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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A homofobia africana

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã, disse que em seu País não há homossexuais.
Talvez inspirados nele, Yoweri Museveni, presidente de Uganda declarou: "Aqui (em Uganda) não temos homossexuais".
Outro presidente africano, Robert Mugabe, do Zimbabue disse:"Gays e lésbicas são piores que porcos". Eis alguns exemplos da homofobia que tomou conta do continente africano. Mesmo no Senegal, considerado um país moderado por ser um dos poucos que incluem homossexuais em suas campanhas contra a Aids, está vivendo uma campanha homófoba que se iniciou com a prisão de 20 pessoas por terem assistido a um casamento gay, ocorrido há cerca de um ano.
Dos 53 países do continente, somente dez não criminalizam gays e lésbicas, e apenas a África do Sul legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Na maioria dos demais países africanos, os homossexuais estão sujeitos a penas de três anos de prisão, de prisão perpétua, em Uganda, e à pena de morte no Sudão e na Nigéria. Em Camarões, há mais de quatro meses, 11 homens permanecem presos, um deles de apenas 19 anos. Os demais presos, heterossexuais, os agridem o tempo todo.
No Quênia, as lésbicas são obrigadas a se casar e são vítimas de abusos e violações denominadas "corretivas".

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