De Lula, pode-se dizer, como se diz aqui no nosso Brasil, "O homem tá que não se agüenta". Imaginem o que não seria o país se Lula não fizesse as concessões éticas que faz, se não anistiasse notórios picaretas como Severino. Pense comigo, caro leitor: A economia vai bem, as pessoas ascendem socialmente, e atenção tem sido dada às classes menos favorecidas. Que necessidade tem o presidente de acobertar malfeitores como tem feito? Foi o cheque que ele se dispôs a dar a Roberto Jefferson, foi a não recriminação da ex-ministra da Igualdade Racial, e agora, a complacência com a bisbilhotice patrocinada pela ministra-chefe da Casa Civil, sua mais importante auxiliar.
Com os índices de popularidade que ostenta, Lula não precisaria comprar apoio circunstanciais no Congresso, nem permitir o aparelhamento da máquina estatal como faz amiúde.
Não, ele não precisava. A menos que tenha muito o que esconder, a amenos que saiba algo a respeito do assassinato de Celso Daniel, o prefeito de Santo André eliminado ao saber que o dinheiro sujo arrecadado não ia para o partido, mas estava sendo desviado para o bolso de gente do PT.
Uma pena porque mesmo um mestre da dissimulação, untado com teflon, um dia erra o passo ou a sorte o abandona.
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