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sexta-feira, 28 de março de 2008

Circuitos flexíveis

Pense em um equipamento eletrônico dobrável. Por menores que os atuais laptops e celulares sejam, não se pode vesti-los.
Novas placas de circuitos eletrônicos flexíveis poderão permitir a fabricação de monitores, sensores, luvas cirúrgicas e outros equipamentos em formatos do corpo humano, asas de avião, fuselagens.
Elas poderão agregar componentes como transístores, amplificadores, etc., com desempenho similar ao dos tradicionais circuitos de silicone.
Feitos com "nanofitas" (nanoribbons) de cristais de silicone e plástico, 50 destas novas placas flexíveis empilhadas teriam a espessura de um fio de cabelo.
John Rogers, Professor de Engenharia e Ciência de Materiais da Universidade de Illinois, EUA, diz que " Através de leiautes mecãnicos cuidadosamente otimizados e configurações estruturais, pode-se usar silicone em circuitos integrados que sejam totalmente dobráveis e flexíveis." As placas de circuito integrado são feitas com sua junção a uma base de borracha de silicone.
O processo confere à placa uma geometria complexa que permite que seja dobrada e esticada em diferentes direções sem perder a condutividade elétrica.
Em 2005, o professor Rogers e equipe desenvolveram placas de circuito que podiam ser esticadas, mas somente em uma direção.
Quanto mais robustos os circuitos sob torção, mais facilmente eles se tomarão as formas onduladas que, por sua vez, darão maleabilidade a todo o sistema.
Para isto, os pesquisadores usam circuitos ultra finos desenhados para abrigar os materiais mais frágeis em um plano neutro, que reduz ao mínimo sua exposição a tensões mecânicas.

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