A vida na Somália não é fácil, mesmo depois da queda do ditador Mohamed Aidid.
Na foto, esta mulher é uma das muitas refugiadas, como as que ela observa pela janela, num dos vários campos de refugiados internos (IDP, ou Internally Displaced People).
O que parecia ser o fim das infindáveis batalhas internas da Somália, no Chifre da África, quando o Governo Federal de Transição da Somália, 15 meses atrás, instalou-se em Mogadíscio, capital do país, revelou-se uma ilusão.
As lutas na capital ressurgem, e novos refugiados procuram os campos, muitos vivendo em cabanas feitas de papelão, que se desfazem quando chove. Estima-se em meio milhão o número de pessoas que fogem de Mogadíscio. Os chefes do governo de transição dizem que, a menos que recebam mais ajuda, como agentes de paz internacionais, armamentos, treinamento e dinheiro para o pagamento dos militares, o atual governo cairá como caíram os treze que o precederam.
Em um ponto de distribuição de alimentos de Mogadíscio, as pessoas, a maioria mulheres e crianças, esperam três horas por sua ração diária. Muitos dos fatores que criaram a tragédia dos anos 90 estão presentes agora, como a seca, a guerra, o deslocamento de populações, preços de alimentos em disparada.
A ONU disse que o país é o mais perigoso para os agentes de ajuda humanitária. Enquanto as forças do governo lutam contra insurgentes islâmicos, menos de um terço dos soldados prometidos pela União Africana foram enviados, e a ONU não deverá mandar forças de paz tão cedo. A defesa do país está entregue quase que toda a tropas de adolescentes com armas caindo aos pedaços.
Os moradores dizem que apesar dos precedentes, nunca haviam visto a cidade tão violenta. Há crianças com dez anos portando granadas de mão, e policiais dizem que muitos insurgentes são crianças esfomeadas que recebem algum dinheiro pelo trabalho.
Não há nada, no hospital de Madena as vítimas de tiros têm de esperar longo tempo por tratamento. Alguns culpam o atual governo pela situação.
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