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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Água é vida

O Tajiquistão é um páis montanhoso, na remota região entre a China e o Afeganistão, berço de países com nomes estranhos, terminando em "ão", como Quirguistão, Casaquistão, Usbequistão.
Pela foto, aparentemente, é um lugar árido. Mas ali estão 40% da água da Ásia Central, embora não haja indústrias nem desenvolvimento. Mas, como diz a inscrição ao pé do túnel que conduz à gigantesca usina hidrelértica de Nurek, "água é vida".
É tudo, e o mundo carece dela. Essa estrada conduz às obras da represa de Rogun, que quando estiver pronta será a maior do mundo. O país, após dez anos de guerra civil, está quebrado, mas a China irá investir US$ 300 milhões na usina de Nurek 2. Pouco, considerando-se o custo de usinas muito menores aqui no Brasil. Os tajiques dizem que só Rogun irá custar US$ 3,2 bilhões.
Assim, o país irá exportar energia elétrica para vizinhos da região, como o Afeganistão e o Paquistão.
O Tajiquistão tem grandes fazendas de produção de algodão, cada qual com um dono, que impõe suas condições aos trabalhadores, a maioria dos quais não têm direito de negociar salários nem reclamar de atraso ou falta de pagamento. Não ganham o suficiente para comprar o que produzem.

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