No Brasil, convencionou-se que a inflação é representada pela figura do dragão, sabe-se lá por quê.
O presidente Lula disse que devem tirar o cavalo da chuva (expressão que, aqui, significa abandonar as pretensões) os que acham que o governo permitirá o avanço da inflação.
A depender do Banco Central, não mesmo. Se o controle do dragão dependesse do Ministério da Fazenda, comandado pelo incompetente e leviano Guido mantega, estaríamos perdidos. O pior é que mantega é professor da renomada FGV. Coitados de seus alunos.
Vejam só: Uma garrafa de 900 ml de óleo de soja custava, há cerca de um ano, 1,75 real. Hoje, não sai por menos de R$ 3,40. Um quilo de feijão, eu mesmo comprava, também há um ano, por menos de dois reais. Atualmente, custa entre R$4,50 e R$ 6,00, conforme a qualidade.
Isso, com o real extremamente valorizado ante o dólar, e com a Petrobrás segurando o aumento de preços da gasolina e do diesel.
Muito bem. Aumentam-se os juros, mas o governo não segura seus gastos. Ora, o dinheiro público, solto, é lenha na fogueira da inflação. Lula diz que não há onde mais cortar gastos.
Há, sim. Numa economia gigantesca, tudo conta, toda ação contribui. A própria Lei Seca, dizem as manchetes, faz os hospitais de São Paulo, capital, economizar R$ 4,5 milhões/mês. Que dirá no Brasil inteiro? Quantas pessoas receberão melhor atendimento com essa economia?
Governar, já dizia não sei quem, é estabelecer prioridades. Correto, porque os recursos públicos são sempre insuficientes.