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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Economistas, alquimistas

O formidável e espirituoso informativo jurídico Migalhas traz, em sua edição de hoje, este delicioso exerto sobre os economistas:
"Leonardo Arroyo está convicto de que 'toda a economia moderna se baseia em superstições : a do ouro, a do produto nacional bruto, a da renda per capita etc., ao invés de ser baseada nas exigências e necessidades prementes do cotidiano nobremente animal'. Daí ter concluído que os economistas modernos são os herdeiros diretos dos alquimistas medievais : '- Planejam tudo, estudam, criam olheiras meditativas, inventam termos cabalísticos (reversão de expectativas, futuro desiderativo, presente coercitivo, consumo desobrigado etc.), debruçam-se sobre abstrações como os alquimistas. Para nos dar o quê ? O que deram os alquimistas : o banho-maria!'"
Raimundo de Menezes, História pitoresca de quarenta cadeiras: anedotário da Academia Paulista de Letras.
S.Paulo: Hucitec, 1976. p.184

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