram 46% em comparação ao ano passado, e as da Ford, 36%. A Toyota teve redução de 34%. A Honda acusou queda de 31% nas vendas de novembro.
Os resultados foram horríveis, apesar das promoções, descontos e juro zero. As previsões são que o ritmo de vendas se manterá fraco, ou até pior, no início de 2009.
A Ford também saiu com a conversa de pagar um salário simbólico a seu presidente, Alan Mulally, SE a companhia conseguir os US$ 9 bilhões que pediu ao Congresso. A Ford pretende voltar ao lucro em...2011. Até o terceiro trimestre deste ano, a Ford teve um prejuízo de US$ 8,7 bilhões. Uma máquina de perder dinheiro.
Mesmo as filiais brasileiras dessas firmas sendo (até agora) lucrativas, não se pode ter a ingenuidade de acreditar que o vendaval econômico-financeiro mundial não irá atingir o Brasil com muito mais intensidade do que a registrada até agora.

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