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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Cidade da Música

*Por Edu Buys
Diz-se de eleições, que é a hora da verdade para todo político que, afinal, depende de votos, para sobreviver em sua profissão. São políticos profissionais, full time, assim é a nossa democracia. E o que um bom político deveria fazer?
Construir uma plataforma sobre os anseios daqueles que representa para, a partir deste ponto, lutar com unhas dentes pelos seus representados e seus legítimos interesses. Mas, não é assim que funciona.
Quem de nós participou da construção destas plataformas, com o apoio de algum partido ou candidato, a não ser por chamados de última hora, verdadeiras caronas de prestígio com a representação natural desta ou daquela comunidade. Sem uma boa fundamentação, lá vão os representantes em seus vôos solo, fazendo o que querem e, muitas vezes, querendo o que não devem.
E nós, os 'controladores', como também não estudamos, nem participamos dos 'planos de vôo', ficamos 'a ver navios', com cara de tolos. Constrói-se uma verdadeira Pirâmide Municipal, de quase R$ 500 milhões de nossos suados impostos, bem diante de nossos narizes, e ficamos de mãos atadas.
Culpa do faraó?
Nem o nome dele é aqui citado, nem nunca foi, porque a culpa é dos chefes do faraó, que somos cada um de nós. Se não sabemos jogar o jogo, o problema (e que problemão!) é nosso. E então, vamos ficar imobilizados em cima dos trilhos, paralisados com a imagem da locomotiva se aproximando em alta velocidade, como num pesadelo? Ou vamos juntar os cacos e fazer o melhor, daquí para frente?
Outro dia lí, de passagem, que o Gabeira, dos mais esclarecidos e corajosos, e honestos, arrisco dizer, políticos brasileiros, candidato à prefeitura do Rio, ainda não tinha posição sobre o que fazer com a Cidade da Música! Então, se até agora não sabe, que consulte suas bases e a população em geral. Não dá para termos uma nova ANGRA II de indecisão, no coração da Barra, sem decidir o que fazer, e depois de tanto investimento.
Nossa sugestão, tantas vezes perseverada em posts anteriores, como listados abaixo, é a de que tenhamos uma "Cidade" da Cultura, onde se acomode a Orquestra Sinfônica Brasileira, muito bem acomodada, num espaço de 10 à 20 % da área construida, e mais a manutenção de um grande anfiteatro, Sala de Convenções e/ou de Concertos em outros tantos 10 ou 20% de espaço. O restante da área seria destinada a capacitação profissional, desde em teatro, cinema e vídeo, prioritariamente, mas também, se cabível, de outras profissões, na área de comércio e serviços, de vocação do Rio de Janeiro.
Edu Buys é comerciante no Rio de Janeiro e edita o Blog do Varejo. As fotos são de autoria dele.

Um comentário:

  1. LL: especial ver nosso texto postado num blog que está entre os nossos 5 preferidos (veja indicação no Blog Day).
    Grato por isto.
    E, aí abaixo, vai o 'rebote', que o assunto ainda está entalado.
    Abraço, Edu

    "...ainda sobre a
    Cidade da Música

    É claro que todo o sujeito que escreve, às vezes até compulsivamente, quer ver divulgadas suas idéias, menos por vaidade e mais por necessidade de escrever sua história no mundo, deixar sua marca para sempre. É humano.

    Ou não?

    Então, foi bom ver nosso post sobre a Cidade da Música carioca ser republicado no blog De Tudo, Um Pouco que, mesmo sendo paulista, demonstrou interesse talvez por tratar-se de assuntos de cidadania.

    Filosofias à parte, nossa 'encrenca' com a Cidade da Música vem de longe, porque não é só uma obra portentosa e cara, feita por uma cidade que tem dificuldades em áreas carentes de recursos. Isto, por só, já seria suficiente. Nossa renitência com o assunto foi o 'trauma' provocado por uma decisão arbitrária, de um gestor que já havia ouvido um enorme 'NÃO' para um projeto similar, de um museu estrangeiro, o Guggenheim, extraordinário, mas caríssimo.

    Parece que, para mostrar que quem mandava era ele, decidiu, meio que sorrateiramente, colocar 500 MI, de nossos impostos, neste BIG projeto, no coração da Barra. Parece como um monumento que diz: NÃO QUERIAM, POIS AGORA QUE ENGULAM. Então, como em uma democracia um gestor, designado pelos seus concidadãos, pode fazer o que bem entende?

    E foi, exatamente, o que ocorreu.

    Agora, temos que tirar duas lições, no mínimo, pois custaram mais de MEIO BI: o que fazer, depois do leite derramado' e como, jamais, deixar acontecer de novo?

    Nossa sugestão é fazer uma Cidade da Cultura. Num monumento que custou muito esforço para 10 milhões de pessoas, que seu alcance seja, democraticamente, o maior possível (não pode é ser apenas para 10 mil ouvintes da OSB). Teatro, cinema, vídeo e, quem sabe, ainda sobre espaço para outras formas de capacitação pessoal e profissional.

    A segunda sugestão, mais complexa, de fazer valer a democracia, isto é uma tarefa de todos. Temos que fazer nossas conquistas e avanços, sem ficar naquela velha história do 'faz de conta'; um finge que engana, o outro finge que acredita.

    Eduardo Buys Blog do Varejo WWW.varejototal.zip.net "

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